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Saiba em quem votar: Candidatos que apoiam as cervejarias artesanais brasileiras

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Confira a seguir os candidatos a deputado que já manifestaram publicamente seu apoio ao setor microcervejeiro nacional:

SÃO PAULO

Maurício Lodi (Candidato a Deputado Estadual)

MauricioLodi

Ricardo Alvarez (Candidato a Deputado Federal)

RicardoAlvarez


PARANÁ

Rui Hara (Candidato a Deputado Federal)

Rui

Vanessa Campos (Candidata a Deputada Federal)

VanessaCampos

Eduardo Reiner (Candidato a Deputado Federal)

Reiner

RIO GRANDE DO SUL

Jerônimo Goergen (Candidato a Deputado Federal)

JeronimoGoergen

ATENÇÃO: O BREJAS está nesta campanha meramente informativa, de forma totalmente GRATUITA.

Relacionamos aqui todos os candidatos (de qualquer partido, a qualquer cargo, de qualquer estado) que manifestaram até o presente momento seu apoio ao setor das microcervejarias. Não efetuamos pesquisas sobre suas vidas pregressas, considerando que essa tarefa deve ser feita por você, eleitor, a fim de definir seu voto.

Até as eleições de 5 de outubro, esta página estará aberta e será atualizada sempre que chegarem novos apoios. Para participar dela e ser visto por mais de 3 milhões de usuários do site em todo o Brasil, basta ao candidato nos enviar a arte das propostas em prol do setor para o e-mail: mauricio@brejas.com.br.

Não vale promessa “em favor da pequena empresa”, genericamente. Tem que ser ESPECÍFICO, em prol dos pequenos cervejeiros artesanais.

Uma ilha chamada São Paulo

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IlhaSaoPaulo

Cervejas artesanais paulistas são as mais tributadas do país

Na seção “Política” da edição de agosto da revista Last Call for Beer (que ainda vai ser distribuída aos sócios do clube de cervejas Have a Nice Beer), o jornalista Roberto Fonseca restabelece uma discussão pertinente: quais os limites quantitativos – ou, vá lá, éticos – segundo os quais uma cervejaria pode ser chamada de “artesanal”? A questão está longe de ser meramente filosófica ou especulativa, já que revisões de regimes tributários para as cervejarias devem ser feitas em razão dessa definição.

De fato, nos últimos tempos, vários estados brasileiros têm reposicionado legislações tributárias de suas competências para desonerar o setor cervejeiro artesanal. Esse salutar movimento acontece em estados das regiões Sul e Sudeste, caso de Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, os quais reduziram o ICMS para o que cada qual considerou ser “microcervejarias” ou “cervejarias artesanais”.

O leitor sentiu falta de alguém nessa lista?

Se respondeu “São Paulo”, acertou. O estado é o único do eixo Sul-Sudeste – tradicionalmente um reduto cervejeiro artesanal –, onde ainda não há qualquer atrativo para o pequeno empreendedor cervejeiro. Nenhuma redução de ICMS à vista. Nenhum deputado estadual engajado na questão. Nenhuma lambuja. Nada. Justamente onde há o maior aumento no número de cervejarias artesanais no Brasil, São Paulo é uma ilha de intolerância fiscal em relação ao setor, rodeada de estados nos quais há avanços.

Há, porém, escapatórias factíveis, e a curto prazo, para esse apagão. As eleições estaduais se aproximam, e urge efetuar-se um trabalho de campo para delimitar, por entre as cabeças de cada candidato a deputado estadual e governador, quais deles poderão se comprometer com os cervejeiros artesanais. A partir desse esquadrinhamento, divulgar listas que poderão servir de estímulo ao voto para os favoráveis à causa.
A recém-criada Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) pode ser a grande instrumentadora desse trabalho de mudança de atitude por parte da classe política paulista.

Não há momento melhor do que agora.

Não vai ter Kaiser Bock neste inverno. #Voltakaiserbock!

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KaiserBock

Produção da cerveja foi suspensa pela Heineken

Minha história com a cerveja Kaiser Bock começou numa noite gelada da década de 90 em São Tomé das Letras, cidadezinha mineira no alto da Serra da Mantiqueira. Era lá que iam (ou ainda vão, não sei) moleques que, como eu, ainda preservavam a crença em ovnis e consideravam que a vida ideal poderia consistir em tomar vinho barato diante da fogueira, olhando as estrelas e fazendo outras coisas menos publicáveis. Lembro que, no boteco do camping, havia aquela cerveja mais escura e com sabor tostadinho que não me enjoava como as outras então disponíveis, e que esquentava a palavra e a cantoria raul-seixeana ao redor do violão. Tomei cântaros dela.

A vida correu e jamais desapeguei da Kaiser Bock, uma das poucas e honradas cervejas brasileiras “de massa” que, a cada inverno, informavam o brasileiro sobre a existência de novos estilos cervejeiros diferentes da velha standard lager do boteco. Por causa dela, aliás, até hoje tem gente acreditando que só existem duas categorias de cervejas, a “pilsen” e a bock. Não é verdade, mas, a bem da cultura cervejeira, pelo menos é um começo. Não me lembro de ter falhado sequer um ano, tomando pelo menos uma garrafinha pra sentir como a breja estava.

Pois que, nesse ano, senti falta da danadinha. Procurei e não encontrei. Resolvi mandar um e-mail pra Heineken Brasil, que a produz, mesmo com pouca esperança de resposta, que, pro meu espanto, chegou:

“Boa tarde Sr. Mauricio

Agradecemos o contato e ficamos satisfeitos em atendê-lo!

Informamos que por questões mercadológicas, a cerveja Kaiser Bock não será distribuída este ano. O motivo dessa decisão é o de que a HEINEKEN Brasil está reavaliando o portfólio de seus produtos.

Estamos sempre à disposição.”

É isso, simples assim. Nesse ano, #naovaiterkaiserbock e pronto.

A despeito das diretrizes da Heineken Brasil, permitam-me lançar um lamento. Estão matando a boa e velha Kaiser Bock, uma cerveja pioneira que, desde 1993, ajuda a ensinar os brasileiros que há algo mais no árido horizonte das cervejas clarinhas, fraquinhas, levinhas. Uma das pouquíssimas cervejas mainstream brasileiras a aliar baixo preço e boas percepções de aromas e sabores.

Campanha #voltakaiserbock

Cervejeiros nostálgicos de todas as plagas, uni-vos! Ouso lançar aqui, mesmo que de brincadeira, a campanha pela volta da breja, espalhando a hashtag #voltakaiserbock. Não sei se serei ouvido nem apoiado, mas faço a minha parte pela volta dessa cerveja tão marcante — e importante para a educação cervejeira.

Enquanto a breja não volta, chore comigo lembrando o velho e inesquecível comercial da breja:

Refrigerantes entram no Simples, e cerveja continua vilã

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Câmara conclui votação de projeto que amplia o Supersimples: cervejas continuam fora

Notícia veiculada ontem, 03/06, no G1 Economia:

“A Câmara dos Deputados concluiu nesta terça-feira (3) a votação do projeto de lei que prevê a “universalização” do Supersimples, programa de pagamento simplificado de tributos para micro e pequenas empresas.

O texto-base foi aprovado pela Casa em maio, mas os deputados ainda não tinham analisado as 19 emendas (propostas de alteração da matéria). Agora, o projeto segue para análise no Senado antes de ir à sanção presidencial.

A proposta inclui no sistema de tributação simplificada mais de 140 segmentos que antes não eram contemplados, beneficiando, sobretudo, profissionais liberais. Com o projeto, o único critério para aderir ao Supersimples será o faturamento, que pode chegar a R$ 3,6 milhões por ano.

Pelo texto, passarão a ter direito a aderir ao sistema empresas jornalísticas, consultórios médicos e odontológicos e escritórios de advocacia, entre outros. Só não poderão participar do regime de tributação empresas produtoras de bebidas alcoólicas e de tabaco.

Os deputados aprovaram na sessão desta terça a inclusão entre os beneficiários do Supersimples de produtores de água gaseificada, refrigerantes e preparações para elaboração de refrigerantes, o que não estava previsto no texto-base.”

NOTA DO EDITOR: Até quando, na cabeça dos deputados (que, por sinal, são o “espelho” da cabeça dos brasileiros), a cerveja ainda vai ser comparada ao cigarro como uma droga, mesmo a ciência comprovando que existem níveis seguros e até benéficos de consumo? Até quando bancadas religiosas (ou, quem sabe, financiadas por grandes grupos cervejeiros) ainda vão dar as cartas no Congresso? Aí vêm as eleições, e é bom saber dos seus candidatos o que eles pensam a respeito!

A cerveja da Granja Comary

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GranjaComary

A cerveja “Brahma Seleção Especial” é mesmo feita com cevada plantada na Granja Comary?

Uma das polêmicas de ontem nas mídias sociais foi a nota do jornalista esportivo Juca Kfouri ao afirmar que não havia encontrado a plantação de cevada na Granja Comary a partir da qual, conforme a campanha publicitária, teria sido fabricada a cerveja “Brahma Seleção Especial” (entenda aqui a questão).

Uma análise mais ponderada do caso suscita uma questão: estaria a AmBev mentindo? A cevada utilizada na cerveja veio mesmo do “solo sagrado” da Granja Comary? A partir dessa suspeita, segundo Kfouri, um terremoto estaria a assolar a AmBev nesse momento, com consumidores e donos de supermercados exigindo devoluções de mercadorias e indenizações.

Prontamente brotaram especialistas a tentar esclarecer a questão. Alguns deles chegaram a esquadrinhar a quantidade de cevada plantada em relação ao espaço disponível no terreno do centro de treinamento da Seleção, estimando matematicamente o que poderia ser maltado e efetivamente utilizado numa produção cervejeira, tudo com a intenção de “provar” que a propaganda é um embuste, já que não haveria matéria prima suficiente para uma grande produção. Outros, mais raivosos, têm certeza que, como exposto na matéria de Kfouri, a plantação só foi posta lá pra gravar o comercial, e depois tudo foi pro lixão de Teresópolis.

A pergunta de ouro é: E DAÍ???

Você realmente acredita que aquele desodorante é muito melhor porque tem “partículas de cabra macho”? Você usa aquele outro porque, se usar, “elas avançam”? Costuma comprar o seu sabão em pó só por causa dos nomes mirabolantes — e inventados — dos alegados “princípios ativos”? O seu xampu está na prateleira da sua casa por causa do nome elaborado do tipo “multiqueratine”?

Você acredita, de verdade, uma cerveja cuja cevada foi alegadamente plantada no “solo sagrado da Granja Comary” vai te dar superpoderes? Você crê que será, dessa forma, “abençoado” pelos “nossos craques”, aqueles senhores milionários de camisa amarela que você passou a idolatrar e que, por algum motivo que só você pode explicar, te representam?

A propaganda está aí pra isso mesmo: alardear seus produtos como os melhores do universo. Na propaganda — inclusive política — o proselitismo não é apenas uma alternativa. É quase obrigatório. Não se gastam milhões de reais numa campanha publicitária que induza o consumidor a questionar se o produto é ou não o melhor. A dinheirama é gasta pra fazê-lo ter certeza disso.

“Propaganda enganosa!”, bradarão alguns

De fato, a lei brasileira protege o consumidor de espertinhos que tentam fazê-lo crer que um determinado produto ou serviço tem o que, de fato, não tem. No caso Kfouri-AmBev, apesar da discussão ser inútil, é bem possível que pelo menos uma pequena parte da cevada plantada na Granja Comary tenha sido usada na produção da Brahma Seleção Especial. Nem que tenha sido um grão por garrafa. É imperioso notar que a empresa, em seu comunicado oficial, diz que “o cereal foi beneficiado, transformado em malte e utilizado na produção da cerveja”. Como bem ponderou o leitor de BREJAS Marcio Rossi, a empresa se aproveita publicitariamente de uma informação que não pode ser provada (ou desmentida!). É o mesmo caso daquele refrigerante que diz, no rótulo, que “contém suco natural”. Ninguém, em sã consciência, acredita que a bebida contenha 100% de suco natural. E fica por isso mesmo, sem qualquer indignação.

A revolta dos “Torcedores de Rótulos”

No meu livro “Cervejas, Brejas e Birras”, eu dedico todo um capítulo para esquadrinhar a cabecinha desse espécime de consumidor a quem eu chamo de “Torcedor de Rótulo”. A esse, não há que se discutir a qualidade dos ingredientes da sua “cerveja do coração”, bastando-lhe a embalagem bacana, a musiquinha da campanha na TV, a modelo gostosa ou os jogadores de futebol que aparecem apoiando a marca. E pronto, o consumidor vira um torcedor, um defensor da marca.

A essas pobres almas, e somente a essas, concedo o benefício da revolta. Esse pobre-coitado, a quem a sorte não aquinhoou com inteligência suficiente para questionar a propaganda na TV e entender que se trata de, bem, uma propaganda, e não o Diário Oficial, esse sim tem porque se revoltar. Motivo sim, mas não direito, frise-se! Pois juiz nenhum levará a sério um consumidor que acha que a cevada supostamente plantada com a “bênção” de jogadores de futebol fará a grande diferença do produto!

É de avaliações e escolhas que se faz a vida. Escolha beber a cerveja “abençoada pelos craques”, e espere a retribuição possível. A mesma conta deve ser feita diante, por exemplo, de uma urna eletrônica. Essa sim, uma escolha que fará a diferença.

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