Arquivos para a Categoria 'TV BREJAS'

Cervejarias da Pacific Coast Highway – Tap It Brewing Co.

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Em San Luis Obispo, Califórnia (EUA)

San Luis Obispo é paragem quase obrigatória pra quem explora a Pacific Coast Highway, graças à sua missione do século 19 muito bem preservada e à vinicultura de seu entorno rural. Todavia, não era exatamente por esses motivos que eu estava lá, mas sim pra visitar uma das cervejarias da região que vêm despontando ultimamente no cenário americano, a Tap It Brewing.

Como o leitor poderá ver no fime acima e nas fotos aí embaixo, trata-se de uma das cervejarias mais legais que já visitei, cujo ambiente fabril é quase que totalmente integrado ao transadíssimo tasting room. Se não bastasse, a área externa é coalhada de curiosidades, desde um velho jipe que virou horta (!) até uma mini-plantação de lúpulos e vasos.

Com o Ryan Aikens (de preto): Grande figura.

Com o Ryan Aikens (de preto): Grande figura.

Lá encontrei com o gente-boa Ryan Aikens, sócio-proprietário e cervejeiro da Tap It, o qual, ao me ver, perguntou logo sobre seu amigo brasileiro: ninguém menos que Marcelo Carneiro, proprietário da Colorado (Ribeirão Preto). Ryan até arrisca algumas frases em português, graças às semanas que passou por aqui. Por sinal, quem conhece Aikens e Carneiro, como eu, jura estar defronte a uma espécie de “Marcelo brasileiro”, em razão da semelhança de jeitão de ambos: simpáticos, despachados, e sempre de bermudas e chinelos. Um barato!

Viaje comigo — e com o Ryan — pela Tap It Brewing clicando nas imagens abaixo para vê-las em tamanho maior:

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A oitava cervejaria trapista

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Engelszell

Visitamos o Mosteiro de Engelszell, lar das mais novas cervejas trapistas no mundo

“Meu chefe até mostraria pessoalmente a cervejaria a você, mas creio que há um problema grave: Ele só fala alemão e italiano”, disse a atendente da abadia, num sorriso genuinamente solícito. O que era pra ser um problema insolúvel, no meu caso, foi a solução, já que falo italiano. “Ótimo!”, disse ela. “Ele estará aqui em quarenta minutos”.

Na verdade havia chegado à secular Abadia de Engelszell, encravada na fronteira entre a Áustria e a Alemanha, apenas com a intenção de fazer uma ou duas fotos. Foi o meu status de “autor de livro de cerveja” que fez com que a mocinha se compadecesse de mim e chamasse o inacreditavelmente simpático monge Marianus, ex-abade-chefe do monastério, o qual me conduziu à minúscula cervejaria onde são produzidas as cervejas Gregorius e Benno, as mais novas brejas a ostentarem a denominação “trapista” em seus rótulos.

Visite comigo a Abadia de Engelszell e sua minúscula cervejaria assistindo o filme abaixo:

Bate-papo, boteco e cerveja: #Provetiute!

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provetuite

Bate-papo cervejeiro em companhia mega-agradável, Eisenbahn Pale Ale e um prosaico — mas delicioso – sanduba de calabresa levemente apimentada com mussarela e vinagrete. Nada mais botequeiro, nada mais delicioso.

Juntamente com outros cervejeiros pioneiros, há dez anos Juliano Mendes criou a Cervejaria Eisenbahn, de Blumenau (SC), uma das primeiras artesanais brasileiras a oferecer um leque de estilos diferentes da até então onipresente dupla Pilsen/Trigo. Foi esse gigante cervejeiro que nos deu a honra, ontem, de estar no Bar Brejas estrelando o programa #ProveTuite, no qual se apresenta uma cerveja do portfólio da cervejaria harmonizada com um prato típico do estabelecimento.

E o papo rolou fácil com a participação de Mauricio Beltramelli, editor deste site e um dos proprietários do Bar, além dos internautas que, ao vivo, faziam perguntas. Sente-se, relaxe e confira:

Stone Brewing (EUA): Visita à cervejaria

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Stone1

O feriadão do Thanksgiving Day (ou Dia de Ação de Graças) para os americanos é coisa séria. Talvez seja o maior feriadão do ano, no qual, à moda brasileira, os caras “emendam” a folga de quinta a domingo, passando pela Black Friday, a insuportável sexta-feira de promoções, empurra-empurra e cotoveladas nas lojas do país todo.

Foi assim que, em pleno sábado pós-Black Friday, eu não tinha nenhuma esperança de encontrar o incensado cervejeiro Greg Koch na fábrica da Stone Brewing, na cidadezinha de Escondido (sim, é esse mesmo o nome dela) na Califórnia. Conheço pessoalmente o Greg desde o festival Mondial de la Bière do ano passado, em Strasbourg (França), onde tive o privilégio de entrevistá-lo. Mas, como estava nos Estados Unidos a passeio, em pleno feriadão do Thanksgiving, não tive coragem de importuná-lo anunciando de antemão a minha visita. Fiz bem: Greg Koch estava viajandão.

Bicho-papão de medalhas

Pra quem não é assim tão ligado no chamado “movimento cervejeiro”, cabem apresentações. As cervejas da Stone ainda não são vendidas no Brasil, mas são hype entre os degustadores de cervejas daqui e de lá, em especial a hiperlupulada Arrogant Bastard Ale. Trata-se da maior cervejaria do sul da Califórnia e uma das maiores artesanais dos Estados Unidos, bicho-papão de medalhas nos maiores e mais prestigiados concursos cervejeiros mundo afora.

Confesso aqui minha surpresa: Numa cidade chamada Escondido — e que, de fato, é mesmo meio escondida –, no meio do deserto, longe de quase tudo, a fábrica e o anexos pub e restaurante estavam transbordando de gente. Na loja, havia fila de pessoas com growlers nas mãos pra serem enchidos de breja boa. Como cheguei ao meio-dia, a fila do restaurante dobrava quarteirão. E, pra visitar a fábrica, os próximos dois horários já estavam ocupados, e só tinha vaga pras três da tarde! Deu inveja da avidez dos americanos por conhecer uma cervejaria, e do abismo cultural cervejeiro que ainda nos separa…

Feitas as apresentações, quem me recebeu, com toda a simpatia do mundo, foi a Lindsay Cyganik, da equipe da fábrica. Como estávamos com horário programado pra chegar em San Diego, ela foi condescendente com o BREJAS e nos guiou por um tour exclusivo pela fábrica.

O filme

Peço desculpas aos leitores: O filme abaixo foi feito por mim meio que no susto, e não há qualquer produção. E, pior, ele termina abruptamente, resultado de um cartão de memória que já estava terminando — e, claro, eu não tinha reparado nisso. De qualquer forma, em respeito a vocês, decidi publicá-lo desse jeito mesmo. Embora não finalizado, dá pra conhecer quase a fábrica toda — exceto a aromaticamente inebriante adega de lúpulos, a qual pode ser vista nas imagens logo abaixo do filme.

Com vocês, Stone Brewing Company, uma das cervejarias artesanais mais influentes na Nova Escola Cervejeira Americana:

Veja abaixo mais imagens dessa visita:

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Visita à Pilsner Urquell (República Tcheca)

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O leitor que acompanha este Blog sabe que, entre o final de março e quase todo abril, estive em mais uma das minhas viagens cervejeiras à Europa. Lá, visitei diversas cervejarias e travei contato com rótulos ainda desconhecidos por estas bandas.

Meu destino principal, conforme falei neste post, foi a República Tcheca, país que percorri da Morávia à Boêmia, em busca da “Pilsen perfeita”. Uma das cervejarias visitadas foi a Pilsner Urquell. Como o nome sugere, “urquell”, em alemão, ou “prazdroj”, em checo, quer dizer “origem”. A Pilsner Urquell é considerada a primeira cerveja do estilo Pilsen a ser fabricada no planeta.

Que história é essa?

Antes de 1840, as cervejas da região tcheca da Boêmia eram como a maioria das demais em toda a Europa, apresentando coloração escura, alta turbidez e qualidade inconsistente. Uma vez que, naquela época, os cristais da região já eram famosos, possibilitando, pela primeira vez, vislumbrar o aspecto visual das cervejas dentro dos copos, o conselho de administração da cidade checa de Plzen (Pilsen, para os íntimos), em 1842, confiou ao mestre cervejeiro bávaro Josef Groll a árdua tarefa de melhorar a breja que até então era produzida por ali.

No mesmo ano, nascia a Plzenský Prazdroj, mais conhecida por seu nome em alemão Pilsner Urquell — já que, espertos, os tchecos logo viram que o nome germânico era bem menos difícil de ser pronunciado do que em seu próprio e quase incompreensível idioma.

Túneis gelados

Observe, no filme, que percorri uma pequena parte do extenso e labiríntico sistema das chamadas cellars, ou galerias subterrâneas da cervejaria centenária. São nada menos que 6 quilômetros de túneis, usados no passado (e até hoje!) para manter a temperatura do ar a cerca de 8 graus Celsius, adequada para a fermentação e maturação das cervejas da família Lager (da qual o estilo Pilsen faz parte).

Observe que o piso das cellars está sempre úmido. Tal se deve ao sistema de refrigeração das galerias que, embora hoje possa parecer arcaico, funciona de fato. Uma grande quantidade de gelo é despejada em uma das galerias com o nível mais alto do solo em relação às demais. O gelo, então, vai derretendo e a água gelada vai escorrendo por todas as galerias situadas um pouco mais abaixo, refrigerando todo o conjunto. Simples e genial.

A visita termina com a degustação da Pilsner Urquell não filtrada e ainda “fresca” (não pasteurizada). Desnecessário discorrer sobre as maravilhas que são aromas e sabores dessa breja…

Amigos, estou de volta! Ao longo dos próximos dias, vou desfiando, por meio de textos e imagens, mais essa viagem cervejeira ao Velho Mundo. Acompanhe!

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