Brejas - O Maior e Melhor Ranking Brasileiro de Cervejas


O Maior e Melhor Ranking Brasileiro de Cervejas

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A Dama do Lago aparece nos bares

Quinta-feira, 10/Julho/2008

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De acordo com a lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda, a Dama do Lago (ou Fada Vivianne) é uma das sacerdotisas do Reino de Avalon. Filha de Diana, a ninfa dos bosques, a Dama tinha a nobilíssima missão de entregar Excalibur, a espada mágica, ao próprio Rei Artur.

Em novembro de 2007, a cervejaria Eisenbahn teve a feliz idéia de promover o Concurso Mestre Cervejeiro, que premiaria o primeiro colocado com a produção, na fábrica, de 3 mil litros da sua própria cerveja caseira. O campeoníssimo foi o cervejeiro carioca Leonardo Botto, que engendrou a fórmula desta excelente breja do estilo Belgian Dark Strong Ale, que empresta o nome da fada mitológica.

Os Confrades do BREJAS foram “convocados” ao Bar do Italiano, o primeiro estabelecimento a receber a breja, para degustar e avaliar a Dama, que começa hoje a ser vendida ao público.

De coloração acobreada e levemente turva, a cerveja forma um creme denso, de bolhas grandes, que se desvanece com rapidez. No aroma bastante complexo e levemente tostado, aparece o caramelo, o fermento de pão e uma leve sugestão de cerejas. O sabor, em linhas gerais, acompanha o aroma, apresentando ainda toques amadeirados e de ameixas. A carbonatação é média/alta, o amargor é médio, e o alto teor alcoólico (9%) se insere muito satisfatoriamente no balanceado conjunto. O longo e excelente final é seco, convidando ao novo gole, turbinando, assim, a drinkability da breja.

O desafio do cervejeiro em fazer uma breja neste estilo foi plenamente alcançado, com louvor. Para se ter uma idéia da responsabilidade do Leonardo Botto, basta dizer que o estilo Belgian Dark Strong Ale agrega algumas das melhores cervejas do mundo segundo o Guia de Estilos do BJCP (veja AQUI o que é isso), e possui representantes peso-pesado a exemplos das belgas trapistas Rochefort 10 e Westvleteren Abt 12.

Em função do feriado de quarta-feira no Estado de São Paulo, os demais Confrades do BREJAS, viajandões, não puderam comparecer ao Bar do Italiano, no que a avaliação da Dama foi feita, por enquanto, apenas por este escriba. A breja amealhou a excelente nota 4,0, sendo 8 de Aroma, 3 de Aparência, 8 de Sabor, 4 de Paladar e 17 de Overall (veja e entenda o critério de avaliação AQUI).

Mas, caso o leitor queira degustá-la (e recomendo fortemente que o faça), precisa correr. A Eisenbahn só produziu cerca de 6 mil unidades, e não se sabe se a breja integrará, futuramente, a linha de produção da cervejaria. O preço médio da Dama, nos bares, é de R$ 32,00 pela garrafa de 370ml.

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EM TEMPO: Os Confrades do BREJAS foram convidados, pela assessoria da Eisenbahn, a participar da festa de lançamento da Dama do Lago, que acontecerá hoje, 10, às 20 horas, no Bar FrangÓ, na capital paulista. Vamos fazer o possível para aparecer por lá.

Bamberg

Domingo, 6/Julho/2008

Nesses últimos dias, sempre no agradabilíssimo Bar do Italiano, em Campinas (SP), provei cinco versões da cerveja Bamberg, produzida em Votorantim (SP): Pilsen, München, Weizen, Alt e Bock. Seguem abaixo minhas impressões particulares sobre cada uma:

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Bamberg Pilsen: típica pilsen nacional, com sabor e aroma relativamente fracos. O fermento e o malte são evidentes, mas senti falta de mais lúpulo. O creme não é denso, nem persistente. No conjunto, ela é agradável, mas não se destaca. Trata-se de uma pilsen mediana. Nota 2,0.

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Bamberg München: coloração marrom avermelhada, com um creme nem denso, nem persistente. Não se trata de uma cerveja encorpada, mas de qualquer forma ela é agradável. Presença de malte torrado, caramelo e lúpulo. Boa drinkability. Nota 2,8.

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Bamberg Weizen: coloração âmbar, com um bom creme, consistente e persistente. Notas de banana e tutti-frutti, bem harmônicas. Consistência cremosa, valorizando o equilibrado conjunto. É das melhores weiss nacionais. Nota 3,3.

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Bamberg Alt: coloração marrom avermelhada (cor de uísque), com um creme fraco, que não se mantém. Aroma e sabor maltado (malte torrado), com discreta presença de lúpulo. Poderia ser mais encorpada. Nota 2,3.

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Bamberg Bock: coloração marrom avermelhada, com um creme razoável. Notas de malte torrado e lúpulo, este discreto. Final levemente amargo. Carbonatação média. Boa bock! Harmônica, equilibrada e drinkable. Nota 3,2.

Se alguém já experimentou essas cervejas, sinta-se convidado a comentar o post para concordar ou discordar.

Weihenstephaner Vitus

Quinta-feira, 26/Junho/2008

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Manhã gelada de final de novembro, no S-Bahn (metrô de superfície) que nos levava, este escriba e o Confrade brejeiro Daniel Calichio, ao aeroporto Josef Strauss. Distraídos, passamos a observar a placa com o itinerário e o nome das estações. Foi quando vimos o nome da cidade de Freising, e nos espantamos com a sua proximidade de Munique. Dava até pra ter visitado a cidade bávara que abriga a Weihenstephan, simplesmente a cervejaria em atividade mais antiga do mundo, fundada pelos monges beneditinos em 1040.

Os cervejeiros mais antenados já estão familiarizados com as Weihenstephaner, especialmente as Hefeweissbier e a Hefeweissbier Dunkel, as quais já freqüentavam as prateleiras dos melhores supermercados e empórios há anos. Pois em março de 2007 a cervejaria lançou na Alemanha a Vitus, breja do estilo Weizenbock, que agora aporta no país. Uma vez que se trata de uma cerveja forte, para ser apreciada nos meses mais frios, escolhi o bar Beija Flor, no clima invernal e serrano de Monte Verde (MG), para degustá-la.

Deitando a breja ao copo, vem a primeira surpresa: Cadê aquele líquido escuro-avermelhado típico das Bocks? A Vitus apresenta uma coloração dourada intensa e turva. O creme é de responsa, branco, denso e medianamente persistente. O aroma é uma mistura agradável de fermento de pão e cravo. Mas é na boca que a cerveja mostra a que veio.

A segunda surpresa é que o relativamente alto teor alcoólico (7,7%) não fica nada agressivo, inserindo-se perfeitamente no conjunto e imprimindo o belo caráter que a breja ostenta. No paladar, mais fermento e presenças marcantes de cravo e banana. O final é longo e levemente amargo. Uma senhora cerveja, obtendo a respeitabilíssima nota média de 3,83 no Ranking BREJAS.

A Weihenstephaner Vitus Weizenbock pode ser encontrada no Brasil nos empórios, bons supermercados e lojas virtuais de cervejas pelo preço médio de R$ 12,00. E uma última informação: Nem toda cerveja Bock tem obrigação de ser vermelho-escura. O Guia de Estilos do BJCP (veja AQUI o que é isso) enumera pelo menos dois estilos de cervejas Bock que podem ser claros: a Maibock e a Helles Bock. Mas, sobre essas brejas, falaremos noutra hora…

Cerveja Nobel

Domingo, 15/Junho/2008

Cerveja pilsen – 4,7% - Brasil

A cerveja Nobel é uma típica pilsen nacional. De coloração amarela clara, fica bonita na tulipa, mantendo por muito tempo a subida das bolhas. O creme inicial tem tamanho médio que diminui logo, mas permanece uma fina camada que não acaba antes do líquido.

O paladar tem corpo leve para médio, com textura aguada e carbonatação média. Para os mais atentos surge um sabor levemente adocicado, com final pouco amargo e de curta duração.

Com aroma comum de malte, falta um lúpulo mais marcante.

Tem rótulo discreto e bonito, com um lacre que dá um diferencial na aparência. É muito parecida com as pilsen nacionais, mas com certa personalidade. Percebe-se que é produzida com os cuidados necessários das cervejas que querem ganhar mercado, com produtos de qualidade na produção da bebida.

Minhas notas foram:
Aparência: 2
Paladar: 2
Sabor: 4
Aroma: 3
Geral: 10
Total: 2,1

Seu site é muito bonito; de acordo com o confrade Cuca, é o mais bonito entre os das cervejarias nacionais. Não trás muitas informações relevantes sobre a cerveja, infelizmente. Mas fala sobre a origem e a história da fábrica da cerveja Nobel, que hoje pertence ao grupo Schincariol.

Gostaria de saber dos confrades que a tomam regularmente suas opiniões a respeito dela. Concordem, discordem, mandem seus comentários.

Grande abraço a todos!

Chimay, Poteaupré e Scourmont

Domingo, 8/Junho/2008

De Genebra, na Suíça. 

Nada mais interessante e agradável do que conhecer a região onde é produzida a mais famosa dentre todas as Trappistenbiers. Entre florestas que dividem a região sul belga com o nord français esta localizada a região de Chimay, rodeada por vilarejos como Forges,  Baileux,  Bourlers, e onde  se encontra o Auberge de Poteaupré, excelente ponto de partida (e de chegada!) para explorar e degustar esta saborosa região. 

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Aqui  encontrei  toda a  produção  trapista da  Abadia  de Scourmont que fica a não mais do que 300 metros dali. Queijos , patês,  licores e, é claro, a cerveja! Aproveitei então para experimentar os dois tipos de cervejas on tap oferecidas pelo estabelecimento.

- A Chimay tripel 8% “na pressão” é algo realmente raro e é encontrada apenas na região, curiosamente chamada de blanche pelo serviço da casa. Sua versão on tap  é deliciosa e para mim muito próxima da versão garrafa, porém com mais frescor e talvez menos intensidade, características normais das versões em pressão.

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- A segunda cerveja na pressão servida pela casa é a Chimay Spéciale Poteaupré, exclusivamente produzida e vendida ali, servida em copos estilo tulipa. 

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Com 4,5% de volume alcólico, é uma cerveja puro malte, de cor dourada e levemente turva, mais fraca e um pouco menos intensa que a primeira, ideal para dias de calor no terraço do albergue.

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No cardápio  encontra-se também a já comentada fórmula triple dégustation, com a qual se pode provar os três tipos de cerveja. Existe também a fórmula dégustation mixte, que alterna cervejas e queijos. A mais completa é a chamada la totale,  um carrossel completo com as três Chimays, mais a Spéciale Poteaupré e os quatro tipos de queijos mais tradicionais da casa. Quer mais ?

Não preciso reforçar que, na lojinha da entrada, encontram-se todos os tipos da cerveja em garrafas pequenas e as três versões garrafas grandes com rolha, alem de toda a gama de produtos e acessórios Chimay.  Toda esta produção é feita pelos monges trapistas da Abadia de Notre Dame de Scourmont que estabeleceu-se na região em 1850 e logo já foi conhecida pela sua produção de queijos e cervejas. 

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É possivel entrar no jardim central da Abadia e visitar a igreja que ali se encontra.

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A região é realmente agradável e a própria localidade de Chimay também vale a pena ser visitada. Além de tradicionais estabelecimentos entre cafés, restaurantes e bares, existe ali o Château de Chimay, e sua visita proporciona um mais amplo conhecimento da história da região.

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Logo na entrada da cidade, a mensagem de “bem-vindo”.

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Struise Rosse

Segunda-feira, 2/Junho/2008

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A microcervejaria De Struise Brouwers, da abençoada região belga de Flandres Oeste, ainda é desconhecida pela maioria dos sites e blogs cervejeiros nacionais. Em contrapartida, na Europa, a Struise vem sendo incensada e considerada talvez a melhor surpresa cervejeira dos últimos anos.

“Struise” vem do inglês sturdy (resistente). O termo define bem os quatro amigos homebrewers Phil, Peter, Carlo e Urbain, que há cerca de 8 anos dedicavam-se à produção de poucos litros para consumo pessoal. O produto era excepcional, mas faltava capital para alavancar um possível negócio. O jeito foi “alugar” um espaço na Brasserie Caulier, uma cervejaria próxima, onde permaneceram fabricando as Struise por três anos.

Em 2006, com o aumento significativo da demanda e da produção, os quatro resistentes tomaram a decisão de alugar espaço numa cervejaria mais ampla. A escolha recaiu na Deca Services, localizada muito próxima da Abadia de St. Sixtus, onde os monges continuam placidamente a produzir a mítica Westvleteren. O mais espantoso é que, mesmo com o repentino sucesso, os quatro amigos ainda exercem as suas próprias profissões, dedicando-se à arte cervejeira apenas em regime part-time.

É difícil encontrar o set de rótulos da Struise mesmo estando na Bélgica. BREJAS já havia degustado e avaliado a extraordinária Pannepot (veja AQUI), que hoje ocupa lugar de destaque entre as nossas cervejas “Top 50″. Nesta última viagem em terras de Flandres, deitamos mão na Rosse, belgian pale ale a qual, se não possui a força da primeira, impressiona pela leveza aliada a um paladar levemente seco.

A coloração é alaranjada. O creme bege é bastante consistente e medianamente persistente. De baunilha é o forte e agradável aroma. Na boca, a alta carbonatação é de textura macia e não compromete. No paladar, mais baunilha e um toque de maçãs verdes confere um surpreendente frescor. No acabamento, uma suave sourness e um leve amargor.

A Rosse, que possui uma graduação alcóolica de 5%, merecia um pouco mais de álcool de forma a igualar o corpo ao aroma. Todavia, trata-se de mais uma demonstração da excelência da Struise, uma das brasseries artesanais belgas ainda resistentes nesse mundo cada vez mais assediado pelas megacervejarias.

Minhas notas: 8 (aroma), 4 (aparência), 7 (sabor), 3 (paladar), 17 (geral). Média: 3,9. Veja e entenda o critério de avaliação AQUI.

Data de validade

Terca-feira, 20/Maio/2008

Trago à discussão um tema que considero oportuno: o quanto que a data de validade influi no desempenho da cerveja.

Particularmente, revelarei duas experiências recentes que tive.

A primeira, há cerca de três semanas, trouxe um resultado negativo. Abri uma De Koninck Winter Koninck (belga) vencida em novembro/2007. De início, ela apresentou sua bela coloração, um excelente creme e um aroma muito bom. Tudo aparentemente normal. O problema apareceu quando ela foi levada à boca: ela estava completamente azeda. Azeda de doer! Foi a garrafa toda para a pia… Sem chance… Interessante é que tudo parecia normal, estando apenas o sabor e o paladar seriamente prejudicados. Confesso que havia um depósito de sedimentos um pouco mais volumoso no final da garrafa, mas não acredito que isso tenha sido o problema. Enfim, uma pena.

Hoje, no entanto, voltei a experimentar uma cerveja vencida. Dessa vez rolou uma Backer Trigo (brasileira) vencida em agosto/2007, ou seja, um pouco mais velha que a De Koninck. Para a minha sorte, o resultado foi muito satisfatório. Ela estava absolutamente normal, inclusive com o aroma mais evidente que em outras ocasiões. Show de bola!

Já andei tomando Skol, Brahma e Itaipava com data vencida, mas, talvez por se tratarem de cervejas niveladas por baixo, seja um pouco mais difícil de se constatar algo estranho no seu desempenho, que já é bem fraco.

Pergunto a você: já tomou uma breja vencida? Como ela se saiu?

Cervejaria Premium

Domingo, 18/Maio/2008

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Inaugurada em 2005, a Cervejaria Premium está localizada na cidade de Frutal, nas Minas Gerais.

Segundo seu Mestre Cervejeiro, Egon Carlos Tschope, não se trata de uma micro-cervejaria, uma vez que a Premium possui capacidade instalada para até 1.000.000 de hls/ano.

No último mês, BREJAS avaliou três das cervejas produzidas pela Premium, quais sejam, Fass, Bella e Bauhaus.

Fass e Bella, ambas do tipo Pilsen, avaliadas na versão “lata”, se mostraram cervejas leves, carecendo de notas mais acentuadas de malte e lúpulo. Mesmo sdo voltada a um público de cervejas suaves, faltou, talvez, um pouco mais de personalidade. Ao que parece, elas não terão forças para competir no mercado com as renomadas pilsens produzidas pelas gigantes nacionais e suas verbas de mídia estrondosas, mas poderão brigar, em igualdade de condições, com outras pilsens menos competitivas, que disputam muito mais o bolso que a lembrança ou paladar do consumidor.

Felizmente, o mesmo não se pode dizer da excelente Bauhaus. Também avaliada na versão “lata”, essa surpreendente Premium Lager demonstrou muita competência da cervejaria. Trata-se de uma cerveja de coloração âmbar, translúcida, com um creme branco denso e persistente. Embora não tão presente, o aroma traz traços florais, evidenciando o lúpulo. O sabor é agradável e refrescante. Sem dúvida, trata-se de uma Premium Lager acima da média, que no Ranking BREJAS se posicionou na frente de várias de suas famosas rivais. Recomendamos!

A Bauhaus também está disponível em garrafas 600ml e atualmente pode ser encontrada facilmente em bons pontos de venda. O Tortula em São Paulo, por exemplo, já tem em sua lista de opções. Nosso confrade Menke degustou também a versão garrafa e deixa aqui suas impressões:

“Sua aparência é bonita, de cor âmbar avermelhado, com creme marrom bem claro, de tamanho médio e persistente. Enquanto é tomada, o creme fica nas paredes, deixando bela aparência no copo.
No paladar, ela é leve, de textura aguada e carbonatação branda. Seu sabor inicial é levemente adocicado, sem exageros, com final levemente amargo. Sua duração é média, com retrogosto muito bom, lembrando fumo de cachimbo.
Seu aroma é uma surpresa, para cervejas premium nacionais. Tem malte tostado e açúcar queimado. Lúpulo pouco perceptível, infelizmente. No geral, tem personalidade, é gostosa e não empapuça, sendo facilmente apreciável.
Não sou, nem de perto, conhecedor de harmonizações, mas experimentei pinhão e tremoço junto com ela, e ambos se deram muito bem. Para mim, sua nota foi um honroso 3,0. Abaixo, as parciais:
Aroma= 5 / Aparência= 3 / Sabor= 5 / Paladar= 3 / Conjunto= 14″

E você? Conhece a Cervejaria Premium ou já experimentou algumas das cervejas acima? Estamos aqui aguardando o seu comentário!

As excelentes canadenses!

Quarta-feira, 30/Abril/2008

Há muito tempo estou para escrever sobre as excelentes cervejas canadenses. Por enquanto, conheço apenas as fabricadas pela Unibroue, mas sei que a Dieu du Ciel também produz grandes cervejas.

Falando daquilo que conheço, posso dizer, sem exageros, que a qualidade das cervejas fabricadas pela Unibroue é de primeira linha.

Foi em 2006, em Genebra, na Suíça, que eu e os confrades Michel, Mauricio e Daniel Rolfsen saboreamos pela primeira vez uma breja da Unibroue, no caso, a La Fin du Monde. Interessante é que, logo que voltamos, essas cervejas passaram  a ser vendidas no Brasil. Resultado: não paramos mais de comprá-las.

Lembro que no ínicio de 2007 chegamos a reunir todas as versões disponíveis no Brasil para uma degustação. Assim, numa mesma noite, degustamos: Trois Pistoles, La Fin du Monde, Don di Dieu, Maudite, Raftman, Chambly Noire e Blanche de Chambly.

De lá pra cá, ainda experimentamos a 15, a 16 e, no último mês de novembro, lá em Bruxelas, eu e o confrade Mau acabamos por saborear a Eau Benite, ainda não comercializada no Brasil.

Cervejas como a Trois, a La Fin, a Maudite, a Don di Dieu, a 15 e a 16 se destacam pela complexidade e pela semelhança com as belgas. Embora elas não sejam uma unanimidade no BREJAS ( uns as acham apenas boas, outros as acham excelentes), é inegável que são o resultado de um grande e caprichoso trabalho realizado pela Unibroue. Clique aqui e veja as notas dessas belezuras no Ranking BREJAS.

Destaque também fica para os rótulos, todos de muito bom gosto e de notável originalidade. Eis alguns exemplos:

logo_trois_pistoles.jpglogo_maudite.jpglogo_blanche_chambly.jpg

logo_don_de_dieu.jpglogo_chambly_noire.jpglogo_fin_du_monde.jpg

Para aqueles que ainda não conhecem as cervejas fabricadas pela Unibroue, fica aqui a dica: não percam tempo! Mesmo se tratando de cervejas caras (vendidas entre R$ 25,00 e R$ 60,00), recomendamos a experiência. Clique aqui e veja onde comprá-las.

E, caso alguém já tenha saboreado alguma das cervejas produzidas pela Dieu du Ciel ou por qualquer outra fábrica canadense, fica o convite para que postem algo a respeito a fim de enriquecer nossa cultura cervejeira.

Celta Golden Ale

Sexta-feira, 18/Abril/2008

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O ribeirão-pretano Luis Teixeira tem somente 41 anos e já é avô. E foi pra abastecer os cervejeiros das festas em família que teve a idéia de produzir, ele próprio, a sua cerveja. Dentre as primeiras levas, nasceu a Celta Golden Ale, breja do tipo Pale Ale elaborada com aveia e maltes premium e caramelo de cevada, além dos lúpulos Sladeck e Saaz.

Refermentada na própria garrafa com levedura de cepa ingesa, seu método de fabricação é por infusão. O creme é denso e medianamente persistente. Coloração alaranjada e muito turva, devido a ausência de filtragem artificial. A carbonatação é média. No delicioso aroma, cascas de laranja e fermento de pão. Perde um pouco no corpo um tanto fraco, mas o final frutado é longo e persistente.

BREJAS degustou a Celta e lhe conferiu nota média de 3,02 no nosso Ranking. Os 5 Confrades brejeiros foram unânimes ao menos em um ponto: Trata-se, definitivamente, de uma cerveja de personalidade, dando uma vontade danada de provar as próximas criações do Luis Teixeira.