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Ser honesto no Brasil é perigoso?

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A incrível história do cervejeiro do Rio de Janeiro, Rubens Komnisky nos faz pensar se vale mesmo a pena permanecer no Brasil e aqui empreender. O advogado decidiu profissionalizar a atividade de produzir cerveja e buscou, a partir daí, todos os caminhos legais existentes para abrir sua empresa, mesmo sabendo das condições pouco favoráveis no país para os setores produtivos. Ele não imaginava que seria fácil. Sabia que haveria muitas dificuldades, mas não esperava encontrar os empecilhos com os quais topou pela frente.

Ser honesto no Rio de Janeiro é perigoso

Essa é a frase utilizada pelo cervejeiro na entrevista dada ao Pão e Cerveja. E quer saber? Acho que ela pode ser estendida ao país todo, não é exclusiva da cidade onde Rubens vive. Infelizmente é essa a constatação

Luz no fim do túnel

Um dia, já desanimado com todas as barreiras para ser um empreendedor no Brasil, Komnisky encontrou uma resposta inesperada, durante uma reunião de trabalho na área em que atua, a advocacia aeroportuária. Se no Brasil não querem sua honestidade e uma empresa legal, nos Estados Unidos isso é valorizado e, principalmente, incentivado. Resultado: a cervejaria dele foi legalmente registrada em Nova York.
Ouça o Pão e Cerveja com a entrevista completa. Quem sabe ela não seja a resposta para suas dúvidas, leitor?

Desgourmetizando a cerveja

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Há uma semana estreou na Rádio Web Pão e Cerveja a coluna Desarmonizando, conduzida por Anselmo Mendo, Gustavo Passi, Renato Martins e Ricardo Shimoishi, os quatro cavaleiros do Beer Cast, que é um canal de divulgação cervejeira através de podcasts semanais. Na coluna feita para a rádio online, a proposta é a de descomplicar a degustação de cervejas. Diante de tantos degustadores profissionais, com conselhos e dicas do que tomar e com o que harmonizar, o simples ato de tomar uma cervejinha no fim da tarde tornou-se meio chato. Ninguém tem coragem de assumir que não gosta de determinados rótulos incensados pela maioria; cervejas mainstream têm sido demonizadas; ficou quase proibido tomar cerveja sem elaborar um tratado sobre ela! Para trazer um pouco de humor ao meio cervejeiro,voltando com a leveza simples de se consumir a bebida é que o quarteto foi convidado para fazer parte do time da Rádio Pão e Cerveja, que já conta com o editor do site Brejas, Maurício Beltramelli, com o mestre-cervejeiro Paulo Schiaveto, com o jornalista Raphael Rodrigues, do blog All Beers, entre outras figuras do cenário cervejeiro.
Quer rir um pouco, sem compromisso? Então escute a coluna Desarmonizando de hoje. Começa às 5 da tarde e hoje a linguagem utilizada será o ” mussumnês”
Para quem ainda não conhece a rádio segue o link para acessar

www.paoecerveja.net.br

Saiba em quem votar: Candidatos que apoiam as cervejarias artesanais brasileiras

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Confira a seguir os candidatos a deputado que já manifestaram publicamente seu apoio ao setor microcervejeiro nacional:

SÃO PAULO

Maurício Lodi (Candidato a Deputado Estadual)

MauricioLodi

Ricardo Alvarez (Candidato a Deputado Federal)

RicardoAlvarez


PARANÁ

Rui Hara (Candidato a Deputado Federal)

Rui

Vanessa Campos (Candidata a Deputada Federal)

VanessaCampos

Eduardo Reiner (Candidato a Deputado Federal)

Reiner

RIO GRANDE DO SUL

Jerônimo Goergen (Candidato a Deputado Federal)

JeronimoGoergen

ATENÇÃO: O BREJAS está nesta campanha meramente informativa, de forma totalmente GRATUITA.

Relacionamos aqui todos os candidatos (de qualquer partido, a qualquer cargo, de qualquer estado) que manifestaram até o presente momento seu apoio ao setor das microcervejarias. Não efetuamos pesquisas sobre suas vidas pregressas, considerando que essa tarefa deve ser feita por você, eleitor, a fim de definir seu voto.

Até as eleições de 5 de outubro, esta página estará aberta e será atualizada sempre que chegarem novos apoios. Para participar dela e ser visto por mais de 3 milhões de usuários do site em todo o Brasil, basta ao candidato nos enviar a arte das propostas em prol do setor para o e-mail: mauricio@brejas.com.br.

Não vale promessa “em favor da pequena empresa”, genericamente. Tem que ser ESPECÍFICO, em prol dos pequenos cervejeiros artesanais.

Uma ilha chamada São Paulo

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IlhaSaoPaulo

Cervejas artesanais paulistas são as mais tributadas do país

Na seção “Política” da edição de agosto da revista Last Call for Beer (que ainda vai ser distribuída aos sócios do clube de cervejas Have a Nice Beer), o jornalista Roberto Fonseca restabelece uma discussão pertinente: quais os limites quantitativos – ou, vá lá, éticos – segundo os quais uma cervejaria pode ser chamada de “artesanal”? A questão está longe de ser meramente filosófica ou especulativa, já que revisões de regimes tributários para as cervejarias devem ser feitas em razão dessa definição.

De fato, nos últimos tempos, vários estados brasileiros têm reposicionado legislações tributárias de suas competências para desonerar o setor cervejeiro artesanal. Esse salutar movimento acontece em estados das regiões Sul e Sudeste, caso de Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, os quais reduziram o ICMS para o que cada qual considerou ser “microcervejarias” ou “cervejarias artesanais”.

O leitor sentiu falta de alguém nessa lista?

Se respondeu “São Paulo”, acertou. O estado é o único do eixo Sul-Sudeste – tradicionalmente um reduto cervejeiro artesanal –, onde ainda não há qualquer atrativo para o pequeno empreendedor cervejeiro. Nenhuma redução de ICMS à vista. Nenhum deputado estadual engajado na questão. Nenhuma lambuja. Nada. Justamente onde há o maior aumento no número de cervejarias artesanais no Brasil, São Paulo é uma ilha de intolerância fiscal em relação ao setor, rodeada de estados nos quais há avanços.

Há, porém, escapatórias factíveis, e a curto prazo, para esse apagão. As eleições estaduais se aproximam, e urge efetuar-se um trabalho de campo para delimitar, por entre as cabeças de cada candidato a deputado estadual e governador, quais deles poderão se comprometer com os cervejeiros artesanais. A partir desse esquadrinhamento, divulgar listas que poderão servir de estímulo ao voto para os favoráveis à causa.
A recém-criada Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) pode ser a grande instrumentadora desse trabalho de mudança de atitude por parte da classe política paulista.

Não há momento melhor do que agora.

Não vai ter Kaiser Bock neste inverno. #Voltakaiserbock!

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KaiserBock

Produção da cerveja foi suspensa pela Heineken

Minha história com a cerveja Kaiser Bock começou numa noite gelada da década de 90 em São Tomé das Letras, cidadezinha mineira no alto da Serra da Mantiqueira. Era lá que iam (ou ainda vão, não sei) moleques que, como eu, ainda preservavam a crença em ovnis e consideravam que a vida ideal poderia consistir em tomar vinho barato diante da fogueira, olhando as estrelas e fazendo outras coisas menos publicáveis. Lembro que, no boteco do camping, havia aquela cerveja mais escura e com sabor tostadinho que não me enjoava como as outras então disponíveis, e que esquentava a palavra e a cantoria raul-seixeana ao redor do violão. Tomei cântaros dela.

A vida correu e jamais desapeguei da Kaiser Bock, uma das poucas e honradas cervejas brasileiras “de massa” que, a cada inverno, informavam o brasileiro sobre a existência de novos estilos cervejeiros diferentes da velha standard lager do boteco. Por causa dela, aliás, até hoje tem gente acreditando que só existem duas categorias de cervejas, a “pilsen” e a bock. Não é verdade, mas, a bem da cultura cervejeira, pelo menos é um começo. Não me lembro de ter falhado sequer um ano, tomando pelo menos uma garrafinha pra sentir como a breja estava.

Pois que, nesse ano, senti falta da danadinha. Procurei e não encontrei. Resolvi mandar um e-mail pra Heineken Brasil, que a produz, mesmo com pouca esperança de resposta, que, pro meu espanto, chegou:

“Boa tarde Sr. Mauricio

Agradecemos o contato e ficamos satisfeitos em atendê-lo!

Informamos que por questões mercadológicas, a cerveja Kaiser Bock não será distribuída este ano. O motivo dessa decisão é o de que a HEINEKEN Brasil está reavaliando o portfólio de seus produtos.

Estamos sempre à disposição.”

É isso, simples assim. Nesse ano, #naovaiterkaiserbock e pronto.

A despeito das diretrizes da Heineken Brasil, permitam-me lançar um lamento. Estão matando a boa e velha Kaiser Bock, uma cerveja pioneira que, desde 1993, ajuda a ensinar os brasileiros que há algo mais no árido horizonte das cervejas clarinhas, fraquinhas, levinhas. Uma das pouquíssimas cervejas mainstream brasileiras a aliar baixo preço e boas percepções de aromas e sabores.

Campanha #voltakaiserbock

Cervejeiros nostálgicos de todas as plagas, uni-vos! Ouso lançar aqui, mesmo que de brincadeira, a campanha pela volta da breja, espalhando a hashtag #voltakaiserbock. Não sei se serei ouvido nem apoiado, mas faço a minha parte pela volta dessa cerveja tão marcante — e importante para a educação cervejeira.

Enquanto a breja não volta, chore comigo lembrando o velho e inesquecível comercial da breja:

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