Brejas - O Maior e Melhor Ranking Brasileiro de Cervejas


O Maior e Melhor Ranking Brasileiro de Cervejas

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Esses homebrewers…

Sexta-feira, 28/Marco/2008

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Se aqui no Brasil os cervejeiros caseiros estão usando cada vez mais a criatividade em receitas inovadoras, os homebrewers neozelandeses não ficam atrás, ao menos no quesito criatividade inútil.

Nesta semana me enviaram essa curiosidade: Um sujeito que fabricou um tanque de maturação dentro de um boneco imitando o Bender, aquele robô alcoólatra da animação Futurama, de Matt Groening.

No site do maluco, ele mostra, com fotos, todas as etapas de fabricação do boneco, finalizando no envase da cerveja a que ele batiza de “Benderbräu” (veja AQUI).

Não se sabe se o homebrewer usa a mesma criatividade que empresta ao boneco à cerveja que produz…

CHIMAY - Vivendo a experiência trapista

Quarta-feira, 19/Marco/2008

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A cerveja belga trapista Chimay costuma ser incensada por dez entre dez apreciadores. Por sinal, foi a Chimay azul (Bleue) a responsável por despertar o paladar de alguns dos Confrades de BREJAS para as cervejas especiais. Imagine-se então na Bélgica, visitando a Abadia de Notre Dame de Scourmont – onde a breja é produzida — e de quebra ainda hospedando-se no Auberge de Poteaupré, hotel mantido pelos próprios monges!

Foi dessa “experiência de imersão” na Chimay que desfrutaram os amigos de BREJAS Fábio, Rachel, Flávio e Melissa. Eles descobriram o lugar meio que por acaso, numa viagem que faziam, de carro, em direção ao sul da Bélgica. Seguindo o faro cervejeiro, foram parar na localidade de Bourlers, onde fica o hotel. No restaurante do térreo, depararam com uma versão celeste dos amantes da Chimay.

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O que o leitor vê na foto acima consiste na Triple Dégustation, um carrossel idílico das Chimay Rouge, Triple e Bleue, a fim de degustá-las juntas e entender a diferença de sabores, aromas e demais sensações entre as brejas. O preço? Cinco euros…

O cardápio é vasto de opções, sendo que os itens são quase todos fabricados na Abadia utilizando a própria cerveja Chimay como matéria-prima. Há 5 tipos de queijos feitos com a Chimay (€ 5,00 a porção), starters (€ 5,00 a € 9,00) refeições completas (€ 8,00 a € 19,00), sanduíches e sobremesas. Quer satisfazer o seu sonho de ébrio e apenas encher o caneco de Chimay? Sem problema. As garrafas de 750ml da Rouge (Première), Triple (Cinq Cents) e Bleue (Grand Rèserve) não saem a mais do que € 5,50 a unidade!

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Perto dali, a cerca de 4 Km, fica a Abadia de Notre Dame de Scourmont, na localidade do mesmo nome, onde vivem os monges da Ordem Trapista (oficialmente, Ordem dos Cistercienses Reformados de Estrita Observância). Sobre eles, leia mais AQUI, AQUI e AQUI.

E, depois das experiências gastronômicas e espirituais a que bravamente se submeteram, os argonautas amigos de BREJAS repousaram felizes nos honestíssimos quartos do Auberge de Poteaupré, com vista para as pradarias verdejantes da Bélgica, ao preço de € 65,00 o casal. Nada mau para uma verdadeira Chimay Experience

Guia de Estilos de Cervejas

Quinta-feira, 6/Marco/2008

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Vários dos nossos leitores freqüentemente nos questionam a respeito da classificação dos estilos de cerveja que degustamos e avaliamos. Não raro ouvimos a pergunta: “Como vocês sabem que essa cerveja é uma Ale?”. As dúvidas, na maioria das vezes, são pertinentes, uma vez que nem todos os rótulos disponibilizam o tipo de cerveja que se está apreciando.

BREJAS disponibiliza um guia resumido dos tipos de cervejas (veja AQUI), mas a diversidade cervejeira no mercado é enorme, e a cada dia os mestres cervejeiros elaboram novos estilos. Para a alegria dos apreciadores, a variedade de cervejas no mercado é uma constante, o que faz com que o nosso “trabalho” jamais se conclua. Ainda bem…

Fundado em 1985, o Beer Judge Certification Program administra exames que certificam juízes avaliadores de cervejas. Hoje, há 2.500 juízes profissionais certificados pelo BJCP, os quais já avaliaram mais de 400 mil brejas no mundo todo em competições de cervejas ou mesmo nas fábricas. Mordamo-nos de inveja!

O Guia de Estilos de Cervejas do BJCP (veja AQUI, em inglês) é o mais completo do mundo, servindo inclusive de referência para os homebrewers nacionais. Organizado por estilos de cervejas, descreve detalhadamente o que podemos encontrar em cada uma delas a respeito do aroma, aparência, sabor, paladar, ingredientes e várias outras informaçõers pra lá de interessantes.

Descobre-se, por exemplo — e para surpresa de muita gente — que as cervejas “de massa” nacionais (Brahma, Antarctica, etc.), de fato, não se enquadram tecnicamente na categoria das ”Pilsen”, e sim nas Standard American Lagers.

Vivendo, degustando e aprendendo…

Cerveja e patriotismo de botequim

Quinta-feira, 28/Fevereiro/2008

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Confesso que não consegui dormir direito desde o dia em que assisti, em horário nobre, a nova campanha publicitária da cerveja Brahma. Pra quem acabou de pegar as malas na esteira do aeroporto vindo de Zanzibar, explico. Trata-se de um filme “estrelado” pelo o cantor Zeca Pagodinho, o qual entoa um samba cuja letra é a que segue:

De manhã cedo eu me benzo, me levanto e vou trabalhar, tudo o que eu tenho nessa vida eu conquistei e tive que ralar
Do meu pai e da minha mãe aprendi o que eu sei, e os meus filhos vão herdar o nome limpo que eu herdei, não sou barão mas me sinto um rei porque tenho um lar
E no final daquele dia duro de batente é a hora da minha Brahma que também sou gente, a vida não tem graça sem ter os amigos e o que celebrar
Eu sou Brahmeiro amor, eu sou Brahmeiro, sou do batente, sou da luta, sou guerreiro, eu sou brasileiro

Acompanhando o pagode, gente feliz trabalhando, posando ao lado do carro que conquistou “ralando” e batendo orgulhosamente no peito ao final do pegajoso refrão. Do ponto de vista puramente publicitário, reconheça-se, o filme é genial.

É o aspecto “subliminar” que causa espécie. Ao final do filme fica a mensagem: Se você é trabalhador, honesto, guerreiro, tem um lar, amigos, motivos pra celebrar e é brasileiro, automaticamente é Brahmeiro. Sentiu o drama?

Não chego ao desplante paranóico de afirmar que o comercial presta um desserviço à nascente cultura cervejeira nacional, mas a campanha certamente fomentará o recrudescimento da espécie dominante nessas plagas: A do TORCEDOR DE RÓTULO.

Você encontra o Torcedor de Rótulo em qualquer lugar. No bar, ele briga contigo pra “provar” que o dele é o melhor. E, aqui no BREJAS, ele escreve foribundo pra manifestar o seu descontentamento ao saber que o seu rótulo do coração ficou em antepenúltimo no Teste Cego das Pilsen Brasileiras.

O Torcedor de Rótulo, a exemplo do comercial, não discute a qualidade dos ingredientes da sua cerveja. Não se preocupa se a sua cerveja, afinal, tem gosto de cerveja. Basta-lhe a embalagem bacana, o sambinha da campanha, a modelo gostosa que aparece fazendo biquinho.

Não dá pra demonizar o comercial. Pelo contrário, trata-se de uma peça magistral, que em 30 segundos transmite a mensagem que se propõe. Todavia, preparemo-nos. A nação dos Torcedores de Rótulo já saiu às ruas, batendo no peito e com os dentes afiados. Agora, além do ícone que é o próprio lay-out do rótulo que amam, um dia da semana só deles (a tal da Zeca-feira) e o herói (o próprio sambista), a eles lhes foi composto um hino nacional. 

As deliciosas conexões da cerveja

Sexta-feira, 1/Fevereiro/2008

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Essa história começa com o visionário João Gonçales produzindo a sua Dana Bier, a qual já foi matéria deste Blog (veja AQUI). Um belo dia o João recebe um telefonema de um certo Luis Pedro Ferreira, gerente de comunicação da Dana Brasil, uma das maiores fabricantes nacionais de autopeças. Luis conecta-se a João para dizer-lhe que adorou a Dana Bier, bem como a coincidência entre os nomes das duas empresas. E que queria uma produção especial da Dana Bier para comemorar os 60 anos da Dana Brasil (leia mais sobre essa conexão AQUI).

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Luis, então, conecta-se ao BREJAS para dizer que adorou o nosso site, bem como o review relativo à Dana Bier. E que gostaria de nos enviar o kit que elaboraram para o aniversário da Dana Brasil (foto acima).

É o que nos faz pensar nas conexões e nas voltas que o mundo dá, a partir das quais, numa só tacada, o Luis ofertou um maravilhoso e original brinde de final de ano, o João viu sua cervejaria dar um salto de dois anos à frente, e centenas de pessoas — entre clientes e funcionários da Dana Brasil — que jamais haviam tido contato com cervejas especiais, agora passam a “sair da caverna” e conectam-se ao delicioso mundo cervejeiro de estirpe.

Muito mais do que o presente (caprichadíssimo, com copo correspondente ao tipo de cerveja e DVD de making of do João fabricando a sua breja), os Confrades brejeiros curtiram mesmo foi a iniciativa difusora da cultura cervejeira no país, que é o objetivo fundamental de BREJAS.

Cafe Gollem: foi preciso beber para crer…

Quarta-feira, 16/Janeiro/2008

Em sua última incursão por Amsterdam, em novembro de 2007, BREJAS esteve no número 4 da Raamsteeg, onde está localizado o Cafe Gollem, agradável boteco repleto de cervejas de estirpe.

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Interessante é que ele fica exatamente na frente da Cracked Kettle, loja especializada em cervejas, que se destaca principalmente pela vasta opção de belgas, e que já foi objeto de matéria em nosso blog. Para os apreciadores de uma boa cerveja, portanto, aqueles metros quadrados ali são dos mais valiosos da Europa…

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Cafe Gollem (à esquerda) e Cracked Kettle (à direita).

Uma curiosidade do Gollem é que o menu fica nas paredes, bem no alto, encostando no teto. E são muitas as opções.

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Ao adentrar no boteco, minha primeira reação foi ficar observando o menu, quase não acreditando na quantidade incrível de opções que ele oferece.

É aí que reside outra curiosidade do Gollem: há um menu exclusivo de trapistas, sendo que nele constam as Westvleteren 8 e 12. Não acreditando que pudesse ser verdade, me dirigi ao balcão e perguntei se eles realmente tinham Westvleteren para servir. A resposta foi “sure!”.

O Gollem, portanto, não oferece só quantidade, mas, principalmente, qualidade.

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As trapistas!

Saí do bar emocionado pela notícia, atravessei a rua e fui buscar o confrade Mau na Cracked Kettle, que ali olhava as prateleiras.

Voltamos de súbito ao Gollem e, para começar, pedimos as Westvleteren 8 e 12, que no Ranking BREJAS possuem nota média de 4,54 e 4,73, respectivamente. Foi preciso beber para crer…

A título de esclarecimento, é preciso dizer que é muito difícil encontrar Westvleteren fora da Abadia de St. Sixtus, onde ela é produzida na Bélgica. Mais difícil ainda é encontrá-la gelada em um bar, pronta para ser degustada. Definitivamente, não esperávamos por isso…

Eu sendo flagrado pegando uma Westvleteren no balcão, com tooooodo cuidado!

 É preciso muito cuidado para pegar a Westvleteren no balcão…

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Brinde de responsa! 

Em seguida, saboreamos Timmermans Pêche e Mort Subit Gueuze, até porque queríamos aproveitar a viagem para adentrar mais a fundo ao mundo das lambics. Foi nessa oportunidade que ambas foram pela primeira vez avaliadas pelo BREJAS, alcançando, respectivamente, notas 3,60 e 3,43.

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Paladar diferenciado das lambics!

O Gollem é um bar pequeno, cheio de fumaça, como a maioria dos bares europeus. Contudo, possui um ambiente acolhedor e animado. O cliente pode optar em se acomodar junto ao balcão, sempre lotado, ou num deck superior, onde existem algumas poucas mesas, disputadas e divididas pelo público. De qualquer forma, trata-se de um excelente bar.

Aos que um dia visitarem Amsterdam, BREJAS recomenda fortemente que passem pela Raamsteeg e confiram tudo o que ela tem a oferecer. Proost!

Para mais informações, visite:

http://www.cafegollem.nl

http://crackedkettle.nl/store/

Westvleteren: Na trilha da cerveja mítica

Quinta-feira, 10/Janeiro/2008

westbrejas12.JPG Há no YouTube uma vídeo-reportagem do The Wall Street Journal relatando a “saga” que se enfrenta, mesmo estando na Bélgica, até conseguir degustar a lendária Westvleteren, a “rainha das cervejas”, segundo o repórter John Miller (clique AQUI para ver o vídeo diretamente do YouTube).

O interessante é que, na reportagem, Miller segue o mesmo périplo que este escriba brejeiro trilhou quando esteve por lá em junho de 2007. O repórter pergunta pela cerveja até no famoso Delirium Cafe, boteco de Bruxelas que possui a maior carta de rótulos do mundo. Nem lá encontra a Westvleteren e, como última opção, segue até a “fonte”, no mosteiro trapista de Sint Sixtus, onde finalmente degusta a “Westie”.

Assista ao vídeo e, depois, veja a minha própria busca pelo cálice sagrado (obviamente, sem a produção do Wall Street Journal): VÍDEO 1, VÍDEO 2, VÍDEO 3, VÍDEO 4VÍDEO 5.

Aproveite e reveja a reportagem completa de BREJAS sobre a viagem a Westvleteren aqui.

BACKER: Ouvindo BREJAS para melhorar a qualidade.

Sabado, 29/Dezembro/2007

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A imagem acima é a reprodução parcial do website da Cervejaria Backer, mineirinha de responsa da Serra dos Currais. BREJAS não esconde o seu orgulho de, pela primeira vez em menos de um ano de atividade, ser citado como referência. Como dizem os italianos, siamo noi !!!

A fim de manter a independência e transparência que são a razão de existir de BREJAS, cabe aqui uma breve explicação mais aprofundada sobre a colocação da Backer Pilsen no Teste Cego das Pilsen nacionais que fizemos em setembro (veja AQUI).

Entre as dezesseis marcas escolhidas, quase todas de grandes distribuidoras, incluímos três rótulos considerados “artesanais”: Backer, Eisenbahn e Devassa. Tal se deu porque queríamos colocar à prova o mito de que as cervejas artesanais são superiores às “de mercado”. O mito se transformou em fato, já que Backer e Eisenbahn conquistaram nossos paladares, ficando bem à frente das demais. Atente-se, porém, ao fato de que não foi feito o Teste Cego com todas as outras ”artesanais” do estilo, prova que encontra dificuldades em função da considerável diferença de coloração entre algumas delas, o que prejudicaria o segredo inerente à “cegueira” do Teste.

A novidade ainda mais bacana nos veio na semana passada, quando recebemos e-mail da Paula Lebbos, diretora de marketing da Backer. Segundo ela, a partir das nossas impressões no Ranking sobre a Pale Ale da cervejaria — as quais, diga-se, não foram lá muito boas — a variedade recebeu “atenção especial e algumas mudanças na receita”.

BREJAS, portanto, não pode deixar de registrar e louvar a atenção que a Backer dispensa à opinião dos consumidores. Orgulhosos, os brejeiros já estão babando de vontade de experimentar — e rankear — a “nova” Backer Pale Ale.

De Dolle

Quarta-feira, 26/Dezembro/2007

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A cervejaria De Dolle Brouwers fica em Esen, uma pequena aldeia na Bélgica cuja população não chega a dois mil habitantes. Não confundir com a cidade de Essen, perto de Antuérpia. Na “nossa” Esen há uma estação de trem, mas devido a baixa densidade populacional, há tempos as composições não mais páram ali. O povoado só não é totalmente isolado porque há uma linha regular de ônibus, que passam três vezes ao dia.

Desde 1980 a De Dolle produz os rótulos Arabier, Oerbier, Stout, Boskeun, Dulle Teve e Stille Nacht, das quais tivemos a oportunidade de degustar, na Bélgica, os três primeiros. Aí vão as impressões:

ARABIER: Creme muito consistente (lembra a Duvel) e persistente. Aroma de tripel belga “típica” só que se percebe mais claramente a presença do lúpulo. Carbonatação média. Agradável amargor no longo final. Retrogosto muito bom, sobressaindo ainda o amargor lupulado. Minha nota no Ranking BREJAS é 4,2.

STOUT EXTRA EXPORT (foto acima): Creme marrom com incrível densidade e consistência. Aroma de malte, chocolate e caramelo, fugindo do lugar-comum das stout. Amargor moderado e seca na medida. Minha nota no Ranking BREJAS é 3,6.

OERBIER SPECIAL RESERVA: Deixei a melhor pro final. Trata-se de uma breja extremamente complexa. 13º de álcool (!!!) mas parece que tem, no máximo, uns 9º. Aroma e sabor de uvas tintas, madeira bem evidente e floral. Senti cortiça. Seca. Radical. Única. Ótima. Minha nota no Ranking BREJAS é 4,6.

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Esse elixir sequer estava relacionado na carta de cervejas do ´t Brugs Beertje, templo cervejeiro de Brugge, na Bélgica. Fomos nós que reparamos um sujeito degustando a breja no balcão e resolvemos pedir uma pra experimentar. Puro faro de brejeiro…

Nunca vimos as De Dolle à venda no Brasil. Na Bélgica, elas são vendidas a cerca de 4 euros nas bierbrasseries.

STRUISE PANNEPOT, o tiramisú líquido.

Sabado, 24/Novembro/2007

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Não foi apenas pela percepção degustativa que a Pannepot me lembrou o tiramisú, sobremesa italiana cujo nome significa algo como “me jogue pra cima”. Na época da República Veneziana, as cortesãs acreditavam que deveriam consumir o tiramisú antes da chegada dos cavalheiros, a fim de que obtivessem energia para entretê-los a noite toda.

A Struise Pannepot, a “Ale do Velho Pescador”, ocupa hoje o honrosíssimo sétimo lugar entre as melhores cervejas belgas relacionadas no site RateBeer, o que não é pouca coisa. O exemplar que degustamos é da safra de 2006, e ostenta a respeitável graduação alcoólica de 10% a qual, em razão do perfeito balanceamento, fica imperceptível no paladar e no longo e delicioso final entre o doce e o amargo.

O creme é marrom, muito denso e consistente. No aroma, chocolate, café, frutas secas, muito malte e temperos. A consistência é licorosa, digna dos grandes elixires.

É no paladar que essa breja realmente explode. Encorpadíssima, me lembrou bastante a Westvleteren 8. O chocolate assume à frente, liderando uma ampla gama de doces sensações que vão das nozes às cerejas, da canela ao açúcar-mascavo, tudo soberbamente equilibrado como um bom tiramisú deveria ser.

O tempo passa, os cabelos me caem e cada vez mais acredito que as divindades cervejísticas estabeleceram moradia definitiva na verdejante e inquestionavelmente belga região oeste de Flandres. É de onde vem esta preciosidade, produzida pela De Struise Brouwers, cujo set de rótulos tivemos certa dificuldade de encontrar na própria Bélgica. O lúpulo provém dos produtores da cidade de Poperinge, a qual já fornece insumos para várias outras brejas, incluindo algumas trapistas.

Minhas notas: 8 (aroma), 5 (aparência), 10 (sabor), 5 (paladar), 19 (geral). Média: 4,7. Veja e entenda o critério de avaliação AQUI.