Brejas passou de novo pela Bélgica !
Iniciamos então a série: Na rota Trapista!
Aquilo que fazemos,
Como o fazemos,
E o fato de fazermos.
No interior destas abadias trapistas os monges se esforçam para viver do trabalho de suas próprias mãos, que transcendem a sobrevivência para transbordar solidariedade com o homem ativo fraterno à criação divina.
Os Trapistas pertencem a uma congregação religiosa católica da Ordem dos Cistercienses de Estrita Observância. Depois de sua fundação em 1098, esses religiosos cumprem diversas formas de trabalhos manuais principalmente no setor alimentício, como na produção de pães, queijos, cervejas e licores.
A reputação de qualidade de seus produtos alcançou fama internacional. O segredo destas receitas foi conquistado com a maneira como fazem o trabalho, realizando como simples atividade terapêutica de demonstração de amor naquilo que fazem e nunca visando construir uma imagem, uma carreira empresarial ou acúmulo de dinheiro. O trabalho então representa uma atividade de lazer e de contribuição comunitária ! A renda adquirida pela atividade comercial deve ser direcionada as necessidades materiais, intelectuais, e espirituais dos monastérios sendo o excedente consagrado as obras de caridades sociais e as necessidades de outros monastérios trapistas.
Conscientes do valor econômico da nominação trapista, ainda antes da segunda grande guerra, os trapistas tentavam proteger a economia de seus monastérios proveniente da produção de cerveja. Os monges de Orval, anjos guardiões protetores dos interesses trapistas abriram uma ação na justiça com o objetivo de proteger o nome “cerveja trapista”, e a partir dai, aquele que usasse o nome abusivamente seria processado. Mas foi em setembro de 1985 que o Tribunal de Comércio de Bruxelas reconhece claramente a nominação e cria-se a Associação Internacional Trapista e o selo Produto Autêntico Trapista.
O Selo garante não somente a origem monástica do produto mas também que os produtos vendidos satisfazem a qualidade e a tradição encontradas dentro da vida comunitária trapista.
Atualmente o selo é usado em cervejas, licores e queijos e as abadias autorizadas a utilisá-lo em suas cervejas são as abadias de Achel, Orval, Scourmont(Chimay), Rocheford, Westmalle, Westvleteren na Bélgica e Koningshoeven (La Trappe) na Holanda.









24/Outubro/2007 as 9:49
Agora fiquei ainda mais com vontade de tomar todas ! Em especial a Westvleteren, que é a unica que eu nao encontro no supermercado …
Abracos e parabens pelo otimo trabalho !!!