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Cerveja X Chopp: A diferença

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E não, não é a pasteurização!

Todos os vídeos da série #BrejaDoBeltra estão no canal TVBrejas do Youtube. Inscreva-se para receber em primeira-mão os novos filmes!

No ar, “Breja do Beltra”, com informações sobre cerveja

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BrejaDoBeltra

Vídeos semanais trazem conteúdo informativo e bom-humor

Custo zero, algumas coisas toscas, locações e figurinos caseiros e muito alto-astral. Assim é o Breja do Beltra, série de vídeos com este escriba falando sobre o mundo cervejeiro. A intenção é publicar um filme por semana, sempre às sextas-feiras, no Facebook (na página do BREJAS e na minha própria) e no canal TV Brejas do Youtube (inscreva-se lá!).

Ao contrário do senso comum, decidi fazer (quase) tudo eu mesmo, desde os temas, roteiro, direção e montagem final. Vamos ver o que sai, e se o pessoal vai curtir. Ao todo, os vídeos já foram visualizados por mais de 40 mil pessoas, resultado que tem me deixado bastante contente, levando em consideração que, ao menos por enquanto, não passa de uma brincadeira.

Vejam aí os primeiros três filmes dessa “saga” e me contem o que acharam:

10 perguntas e respostas sobre o Concurso Brasileiro de Cervejas

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ConcursoBrasileiroCervejas

O Concurso Brasileiro de Cervejas é a principal competição do mercado cervejeiro da América Latina, elegendo todos os anos as melhores cervejas produzidas em solo nacional. Porém, por desconhecimento ou desinformação, muita gente ainda tem dúvidas sobre vários aspectos do concurso. Como membro do Corpo de Jurados da competição, recebo muitas perguntas. Nesse post, respondo às mais comuns.

1. VI QUE HÁ JURADOS CERVEJEIROS. ELES JULGAM AS PRÓPRIAS CERVEJAS?
R.: Não! Jamais! A organização sempre cuida para que os cervejeiros não julguem nem sequer os estilos cujas cervejas estão concorrendo. Em todos os concursos sérios é assim (até na World Beer Cup dos EUA, da qual também sou julgador). Não podemos prescindir do valioso conhecimento dos cervejeiros pra ajudar a eleger as melhores cervejas do país, bastando apenas tomar esse cuidado.

2. O QUE SIGNIFICA A NOVA CATEGORIA “CERVEJA EXPERIMENTAL”?
R.: São as receitas que ainda não foram lançadas no mercado (ou, de outra forma, as que ainda não são vendidas pelas cervejarias), as quais concorrerão, a partir de 2016, a premiações em separado, embora julgadas juntamente com as demais. Elas não concorrerão ao prêmio de Cervejaria do Ano.

3. O QUE SIGNIFICA A NOVA CATEGORIA “CERVEJA BRASILEIRA”?
R.: Trata-se de uma inovação exclusiva do Concurso, que premiará cervejas que utilizam técnicas de processo ou ingredientes (frutas, condimentos, especiarias, leveduras, lúpulo e madeiras) característicos do Brasil.

4. OS ESTILOS DE CERVEJAS A SEREM JULGADOS SÃO DO BJCP?
R.: Não. O Guia de Estilos do BJCP (Beer Judge Certification Program) é utilizado para competições entre cervejas caseiras. Nas competições entre cervejeiros profissionais, o guia mais utilizado no mundo é o da Brewers Association (BA). Os 48 juízes são selecionados pela organização em função de suas capacidades reconhecidas entre os profissionais de cerveja (mestres cervejeiros, sommeliers e profissionais da área com notório saber). Portanto, o Concurso Brasileiro não segue as regras ou é credenciado pelo BJCP.

5. AS FICHAS DE JULGAMENTO SÃO POR PONTUAÇÕES EM CADA QUESITO?
R.: Até 2014, o Concurso Brasileiro utilizava um critério de pontuação numérica conferida para cada quesito (aroma, sabor, etc.). Hoje, segue-se o padrão da World Beer Cup (EUA), no qual não há pontuação numérica nas fichas de avaliação, e os juízes debatem e escolhem as amostras que serão ou não classificadas. É a forma mais justa de premiar.

6. HÁ POSSIBILIDADE DE FRAUDE NAS AVALIAÇÕES?
R.: Não. As avaliações são feitas por meio de amostras numeradas e sem qualquer identificação da cervejaria – o chamado “teste cego”. Nenhum jurado possui acesso à sala onde os copos das amostras são enchidos. Nenhum jurado possui qualquer condição de relacionar o número da amostra à cerveja ou à cervejaria. Um jurado que, a partir das suas percepções sensoriais, estiver certo de que conhece determinado rótulo em julgamento, deve levantar-se da mesa e declarar-se suspeito para julgar (eu mesmo já fiz isso algumas vezes).

ConcursoBrasileiroCervejas3

7. OUVI DIZER QUE A MESA DE JULGAMENTO DAS CERVEJAS QUE CONCORREM AO PRÊMIO “BEST OF SHOW” É COMPOSTA APENAS POR JURADOS ESTRANGEIROS. PORQUE?
R.: Justamente para minimizar que algum jurado brasileiro conheça sensorialmente alguma cerveja concorrente. Os jurados estrangeiros, que não têm familiaridade com as cervejas brasileiras, conferem credibilidade ainda maior à competição mais importante da América Latina.

8. UM CERVEJEIRO PODE ENVIAR UMA AMOSTRA DE CERVEJA FEITA SÓ PARA O CONCURSO?
R.: Em tese, pode. Mas quem seria tão estúpido de fazer uma receita inteira de cerveja só pra enviar 15 garrafas e jogar o resto fora? E qual seria a legitimidade de ganhar uma medalha nessas condições?

9. OUVI PESSOAS DIZEREM QUE O CONCURSO “NÃO PREMIA A INOVAÇÃO”. ISSO É VERDADE?
R.: Depende. Concursos cervejeiros premiam, antes de tudo, a conformidade. Como se trata de um concurso do mercado para o mercado, o que se quer é justamente premiar cervejas que traduzem à perfeição os estilos da bebida internacionalmente propostos, fiéis às suas descrições sensoriais. Há, por outro lado, várias categorias de estilos que são “abertas”, sem quesitos técnicos muito específicos e engessados, que convidam à inovação. Cervejeiros que buscam reconhecimento à inventividade devem buscar adequar e inscrever suas amostras nesses estilos.

10. PORQUE O CONCURSO BRASILEIRO DE CERVEJAS É TÃO IMPORTANTE PARA O MERCADO DE CERVEJAS NACIONAL?
R.: Por inúmeras razões, sendo três, a meu ver, as principais, a saber: A) Coloca o mercado cervejeiro em evidência, fazendo com que mais pessoas conheçam o trabalho dos cervejeiros; B) Ter uma medalha do Concurso estampada no rótulo é uma forma de alavancar as vendas e ajudar a aquecer todo o mercado. Uma medalha que você dá (ou que você tira), influencia financeiramente em várias famílias de gente que vive disso, e; C) É um baita reconhecimento pra quem empreende, paga altíssimos impostos, sua a camisa, rala muito e “bate barril” o ano todo numa profissão muitas vezes mal reconhecida. Pra quase todos esses caras, uma medalha vale muito, mas muito mais que dinheiro.

ATUALIZAÇÃO: PERGUNTA SUGERIDA POR INTERNAUTA

11. OUVI DIZER QUE TODAS AS CERVEJAS GANHAM MEDALHAS. É ISSO MESMO?
R.: Não. Na edição de 2015, haviam 874 rótulos para 117 categorias. Cada categoria premia com 3 medalhas (ouro, prata e bronze). Assim, são 351 medalhas em jogo, sendo que muitos estilos não recebem premiações por suas amostras não atingirem o nível de excelência requerido. Então, embora pareça uma “enxurrada” de medalhas, apenas uma minoria das cervejas ganha prêmios.

Espero ter sanado as dúvidas da galera que me pergunta e me escreve a todo momento. Se tiverem outras dúvidas, podem perguntar ou então consultar o regulamento da competição.

Peço a todos para apoiarem o Concurso Brasileiro de Cervejas, uma competição séria e importantíssima pro nosso mercado.

Cervejarias artesanais no Simples: Recomeçando a campanha

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Simples_Senado

O projeto para a aplicação do regime tributário do Simples Nacional para as cervejarias artesanais foi aprovado na Câmara, e essa vitória, mesmo que parcial, teve muito da SUA participação, que enviou e-mails aos deputados. Agora, ele pode ir à votação no Senado nos próximos dias.

Por isso, conclamamos mais uma vez a nação cervejeira, a todos que admiram e se entusiasmam pelas cervejas artesanais, a enviarem e-mails também aos senadores, PEDINDO A VOTAÇÃO E A INCLUSÃO DAS CERVEJARIAS ARTESANAIS NO SIMPLES NACIONAL. O texto pode ser redigido por cada um, livremente.

Eles têm que entender que cervejas artesanais são feitas por pequenos e independentes produtores, que estimulam o consumo moderado e responsável, e que fomentam o turismo nos locais onde estão implantadas. Hoje, mais de 60% do preço da cerveja é constituído de impostos, os quais penalizam de forma muito mais pesada e injusta as bebidas artesanais, que são elaboradas em muito menor quantidade e com insumos bem mais caros.

Então, mãos à obra! Vamos encher as caixas postais dos senadores! Ajude também compartilhando esta postagem!

Aí vão os endereços (evite enviar para todos os e-mails numa só mensagem, para que não caia nas caixas de spam do Senado):

[email protected];
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Avaliador +1000: Odimi Toge

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O Odimi é um cara reservado, que podemos até chamar de tímido (spolier!). Suas avaliações são cheias de história, com descrições detalhadas da sua experiência degustando cada cerveja. São daquelas avaliações que dá vontade de beber a breja lendo o texto junto. No seu caso, avaliar cada cerveja é realmente uma arte. Seu negócio é qualidade, e não quantidade, e isso fica muito claro em cada nova avaliação feita aqui no Brejas.

Odimi Toge

Primeiramente, gostaria de esclarecer que Odimi Toge é um pseudônimo que utilizo há mais de 15 anos em alguns fóruns de internet. Porém quem quiser descobrir meu nome não terá dificuldade (risos).

Perfil no Brejas: http://www.brejas.com.br/perfil/odimitoge
Cidade: Paraguaçu Paulista/SP

Participa do Brejas desde: 07 de novembro de 2010
Cadastro de número: 5156
Primeira avaliação: 07 de novembro de 2010
Completou 1.000 avaliações: 22 de agosto de 2015
Dias para 1.000 avaliações: 1.780 (média de 0,56 cerveja por dia)

Estilo Favorito: Fico feliz em admitir que não tenho um estilo favorito. Gosto de absolutamente todos os estilos de cerveja. Creio que praticamente qualquer estilo pode oferecer uma cerveja espetacular a seu próprio modo.

Cerveja pra ter na geladeira: Quando se fala em geladeira, penso em cervejas para o dia-a-dia com bom custo-benefício. Linha Colorado, Baden Baden, Eisenbahn, Invicta, Leffe, Hoegaarden e Brooklyn são alguns exemplos. Ah, aquela lager gelada comum também não pode faltar: vale Heineken, Estrella Galicia e até Ambev!

1. Como você conheceu o Brejas?
Tudo começou quando um amigo me deu um copo de Leffe Blond e eu fiquei fascinado por ela. Foi a cerveja que me despertou da “Matrix” cervejeira . Como sou uma pessoa curiosa, comecei a pesquisar pra saber mais sobre ela. Inevitavelmente, caí no Brejas.

2. O que mais te motiva a avaliar cervejas no Brejas?
No começo minha motivação era desenvolver um mínimo de apuro técnico para “destrinchar” uma cerveja e compreendê-la de acordo com a sua proposta. Também busquei desenvolver vocabulário e linguagem adequados para construir o texto. Hoje, mais experiente, sinto ter adquirido capacidade suficiente para não apenas continuar aprendendo, mas também ensinar algo a quem está começando. Então acho que minha atual motivação está mais ligada a repassar informações e também deixar um registro mais ou menos confiável sobre determinado rótulo. Gosto de pensar que posso ajudar alguém que está pesquisando sobre uma cerveja e – quem sabe – até mesmo um fabricante à procura de ‘feedback’.

3. Você tem alguma estratégia específica para escolher suas cervejas? Se baseia em alguma lista, dá preferência por algum estilo, aproveita alguma ocasião específica para encontrar novas cervejas?
Por morar em cidade pequena, no início foi difícil adquirir rótulos com base na escolha devido à falta de opções. Então eu meio que pegava qualquer coisa que aparecesse de novo nos supermercados da região. Felizmente hoje a coisa está mais disseminada, surgiram alguns bares especializados e o comércio online está aí. Assim, tenho tentado otimizar minhas aquisições com base nas condições financeiras, preferindo pegar quatro rótulos de 20 reais do que um de 80. Sempre que viajo (eventualmente frequento festivais de cerveja) dou uma passada em mercados e empórios pra dar uma olhada. Também costumo pegar tudo que é rótulo barato que nunca tomei (incluindo malzbier e sem álcool) pra escrever no Brejas. Sempre brinco que sou o rei das cervejas “ruins”! (risos) Não conta pra ninguém, mas eu ADORO beber uma cerveja ruim; não apenas pra aprender sobre “of-flavours”, mas também pra valorizar mais uma cerveja boa! 

4. Quais seriam suas dicas e conselhos a quem ainda não criou coragem para começar a avaliar, ou avaliou apenas algumas e acabou desistindo?
Minha dica é que a pessoa não se acanhe com medo de ser imprecisa, equivocada ou achar que não consegue escrever tão bem. A melhor maneira de evoluir é através da prática, mas excelência só vem depois de muitos erros. Dia desses eu dei uma olhada nas minhas primeiras avaliações e as achei muito engraçadas. Ainda bem que eu não tive vergonha de escrever tanta bobagem! (risos) Mas se eu não tivesse viajado na maionese lá, não teria chegado aqui. O fato é que , apesar da relativa “experiência”, a gente continua viajando muito – sempre – só que de uma forma diferente. Esse negócio de análise sensorial é algo muito subjetivo.

Outra dica é filtrar as características sensoriais mais citadas pelos confrades e procurá-las na cerveja. Não é uma técnica totalmente confiável, mas em muitos casos ajuda a formatar as primeiras imagens mentais sobre o que é um “frutado”, “resinoso” ou “herbáceo” – por exemplo. Agora – mais importante do que saber avaliar, descrever e falar – é saber apreciar a cerveja em toda sua plenitude. Afinal, o que faz a vida valer a pena é a riqueza de nossas subjetivações. Beber cerveja apenas pra citar atributos técnicos, sem curtir, não enriquece nossa maneira de experienciar o mundo.

5. E qual a dica pra chegar nas 1.000 avaliações?
Sem querer desfazer do simbolismo que o número mil carrega – mas pra mim a quantidade de cervejas avaliadas não significa nada se o conteúdo for vazio. Prezo mesmo é pela utilidade que elas possam ter a quem busca uma opinião. Então, minha dica é esquecer esse papo de número e aproveitar o prazer gustativo em todas suas vicissitudes.

 

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