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Trappistes Rochefort 8

Trappistes Rochefort 8 Hot

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Mauricio BeltramelliMauricio Beltramelli   18 de Agosto de 2008  
 
4.2 (158)
20472   15   80
 
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Informações

Álcool (%)
9.2% ABV
Ativa
Temperatura
A Trappistes Rochefort 8 é uma cerveja belga trapista, do estilo Belgian Dark Strong Ale, produzida pela Abadia de Notre-Dame de St. Remy.

Fotos

Avaliações

158 reviews

 
(42)
 
(110)
 
(6)
2 estrelas
 
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1 estrela
 
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Avaliação Geral 
 
4.2
 
8/10  (158)
 
4/5  (158)
 
17/20  (158)
 
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Avaliação Geral 
 
4.5
Aroma 
 
9/10
Aparência 
 
5/5
Sabor 
 
17/20
Sensação 
 
5/5
Conjunto 
 
9/10

Esta foi a primeira cerveja de responsa que eu provei e tenho um carinho muito grande por ela.

Acho que é uma das melhores cervejas belgas e apesar de não ser do mesmo estilo, não fica muito atrás da famigerada West 12.

Detalhes

Degustada em
20/Fevereiro/2013
Envasamento
Garrafa
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Avaliação Geral 
 
3.9
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
3/5
Sabor 
 
16/20
Sensação 
 
4/5
Conjunto 
 
8/10

Detalhes

Degustada em
30/Novembro/2012
Envasamento
Garrafa
Volume em ml
330 ml
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Considera esta avaliação útil? 
(Atualizado: 26 de Janeiro de 2015)
Avaliação Geral 
 
4.7
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
5/5
Sabor 
 
20/20
Sensação 
 
5/5
Conjunto 
 
9/10

Esta Trappistes Rochefort 8 é uma cerveja de alta fermentação do estilo Belgian Strong Ale, sub-estilo Belgian Dark Strong Ale, este caracterizado por apresentar cervejas mais escuras (que suas primas de estilo), mas em regra igualmente fortes, bastante complexas, encorpadas e saborosas, com um ABV que pode chegar aos 12%. Com destacada formação de espuma as BDSA apresentam aroma e sabor dominados por dulçor de maltes, com toda a riqueza de sensações deles advindas, leveduras, especiarias e frutado, notadamente de frutas secas. O lúpulo é sutil, o corpo é variável e a carbonatação é elevada.

É produzida pela cervejaria Rochefort, sediada no município belga homônimo, e instalada no interior do Mosteiro Notre Dame de Saint Remy. A história da Abadia remonta ao ano de 1230 com a fundação dum Convento. Em 1464 um Mosteiro foi instalado no local. Foi invadido e destruído por Exércitos Protestantes em 1568. Reconstruído, foi novamente demolido durante a Revolução Francesa. Reerguido em 1887 e transformado em Abadia em 1912 passou por novos declínios por ocasião da Primeira e de Segunda Guerra Mundial. Em 2010 um incêndio quase comprometeu novamente a cervejaria. Apesar de tudo a fabricação de cervejas remonta ao longínquo ano de 1595. Além dos maltes de variedades Pilsener e Munique, água da fonte de Tridaine (próxima à Abadia) são usados lúpulos de variedades Hallertau alemão e Styrian Goldings (Styrian é uma localidade na Eslovênia), bem como duas cepas de leveduras, sendo a segunda para refermentação na garrafa. No portfólio há mais dois rótulos: Trappistes 10 e Trappistes 6, esta por degustar.

Os números postos nos rótulos das cervejas Rochefort (6, 8 e 10) se referem à gravidade, ou seja, a um antigo sistema de graus belgas que se permitia inferir a graduação alcoólica por meio da diferença entre as gravidades inicial e final do mosto, haja vista que a densidade específica possibilita calcular a quantidade de açúcar presente no mosto. No caso das Rochefort as gravidades iniciais são, respectivamente, 1,060, 1,080 e 1,100.

A Ordem Trapista (oficialmente, Ordem dos Cistercienses Reformados de Estrita Observância) foi fundada em 1662 pelo Mosteiro Nôtre-Dame de la Trappe (França), vindo a mesma a influenciar outros países europeus o que culminou no surgimento de novos mosteiros que seguiam as restritas regras desta ordem religiosa. Posteriormente, no ano de 1997, oito abadias trapistas - 6 da Bélgica (Orval, Chimay, Westvleteren, Rochefort, Westmalle e Achel), 1 da Holanda (Tilburg Koningshoeven) e 1 da Alemanha (Mariawald) - fundaram a ITA (International Trappist Association) com o objetivo de estabelecer as regras do estilo e proteger o nome do uso abusivo por parte de outras marcas. Para isso, esta associação criou um selo que só pode ser utilizado pelos produtos que seguem os critérios estabelecidos e que sejam elaborados por monges trappistas, sejam esses produtos geleias, queijos, cervejas, vinhos etc. A abadia alemã de Mariawald não está produzindo cerveja (o logotipo da ATP é usado para outros produtos no mosteiro, por exemplo, o licor). Os monges, que repartem seu tempo entre oração, estudo e trabalho utilizam parte do que é arrecadado com a venda dos produtos na manutenção das Abadias e o restante dedicam à caridade. Outras abadias trappistas obtiveram o selo recentemente: - Holanda: Abdij Maria Toevlucht/cerveja Zundert; Áustria: Engelszell e EUA: St. Joseph’s Abbey/cerveja Spencer.

Lote 16:16. Vintage 2011, validade 02/02/2016. A garrafa é de cor marrom, tampa que mescla o verde e branco e que contém as inscrições ‘Biere Trappistes Rochefort’ ao redor do numero ‘8’. O rótulo é simplório, de cor bege e traz em letras negras o nome ‘Trappistes Rochefort’, logo acima do numeral ‘8’; vislumbra-se ainda o selo trappista, a graduação alcoólica (ABV 9,2%), taça ideal (trappista) e menção aos ingredientes (água, malte de cevada, cereais não maltados, lúpulo, levedura e açúcar). O rótulo não menciona, mas ao que parece também leva na receita coentro, além dos mencionados lúpulos de variedades Stryan Goldings e Hallertau.

Vertido na taça o líquido revelou uma coloração marrom, opaco, com alguns tons avermelhados ao ser posta contra a luz; a turbidez é mediana e há muitos sedimentos no fundo da garrafa (os quais foram bebidos juntos aos últimos goles); a espuma de cor bege é de bela formação, consistente, densa e de longa persistência, com bolhas médias e que manteve algumas rendas nas laterais da taça e uma fina tampa residual sobre o líquido ao longo da degustação. Perlage (bolhas) perceptível.

O aroma se mostrou agradável, medianamente volátil, mas com a inconfundível complexidade própria das cervejas belgas. Apresentou perfil maltado com nuances de torrefação (café e chocolate), bem como caramelo, baunilha, madeira, castanhas, fermento/pão, condimentos (pimenta), açúcar cândi, frutado de ameixas e uvas passas (cortesia das leveduras), discreto lúpulo com nuances cítrica e herbal e álcool que volatiza bem e lembra vinho do porto.

No paladar o líquido se apresenta aveludado e deixa a boca agradavelmente cheia. Seu cartão de visitas é uma vincada base maltada e o inconfundível frutado/condimentado próprio das receitas belgas. As impressões olfativas reverberam com mais intensidade e assomam-se notas de torrefação (café e chocolate), caramelo, toffee, baunilha, leveduras/pão, madeira, castanhas, açúcar cândi, especiarias (pimenta sim, mas cadê o coentro?), frutado de ameixas, figo e uvas passas e vinho do porto. O lúpulo (IBU 22) é discreto, com sensação cítrica e herbal, mas o amargor da torrefação ajuda no equilíbrio frente aos maltes. O final é seco, frutado e traz fenóis picantes; o retrogosto é agridoce e condimentado. O corpo é médio-alto, assim como a carbonatação. O álcool de ABV 9,2% é potente e provoca agradável aquecimento. A palatabilidade (drinkability) é excepcional!

A degustação beirou a perfeição, proporcionada por um conjunto robusto, riquíssimo, e equilibradíssimo. Fazendo um comparativo talvez a Rochefort 8 seja sutilmente mais equilibrada que a Rochefort 10, ainda que um pouco menos aromática e menos marcante. Com um tantinho de álcool a menos a Rochefort 8 possibilitou uma maior apreensão de todas as nuances e sensações da breja e talvez aí resida o seu charme.

Imperdível!

Detalhes

Degustada em
25/Janeiro/2015
Envasamento
Garrafa
Volume em ml
330 ml
Onde comprou
http://www.speciaalbierpakket.nl/
Preço
€ 2,15
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Avaliação Geral 
 
4.4
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
5/5
Sabor 
 
18/20
Sensação 
 
5/5
Conjunto 
 
8/10

Detalhes

Degustada em
22/Setembro/2012
Envasamento
Garrafa
Volume em ml
330 ml
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(Atualizado: 28 de Outubro de 2014)
Avaliação Geral 
 
4.1
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
4/5
Sabor 
 
17/20
Sensação 
 
4/5
Conjunto 
 
8/10

Minha escolha para a avaliação de número 200.

Cerveja belga, trapista, complexa.

Aroma bastante frutado e maltado.
No copo ela é escura, marrom, com uma espuma incrível beje, alta e muito duradoura.

Na boca são muitos sabores. Complexa. Macia. Alcoólica mas não agressiva. Encorpada.
Ameixa, madeira, muito malte, tostado, lúpulo, chocolate, nozes. Um pouco terrosa.
Pouco carbonatada. Na medida correta.
Retrogosto com pouco amargor mas muito agradável.
Uma bela cerveja.

Detalhes

Envasamento
Garrafa
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