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	<title>Cerveja é BREJAS -Tudo sobre Cerveja e Cervejaria</title>
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	<description>Novidades diárias sobre cerveja e cervejaria: notícias cervejeiras, degustações, avaliações de cervejas de todo mundo, dicas de viagens e muito mais.</description>
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		<title>Pão e Cerveja: Programa 138 &#8211; Retrospectiva 2011, Parte 4</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 16:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Beltramelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pão & Cerveja]]></category>
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		<description><![CDATA[Clique na caixa para ouvir:

Cervochatices e casamento real
No último episódio da retrospectiva dos fatos importantes do mundo cervejeiro acontecidos no ano de 2011, a jornalista Fabiana Arreguy relembra as divertidíssimas enquetes feitas no programa durante o ano que passou.
Neste programa, personalidades cervejeiras externam &#8220;indignação geral&#8221; provocada pelo banimento da cerveja no casamento inglês de William [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Clique na caixa para ouvir:</h2>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/paoecervejaprograma138.mp3" target="_blank"><img class="size-full wp-image-11585  aligncenter" title="paoecervejadisplay138" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/paoecervejadisplay138.JPG" alt="paoecervejadisplay138" width="415" height="127" /></a></p>
<h2>Cervochatices e casamento real</h2>
<p>No último episódio da retrospectiva dos fatos importantes do mundo cervejeiro acontecidos no ano de 2011, a jornalista Fabiana Arreguy relembra as divertidíssimas enquetes feitas no programa durante o ano que passou.</p>
<p>Neste programa, personalidades cervejeiras externam &#8220;indignação geral&#8221; provocada pelo banimento da cerveja no casamento inglês de William e Kate, bem como falam sobre as <em>beerchatices</em>, aquelas atitudes <em>cervomalas</em> de quem acha que curtir cerveja tem de passar pelo esnobismo e pelo desrespeito às opiniões alheias.</p>
<h2>União das cervejarias artesanais</h2>
<p>Na minha participação, eu revisito a inédita união dos cervejeiros artesanais brasileiros para a inclusão da categoria no regime tributário do Simples Nacional. A pretensão não teve êxito, mas ao menos mostrou que é possível unir-se para reivindicar.</p>
<p><span style="font-size: 13px; font-weight: normal;">A coluna <strong><em>Pão &amp; Cerveja</em></strong> vai ao ar todas as sextas-feiras às 11:45 da manhã pela rádio CBN de Belo Horizonte (106,1 FM). Ouça <a title="Player ao vivo da Rádio CBN BH" href="http://cbn.globoradio.globo.com/Player/playerAoVivoBH.htm" target="_blank">ao vivo</a> o programa ou curta os <a title="Programas da coluna Pão &amp; Cerveja" href="http://www.brejas.com.br/blog/categoria/pao-cerveja/" target="_blank">programas anteriores</a> gravados e disponibilizados aqui no blog pelo <strong>BREJAS</strong>. Para a experiência ficar completa, acompanhe também o <a title="Blog Pão &amp; Cerveja" href="http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/paoecerveja/" target="_blank">Blog Pão &amp; Cerveja</a>.</span></p>
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		<title>O tempo vai selecionar as melhores cervejas</title>
		<link>http://www.brejas.com.br/blog/07-02-2012/tempo-vai-selecionar-melhores-cervejas-11573/</link>
		<comments>http://www.brejas.com.br/blog/07-02-2012/tempo-vai-selecionar-melhores-cervejas-11573/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 14:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Beltramelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[heineken]]></category>
		<category><![CDATA[nuno teles]]></category>

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		<description><![CDATA[VP Marketing da Heineken Brasil opina sobre a polêmica das cervejas premium em entrevista exclusiva ao BREJAS
Ele comanda a área de marketing da Heineken Brasil, que hoje movimenta no país 1,5 bilhões de reais em vendas. Antes disso, já tinha sido diretor de marketing do grupo na Europa. O português Nuno Teles concordou em conceder [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11574" class="wp-caption aligncenter" style="width: 432px"><img class="size-full wp-image-11574" title="nunoteles" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/nunoteles.jpg" alt="nunoteles" width="422" height="280" /><p class="wp-caption-text">Nuno Teles (Imagem: HotPopcorn)</p></div>
<h2>VP Marketing da Heineken Brasil opina sobre a polêmica das cervejas premium em entrevista exclusiva ao BREJAS</h2>
<p>Ele comanda a área de marketing da <a title="Heineken Brasil" href="http://www.heinekenbrasil.com.br/" target="_blank"><strong><em>Heineken Brasil</em></strong></a>, que hoje movimenta no país 1,5 bilhões de reais em vendas. Antes disso, já tinha sido diretor de marketing do grupo na Europa. O português Nuno Teles concordou em conceder entrevista exclusiva para o BREJAS após a polêmica entrada no mercado do rótulo Budweiser, do grupo belgo-brasileiro AB-ImBev, que se posicionou como &#8220;premium&#8221; (<a title="O uso impróprio do rótulo &quot;premium&quot; em cervejas" href="http://www.brejas.com.br/blog/31-08-2011/uso-improprio-rotulo-premium-cervejas-10385/" target="_blank">entenda o caso</a>).</p>
<p>Esbanjando um temperamento cordial e afável (segundo ele, já veio incógnito ao <a title="Bar Brejas" href="http://barbrejas.com/" target="_blank">Bar Brejas</a> e achou &#8220;muito legal&#8221;), Teles respondeu com tranquilidade às perguntas deste escriba. Vamos à entrevista.</p>
<p><strong><em>BREJAS &#8212; É sabido que o rótulo Heineken é fabricado apenas com os quatro ingredientes básicos da cerveja (água, malte, lúpulo e levedira), o que o posiciona no estilo </em><em>premium lager</em>. Porém, é sabido que outros produtores concorrentes da Heineken elaboram cerveja com adjuntos, o que, em tese, reduz o custo dessas cervejas. Mesmo assim, esses produtores estão tentando posicionar essas cervejas <em>standard lager</em> na mesma faixa de preços e de público que a Heineken. Como o senhor enxerga essa prática?</strong></p>
<p><strong>NUNO TELES &#8211;</strong> Pra nós, sempre foi determinante manter apenas os quatro ingredientes da cerveja na Heineken. Temos grande preocupação em obter os insumos corretos e da melhor qualidade. Por causa disso, mantemos nossa cerveja com posicionamento <em>premium</em>, com faixa de preço acima do mercado. Temos convicção de que, se uma determinada marca se posiciona como <em>premium</em>, mas não oferece a qualidade correspondente a esse posicionamento, o consumidor vai entender e nunca mais vai respeitar e consumir aquela marca. Ele vai se sentir enganado. É por isso que não estamos muito preocupados com esse problema. O tempo vai dar razão àquelas marcas que, de fato, possuem qualidade superior.</p>
<p><span id="more-11573"></span></p>
<p><strong><em>BREJAS &#8212; A Heineken, então, não pretende mudar a formulação da cerveja?</em></strong></p>
<p><strong>NT &#8212; </strong>Nunca iremos alterar a nossa fórmula. Nossa cerveja já se identificou com os consumidores ao redor do mundo pelo sabor peculiar e pela qualidade.</p>
<p><strong><em>BREJAS &#8212; Vimos notando que, cada vez mais, a Heineken está investindo no Brasil através de grandes ações de marketing. A ideia da marca é continuar esses investimentos? O senhor pode adiantar algumas ações futuras ou ainda é surpresa?</em></strong></p>
<p><strong>NT &#8211;</strong> Nós gostamos bastante de investir no segmento musical, porque achamos que isso se identifica com o nosso consumidor. No ano passado patrocinamos os dois maiores eventos musicais no país, os festivais Rock in Rio e SWU, e nesse ano seremos parceiros de outro grande festival, o Lolapalooza, em São Paulo, que ocorrerá em abril. Em todos esses eventos o público consumiu ou consumirá centenas de milhares de litros de Heineken na pressão. Essa era a ideia desde o início, e é algo de que nos orgulhamos.</p>
<p><strong><em>BREJAS &#8212; Essas ações vão continuar a ser voltadas para o público das classes A e B ou a marca pretende, no futuro, diferenciar esse público?</em></strong></p>
<p><strong>NT &#8211;</strong> O <em>target</em> da marca Heineken é o público da classe A. Isso fica claro através do tipo das nossas ações e da qualidade do nosso produto. Não pretendemos mudar esse parâmetro.</p>
<p><strong><em>BREJAS &#8212; Os blogs cervejeiros hoje são importante meio de informação pra quem busca cervejas diferenciadas. O BREJAS, por exemplo, tem mais de 1 milhão de leitores por ano. A Heineken pretende, nesse ano, implementar mais ações de marketing junto a esses meios?</em></strong></p>
<p><strong>NT &#8211;</strong> Nós não tentamos influenciar o blogueiro de cerveja. Ele tem de se sentir bem pra escrever sobre aquilo que acredita. Nós não temos como prática interferir na opinião genuína de um blogueiro.</p>
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		</item>
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		<title>Por que ficamos com ressaca?</title>
		<link>http://www.brejas.com.br/blog/06-02-2012/por-que-ficamos-com-ressaca-11565/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 13:28:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>BREJAS</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ressaca]]></category>

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		<description><![CDATA[
A causa
A ressaca é um conjunto de sintomas da intoxicação que acontece quando você bebe demais. Para absorver e metabolizar um montão de álcool, o organismo tem que se desdobrar e, assim, acaba sobrecarregando todos os órgãos envolvidos no processo. O fígado é o que mais sofre – apesar de ele mesmo nunca doer. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11566" title="ressaca" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/ressaca.jpg" alt="ressaca" width="350" height="233" /></p>
<h2>A causa</h2>
<p>A ressaca é um conjunto de sintomas da intoxicação que acontece quando você bebe demais. Para absorver e metabolizar um montão de álcool, o organismo tem que se desdobrar e, assim, acaba sobrecarregando todos os órgãos envolvidos no processo. O fígado é o que mais sofre – apesar de ele mesmo nunca doer. É desse órgão o trabalho principal de produzir as enzimas que absorvem o etanol.</p>
<p>Só que ele demora a entender que deve parar de trabalhar no <em>modo bêbado</em>. Quando o álcool do corpo já acabou, a concentração dessas enzimas ainda é alta – e o fígado “pede” mais álcool para processar. Isso gera um desequilíbrio que desorganiza todo o metabolismo. O sistema nervoso, que também se adequou ao ritmo bebum do corpo, acompanha a crise de abstinência. O resultado geral é dor de cabeça, desidratação, enjôo, diarréia e extremo cansaço. Sintomas que todo mundo que já bebeu além da conta conhece bem.</p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 276px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A cura impossível</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 276px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Não há remédio nem mandinga 100% eficaz. Mas há como aliviar os efeitos de uma carraspana. Veja o grau de eficiência de alguns remédios populares</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 276px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Refrigerante</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 276px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ingerir qualquer tipo de líquido (sem álcool, é claro) faz bem. Ele facilita o trabalho do fígado e dos rins, que eliminam mais rapidamente os resíduos tóxicos do organismo. Sucos, água-de-coco e isotônicos vão repor não só a água mas também os sais minerais e as vitaminas perdidas. O refrigerante, por ter alto nível de açúcar, também ajuda a suprir o açúcar eliminado pelo álcool.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 276px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Comprimidos</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 276px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Não existe remédio que impeça a intoxicação causada pela ingestão de álcool. Os analgésicos, antiácidos ou anti-histamínicos só ajudam a diminuir o mal-estar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 276px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Continuar bebendo</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 276px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Tomar mais bebida alcoólica quando se está de ressaca só atrasa a desintoxicação do corpo. Quem apela para esse remédio merece o troféu sorvete na testa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 276px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Doce</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 276px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como a bebida diminui muito a glicose e, conseqüentemente, a energia do corpo, repor o açúcar é uma ótima opção.</div>
<h2>A cura impossível</h2>
<div>Não há remédio nem mandinga 100% eficaz. Mas há como aliviar os efeitos de uma carraspana. Veja o grau de eficiência de alguns remédios populares:</div>
<div><span id="more-11565"></span></div>
<div><strong>Refrigerante -</strong> Ingerir qualquer tipo de líquido (sem álcool, é claro) faz bem. Ele facilita o trabalho do fígado e dos rins, que eliminam mais rapidamente os resíduos tóxicos do organismo. Sucos, água-de-coco e isotônicos vão repor não só a água mas também os sais minerais e as vitaminas perdidas. O refrigerante, por ter alto nível de açúcar, também ajuda a suprir o açúcar eliminado pelo álcool.</div>
<div><strong>Comprimidos &#8211; </strong>Não existe remédio que impeça a intoxicação causada pela ingestão de álcool. Os analgésicos, antiácidos ou anti-histamínicos só ajudam a diminuir o mal-estar.</div>
<div><strong>Continuar bebendo -</strong> Tomar mais bebida alcoólica quando se está de ressaca só atrasa a desintoxicação do corpo. Quem apela para esse remédio merece o troféu sorvete na testa.</div>
<div><strong>Doce &#8211; </strong>Como a bebida diminui muito a glicose e, conseqüentemente, a energia do corpo, repor o açúcar é uma ótima opção.</div>
<h2>Síndrome do dia seguinte</h2>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-11568" title="ressaca2" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/ressaca2.jpg" alt="ressaca2" width="316" height="254" /></div>
<div>
<div>Entenda como o seu corpo responde quando você enche a cara.</div>
<div><strong>Enjôo e diarréia -</strong> O álcool aumenta a produção de suco gástrico e de secreções intestinais – e irrita a parede do estômago, provocando gastrite alcoólica, queimação e diarréia. Às vezes o mal-estar pode ser tão forte que a pessoa chega a vomitar. “Bebidas mais fortes causam um estrago maior”, diz o médico Jacob Faintuch, da USP.</div>
<div><strong>Dores no corpo -</strong> No processo de desidratação que a cachaçada deflagra, perdemos também alguns sais minerais (como o potássio e o sódio) que são muito importantes para a boa estrutura da fibra muscular. Sem eles, os músculos ficam mais sensíveis – e mais suscetíveis à dor.</div>
<div><strong>Dor de cabeça &#8211; </strong>Por desidratar o corpo, o etanol diminui a coagulação do sangue e desacelera o fluxo sanguíneo no cérebro. Por causa disso, os vasos sanguíneos se dilatam, causando a dor de cabeça.</div>
<div><strong>Fotossensibilidade -</strong> A irritação dos olhos à luz acontece pelo fato de o seu sistema nervoso já estar bastante debilitado e em “depressão” por conta da intoxicação do álcool. “A retina, que é um prolongamento do nervo ótico, fica mais excitada e se irrita com mais facilidade”, afirma o oftalmologista Pedro Carriconco, da USP.</div>
<div><strong>Sede -</strong> O etanol tem um alto poder diurético: ele leva os nossos rins a produzir muita urina. Como vamos inúmeras vezes ao banheiro, perdemos uma grande quantidade de água do corpo, que fica desidratado. A desidratação chega aos tecidos e às mucosas e faz com que o corpo clame por água.</div>
</div>
<div style="text-align: right;"><em>Fonte: <a href="http://super.abril.com.br/ciencia/ficamos-ressaca-447154.shtml" target="_blank">Superinteressante</a></em></div>
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		</item>
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		<title>Cerveja de bacon? Tem também!</title>
		<link>http://www.brejas.com.br/blog/03-02-2012/cerveja-bacon-11555/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 12:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Beltramelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bacon]]></category>
		<category><![CDATA[maple]]></category>
		<category><![CDATA[rogue]]></category>

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		<description><![CDATA[
A apresentação já causa uma curiosidade natural: A garrafa, de 750 mililitros é pintada de cor-de-rosa. Dentro dela, a cerveja artesanal americana Rogue Bacon Maple Ale, elaborada com 13 ingredientes, incluindo bacon defumado.
A breja já está no Brasil, e é distribuída pela Importadora Tarantino. Possui 6,5% de potência alcoólica e harmoniza com, adivinhe, bacon, além de preparações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11556" title="VoodooBacon1" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/VoodooBacon1.JPG" alt="VoodooBacon1" width="336" height="336" /></p>
<p>A apresentação já causa uma curiosidade natural: A garrafa, de 750 mililitros é pintada de cor-de-rosa. Dentro dela, a cerveja artesanal americana <strong><em><a title="Rogue Bacon Maple Ale - Ranking BREJAS" href="http://www.brejas.com.br/cervejas/brasil/rogue-bacon-maple-ale/" target="_blank">Rogue Bacon Maple Ale</a>,</em></strong> elaborada com 13 ingredientes, incluindo bacon defumado.</p>
<p>A breja já está no Brasil, e é distribuída pela <a title="Importadora Tarantino" href="http://www.tarantino.net.br/" target="_blank">Importadora Tarantino</a>. Possui 6,5% de potência alcoólica e harmoniza com, adivinhe, bacon, além de preparações com carnes e embutidos defumados.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cervejas trapistas em selos comemorativos</title>
		<link>http://www.brejas.com.br/blog/02-02-2012/cervejas-trapistas-selos-comemorativos-11542/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 16:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>BREJAS</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[filatelia]]></category>
		<category><![CDATA[selos]]></category>
		<category><![CDATA[trapistas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Matéria veiculada originalmente no blog Bebendo Bem
Colecionismo e cerveja tem tudo a ver. São vários os amantes das cervejas especiais que não se contentam apenas em beber as cervejas, mas também mantém suas coleções de garrafas, latinhas, bolachas…
A coleção de selos, também conhecida como filatelia, é talvez o tipo de coleção mais conhecida. Apesar do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11546" title="orvalstamp_thumb" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/orvalstamp_thumb.jpg" alt="orvalstamp_thumb" width="366" height="473" /></p>
<p style="text-align: right;"><em>Matéria veiculada originalmente no blog <a href="http://www.bebendobem.com.br/2012/02/cervejas-trapistas-homenageadas-em-selos-comemorativos/" target="_blank">Bebendo Bem</a></em></p>
<p>Colecionismo e cerveja tem tudo a ver. São vários os amantes das cervejas especiais que não se contentam apenas em beber as cervejas, mas também mantém suas coleções de garrafas, latinhas, bolachas…</p>
<p>A coleção de selos, também conhecida como filatelia, é talvez o tipo de coleção mais conhecida. Apesar do uso de selos não fazer mais parte da vida cotidiana como antigamente, os colecionadores ainda seguem procurando as raridades e continuam de olho nos lançamentos.</p>
<p>Se você é um amante das cervejas e também filatelista, vai babar nesse lançamento do correio belga: uma série de selos em homenagem às seis cervejarias trapistas produzidas no país.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11543" title="trappiststamp_thumb" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/trappiststamp_thumb.jpg" alt="trappiststamp_thumb" width="395" height="241" /></p>
<p>Só para lembrar, as trapistas belgas são a Achel, a Chimay, a Orval, a Rochefort, a Westmalle e a Westvleteren. Essas, juntamente com a holandesa La Trappe, ostentam o selo de autenticidade das cervejas trapistas.</p>
<p>Esse tipo de homenagem não é inédito na Bélgica. A Orval já tinha sido personagem de um selo lançado em 2006.</p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 152px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Colecionismo e cerveja tem tudo a ver. São vários os amantes das cervejas especiais que não se contentam apenas em beber as cervejas, mas também mantém suas coleções de garrafas, latinhas, bolachas…</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 152px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A coleção de selos, também conhecida como filatelia, é talvez o tipo de coleção mais conhecida. Apesar do uso de selos não fazer mais parte da vida cotidiana como antigamente, os colecionadores ainda seguem procurando as raridades e continuam de olho nos lançamentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 152px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Se você é um amante das cervejas e também filatelista, vai babar nesse lançamento do correio belga: uma série de selos em homenagem às seis cervejarias trapistas produzidas no país.Colecionismo e cerveja tem tudo a ver. São vários os amantes das cervejas especiais que não se contentam apenas em beber as cervejas, mas também mantém suas coleções de garrafas, latinhas, bolachas…</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Cervejeiro vai criar em SP bar com pizza de lúpulo</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 15:57:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Beltramelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cervejas extremadas, com muito lúpulo e álcool, pizza de lúpulo e hambúrgueres são algumas das promessas que deverão ser encontradas no bar da cervejaria BrewDog, que será inaugurado na capital paulista ainda em 2012. A novidade foi contada por James Watt, proprietário da cervejaria escocesa, que esteve na capital paulista na noite de terça-feira (1) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11551" class="wp-caption aligncenter" style="width: 419px"><img class="size-full wp-image-11551" title="JamesWatt" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/JamesWatt.jpg" alt="James Watt, da cervejaria escocesa BrewDog" width="409" height="315" /><p class="wp-caption-text">James Watt, da cervejaria escocesa BrewDog</p></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Cervejas extremadas, com muito lúpulo e álcool, pizza de lúpulo e hambúrgueres são algumas das promessas que deverão ser encontradas no bar da cervejaria BrewDog, que será inaugurado na capital paulista ainda em 2012. A novidade foi contada por James Watt, proprietário da cervejaria escocesa, que esteve na capital paulista na noite de terça-feira (1) para contar a novidade, firmada em parceria com a Importadora Tarantino, da mesma cidade. &#8220;Estamos procurando uma locação, mas ainda não temos um lugar preferido ou definido&#8221;, contou o cervejeiro, que disse que todas as bebidas da marca são criadas pensando na harmonização com alimentos. &#8220;Acredito que a combinação da cerveja com a comida seja ideal para ter uma experiência gastronômica perfeita e sempre que criamos uma bebida, já imaginamos com o que ela vai combinar&#8221;, completou, explicando que a paixão pelo sabor amargo do lúpulo levou ao desenvolvimento da pizza com massa feita com o ingrediente, que pretende trazer ao bar brasileiro por &#8220;combinar perfeitamente com cerveja&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Autor da cerveja Sink The Bismark, com 41% de álcool, a BrewDog tem expandido horizontes e conta com quatro bares no Reino Unido. &#8220;Eles vão abrir o quinto em breve e querem fechar o ano com dez bares em toda a Europa&#8221;, contou Gilberto Tarantino, da importadora que leva seu sobrenome.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Com perfil contemporâneo e decoração que prioriza a reciclagem, os bares da BrewDog são conhecidos pela presença constante do rock&#8217;n roll e de cervejas de diversos países, como Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia etc. &#8220;Teremos no bar as cervejas do portfolio da BrewDog e da Tarantino, algumas cervejas nacionais, algumas produções especiais da cervejaria escocesa, além de cervejas internacionais que não teriam condições de exportar para cá sem a ajuda deles&#8221;, contou Tarantino.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Fundada em 2007 pelos amigos Martin Dickie e James Watt, que faziam cervejas na garagem de casa, o hobbie se transformou em cervejaria profissional e de sucesso, em expansão mesmo em tempos de crise. E a escolha pelo Brasil como locação para um bar temático não foi aleatória. &#8220;Eu e Martin notamos que de uns cinco anos pra cá o Brasil tem melhorado em qualidade e em quantidade de cervejas degustadas. Houve um crescimento e uma melhora significativos no modo como o brasileiro enxerga a cerveja e só por isso já vale a pena abrir o bar. Nosso trabalho é também de aprendizado. Sabemos que 99% das pessoas tomam cervejas ruins e queremos fazer diferença, ensinando-as a beber algo com sabor&#8221;, contou o escocês enquanto apreciava uma de suas criações em um empório paulistano.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;É bastante bizarro &#8211; mas muito bom &#8211; saber que o que começamos a fazer na garagem de casa hoje em dia faz sucesso em países tão distantes como o Brasil. Eu trabalhava como capitão de um barco de pesca e fazia cerveja em casa com o meu amigo porque não gostava das bebidas que encontrávamos por aí. Um dia encontramos o especialista em cervejas Michael Jackson, que morreu em 2007, e ele experimentou a nossa Punk IPA, que tem bastante lúpulo e aromas e sabores frutais. Ele recomendou que deixássemos nossos empregos para viver de cerveja e consideramos a possibilidade. Por dois anos fomos só eu e o Martin para fazer, embalar e vender as cervejas, que não recebem aditivos ou são pasteurizadas. Hoje temos 85 funcionários apenas na cervejaria e já exportamos para diversos países&#8221;, contou.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Criatividade é o que não falta ao cervejeiro, que escreve todos os rótulos das cervejas que produz. E tantas ideias se refletem na novidade que trouxe ao Brasil: a cerveja Sunk Punk, com produção de mil garrafas que foram fermentadas mergulhadas no mar da Escócia. &#8220;Temos sorte de que a água do mar tem temperatura estável durante o verão, por isso não afetou negativamente a fermentação. Mergulhei por 15 minutos entre tubarões para deixar as cervejas no fundo do mar e de lá saiu a inspiração para o rótulo, que tem polvos e peixes desenhados&#8221;, contou sobre a India Pale Ale com 7,1% de álcool.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Aos que se interessam pela profissão cervejeira, o escocês deixou a dica: &#8220;não ter preconceitos com as cervejas, provar todas e nunca perder a paixão e o entusiasmo pelo segmento&#8221;. No Brasil, Watt ficou fã da Colorado Indica e da Duas Cabeças, fabricada por Salo Maldonado, do Rio de Janeiro (RJ), mostrando que seu paladar é mesmo aficionado por lúpulo. da BrewDog</div>
<h2>Cervejaria já tem quatro pubs no Reino Unido</h2>
<p>Cervejas extremadas, com muito lúpulo e álcool, pizza de lúpulo e hambúrgueres são algumas das promessas que deverão ser encontradas no bar da cervejaria <strong><em><a title="BrewDog" href="http://www.brewdog.com/" target="_blank">BrewDog</a></em></strong>, que será inaugurado na capital paulista ainda em 2012. A novidade foi contada por James Watt, proprietário da cervejaria escocesa, que esteve na capital paulista na noite de terça-feira (1) para contar a novidade, firmada em parceria com a <a title="Importadora Tarantino" href="http://www.tarantino.net.br/" target="_blank">Importadora Tarantino</a>, da mesma cidade. &#8220;Estamos procurando uma locação, mas ainda não temos um lugar preferido ou definido&#8221;, contou o cervejeiro, que disse que todas as bebidas da marca são criadas pensando na harmonização com alimentos. &#8220;Acredito que a combinação da cerveja com a comida seja ideal para ter uma experiência gastronômica perfeita e sempre que criamos uma bebida, já imaginamos com o que ela vai combinar&#8221;, completou, explicando que a paixão pelo sabor amargo do lúpulo levou ao desenvolvimento da pizza com massa feita com o ingrediente, que pretende trazer ao bar brasileiro por &#8220;combinar perfeitamente com cerveja&#8221;.</p>
<p>Autor da cerveja <a href="http://www.brejas.com.br/cervejas/escocia/BrewDog-Sink-The-Bismark/" target="_blank">Sink The Bismark</a>, com 41% de álcool, a BrewDog tem expandido horizontes e conta com quatro bares no Reino Unido. &#8220;Eles vão abrir o quinto em breve e querem fechar o ano com dez bares em toda a Europa&#8221;, contou Gilberto Tarantino, da importadora que leva seu sobrenome.</p>
<h2>Cerveja e rock´n´roll</h2>
<p>Com perfil contemporâneo e decoração que prioriza a reciclagem, os bares da BrewDog são conhecidos pela presença constante do rock&#8217;n roll e de cervejas de diversos países, como Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia etc. &#8220;Teremos no bar as cervejas do portfolio da BrewDog e da Tarantino, algumas cervejas nacionais, algumas produções especiais da cervejaria escocesa, além de cervejas internacionais que não teriam condições de exportar para cá sem a ajuda deles&#8221;, contou Tarantino.</p>
<p><span id="more-11550"></span></p>
<p>Fundada em 2007 pelos amigos Martin Dickie e James Watt, que faziam cervejas na garagem de casa, o hobby se transformou em cervejaria profissional e de sucesso, em expansão mesmo em tempos de crise. E a escolha pelo Brasil como locação para um bar temático não foi aleatória. &#8220;Eu e Martin notamos que de uns cinco anos pra cá o Brasil tem melhorado em qualidade e em quantidade de cervejas degustadas. Houve um crescimento e uma melhora significativos no modo como o brasileiro enxerga a cerveja e só por isso já vale a pena abrir o bar. Nosso trabalho é também de aprendizado. Sabemos que 99% das pessoas tomam cervejas ruins e queremos fazer diferença, ensinando-as a beber algo com sabor&#8221;, contou o escocês enquanto apreciava uma de suas criações em um empório paulistano.</p>
<h2>Cervejeiro já foi capitão de barco pesqueiro</h2>
<p>&#8220;É bastante bizarro &#8211; mas muito bom &#8211; saber que o que começamos a fazer na garagem de casa hoje em dia faz sucesso em países tão distantes como o Brasil. Eu trabalhava como capitão de um barco de pesca e fazia cerveja em casa com o meu amigo porque não gostava das bebidas que encontrávamos por aí. Um dia encontramos o especialista em cervejas Michael Jackson, que morreu em 2007, e ele experimentou a nossa Punk IPA, que tem bastante lúpulo e aromas e sabores frutais. Ele recomendou que deixássemos nossos empregos para viver de cerveja e consideramos a possibilidade. Por dois anos fomos só eu e o Martin para fazer, embalar e vender as cervejas, que não recebem aditivos ou são pasteurizadas. Hoje temos 85 funcionários apenas na cervejaria e já exportamos para diversos países&#8221;, contou.</p>
<p>Criatividade é o que não falta ao cervejeiro, que escreve todos os rótulos das cervejas que produz. E tantas ideias se refletem na novidade que trouxe ao Brasil: a cerveja Sunk Punk, com produção de mil garrafas que foram fermentadas mergulhadas no mar da Escócia. &#8220;Temos sorte de que a água do mar tem temperatura estável durante o verão, por isso não afetou negativamente a fermentação. Mergulhei por 15 minutos entre tubarões para deixar as cervejas no fundo do mar e de lá saiu a inspiração para o rótulo, que tem polvos e peixes desenhados&#8221;, contou sobre a India Pale Ale com 7,1% de álcool.</p>
<p>Aos que se interessam pela profissão cervejeira, o escocês deixou a dica: &#8220;não ter preconceitos com as cervejas, provar todas e nunca perder a paixão e o entusiasmo pelo segmento&#8221;. No Brasil, Watt ficou fã da Colorado Indica e da Duas Cabeças, fabricada por Salo Maldonado, do Rio de Janeiro (RJ), mostrando que seu paladar é mesmo aficionado por lúpulo.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Fonte: <a href="http://culinaria.terra.com.br/receitas/noticias/0,,OI5588350-EI13867,00-Cervejeiro+escoces+anuncia+bar+com+pizza+de+lupulo+em+SP.html" target="_blank">Terra Notícias</a></em></p>
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		<title>Bières Brut, Parte IX &#8211; Do vinho à cerveja e vice-versa duas vezes</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 15:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Alexandre Marcussi*
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;
Esta matéria em nove partes sobre as bières brut foi escrita e publicada entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012 no blog O Cru e o Maltado, e agora está sendo republicada na íntegra, em versão revisada, no BREJAS.
Com a chegada do fim de ano, eu não poderia deixar de registrar algumas linhas sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11526" class="wp-caption aligncenter" style="width: 294px"><img class="size-full wp-image-11526" title="bierebrut24" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/bierebrut24.JPG" alt="Por que não? Fonte:  http://www.wineexpedition.com" width="284" height="288" /><p class="wp-caption-text">Por que não? Fonte:  http://www.wineexpedition.com</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Por <strong><a href="http://www.brejas.com.br/cervejas/index.php?option=com_comprofiler&amp;task=userProfile&amp;user=484&amp;Itemid=64" target="_blank">Alexandre Marcussi</a>*</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><em>Esta matéria em nove partes sobre as bières brut foi escrita e publicada entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012 no blog <a title="O Cru e o Maltado" href="http://ocrueomaltado.blogspot.com/" target="_blank">O Cru e o Maltado</a>, e agora está sendo republicada na íntegra, em versão revisada, no BREJAS.</em></strong></em></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Com a chegada do fim de ano, eu não poderia deixar de registrar algumas linhas sobre o estilo de cerveja mais associado às grandes festas e celebrações: as bièresbrut. Em suas encarnações belgas ou brasileiras, ela seguramente estará na mesa de vários amantes de cervejas artesanais neste réveillon. Curiosamente, o Brasil é um dos países que mais se destacam na produção deste elaborado estilo tipicamente belga, o que sem dúvida é motivo de orgulho e sinal de maturidade de nossa indústria – mas também deve ser um alerta para pensarmos um pouco. Abro aqui uma série de posts sobre as bièresbrut, com o objetivo não apenas de ajudar na escolha do rótulo mais adequado para cada um, mas também para incentivar uma reflexão sobre o significado que essas cervejas têm assumido no Brasil nos últimos anos. Comecemos pela última parte.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">A celebração na mesa</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">O final de ano é a época em que fazemos uma pausa, tentamos passar em revista o ano que se foi e meditamos sobre o que virá. Invariavelmente, a época pede celebração, e as festas são ensejo para novas comidas, novas experiências: a despensa e a mesa se enriquecem com produtos que reaparecem magicamente nos supermercados em novembro para voltarem em janeiro ao seu silencioso exílio, como as castanhas portuguesas com as quais pretendo, mais uma vez, tentar fazer marron glacé. Tentar. Pela terceira vez.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Esse momento de reorganização da vida e do nosso ritmo cotidiano é marcado com uma dieta diferente, a das grandes festas, que quebra o ciclo da alimentação cotidiana e instaura uma ruptura do tempo “normal” de nossas vidas. Novas comidas, e também novas bebidas para marcar, na mesa, esse novo tempo que se vive. Não podem faltar asbebidas normalmente dedicadas às celebrações, em especial o espumante – seja o tradicional champagne para os mais abastados, seja um vinho frisante de qualquer outra procedência ou mesmo uma sidra popular. Em contraste com a corpulência dos vinhos tintos mais gordos, a leveza quase diáfana dos espumantes convida-nos a esquecer nossas preocupações por um instante, e a sensação frisante brinca com nossa sensibilidade e nos torna mais receptivos ao novo, ao alegre.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Claro que celebrações também são momentos de dispormos das riquezas que acumulamos para contentar nossos entes queridos – ou para nosso próprio contentamento autoindulgente. Entre os povos nativos da costa oeste norte-americana, era comum a realização de cerimônias periódicas conhecidas como potlatch, em que os chefes mais ricos distribuíam presentes e, eventualmente, até mesmo desperdiçavam intencionalmente e destruíam riquezas. Será que nossas suntuosas festas de fim de ano ou as de casamento que alguns anfitriões abastados preparam não têm uma função semelhante? Sem dúvida têm, mas com uma diferença: numa sociedade baseada na troca e na reciprocidade, como é o caso dos indígenas norte-americanos, o potlatch funciona como momento privilegiado de união entre as pessoas e de acesso a produtos escassos. Já na nossa sociedade de mercado consumista, festas suntuosas adquirem o papel de ostentação de riqueza e demarcação de hierarquias de status.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Seja como for, esse período está – para o bem e para o mal – associado à fartura: ao seu desfrute e também à sua ostentação. Por isso, as bebidas da época assumem uma aura de sofisticação e de riqueza: quem poderá negar que, entre todos os tipos de vinho, os champagnes são os mais rodeados de uma aura de glamour? Quanto mais caro, aliás, maior é o status de quem oferece (ou, pior, bebe solitariamente) a garrafa. Para alguns consumidores, isso parece influenciar a percepção de preços de tais produtos. As pessoas parecem se esquecer de que o alto preço final doschampagnes para o consumidor está ligado aos altos custos envolvidos em sua fabricação (voltaremos a esse ponto nos próximos posts), e parecem acreditar que está antes ligado a esse suposto glamour da bebida, levando a todo tipo de mistificação, esnobismo e abuso. Quem está mais preocupado em usar a bebida para ostentar a riqueza acaba, no fundo, bebendo dinheiro. Não importam as qualidades do que se bebe: importa o quanto custou. Numa curiosa inversão, quantomais caro, melhor é o custo-benefício (!): afinal, o objetivo não é pagar pouco por um produto de qualidade, mas pagar muito por um produto, qualquer que seja sua qualidade.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Nós, amantes de cervejas, frequentemente nos lamentamos pela diferença de percepção e julgamento que as pessoas ainda parecem fazer a respeito de vinhos e cervejas. Muitos consideram, ainda hoje, a cerveja como a “prima pobre” dos vinhos: mais barata (embora saibamos que nem sempre é esse o caso) e, consequentemente, menos interessante e refinada. Produto do mesmo pensamento tosco, ostentatório e simplista típico de uma cultura embasbacada com seu recente acesso ao mundo do consumo de luxo. Babaquices do Brasil do século XXI, em suma. Muitas vezes, saímos em defesa de nossas queridas cervejas, advogando que tenham o mesmo status concedido ao nobre fermentado de uvas. Questiono-me se essa paridade realmente é a melhor estratégia. Às vezes, equiparar cervejas e vinhos pode ser um tiro pela culatra: podemos absorver o melhor, mas também podemos ser presenteados com o pior da cultura enófila brasileira. E, infelizmente, esses fetiches perversos que rondam os vinhos nas festas de fim de ano em nossa sociedade consumista parecem estar também contaminando nossas cervejas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">As bièresbrut, nesse mercado de luxo que tem se tornado o segmento das cervejas ditas “especiais”, estão assumindo as características associadas ao champagne – as boas e as ruins, indistintamente. A comparação se impõe quase naturalmente: ambas as bebidas usam o mesmo método de produção, o chamado método champenoise, aprimorado pelo abade Dom Pérignon no século XVII e por Nicole Ponsardin, a célebre viúvaCliquot, no início do século XIX. Na verdade, as cervejas, em especial as da escola belga, guardam muito mais semelhanças com oschampagnes do que se poderia supor a princípio. Voltaremos a isso mais tarde. Mas o fato é que, quando surgiu em 2002 a primeira representante deste novo estilo cervejeiro, a belga Deus, ela foi apresentada imediatamente como um “champagne das cervejas”, servida inclusive na tradicional taça doschampagnes(a “flauta”). O mesmo marketing foi aplicado aos rótulos brasileiros, inclusive. Como resultado, a comparação com os champagnes se consolidou definitivamente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Como para confirmar essa vinculação, a cerveja Deus estabeleceu um novo patamar de preços. Na Europa, a garrafa de 750ml custa em torno de € 15-20. No Brasil, como se sabe, é corriqueiro encontrá-la acima dos R$ 200, o que corresponde à faixa de preços de um champagne mais comercial, como o Moët&amp;Chandon ou o VeuveCliquotPonsardin. Outras bièresbrut, mesmo as nacionais, normalmente ultrapassam os R$ 100, com a exceção feita à versão mais comercial da EisenbahnLust. Isso as torna vítimas fáceis daquele fetichismo e daquela inversão de preços que comentei em relação aochampagne: paradoxalmente, a Deus é uma cerveja que vende muito bem no Brasil – não apesar do seu preço, como se poderia pensar, mas justamentepor causa dele! Na estúpida lógica do quanto mais caro, melhor, esses rótulos catapultaram automaticamente as cervejas para um novo patamar dentro do mercado de luxo nacional. Os importadores e produtores têm, compreensivelmente, explorado com avidez esse novo e lucrativo nicho de mercado que se abriu para as cervejas, mas será que não existem alguns prejuízos desse tipo de inserção de mercado para um produto como uma cerveja? Não se trata de uma inserção conquistada gradativamente a partir das qualidades organolépticas e sensoriais do produto e da experiência pessoal de vários consumidores, mas de uma mera estratégia de precificação. Posicionamento superficial, frágil, sujeito a todo tipo de abalos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Ironicamente, quem sai perdendo com todo esse fetichismo não são (apenas) os consumidores: são as próprias cervejas. Quando se paga um valor tão alto por uma garrafa, é muito difícil evitar que uma série de expectativas se coloque entre nós e o líquido dentro do nosso copo – expectativa que, às vezes,cerveja nenhuma seria capaz de cumprir. Muitas vezes, o preço é tudo o que as pessoas conseguem degustar ao tomar essas cervejas, em prejuízo de toda a riqueza sensorial que elas podem nos oferecer se estivermos receptivos. É comum ouvir relatos de apreciadores de cervejas que se decepcionaram ao beber uma Deus. Pelo preço que pagaram, “exigiam” que fosse a “melhor cerveja” que já tomaram (de acordo com aquilo que elesachamque deveria ser a “melhor cerveja”), a mais marcante, a mais impactante, demandando dela características que o estilo não pretende oferecer.  Ora, asbièresbrutjamais se propuseram a ser cervejas impactantes e marcantes! Por conta do seu processo de produção, elas primam justamente pela sua delicadeza. Além disso, apesar de sabermos pelo nosso bolso que o dinheirotem uma escala quantitativa absoluta, o prazer oferecido por uma cerveja é sempre relativo. Em outros termos, embora possa perfeitamente existir “a cerveja mais cara” do mundo, não existe nem jamais existirá “a melhor cerveja” do mundo – ainda bem.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">As bièresbrut, no fim das contas, acabam vitimadas pela própria faixa de preço em que se encaixam, impedidas de serem corretamente avaliadas de acordo com a sua proposta. O apreciador de cervejas que paga seu preço exige “a melhor cerveja que já bebeu” (o que é uma besteira), e o consumidor mais eclético exige que ela seja umchampagne(coisa que nunca será, pois é uma cerveja). Seus verdadeiros encantos, por isso, muitas vezes continuam secretos. Nas próximas partes deste artigo, explorarei o processo de produção dessas cervejas, falarei sobre sua proposta sensorial e finalizarei com uma comparação dos cinco rótulos disponíveis no mercado nacional: Deus Brutdes Flandres, EisenbahnLust, EisenbahnLust Prestige, MalheurBièreBrut e WälsBrut. Espero poder varrer a grossa camada de fetichismo que recobre essas cervejas para deixá-las falarem por si mesmas, sem o auxílio da etiqueta de preços, e para apreciar seu brilho delicado, próprio e radiante, escondido por baixo de tanto esnobismo.</div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold; text-align: right;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</span></div>
<div><span style="text-align: justify;">É, eu sei que, a princípio, a matéria sobre as bières brut deveria acabar na oitava parte. Mas uma coisa da qual se pode ter certeza sobre os historiadores é que, se você os deixar, eles divagarão infinitamente. E, para a minha felicidade (e eventualmente para a infelicidade alheia), neste blog eu tenho espaço à vontade para divagar. E cá estamos nós, de novo, em torno das bières brut. Mas agora vou tentar terminar de vez.</span></div>
<p>Ao contar a história deste fascinante estilo cervejeiro, comentei que ele foi o fruto de uma troca secular de expertise e tecnologia entre a produção cervejeira e vinícola. Parece adequado, portanto, que eu tenha sido levado a um insight sobre essas cervejas degustando justamente um vinho. Fomos dos vinhos para a cerveja, agora voltaremos aos vinhos – para acabar novamente nas cervejas. Essa é uma experiência a que os cervejeiros deveriam se dedicar com maior frequência: degustar vinhos nos coloca em território aparentado o suficiente com as cervejas para que uma certa familiaridade se manifeste, mas distante o suficiente para desafiar nossos sentidos e nos tirar da nossa “zona de conforto”.</p>
<h2>Uma dúvida angustiante</h2>
<p>Pois bem, uma das dúvidas que haviam ficado em aberto para mim, a respeito das bières brut, era uma certa semelhança aromática entre alguns rótulos degustados e as cervejas do estilo lambic. Havia alguma coisa lá, em 3 dos 5 rótulos degustados, que me fez pensar “hm, cheiro de lambic”. Pior que isso, eu só percebi isso a posteriori, comparando minhas notas de degustação tomadas em ocasiões independentes, o que significa que não posso ter sido sugestionado por um rótulo a perceber o mesmo nos demais.</p>
<p><span id="more-11525"></span></p>
<p>Eu adoro lambics, mas a semelhança havia me colocado um problema para o qual eu não tinha uma resposta. A princípio, a característica mais distintiva das cervejas lambic, produzidas por fermentação espontânea, são os aromas produzidos pelas leveduras “selvagens” do gênero Brettanomyces. Trata-se de aromas normalmente descritos como “animais” (cobertor de cavalo, estábulo, couro etc.), e correspondem a um conjunto de compostos fenólicos dentre os quais se destaca o 4-etil-fenol. O problema é que, em teoria, não há ocorrência de leveduras do gênero Brettanomyces na produção das bières brut, que usam apenas leveduras típicas para a produção de cervejas e vinhos, do gênero <em>Saccharomyces</em>.</p>
<div id="attachment_11527" class="wp-caption aligncenter" style="width: 266px"><img class="size-full wp-image-11527" title="bierebrut25" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/bierebrut25.JPG" alt="Célula de levedura do gênero Brettanomyces. Fonte: http://www.etslabs.com" width="256" height="164" /><p class="wp-caption-text">Célula de levedura do gênero Brettanomyces. Fonte: http://www.etslabs.com</p></div>
<p>Como explicar a presença dos “aromas de lambic”, então? Poderia ser uma contaminação por Brettanomyces? A princípio, isso seria possível (já me ocorreu em outras cervejas que degustei), mas em 3 das 5 amostras? Poderia ser que as leveduras de espumante, ao se adaptarem aos açúcares da cerveja durante a refermentação, tivessem produzido esse composto fenólico? Nunca encontrei nenhuma indicação a respeito em minhas pesquisas e, se fosse o caso, será que isso não deveria ocorrer também com outras cervejas refermentadas com cepas típicas de espumantes? Diante desses impasses, só me restou registrar a questão nas partes anteriores desta matéria e deixar o assunto em aberto.</p>
<h2>Brettanomyces, oxidação</h2>
<p>Esse dias me ocorreu uma outra alternativa, bem mais plausível. Ironicamente, depois de tanto escrever sobre bières brut, eu decidi comemorar meu ano-novo com&#8230; um espumante! Escolhi dois rótulos diferentes da vinícola Casa Valduga, o Casa Valduga Arte Brut e o Casa Valduga Premium Brut. Em parte, a escolha foi motivada pela descoberta de que ambos eram produzidos pelo método tradicional (como é chamado o método champenoise quando é realizado fora da região de Champagne). O Arte Brut passa 12 meses maturando sobre leveduras (o mesmo que a Eisenbahn Lust Prestige), e o Premium Brut passa 25 meses. Apesar disso, chegam ao consumidor com um preço bastante atrativo: R$ 35 e R$ 45, respectivamente. Faz a gente se questionar a respeito do custo-benefício das bières brut, inclusive.</p>
<p>Enquanto eu degustava o Premium Brut, tive de novo aquele déja-vu: “hm, cheiro de lambic”. Pois aí é que me deu o estalo: provavelmente era a mesma coisa que eu tinha sentido nas bières brut! E me lembrei de que, além dos aromas “animais” das Brettanomyces, havia um outro tipo de aroma bem típico do perfil das lambics: uma substância chamada benzaldeído, decorrente de processos de oxidação que ocorrem nas lambics durante a longa maturação pela qual passam. Tem um aroma bem peculiar de amêndoas cruas (não as torradas), entre o terroso e o mineral.</p>
<p>Pois bem, o rótulo do Casa Valduga Premium Brut de fato usava o termo “amêndoas” ao descrever o bouquet do espumante, o que afastava qualquer dúvida. Como esse aroma de amêndoas podia ser produzido por reações de oxidação, condizia com o processo de fabricação do espumante, com sua longa maturação de 25 meses. E, mais que isso, condizia também com o método de produção das bières brut, pois elas também passam por um longo período de maturação na garrafa. Eu já havia identificado positivamente amêndoas na Eisenbahn Lust Prestige, então não seria impossível que essa “sensação de lambic” que eu estava percebendo em outros rótulos fosse também um toque de amêndoas. Bem mais plausível, e condizente com o processo de fabricação, do que os aromas produzidos por Brettanomyces. Meu cérebro talvez tivesse tomado um “atalho mental”, identificando prontamente “amêndoas” com “lambics” e me induzindo ao erro.</p>
<p>Restava ainda uma dificuldade. O rótulo em que eu tinha encontrado essa “sensação de lambic” de forma mais intensa havia sido a Eisenbahn Lust. Isso era bastante curioso, já que se tratava da cerveja com menor tempo de maturação dentre todas as bières brut, então deveria ter menos características de envelhecimento e maturação estendida. Mas também me ocorreu que a garrafa que eu degustei estava quase estourando a data de validade, de modo que a maturação dentro da garrafa, após a expelição e já sem as leveduras, pode ter acentuado a presença de benzaldeído.</p>
<p>Não tenho uma explicação definitiva e, para mim, a questão segue em aberto, à espera de novas deliciosas degustações para que seja esclarecida – ou pelo menos confrontada mais uma vez. De qualquer forma, editei as partes anteriores desta matéria para refletir essa minha nova impressão. Quanto mais estudamos sobre qualquer coisa – e cervejas não são uma exceção –, mais as perguntas se multiplicam. De qualquer modo, saio com duas novas intuições: em primeiro lugar, a de que o aroma de amêndoas deve ter um papel bem mais importante na composição do aroma das lambics do que normalmente se reconhece no “senso comum” cervejeiro. Em segundo lugar, e mais importante, reforço minha impressão de que uma visita ao mundo dos vinhos pode ser sempre uma experiência enriquecedora para nossa apreciação de cervejas. Os fermentados todos são uma grande família, e as bières brut são o maior testemunho de que as trocas entre os dois mundos podem ser muito proveitosas. Quem sou eu para ousar discordar?</p>
<h2>Um espumante</h2>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11528" title="bierebrut26" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/bierebrut26.JPG" alt="bierebrut26" width="131" height="360" /></p>
<p>Termino esta matéria saindo da minha zona de conforto e apresentado aos colegas cervejeiros uma indicação de espumante, justamente aquele que me deu o insight para este epílogo: o Casa Valduga Premium Brut, safra 2006. Livre-se do seu preconceito a respeito de vinhos nacionais, caso o tenha. O clima da Serra Gaúcha (com baixa insolação e alta umidade) pode não ser o ideal para a produção de diversos tipos de vinhos, mas é perfeito para a produção de espumantes, pois resulta em uvas com alta acidez. Por isso, o Brasil produz alguns espumantes de reconhecida qualidade, os quais deveríamos prestigiar mais frequentemente em vez de sair gastando mais de R$ 200 num champagne básico por aí.</p>
<p>O vinho-base do Casa Valduga Premium Brut é produzido a partir de um corte em que entram 60% de uvas Chardonnay e 40% de Pinot Noir, e ele passa por todas as etapas do método champenoise. Sua maturação dentro da garrafa, com as leveduras, dura 25 meses – o dobro de um champagne comum, mas não tanto quanto um champagne millesimé. A vinícola também comercializa uma versão com apenas 12 meses de maturação, denominada Arte Brut, e outras três versões com 36, 48 e impressionantes 60 meses de maturação.</p>
<p>Na boca, o Premium Brut apresenta acidez dominante e viva e uma secura agradável, de abrir o apetite, mas sem exageros. Seu aroma, muito elegante e equilibrado, combina um aroma de frutas frescas com toques expressivos de oxidação lembrando amêndoas cruas. Em comparação com o seu irmão mais jovem, o Arte Brut, mostrou-se mais seco, mais maduro e menos frutado. Infelizmente, minha pouca familiaridade com a degustação de vinhos me impede de ir mais adiante na descrição, mas não me impede de registrar aqui a dica para todos os amantes de cervejas e fermentados!</p>
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<div style="text-align: center;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</div>
<div><img class="alignright size-full wp-image-11432" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="alexandremarcussi" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/alexandremarcussi.jpg" alt="alexandremarcussi" width="104" height="129" /></div>
<div style="text-align: right;"><em><strong>* Alexandre Marcussi</strong> é sommelier de cervejas pelo SENAC/Doemens Akademie e historiador especializado em História Cultural. Acredita que a cerveja e a cultura se complementam deliciosamente, e põe este princípio em prática em seu blog <a href="http://ocrueomaltado.blogspot.com/" target="_blank">O Cru e o Maltado</a>.</em></div>
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		<title>Bières Brut, Parte VIII &#8211; A dança dos cinco</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 16:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidados</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Alexandre Marcussi*
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;
Esta matéria em nove partes sobre as bières brut foi escrita e publicada entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012 no blog O Cru e o Maltado, e agora está sendo republicada na íntegra, em versão revisada, no BREJAS.
Com a chegada do fim de ano, eu não poderia deixar de registrar algumas linhas sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <strong><a href="http://www.brejas.com.br/cervejas/index.php?option=com_comprofiler&amp;task=userProfile&amp;user=484&amp;Itemid=64" target="_blank">Alexandre Marcussi</a>*</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><em>Esta matéria em nove partes sobre as bières brut foi escrita e publicada entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012 no blog <a title="O Cru e o Maltado" href="http://ocrueomaltado.blogspot.com/" target="_blank">O Cru e o Maltado</a>, e agora está sendo republicada na íntegra, em versão revisada, no BREJAS.</em></strong></em></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Com a chegada do fim de ano, eu não poderia deixar de registrar algumas linhas sobre o estilo de cerveja mais associado às grandes festas e celebrações: as bièresbrut. Em suas encarnações belgas ou brasileiras, ela seguramente estará na mesa de vários amantes de cervejas artesanais neste réveillon. Curiosamente, o Brasil é um dos países que mais se destacam na produção deste elaborado estilo tipicamente belga, o que sem dúvida é motivo de orgulho e sinal de maturidade de nossa indústria – mas também deve ser um alerta para pensarmos um pouco. Abro aqui uma série de posts sobre as bièresbrut, com o objetivo não apenas de ajudar na escolha do rótulo mais adequado para cada um, mas também para incentivar uma reflexão sobre o significado que essas cervejas têm assumido no Brasil nos últimos anos. Comecemos pela última parte.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">A celebração na mesa</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">O final de ano é a época em que fazemos uma pausa, tentamos passar em revista o ano que se foi e meditamos sobre o que virá. Invariavelmente, a época pede celebração, e as festas são ensejo para novas comidas, novas experiências: a despensa e a mesa se enriquecem com produtos que reaparecem magicamente nos supermercados em novembro para voltarem em janeiro ao seu silencioso exílio, como as castanhas portuguesas com as quais pretendo, mais uma vez, tentar fazer marron glacé. Tentar. Pela terceira vez.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Esse momento de reorganização da vida e do nosso ritmo cotidiano é marcado com uma dieta diferente, a das grandes festas, que quebra o ciclo da alimentação cotidiana e instaura uma ruptura do tempo “normal” de nossas vidas. Novas comidas, e também novas bebidas para marcar, na mesa, esse novo tempo que se vive. Não podem faltar asbebidas normalmente dedicadas às celebrações, em especial o espumante – seja o tradicional champagne para os mais abastados, seja um vinho frisante de qualquer outra procedência ou mesmo uma sidra popular. Em contraste com a corpulência dos vinhos tintos mais gordos, a leveza quase diáfana dos espumantes convida-nos a esquecer nossas preocupações por um instante, e a sensação frisante brinca com nossa sensibilidade e nos torna mais receptivos ao novo, ao alegre.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Claro que celebrações também são momentos de dispormos das riquezas que acumulamos para contentar nossos entes queridos – ou para nosso próprio contentamento autoindulgente. Entre os povos nativos da costa oeste norte-americana, era comum a realização de cerimônias periódicas conhecidas como potlatch, em que os chefes mais ricos distribuíam presentes e, eventualmente, até mesmo desperdiçavam intencionalmente e destruíam riquezas. Será que nossas suntuosas festas de fim de ano ou as de casamento que alguns anfitriões abastados preparam não têm uma função semelhante? Sem dúvida têm, mas com uma diferença: numa sociedade baseada na troca e na reciprocidade, como é o caso dos indígenas norte-americanos, o potlatch funciona como momento privilegiado de união entre as pessoas e de acesso a produtos escassos. Já na nossa sociedade de mercado consumista, festas suntuosas adquirem o papel de ostentação de riqueza e demarcação de hierarquias de status.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Seja como for, esse período está – para o bem e para o mal – associado à fartura: ao seu desfrute e também à sua ostentação. Por isso, as bebidas da época assumem uma aura de sofisticação e de riqueza: quem poderá negar que, entre todos os tipos de vinho, os champagnes são os mais rodeados de uma aura de glamour? Quanto mais caro, aliás, maior é o status de quem oferece (ou, pior, bebe solitariamente) a garrafa. Para alguns consumidores, isso parece influenciar a percepção de preços de tais produtos. As pessoas parecem se esquecer de que o alto preço final doschampagnes para o consumidor está ligado aos altos custos envolvidos em sua fabricação (voltaremos a esse ponto nos próximos posts), e parecem acreditar que está antes ligado a esse suposto glamour da bebida, levando a todo tipo de mistificação, esnobismo e abuso. Quem está mais preocupado em usar a bebida para ostentar a riqueza acaba, no fundo, bebendo dinheiro. Não importam as qualidades do que se bebe: importa o quanto custou. Numa curiosa inversão, quantomais caro, melhor é o custo-benefício (!): afinal, o objetivo não é pagar pouco por um produto de qualidade, mas pagar muito por um produto, qualquer que seja sua qualidade.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Nós, amantes de cervejas, frequentemente nos lamentamos pela diferença de percepção e julgamento que as pessoas ainda parecem fazer a respeito de vinhos e cervejas. Muitos consideram, ainda hoje, a cerveja como a “prima pobre” dos vinhos: mais barata (embora saibamos que nem sempre é esse o caso) e, consequentemente, menos interessante e refinada. Produto do mesmo pensamento tosco, ostentatório e simplista típico de uma cultura embasbacada com seu recente acesso ao mundo do consumo de luxo. Babaquices do Brasil do século XXI, em suma. Muitas vezes, saímos em defesa de nossas queridas cervejas, advogando que tenham o mesmo status concedido ao nobre fermentado de uvas. Questiono-me se essa paridade realmente é a melhor estratégia. Às vezes, equiparar cervejas e vinhos pode ser um tiro pela culatra: podemos absorver o melhor, mas também podemos ser presenteados com o pior da cultura enófila brasileira. E, infelizmente, esses fetiches perversos que rondam os vinhos nas festas de fim de ano em nossa sociedade consumista parecem estar também contaminando nossas cervejas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">As bièresbrut, nesse mercado de luxo que tem se tornado o segmento das cervejas ditas “especiais”, estão assumindo as características associadas ao champagne – as boas e as ruins, indistintamente. A comparação se impõe quase naturalmente: ambas as bebidas usam o mesmo método de produção, o chamado método champenoise, aprimorado pelo abade Dom Pérignon no século XVII e por Nicole Ponsardin, a célebre viúvaCliquot, no início do século XIX. Na verdade, as cervejas, em especial as da escola belga, guardam muito mais semelhanças com oschampagnes do que se poderia supor a princípio. Voltaremos a isso mais tarde. Mas o fato é que, quando surgiu em 2002 a primeira representante deste novo estilo cervejeiro, a belga Deus, ela foi apresentada imediatamente como um “champagne das cervejas”, servida inclusive na tradicional taça doschampagnes(a “flauta”). O mesmo marketing foi aplicado aos rótulos brasileiros, inclusive. Como resultado, a comparação com os champagnes se consolidou definitivamente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Como para confirmar essa vinculação, a cerveja Deus estabeleceu um novo patamar de preços. Na Europa, a garrafa de 750ml custa em torno de € 15-20. No Brasil, como se sabe, é corriqueiro encontrá-la acima dos R$ 200, o que corresponde à faixa de preços de um champagne mais comercial, como o Moët&amp;Chandon ou o VeuveCliquotPonsardin. Outras bièresbrut, mesmo as nacionais, normalmente ultrapassam os R$ 100, com a exceção feita à versão mais comercial da EisenbahnLust. Isso as torna vítimas fáceis daquele fetichismo e daquela inversão de preços que comentei em relação aochampagne: paradoxalmente, a Deus é uma cerveja que vende muito bem no Brasil – não apesar do seu preço, como se poderia pensar, mas justamentepor causa dele! Na estúpida lógica do quanto mais caro, melhor, esses rótulos catapultaram automaticamente as cervejas para um novo patamar dentro do mercado de luxo nacional. Os importadores e produtores têm, compreensivelmente, explorado com avidez esse novo e lucrativo nicho de mercado que se abriu para as cervejas, mas será que não existem alguns prejuízos desse tipo de inserção de mercado para um produto como uma cerveja? Não se trata de uma inserção conquistada gradativamente a partir das qualidades organolépticas e sensoriais do produto e da experiência pessoal de vários consumidores, mas de uma mera estratégia de precificação. Posicionamento superficial, frágil, sujeito a todo tipo de abalos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Ironicamente, quem sai perdendo com todo esse fetichismo não são (apenas) os consumidores: são as próprias cervejas. Quando se paga um valor tão alto por uma garrafa, é muito difícil evitar que uma série de expectativas se coloque entre nós e o líquido dentro do nosso copo – expectativa que, às vezes,cerveja nenhuma seria capaz de cumprir. Muitas vezes, o preço é tudo o que as pessoas conseguem degustar ao tomar essas cervejas, em prejuízo de toda a riqueza sensorial que elas podem nos oferecer se estivermos receptivos. É comum ouvir relatos de apreciadores de cervejas que se decepcionaram ao beber uma Deus. Pelo preço que pagaram, “exigiam” que fosse a “melhor cerveja” que já tomaram (de acordo com aquilo que elesachamque deveria ser a “melhor cerveja”), a mais marcante, a mais impactante, demandando dela características que o estilo não pretende oferecer.  Ora, asbièresbrutjamais se propuseram a ser cervejas impactantes e marcantes! Por conta do seu processo de produção, elas primam justamente pela sua delicadeza. Além disso, apesar de sabermos pelo nosso bolso que o dinheirotem uma escala quantitativa absoluta, o prazer oferecido por uma cerveja é sempre relativo. Em outros termos, embora possa perfeitamente existir “a cerveja mais cara” do mundo, não existe nem jamais existirá “a melhor cerveja” do mundo – ainda bem.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">As bièresbrut, no fim das contas, acabam vitimadas pela própria faixa de preço em que se encaixam, impedidas de serem corretamente avaliadas de acordo com a sua proposta. O apreciador de cervejas que paga seu preço exige “a melhor cerveja que já bebeu” (o que é uma besteira), e o consumidor mais eclético exige que ela seja umchampagne(coisa que nunca será, pois é uma cerveja). Seus verdadeiros encantos, por isso, muitas vezes continuam secretos. Nas próximas partes deste artigo, explorarei o processo de produção dessas cervejas, falarei sobre sua proposta sensorial e finalizarei com uma comparação dos cinco rótulos disponíveis no mercado nacional: Deus Brutdes Flandres, EisenbahnLust, EisenbahnLust Prestige, MalheurBièreBrut e WälsBrut. Espero poder varrer a grossa camada de fetichismo que recobre essas cervejas para deixá-las falarem por si mesmas, sem o auxílio da etiqueta de preços, e para apreciar seu brilho delicado, próprio e radiante, escondido por baixo de tanto esnobismo.</div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold; text-align: right;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</span></div>
<div><span style="text-align: justify;">Existem várias maneiras de comparar cervejas. A mais simples delas consiste simplesmente em dizer, dentre um número limitado de rótulos, qual nos agradou mais. Pode ser a mais agradável de uma noite de degustações, ou a que mais nos impressionou dentre as representantes de um estilo, ou a mais instigante dentre as produzidas por uma cervejaria – ou até mesmo a que mais nos agradou dentre todas as que já bebemos na vida. Mas essa também é a forma mais inútil de comparar cervejas. Ora, a satisfação não apenas é um critério altamente subjetivo e intransferível como também depende da situação, do contexto: a cerveja que mais me agradou hoje pode não ser a que mais me agradará amanhã. Pode ser que a garrafa que tomei hoje estivesse especialmente fresca, ou pode ser que o papo que a acompanhou estivesse especialmente animado, ou talvez que o prato que a escoltou fosse uma combinação especialmente feliz.</span></div>
<div>Estabelecer critérios objetivos e claros é o primeiro passo para tornar útil qualquer comparação – isto é, para que ela possa servir de guia para outras pessoas, em outras situações. Claro que, a partir desse momento, surge a dúvida mais importante: a partir de qual critério serão comparadas as cervejas? Cervejas possuem diversos atributos objetivos que podem ser comparados adequadamente: coloração, densidade do corpo, sensação alcoólica, percepção frutada, doçura, amargor, acidez, e por aí vamos. É preciso escolher um, ou um pequeno número deles, para tornar nossa comparação útil. Claro que cada critério escolhido resultará em resultados muito diferentes. Façamos um teste a partir dos 5 rótulos de bières brut que discutimos no último post. Em primeiro lugar, se escolhermos como critério o amargor, teremos a seguinte escala:</div>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-11506" title="bierebrut19" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/bierebrut19.JPG" alt="bierebrut19" width="405" height="193" /></div>
<div>No entanto, se optarmos pela acidez, o resultado seria mais semelhante ao que temos abaixo:</div>
<div><span id="more-11505"></span></div>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-11507" title="bierebrut20" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/bierebrut20.JPG" alt="bierebrut20" width="405" height="193" /></div>
<div>E se quisermos comparar a doçura?</div>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-11508" title="bierebrut21" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/bierebrut21.JPG" alt="bierebrut21" width="405" height="193" /></div>
<div>
<div>Alguns poderão protestar: “Uma comparação desse tipo, característica por característica, é inútil! Eu quero saber qual delas é a melhor!” Melhor para quê? A mais refrescante? Talvez a mais marcante? Ou a mais complexa? Quem sabe a mais suave ao paladar? Qual é o critério mais correto? Nenhum – ou melhor, qualquer um. Tudo depende do que você espera que a cerveja faça por você. Se o objetivo é refrescar, ou quem sabe cortar melhor a untuosidade de um queijo cremoso, pode ser interessante buscar aquela com maior acidez – a Eisenbahn Lust. Já se você pretende servir com um prato muito apimentado, pode ser interessante evitar a de maior amargor – a Malheur Bière Brut – e optar pela mais adocicada – Deus Brut des Flandres. Se você quer uma sensação intensa, procure aquela que apresenta a maior soma entre acidez e amargor – justamente a Malheur, a mesma que evitaríamos há pouco!</div>
<div>Decompor uma cerveja da forma como fizemos é o primeiro passo, mas podemos partir dele para começarmos a elaborar comparações mais complexas e interessantes, conjugando diversos critérios. Se selecionarmos os nove mais importantes aspectos associados ao estilo bière brut, podemos traçar um perfil geral descrevendo de que forma, e com que tipo de equilíbrio, cada rótulo concretiza o estilo.</div>
</div>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-11518" title="bierebrut22" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/bierebrut22.JPG" alt="bierebrut22" width="427" height="250" /></div>
<div>
<div>Gráficos como esse, a princípio, podem parecer confusos, mas basta observar com calma para perceber que ele consegue revelar, simultaneamente, as características que mais diferenciam os rótulos uns dos outros – ou seja, seu perfil particular dentro do estilo. Vejamos como cada um dos rótulos se destaca nesse comparativo:</div>
<div><strong>Deus Brut des Flandres: </strong>leve, adocicada, frutada e com especiarias</div>
<div><strong>Wäls Brut:</strong> leve, frutada, amarga</div>
<div><strong>Malheur Bière Brut:</strong> amaga, ácida, madura</div>
<div><strong>Eisenbahn Lust:</strong> ácida</div>
<div><strong>Eisenbahn Lust Prestige:</strong> madura, floral</div>
<div>Estamos falando, ainda, em características sensoriais objetivas. Claro, podemos ter maior ou menor sensibilidade a este ou aquele gosto ou grupo de aromas, mas essas são características que estão de fato nas cervejas, e não apenas na consciência do degustador. Mas tenho afirmado, desde o primeiro post deste blog, que as cervejas também podem traduzir experiências e conceitos culturais. Podemos agrupar várias características sensoriais e traduzi-las com conceitos culturais. Comparadas com dados sensoriais objetivos, categorias culturais têm a vantagem de poderem transmitir de forma mais direta e mais facilmente compreensível a complexidade das experiências humanas – que é o que buscamos, afinal de contas, ao sentarmos em uma mesa para dividir uma garrafa com pessoas queridas.</div>
<div>Peguemos o conjunto de nove características que escolhi para representar o estilo bière brut (aquelas descritas no gráfico acima). Dentre essas possibilidades, poderíamos chamar de “jovial” uma cerveja com mais frescor (acidez, aromas frutados), em contraste com uma cerveja mais “madura” (amargor, mais traços de maturação e especiarias). Também podemos chamar de “elegante” uma cerveja leve, delicada e complexa, ao passo que seria mais “rústica” uma cerveja com mais amargor, mais corpo e mais pegada. Com isso, poderíamos comparar melhor a identidade de cada rótulo a uma situação, uma personalidade, uma pessoa – falamos em pessoas “joviais” ou “maduras”, descrevemos pessoas, lugares e ocasiões como “elegantes” ou “rústicos”; mas não falamos – a não ser metaforicamente – em pessoas e situações “frutadas”, com “especiarias” ou “ácidas”. Então façamos a seguinte brincadeira: se as nossas 5 bières brut fossem pessoas, que personalidades elas teriam?</div>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-11520" title="bierebrut23" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/bierebrut23.JPG" alt="bierebrut23" width="402" height="286" /></div>
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<div>Comparações desse tipo nos ajudam a definir melhor a vocação de cada um desses rótulos ao aproximá-los de palavras que usaríamos para descrever pessoas e situações. Se eu quero escolher a bière brut ideal para servir em uma festa ou presentear uma pessoa, posso começar a partir das seguintes perguntas: eu descreveria a atmosfera de minha festa ou a personalidade da pessoa como madura ou jovial? Rústica ou elegante? Para cada possibilidade, um rótulo irá atender melhor o meu objetivo e transmitir exatamente a sensação que estou buscando.</div>
<div>Essas comparações não são úteis apenas para o consumidor final, para obter a melhor sensação ao consumir a cerveja. Também podem ajudar um publicitário a vender uma cerveja explorando sentimentos e imagens condizentes com o perfil sensorial do produto – garantindo que a experiência oferecida pelo produto condiga com a imagem transmitida. A indústria nacional de cervejas – em especial as macrocervejarias, as únicas com orçamento para publicidade – está acostumada a uma publicidade que, via de regra, não tem nada a ver com o perfil sensorial de seus rótulos. Mas, se as cervejas artesanais querem vender um produto cujo maior diferencial são as sensações no paladar, precisa saber explorá-las adequadamente em sua comunicação.</div>
<div>Igualmente, uma sistematização como essa pode nos ajudar a imaginar possibilidades de cervejas que ainda não existem, mas que podem se tornar realidade. É fácil identificar pelo gráfico acima que ainda não temos no mercado nacional uma bière brut decididamente jovial e elegante. Podemos tentar imaginar como seria essa cerveja: leve, complexa, delicada, muito frutada e floral, com poucas características picantes ou de maturação. Identificando essa lacuna, um cervejeiro poderia desenvolver uma receita para ocupar esse nicho, garantindo que seu produto iria se diferenciar de suas concorrentes e apresentar algo novo.</div>
<div>Espero que tenha ficado claro por que simplesmente não faz sentido nos perguntarmos sobre qual “a melhor bière brut”. Cada uma possui uma proposta diferente. Tudo o que podemos fazer é reconhecer a qual proposta nós nos identificamos mais e tentar observar de que forma cada rótulo consegue concretizar a sua proposta. É lugar-comum afirmar que não podemos avaliar uma cerveja fora do seu estilo – não faz sentido, por exemplo, esperar de uma bière brut as características de uma Russian imperial stout. Mas eu iria além: da mesma forma, não é condizente esperar que uma Deus Brut des Flandres tenha as mesmas características de uma Malheur Bière Brut, apesar do fato de pertencerem ao mesmo estilo. Simplesmente não é a mesma a proposta que cada uma busca concretizar. Ter respeito com uma cerveja e com os profissionais que a produziram é saber reconhecer sua proposta específica e julgá-la apenas e tão-somente de acordo com ela. Não julguemos o quanto a Deus Brut des Flandres obtém sucesso em ser uma cerveja rústica e jovial – pois ela não se propõe a sê-lo. Talvez seja melhor avaliar o seu sucesso ao tentar ser uma cerveja elegante, o que condiz mais com o seu perfil.</div>
<div>Com isso, chegamos ao final desse dossiê sem nenhuma certeza, mas cheios de novas perguntas e caminhos a trilhar. Entendo que alguns leitores possam ter ficado decepcionados ao não encontrarem o meu veredito a respeito da “melhor bière brut”. Talvez alguns até mesmo estivessem apenas esperando por isso. Mas não é assim que deve ser – se chegamos a conclusões certas demais, é porque abdicamos de seguir o caminho por tempo o suficiente para termos uma visão mais abrangente. O mundo cervejeiro é um horizonte aberto de possibilidades, cheio de pontos de partida mas sem pontos de chegada. Meu interesse é contribuir para que ele continue assim.</div>
<div>Um brinde ao ano-novo, e por um 2012 com menos certezas, ostentação e hierarquias, e com mais diversidade, surpresa e descobertas!</div>
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<div style="text-align: center;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</div>
<div><img class="alignright size-full wp-image-11432" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="alexandremarcussi" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/alexandremarcussi.jpg" alt="alexandremarcussi" width="104" height="129" /></div>
<div style="text-align: right;"><em><strong>* Alexandre Marcussi</strong> é sommelier de cervejas pelo SENAC/Doemens Akademie e historiador especializado em História Cultural. Acredita que a cerveja e a cultura se complementam deliciosamente, e põe este princípio em prática em seu blog <a href="http://ocrueomaltado.blogspot.com/" target="_blank">O Cru e o Maltado</a>.</em></div>
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<div><span style="font-style: italic; font-weight: bold; text-align: right;"></p>
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<p></span></div>
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		<title>Bate-papo, boteco e cerveja: #Provetiute!</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 14:57:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>BREJAS</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Bate-papo cervejeiro em companhia mega-agradável, Eisenbahn Pale Ale e um prosaico &#8212; mas delicioso &#8211; sanduba de calabresa levemente apimentada com mussarela e vinagrete. Nada mais botequeiro, nada mais delicioso.
Juntamente com outros cervejeiros pioneiros, há dez anos Juliano Mendes criou a Cervejaria Eisenbahn, de Blumenau (SC), uma das primeiras artesanais brasileiras a oferecer um leque de estilos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-11535  aligncenter" title="provetuite" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/provetuite.JPG" alt="provetuite" width="448" height="321" /></p>
<p>Bate-papo cervejeiro em companhia mega-agradável, <a title="Eisenbahn Pale Ale - Ranking BREJAS" href="http://www.brejas.com.br/cervejas/brasil/Eisenbahn-Pale-Ale/" target="_blank">Eisenbahn Pale Ale</a> e um prosaico &#8212; mas delicioso &#8211; sanduba de calabresa levemente apimentada com mussarela e vinagrete. Nada mais <em>botequeiro</em>, nada mais delicioso.</p>
<p>Juntamente com outros cervejeiros pioneiros, há dez anos Juliano Mendes criou a <a title="Eisenbahn" href="http://www.eisenbahn.com.br/" target="_blank">Cervejaria Eisenbahn</a>, de Blumenau (SC), uma das primeiras artesanais brasileiras a oferecer um leque de estilos diferentes da até então onipresente dupla Pilsen/Trigo. Foi esse gigante cervejeiro que nos deu a honra, ontem, de estar no <a title="Bar Brejas" href="http://barbrejas.com/" target="_blank">Bar Brejas</a> estrelando o programa <strong><em>#ProveTuite</em></strong>, no qual se apresenta uma cerveja do portfólio da cervejaria harmonizada com um prato típico do estabelecimento.</p>
<p>E o papo rolou fácil com a participação de Mauricio Beltramelli, editor deste site e um dos proprietários do Bar, além dos internautas que, ao vivo, faziam perguntas. Sente-se, relaxe e confira:</p>
<p><object id="provetuite" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="middle" /><param name="quality" value="high" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="play" value="true" /><param name="loop" value="true" /><param name="wmode" value="window" /><param name="scale" value="showall" /><param name="menu" value="true" /><param name="devicefont" value="false" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="src" value="http://cmusical.s3.amazonaws.com/provetuitevod.swf" /><embed id="provetuite" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="300" src="http://cmusical.s3.amazonaws.com/provetuitevod.swf" allowscriptaccess="sameDomain" devicefont="false" menu="true" scale="showall" wmode="window" loop="true" play="true" bgcolor="#ffffff" quality="high" align="middle"></embed></object></p>
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		<title>Bières Brut, Parte VII &#8211; Quinteto virtuoso</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 14:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidados</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Alexandre Marcussi*
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;
Esta matéria em nove partes sobre as bières brut foi escrita e publicada entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012 no blog O Cru e o Maltado, e agora está sendo republicada na íntegra, em versão revisada, no BREJAS.
Com a chegada do fim de ano, eu não poderia deixar de registrar algumas linhas sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <strong><a href="http://www.brejas.com.br/cervejas/index.php?option=com_comprofiler&amp;task=userProfile&amp;user=484&amp;Itemid=64" target="_blank">Alexandre Marcussi</a>*</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><em>Esta matéria em nove partes sobre as bières brut foi escrita e publicada entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012 no blog <a title="O Cru e o Maltado" href="http://ocrueomaltado.blogspot.com/" target="_blank">O Cru e o Maltado</a>, e agora está sendo republicada na íntegra, em versão revisada, no BREJAS.</em></strong></em></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Com a chegada do fim de ano, eu não poderia deixar de registrar algumas linhas sobre o estilo de cerveja mais associado às grandes festas e celebrações: as bièresbrut. Em suas encarnações belgas ou brasileiras, ela seguramente estará na mesa de vários amantes de cervejas artesanais neste réveillon. Curiosamente, o Brasil é um dos países que mais se destacam na produção deste elaborado estilo tipicamente belga, o que sem dúvida é motivo de orgulho e sinal de maturidade de nossa indústria – mas também deve ser um alerta para pensarmos um pouco. Abro aqui uma série de posts sobre as bièresbrut, com o objetivo não apenas de ajudar na escolha do rótulo mais adequado para cada um, mas também para incentivar uma reflexão sobre o significado que essas cervejas têm assumido no Brasil nos últimos anos. Comecemos pela última parte.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">A celebração na mesa</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">O final de ano é a época em que fazemos uma pausa, tentamos passar em revista o ano que se foi e meditamos sobre o que virá. Invariavelmente, a época pede celebração, e as festas são ensejo para novas comidas, novas experiências: a despensa e a mesa se enriquecem com produtos que reaparecem magicamente nos supermercados em novembro para voltarem em janeiro ao seu silencioso exílio, como as castanhas portuguesas com as quais pretendo, mais uma vez, tentar fazer marron glacé. Tentar. Pela terceira vez.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Esse momento de reorganização da vida e do nosso ritmo cotidiano é marcado com uma dieta diferente, a das grandes festas, que quebra o ciclo da alimentação cotidiana e instaura uma ruptura do tempo “normal” de nossas vidas. Novas comidas, e também novas bebidas para marcar, na mesa, esse novo tempo que se vive. Não podem faltar asbebidas normalmente dedicadas às celebrações, em especial o espumante – seja o tradicional champagne para os mais abastados, seja um vinho frisante de qualquer outra procedência ou mesmo uma sidra popular. Em contraste com a corpulência dos vinhos tintos mais gordos, a leveza quase diáfana dos espumantes convida-nos a esquecer nossas preocupações por um instante, e a sensação frisante brinca com nossa sensibilidade e nos torna mais receptivos ao novo, ao alegre.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Claro que celebrações também são momentos de dispormos das riquezas que acumulamos para contentar nossos entes queridos – ou para nosso próprio contentamento autoindulgente. Entre os povos nativos da costa oeste norte-americana, era comum a realização de cerimônias periódicas conhecidas como potlatch, em que os chefes mais ricos distribuíam presentes e, eventualmente, até mesmo desperdiçavam intencionalmente e destruíam riquezas. Será que nossas suntuosas festas de fim de ano ou as de casamento que alguns anfitriões abastados preparam não têm uma função semelhante? Sem dúvida têm, mas com uma diferença: numa sociedade baseada na troca e na reciprocidade, como é o caso dos indígenas norte-americanos, o potlatch funciona como momento privilegiado de união entre as pessoas e de acesso a produtos escassos. Já na nossa sociedade de mercado consumista, festas suntuosas adquirem o papel de ostentação de riqueza e demarcação de hierarquias de status.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Seja como for, esse período está – para o bem e para o mal – associado à fartura: ao seu desfrute e também à sua ostentação. Por isso, as bebidas da época assumem uma aura de sofisticação e de riqueza: quem poderá negar que, entre todos os tipos de vinho, os champagnes são os mais rodeados de uma aura de glamour? Quanto mais caro, aliás, maior é o status de quem oferece (ou, pior, bebe solitariamente) a garrafa. Para alguns consumidores, isso parece influenciar a percepção de preços de tais produtos. As pessoas parecem se esquecer de que o alto preço final doschampagnes para o consumidor está ligado aos altos custos envolvidos em sua fabricação (voltaremos a esse ponto nos próximos posts), e parecem acreditar que está antes ligado a esse suposto glamour da bebida, levando a todo tipo de mistificação, esnobismo e abuso. Quem está mais preocupado em usar a bebida para ostentar a riqueza acaba, no fundo, bebendo dinheiro. Não importam as qualidades do que se bebe: importa o quanto custou. Numa curiosa inversão, quantomais caro, melhor é o custo-benefício (!): afinal, o objetivo não é pagar pouco por um produto de qualidade, mas pagar muito por um produto, qualquer que seja sua qualidade.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Nós, amantes de cervejas, frequentemente nos lamentamos pela diferença de percepção e julgamento que as pessoas ainda parecem fazer a respeito de vinhos e cervejas. Muitos consideram, ainda hoje, a cerveja como a “prima pobre” dos vinhos: mais barata (embora saibamos que nem sempre é esse o caso) e, consequentemente, menos interessante e refinada. Produto do mesmo pensamento tosco, ostentatório e simplista típico de uma cultura embasbacada com seu recente acesso ao mundo do consumo de luxo. Babaquices do Brasil do século XXI, em suma. Muitas vezes, saímos em defesa de nossas queridas cervejas, advogando que tenham o mesmo status concedido ao nobre fermentado de uvas. Questiono-me se essa paridade realmente é a melhor estratégia. Às vezes, equiparar cervejas e vinhos pode ser um tiro pela culatra: podemos absorver o melhor, mas também podemos ser presenteados com o pior da cultura enófila brasileira. E, infelizmente, esses fetiches perversos que rondam os vinhos nas festas de fim de ano em nossa sociedade consumista parecem estar também contaminando nossas cervejas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">As bièresbrut, nesse mercado de luxo que tem se tornado o segmento das cervejas ditas “especiais”, estão assumindo as características associadas ao champagne – as boas e as ruins, indistintamente. A comparação se impõe quase naturalmente: ambas as bebidas usam o mesmo método de produção, o chamado método champenoise, aprimorado pelo abade Dom Pérignon no século XVII e por Nicole Ponsardin, a célebre viúvaCliquot, no início do século XIX. Na verdade, as cervejas, em especial as da escola belga, guardam muito mais semelhanças com oschampagnes do que se poderia supor a princípio. Voltaremos a isso mais tarde. Mas o fato é que, quando surgiu em 2002 a primeira representante deste novo estilo cervejeiro, a belga Deus, ela foi apresentada imediatamente como um “champagne das cervejas”, servida inclusive na tradicional taça doschampagnes(a “flauta”). O mesmo marketing foi aplicado aos rótulos brasileiros, inclusive. Como resultado, a comparação com os champagnes se consolidou definitivamente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Como para confirmar essa vinculação, a cerveja Deus estabeleceu um novo patamar de preços. Na Europa, a garrafa de 750ml custa em torno de € 15-20. No Brasil, como se sabe, é corriqueiro encontrá-la acima dos R$ 200, o que corresponde à faixa de preços de um champagne mais comercial, como o Moët&amp;Chandon ou o VeuveCliquotPonsardin. Outras bièresbrut, mesmo as nacionais, normalmente ultrapassam os R$ 100, com a exceção feita à versão mais comercial da EisenbahnLust. Isso as torna vítimas fáceis daquele fetichismo e daquela inversão de preços que comentei em relação aochampagne: paradoxalmente, a Deus é uma cerveja que vende muito bem no Brasil – não apesar do seu preço, como se poderia pensar, mas justamentepor causa dele! Na estúpida lógica do quanto mais caro, melhor, esses rótulos catapultaram automaticamente as cervejas para um novo patamar dentro do mercado de luxo nacional. Os importadores e produtores têm, compreensivelmente, explorado com avidez esse novo e lucrativo nicho de mercado que se abriu para as cervejas, mas será que não existem alguns prejuízos desse tipo de inserção de mercado para um produto como uma cerveja? Não se trata de uma inserção conquistada gradativamente a partir das qualidades organolépticas e sensoriais do produto e da experiência pessoal de vários consumidores, mas de uma mera estratégia de precificação. Posicionamento superficial, frágil, sujeito a todo tipo de abalos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">Ironicamente, quem sai perdendo com todo esse fetichismo não são (apenas) os consumidores: são as próprias cervejas. Quando se paga um valor tão alto por uma garrafa, é muito difícil evitar que uma série de expectativas se coloque entre nós e o líquido dentro do nosso copo – expectativa que, às vezes,cerveja nenhuma seria capaz de cumprir. Muitas vezes, o preço é tudo o que as pessoas conseguem degustar ao tomar essas cervejas, em prejuízo de toda a riqueza sensorial que elas podem nos oferecer se estivermos receptivos. É comum ouvir relatos de apreciadores de cervejas que se decepcionaram ao beber uma Deus. Pelo preço que pagaram, “exigiam” que fosse a “melhor cerveja” que já tomaram (de acordo com aquilo que elesachamque deveria ser a “melhor cerveja”), a mais marcante, a mais impactante, demandando dela características que o estilo não pretende oferecer.  Ora, asbièresbrutjamais se propuseram a ser cervejas impactantes e marcantes! Por conta do seu processo de produção, elas primam justamente pela sua delicadeza. Além disso, apesar de sabermos pelo nosso bolso que o dinheirotem uma escala quantitativa absoluta, o prazer oferecido por uma cerveja é sempre relativo. Em outros termos, embora possa perfeitamente existir “a cerveja mais cara” do mundo, não existe nem jamais existirá “a melhor cerveja” do mundo – ainda bem.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 147px; left: -10000px;">As bièresbrut, no fim das contas, acabam vitimadas pela própria faixa de preço em que se encaixam, impedidas de serem corretamente avaliadas de acordo com a sua proposta. O apreciador de cervejas que paga seu preço exige “a melhor cerveja que já bebeu” (o que é uma besteira), e o consumidor mais eclético exige que ela seja umchampagne(coisa que nunca será, pois é uma cerveja). Seus verdadeiros encantos, por isso, muitas vezes continuam secretos. Nas próximas partes deste artigo, explorarei o processo de produção dessas cervejas, falarei sobre sua proposta sensorial e finalizarei com uma comparação dos cinco rótulos disponíveis no mercado nacional: Deus Brutdes Flandres, EisenbahnLust, EisenbahnLust Prestige, MalheurBièreBrut e WälsBrut. Espero poder varrer a grossa camada de fetichismo que recobre essas cervejas para deixá-las falarem por si mesmas, sem o auxílio da etiqueta de preços, e para apreciar seu brilho delicado, próprio e radiante, escondido por baixo de tanto esnobismo.</div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold; text-align: right;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</span></div>
<div>Estou ciente de que este era o momento que algumas pessoas estavam aguardando desta matéria sobre as bières brut. Sabemos que essas cervejas não são exatamente baratas, e nem todo mundo pode se dar ao luxo de simplesmente sair provando todas para decidir qual bate mais com o seu paladar. Tendo isso em vista, uma avaliação dos 5 rótulos disponíveis no mercado nacional certamente é útil. Os leitores que estiverem querendo provar uma cerveja do estilo e não sabem por qual começar podem ter alguma luz; e aqueles que já provaram todas podem concordar ou discordar do comparativo, ou quem sabe retornar a este ou aquele rótulo com um novo olhar depois de tudo o que discutimos por aqui. Ainda assim, sinto que tudo o que discutimos até aqui nos ajuda a extrair dessas cervejas uma experiência mais completa e instigante; e espero que os bravos leitores que nos acompanharam até aqui compartilhem essa opinião.</div>
<div>Espere aí, eu disse 5 rótulos? Sim, cinco. Não está faltando algum? Vamos aos esclarecimentos: os rótulos que selecionei para compor o painel comparativo são: Deus Brut des Flandres, Wäls Brut, Malheur Bière Brut, Eisenbahn Lust e Eisenbahn Lust Prestige. Deixei de fora a Malheur Dark Brut, já que o estilo-base a partir do qual ela é produzida (Belgian dark strong ale) lhe dá características que divergem completamente do perfil que delineamos na última parte. Alguns também se indagarão a respeito da Infinium Ale (produzida em parceria da Samuel Adams com a Weihenstephaner); contudo, esta cerveja, apesar de sua “aura” de champagne, não passa pelo método champenoise.</div>
<div>Como ocorreu a degustação? Infelizmente, não tive a oportunidade ($$) de realizar uma degustação simultânea comparativa dos cinco rótulos. Sinto desapontar os mais românticos, mas os historiadores não estão ganhando tão bem, assim. Dessa forma, o comparativo foi feito a partir de minhas notas de degustação das ocasiões em que degustei cada um desses rótulos. Seria extremamente interessante refazer o comparativo com as cinco garrafas na mesa, mas a ocasião deverá esperar até que eu ganhe na mega-sena ou seja adotado por um mecenas generoso – o que ocorrer primeiro.</div>
<div>Mas chega de conversa fiada e vamos a elas!</div>
<div><span id="more-11495"></span></div>
<h2>DeuS Brut des Flandres</h2>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-11496" title="deusglass" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/deusglass.png" alt="deusglass" width="300" height="370" /></div>
<div>
<div><strong>Aparência:</strong> coloração amarela clara, acinzentada, transparente, com espuma abundante que se diminui rapidamente e deixa uma camada perene.</div>
<div><strong>Aromas:</strong> excelente harmonia e equilíbrio de aromas frutados, condimentados e florais. Predomina um aroma adocicado de manjericão fresco, acompanhado de frutado expressivo (com remissões de uvas verdes, lima-da-Pérsia, laranja, guaraná, tutti-frutti). Álcoois revelam perfume floral de rosas, sugerido gim e Cointreau. Toques condimentados trazem cravo e algo apimentado (fenólico ou de lúpulo?). Há uma sutil &#8220;sensação de lambic&#8221; (amêndoas?). Possivelmente a que apresenta maior complexidade aromática.</div>
<div><strong>Paladar:</strong> o trio doce-picante-amargo se desenvolve em sequência na boca e mostra bom equilíbrio, com acidez bem presente e um toque salgado considerável. Menos ácida que outras do estilo.</div>
<div><strong>Sensação na boca:</strong> corpo leve e incrivelmente limpo, com sensação frisante delicada e “crocante”. Baixa mineralização dá a sensação de “engolir nuvens”.</div>
<div>A cerveja que originou o estilo apresenta alta complexidade de aromas e harmonia modelar entre seus perfis frutado, floral/alcoólico e condimentado. Um toque herbal bem expressivo e bem integrado aos ésteres frutados sugere manjericão e me agrada muito. O lúpulo é pouco expressivo. Com sensação extremamente limpa e leve, deixa um perfume persistente na boca. Tem paladar delicado e feminino, em especial devido ao fato de ser uma das mais adocicadas do estilo. A longa maturação (todo o processo produtivo leva mais de um ano) lhe dá boa complexidade de álcoois aromáticos em harmonia. Para mim, segue sendo um modelo de harmonia, além de uma das mais surpreendentes cervejas que já bebi.</div>
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<div>Veja <a href="https://docs.google.com/open?id=0B0V_BxZDvYXqMmRhNDU5MGYtMDVlYS00Y2E4LWI1N2MtNDJkNzQ3MmU0YWQ3" target="_blank">aqui</a> a avaliação completa.</div>
<h2>Wäls Brut</h2>
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<div id="attachment_11497" class="wp-caption aligncenter" style="width: 216px"><img class="size-full wp-image-11497" title="walsbrut" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/walsbrut.jpg" alt="Fonte: http://espacovinil.blogspot.com" width="206" height="299" /><p class="wp-caption-text">Fonte: http://espacovinil.blogspot.com</p></div>
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<div><strong>Aparência:</strong> dourada radiosa e transparente, com creme menos abundante, mas persistente, e carbonatação visivelmente mais suave.</div>
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<div><strong>Aromas:</strong> muita complexidade, com predomínio de aromas frutados e florais. O perfil frutado revela a identidade do fermento usado pela cervejaria em notas de mamão papaya, pêras frescas e polpa de maçã, e o perfil floral combina os álcoois superiores (lembrando essência de rosas) ao aroma floral do lúpulo, sugerindo variedades alemãs tradicionais. O malte, limpo, traz uma doçura de mel. Bem ao fundo, o frescor aromático é temperado por uma leve &#8220;sensação de lambic&#8221; (amêndoas?), e toques sutis de cravo e pimenta.</div>
<div><strong>Paladar:</strong> doçura e amargor se equilibram competentemente e se justapõem durante todo o gole. A percepção de acidez é baixa para o estilo (talvez pela baixa carbonatação), diminuindo a refrescância e a vividez mas trazendo boa limpeza. Apesar de a cerveja não levar um licor de expedição adocicado, a cerveja de base deixa boa dose de açúcares residuais, resultando em final seco mas bem equilibrado.</div>
<div><strong>Sensação na boca:</strong> muito leve e seco, elegante e delicado, com forte sensação de limpeza que não agride a garganta. Carbonatação menos acentuada que em outras do estilo.</div>
<div>Caçula no estilo, a Wäls Brut apresenta uma proposta muito interessante, com grande complexidade aromática, paladar mais direto (mas consistente e equilibrado) e sensação bem limpa na boca (a baixa carbonatação, considerando-se o estilo, contribui com isso). Mostra-se bastante seca, mas de forma delicada. Lembra bastante o perfil aromático de uma boa Belgian golden strong ale, mas mais complexa, delicada e limpa. Algumas pessoas não gostam de bières brut porque elas não possuem a rusticidade de uma cerveja, mas esta Wäls consegue a proeza de obter aquela sensação diáfana do estilo sem abdicar de algo dessa pegada mais de “cerveja” (amargor, aroma de lúpulo). Um equilíbrio difícil.</div>
<div>Veja <a href="https://docs.google.com/open?id=0B0V_BxZDvYXqZmNlMmU2ZTEtODA5MS00N2U1LTk2YTItZDYxNzI0MGY3YjA0" target="_blank">aqui</a> a avaliação completa.</div>
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<h2>Malheur Bière Brut</h2>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-11498" title="malheur" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/malheur.jpg" alt="malheur" width="277" height="277" /></div>
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<div><strong>Aparência:</strong> cor dourada intensa, com opacidade excessiva para o estilo (visível já desde a garrafa e mesmo em temperatura mais alta) e boa espuma.</div>
<div><strong>Aromas:</strong> perfil definido de uma Belgian golden strong ale, com frutado predominante, características secundárias de malte e floral e toques condimentados e de envelhecimento. Ésteres remetem a pêras e maçãs, com um toque de tinta fresca, equilibrados por um vívido floral de rosas. O malte é bem presente (mais que em outros rótulos do estilo), com toques de mel e marrom-glacê. Toques apimentados complementam o aroma, bem como uma sutil e interessante sensação de tabaco/tostado, provavelmente oriunda das leveduras em autólise.</div>
<div><strong>Paladar:</strong> predomina o amargor seco e persistente, como de uma golden strong ale bem seca, chegando até a raspar um pouco na garganta combinado ao intenso aquecimento alcoólico. A acidez é bem expressiva, e a doçura não chega a equilibrar de forma delicada o conjunto. Produz uma sensação decididamente mais rústica e assertiva.</div>
<div><strong>Sensação na boca:</strong> corpo leve e bem seco, com ótima textura acetinada (imagino que fruto da autólise). O aquecimento alcoólico agride um pouco a garganta, e ela não apresenta aquela limpeza ao engolir que é típica do estilo.</div>
<div>Concorrente belga da Deus, a Malheur Bière Brut apresenta características decididamente diferentes dela, apostando em um perfil mais rústico e assertivo, com amargor destacado e sensação alcoólica considerável. A complexidade e o equilíbrio aromático, para mim, mostram-se um pouco inferiores a suas concorrentes. O ponto positivo fica para as características de maturação e envelhecimento, que lhe dão toques bastante interessantes e sugerem um tempo razoável sobre leveduras (o fabricante não indica quanto tempo ela matura). Trata-se de uma bière brut mais viril, masculina, talvez até um pouco grosseira em relação ao estilo, com “pegada” – é uma cerveja que muitas vezes se torna a bière brut preferida daqueles que não gostam do estilo. Não é para meninos. Aproxima-se de uma Belgian golden strong ale, e este talvez seja seu calcanhar-de-Aquiles: apresenta preço pouco atraente para oferecer uma sensação semelhante às strong golden ales, muito mais baratas.</div>
<div>Veja <a href="https://docs.google.com/open?id=0B0V_BxZDvYXqODJjNjg5ZDYtMTBjNC00ODEyLWI2MmUtZDY0NTJiZmUxNThk" target="_blank">aqui</a> a avaliação completa.</div>
<h2>Eisenbahn Lust</h2>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-11500" title="lust" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/lust.jpg" alt="lust" width="137" height="246" /></div>
<div><strong>Aparência:</strong> cor dourada radiosa, com boa transparência inicial, mas turbidez no fundo da garrafa. Espuma volumosa, diminui rapidamente mas deixa uma camadinha perene.</div>
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<div><strong>Aromas:</strong> inusitada diante do estilo, talvez por conta de ser o rótulo com menor tempo de maturação com as leveduras de espumante. Apresenta intenso perfil lembrando lambics e também espumantes (amêndoas), acompanhado de sólido perfume floral. O frutado traz abacaxi (como na cerveja de base, a Strong Golden Ale da cervejaria), mas é menos expressivo. Percebe-se um leve aroma de lúpulo floral e condimentado. Minha garrafa estava quase no limite da validade, o que pode explicar as características de oxidação remetendo a amêndoas, que mostraram-se bem mais intensas do que o esperado para esta cerveja, que matura por pouco tempo com as leveduras. Possui pouca complexidade para o estilo, mas se destacou pelo perfil inesperado e relativamente intenso lembrando lambics, muito interessante. Pode ter sido uma anomalia da minha amostra?</div>
<div><strong>Paladar:</strong> bastante ácido, com uma doçura correta mas não excessiva para equilibrar. Bem atenuada se comparada com a cerveja de base. O amargor aparece suave ao final.</div>
<div><strong>Sensação na boca:</strong> corpo leve e delicado, com ótima sensação “crocante” devido à alta carbonatação. Uma suave sensação alcoólica aparece ao final, equilibrada.</div>
<div>Rótulo “de combate” da Eisenbahn, a Lust comum matura por apenas 3 meses e, até por conta disso, apresenta perfil fresco e vívido. Na minha amostra, destacaram-se características lembrando cervejas do tipo lambic (talvez características acentuadas de oxidação com aromas de amêndoas, mas talvez até se possa aventar contaminação por Brettanomyces nesta garrafa), ao lado de forte floral. Forte acidez, a mais alta entre os rótulos degustados, lhe dá vividez e brilho, mas menos elegância e limpidez. No mais, apresentou menor complexidade do que o esperado pelo estilo – a maturação abreviada com leveduras, insuficiente para aprofundar a autólise, pode explicar isso. Apresenta a sensação perfumada, leve e delicada típica do estilo por um preço atraente diante das concorrentes. Desconfio que a forte lembrança de lambic não seja típica do rótulo na intensidade em que a encontrei, de modo que valeria fazer uma nova degustação.</div>
<div>Veja <a href="https://docs.google.com/open?id=0B0V_BxZDvYXqNWQyM2NmNGYtNjNiOS00YjM0LWE4YjEtODFhOWZlNGZiYzlk" target="_blank">aqui</a> a avaliação completa.</div>
<h2>Eisenbahn Lust Prestige</h2>
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<div><img class="aligncenter size-full wp-image-11501" title="lustprestige" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/lustprestige.png" alt="lustprestige" width="173" height="320" /></div>
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<div><strong>Aparência:</strong> dourada média, bem transparente, com perlage evidente e espuma pouco persistente</div>
<div><strong>Aromas:</strong> possui perfil aromático maduro e consistente, bem integrado, em que frutados e florais frescos predominam sobre características mais “fechadas” de envelhecimento. Equilibram-se notas expressivas de abacaxis frescos (com tutti-frutti ao fundo) e rosas. Um lúpulo floral e condimentado aparece sutilmente. O envelhecimento estendido contribui com aromas maduros mais destacados do que nos outros rótulos degustados, lembrando amêndoas cruas, toque mineral e amanteigado e uma remissão a mel ou xarope ao fundo. O malte se faz presente lembrando pão doce. Uma presença de compostos sulfúricos (dimetil sulfeto e dimetil trissulfeto, lembrando legumes refogados no alho) lhe tirou um pouco do brilho e pureza.</div>
<div><strong>Paladar:</strong> consistente e bem-resolvido, com amargor levemente predominante mas muito bem equilibrado pela acidez precisa e pela doçura. Todas essas sensações se misturam de forma harmônica na boca.</div>
<div><strong>Sensação na boca:</strong> corpo leve e seco, com alta sensação frisante.</div>
<div>Uma versão mais madura e consistente da Eisenbahn Lust, com aromas de envelhecimento que se destacam em relação às demais representantes do estilo, equilibrando o vívido frescor frutado-floral e conferindo-lhe muita elegância. Poderia apresentar mais complexidade e mais pureza de aromas – já peguei algumas garrafas com defeitos sulfúricos e de autólise intensos o bastante para prejudicar decisivamente a degustação, o que é complicado numa cerveja nessa faixa de preço. Em relação à versão “normal” da Lust, mostra-se menos ácida e mais seca, com frutado mais fresco e presente. Desaparecem os toques fenólicos animais e de adega que notei na Lust comum, possivelmente retrabalhados pelas leveduras durante a maturação. Um rótulo delicado e sofisticado, muito distante da receita que lhe serve de base.</div>
<div>Veja <a href="https://docs.google.com/open?id=0B0V_BxZDvYXqYjc2YjY4NWYtZDkxNi00NmIyLTg0ZjMtNmIwOThhNTFiNjFi" target="_blank">aqui</a> a avaliação completa.</div>
<div>Na próxima parte desta matéria sobre as bières brut, farei alguns comentários comparativos a respeito dos cinco rótulos degustados, confrontando suas qualidades, perfis e vocações. Não perca!</div>
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<div style="text-align: center;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</div>
<div><img class="alignright size-full wp-image-11432" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="alexandremarcussi" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/alexandremarcussi.jpg" alt="alexandremarcussi" width="104" height="129" /></div>
<div style="text-align: right;"><em><strong>* Alexandre Marcussi</strong> é sommelier de cervejas pelo SENAC/Doemens Akademie e historiador especializado em História Cultural. Acredita que a cerveja e a cultura se complementam deliciosamente, e põe este princípio em prática em seu blog <a href="http://ocrueomaltado.blogspot.com/" target="_blank">O Cru e o Maltado</a>.</em></div>
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