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La Trappe Quadrupel

La Trappe Quadrupel Hot

http://www.brejas.com.br/media/reviews/photos/thumbnail/300x300s/75/d2/ee/540_LaTrappeQuadrupel750ml_1291393311.jpg
 
4.2 (5)
 
4.2 (149)
30077   7   84
 
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Informações

Importadora
Álcool (%)
10% ABV
Ativa:
Temperatura
A Quadrupel é a mais forte, com 10% de teor alcoólico. Encorpada, contudo suave e agradável, a Quadrupel é engarrafada e datada de acordo com o ano de envase. É como um vinho de cevada (ou vintage beer) e não possui prazo de validade determinado, desde que conservada corretamente. Complexa e forte, possui notas de especiarias, malte e aroma de frutas secas. Harmoniza com pratos defumados, queijos, além de ser um excelente digestivo.

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Avaliações do Editor

Média de pontuação do editor por: 5 usuário(s)

Avaliação Geral 
 
4.2
Aroma 
 
8/10  (5)
Aparência 
 
4/5  (5)
Sabor 
 
17/20  (5)
Sensação 
 
5/5  (5)
Conjunto 
 
8/10  (5)

Avaliação refeita em 28 de novembro de 2010, degustada no Bar Brejas, na versão chope.

A apresentação eh belíssima. Na taça própria, com uma espuma densa de cerca de um dedo de altura, coloração cobre avermelhada, translucida e brilhante. O aroma é adocicado, lembrando açúcar caramelizado, e frutado.
Ainda no aroma, nota-se muito malte lembrando pão, que em conjunto com as notas de frutas cristalizadas, fãs com que eu tenha a nítida impressão de panetone. Uma delicia!

No sabor os aromas se confirmam. Uma cerveja frutada, mas sem ser excessivamente doce. O residual de açúcar existe e é bem notado no final de cada gole, deixando um retrogosto persistente, lembrando novamente o panetone, mais especificamente aquela parte de cima, mais docinha. Consegue ser complexa, intensa e potente sem ser agressiva. Não noto nada de torrado, apenas o leve queimado de açúcar já citado anteriormente. O lúpulo quase não da as caras no aroma e sabor, mas com certeza ajuda com seu amargor a deixar a breja um pouco mais seca no final. Sinto também uma leve picancia na boca, pode ate ser o lúpulo mas acho que esta mais para o álcool. .
A sensação de boca é incrível. Ao mesmo tempo que faz cócegas na língua, palato e bochechas, ela é extremamente cremosa e aveludada. O álcool pouco se sente, apenas um pouco no calor do retrogosto. A alta carbonatacao, pelo menos nesta versão na pressão, ajuda a dar mais leveza e frescor pra breja.
Avaliação Geral 
 
4.2
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
5/5
Sabor 
 
16/20
Sensação 
 
5/5
Conjunto 
 
8/10
Ricardo Martins Sangion Analisado por Ricardo Martins Sangion 24 de Agosto de 2009
Atualizado pela última vez: 28 de Novembro de 2010
Avaliador #1  -   Veja todas minhas avaliações (1348)

Avaliação refeita em 28 de novembro de 2010, degustada no Bar Brejas, na versão chope.

A apresentação eh belíssima. Na taça própria, com uma espuma densa de cerca de um dedo de altura, coloração cobre avermelhada, translucida e brilhante. O aroma é adocicado, lembrando açúcar caramelizado, e frutado.
Ainda no aroma, nota-se muito malte lembrando pão, que em conjunto com as notas de frutas cristalizadas, fãs com que eu tenha a nítida impressão de panetone. Uma delicia!

No sabor os aromas se confirmam. Uma cerveja frutada, mas sem ser excessivamente doce. O residual de açúcar existe e é bem notado no final de cada gole, deixando um retrogosto persistente, lembrando novamente o panetone, mais especificamente aquela parte de cima, mais docinha. Consegue ser complexa, intensa e potente sem ser agressiva. Não noto nada de torrado, apenas o leve queimado de açúcar já citado anteriormente. O lúpulo quase não da as caras no aroma e sabor, mas com certeza ajuda com seu amargor a deixar a breja um pouco mais seca no final. Sinto também uma leve picancia na boca, pode ate ser o lúpulo mas acho que esta mais para o álcool. .
A sensação de boca é incrível. Ao mesmo tempo que faz cócegas na língua, palato e bochechas, ela é extremamente cremosa e aveludada. O álcool pouco se sente, apenas um pouco no calor do retrogosto. A alta carbonatacao, pelo menos nesta versão na pressão, ajuda a dar mais leveza e frescor pra breja.

Detalhes

Degustada em
01/Janeiro/2007
Envasamento
Pressão
Volume em ml
330 ml
Onde comprou
Bar Brejas
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Sensacional.
Avaliação Geral 
 
4.2
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
4/5
Sabor 
 
18/20
Sensação 
 
4/5
Conjunto 
 
8/10

Sensacional.

Detalhes

Envasamento
Garrafa
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A trapista quadrupel holandesa ! Cerveja produzida pela impressionante De Koningshoeven no sul da Hollanda. Cerveja de monastério. De aroma frutado e adocificado, frutas vermelhas, leve malte torrado e bem no fundo mel. O primeiro gole vem com bom amargor, alta carbonação e frutas vermelhas evidentes no final que é doce, longo e marcante. Ceveja complexa e sugestiva, álcool presente, notas quase excessivas, a mais extravagante das La Trappes. Sua aprência, ainda mais elegante no copo original revela uma cor caramelada transparente um pouco pro vinho tb. A espuma não é abundante e desaparece logo. Muita boa quadrupel frutada.
Avaliação Geral 
 
4.0
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
4/5
Sabor 
 
16/20
Sensação 
 
4/5
Conjunto 
 
8/10
Michel Wagner Analisado por Michel Wagner 09 de Outubro de 2008
Atualizado pela última vez: 10 de Outubro de 2008
Avaliador Top 50  -   Veja todas minhas avaliações (367)

A trapista quadrupel holandesa ! Cerveja produzida pela impressionante De Koningshoeven no sul da Hollanda. Cerveja de monastério. De aroma frutado e adocificado, frutas vermelhas, leve malte torrado e bem no fundo mel. O primeiro gole vem com bom amargor, alta carbonação e frutas vermelhas evidentes no final que é doce, longo e marcante. Ceveja complexa e sugestiva, álcool presente, notas quase excessivas, a mais extravagante das La Trappes. Sua aprência, ainda mais elegante no copo original revela uma cor caramelada transparente um pouco pro vinho tb. A espuma não é abundante e desaparece logo. Muita boa quadrupel frutada.

Detalhes

Degustada em
09/Outubro/2008
Envasamento
Garrafa
Volume em ml
330 ml
Onde comprou
Palais de la bière, Genebra
Preço
3,80 CHF
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Depois de quase cinco anos, voltei a degustar essa obra-prima, dessa vez na versão chope, que foi servido na própria taça, no Mr. Beer de Campinas.

Coloração âmbar escura, com espuma bege densa, de média formação e duração.

Aroma que exala abundantemente, trazendo cravo, especiarias, malte tostado, amêndoas, chocolate amargo e um frutado.

Sabor que segue o aroma. Delicioso.

Cerveja muito encorpada, potente, moderadamente adocicada e com o álcool aparente, mas bem inserido no conjunto.

Sensacional! Vale cada centavo.
Avaliação Geral 
 
4.5
Aroma 
 
9/10
Aparência 
 
4/5
Sabor 
 
18/20
Sensação 
 
5/5
Conjunto 
 
9/10
Daniel C. Analisado por Daniel C. 30 de Setembro de 2008
Atualizado pela última vez: 23 de Junho de 2012
Avaliador Top 10  -   Veja todas minhas avaliações (1060)

Depois de quase cinco anos, voltei a degustar essa obra-prima, dessa vez na versão chope, que foi servido na própria taça, no Mr. Beer de Campinas.

Coloração âmbar escura, com espuma bege densa, de média formação e duração.

Aroma que exala abundantemente, trazendo cravo, especiarias, malte tostado, amêndoas, chocolate amargo e um frutado.

Sabor que segue o aroma. Delicioso.

Cerveja muito encorpada, potente, moderadamente adocicada e com o álcool aparente, mas bem inserido no conjunto.

Sensacional! Vale cada centavo.

Detalhes

Degustada em
22/Junho/2012
Envasamento
Pressão
Volume em ml
330 ml
Onde comprou
Mr. Beer
Preço
17,90
Considera esta avaliação útil? 
Com louvor! Aroma maravilhoso, cor âmbar-escuro não menos maravilhosa e sabor idem.
Muito complexa, essa trapista ostenta ricas notas de banana-passa, madeira, frutas secas e sugestão de banana. No sabor, completa-se com sugestões de toffee e café.
Licorosa, deixa um acabamento de frutas vermelhas.
Avaliação Geral 
 
4.2
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
4/5
Sabor 
 
17/20
Sensação 
 
5/5
Conjunto 
 
8/10
Mauricio Beltramelli Analisado por Mauricio Beltramelli 18 de Setembro de 2008
Atualizado pela última vez: 01 de Agosto de 2012
Avaliador Top 10  -   Veja todas minhas avaliações (1058)

Com louvor! Aroma maravilhoso, cor âmbar-escuro não menos maravilhosa e sabor idem.
Muito complexa, essa trapista ostenta ricas notas de banana-passa, madeira, frutas secas e sugestão de banana. No sabor, completa-se com sugestões de toffee e café.
Licorosa, deixa um acabamento de frutas vermelhas.

Detalhes

Degustada em
13/Setembro/2006
Envasamento
Garrafa
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Avaliações dos usuários Ver todas as avaliações de usuários

Avaliação média dos usuários: 149 usuário(s)

Avaliação Geral 
 
4.2
Aroma 
 
8/10  (149)
Aparência 
 
4/5  (149)
Sabor 
 
17/20  (149)
Sensação 
 
4/5  (149)
Conjunto 
 
8/10  (149)
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Esta La Trappe é conhecida como ABT/Quadrupel, estilo que de modo geral é caracterizado pela robustez oriunda da forte presença de malte (algo como 4 vezes a quantidade habitual numa receita básica, o que manterá as leveduras em ação por mais tempo), baixa lupulagem, teor alcoólico elevado (acima de ABV 10%), aromas frutados, condimentados, de cereais, especiarias etc. No BJCP é escalada no estilo Belgian Ale, sub-estilo Belgian Specialty Ale, este caracterizado por cervejas belgas artesanais de alta fermentação com algo que as tornam especiais, como por exemplo um tempero único. Pode haver a inclusão na receita de ervas, especiarias, maltes e cereais pouco comuns, eu então um blend de cervejas etc enfim, algo que confira distinção.

É produzida pela Cervejaria La Trappe, instalada no interior do Mosteiro Onze Lieve Vrouw van Koningshoeven (Nossa Senhora de Koningshoeven) na cidade holandesa de Tilburg, vizinha da Bélgica. O Mosteiro foi fundado no ano de 1881 por religiosos vindos do Mosteiro Nôtre-Dame de la Trappe (França). Não sei ao certo se essa imigração de religiosos tem a ver com o pós-Revolução Francesa, eis que passados quase 100 anos (1789-1799). E, além disso, não é verídico dizer que a Igreja Católica fosse contra a revolução, conforme um olhar mais atento ao que a história conta. Voltando a falar de cerveja, no vasto portfólio destaque para os rótulos Dubbel, Tripel, Whitte (Witbier), Blond (Belgian Ale) e Bockbier (Dunkler Bock). Há ainda uma série simplesmente fantástica e de inúmeras possibilidades em que a cerveja base, que é esta Quadrupel, é envelhecida em diferentes combinações e percentagens de barris de carvalho (francês e americano) com variáveis níveis de tosta (suave e médio). Além disso, alguns rótulos estagiam em barris que anteriormente abrigaram outras bebidas como whisky, cognac, vinho tinto (Malbec, Pinot Noir), vinho branco, oloroso (vinho fortificado) e ainda há rótulos que são um blend (ex: 91% envelhecido em barril de Bourbon e 9% envelhecido em barril de Cognac).

Diga-se que há uma visita guiada à cervejaria, com direito a degustação, e uma loja dentro do mosteiro que oferece cervejas, produtos religiosos, doces, chocolates e souvenirs da marca La Trappe.

Por oportuno, o Mosteiro Nôtre-Dame de la Trappe, situado em Soligny-la-Trappe - Normandia/França, foi fundado em 1140. Mais tarde, em 1662, deu origem à Ordem Trapista (oficialmente, Ordem dos Cistercienses Reformados de Estrita Observância), vindo a mesma a influenciar outros países europeus o que culminou no surgimento de novos mosteiros que seguiam as restritas regras desta ordem religiosa. Posteriormente, no ano de 1997, oito abadias trapistas - 6 da Bélgica (Orval, Chimay, Westvleteren, Rochefort, Westmalle e Achel), 1 da Holanda (Koningshoeven) e 1 da Alemanha (Mariawald) - fundaram a ITA (International Trappist Association), com o objetivo de estabelecer as regras do estilo e proteger o nome do uso abusivo por parte de outras marcas. Para isso, esta associação criou um selo que só pode ser utilizado pelos produtos que seguem os critérios estabelecidos e que sejam elaborados por monges trapistas, sejam esses produtos queijos, cervejas ou vinhos. Recentemente, no ano de 2012, a cervejaria trapista da Abadia de Engelszell (Aústria) começou a produção de cerveja e a abadia alemã de Mariawald não está produzindo cerveja (o logotipo da ATP é usado para outros produtos no mosteiro, por exemplo o licor). Os monges, que repartem seu tempo entre oração, estudo e trabalho, utilizam parte do que é arrecadado com a venda dos produtos na manutenção das Abadias e o restante dedicam à caridade.

A cerveja vem numa garrafa de 300ml - lote K24E11 - validade 05/2014 - e ostenta um rótulo de papel que se mostra clássico e elegante e que mescla as cores amarelo e azul e vem estilizado com o nome da cerveja em letras góticas/medievais, além de trazer as expressões 'Quadrupel' e 'Trappist' e o símbolo 'Q' (bonita tampinha). No verso, em holandês, menção ao ano de fundação da Abadia na Holanda, impressões sensoriais de aroma e sabor, ingredientes, temperatura de serviço (10 - 14 ºC) e um convite à degustação de outros rótulos: Blond, Dubbel e Tripel.

Vertida na taça revelou um líquido de coloração marrom avermelhada, com bastante turbidez (sedimentos em suspensão), espuma de cor bege de belíssima formação, volumosa e consistente, e de destacada manutenção. Ao girá-la na taça percebe-se certa viscosidade do líquido e durante a degustação se formam as belas rendas pelas paredes da taça e ao final um fino tampão teima em testemunhar o fim do gole. Perlage (bolhas) perceptível.

O aroma desta cerveja se mostrou agradável, pronunciado e complexo. De perfil adocicado brindou-me com notas de maltes caramelo e tostado, panificação, forte presença do fermento belga com um frutado inconfundível de frutas escuras (uva passa, ameixa), certa lembrança cítrica que se assemelha à casca de laranja, além de açúcar queimado, especiarias (cravo), amadeirado, lúpulo floral discreto e álcool bem saliente, mas agradável, que lembra um licor.

No paladar o líquido licoroso deixa a boca agradavelmente cheia e traz uma forte base maltada que denota um perfil adocicado, mas não excessivo. As impressões olfativas reverberam com mais intensidade no paladar e assomam-se notas de maltes caramelo e tostado, baunilha, biscoito, frutas escuras (uvas passas e ameixas), amêndoas, açúcar mascavo, amadeirado, especiarias (cravo) e sutil lúpulo floral apenas no final do gole. O acabamento é amadeirado, agridoce e longo e o retrogosto é seco, adocicado e alcoólico. O corpo é alto e a carbonatação é média-alta. O álcool de ABV 10,0% é picante e proporciona aquecimento, mas está dentro do estilo e não consegue roubar a cena ante um conjunto com tanta personalidade. A drinkability é média, uma garrafinha está de bom tamanho.

As expectativas em torno desta trapista foram atendidas com louvor! A degustação foi altamente prazerosa, proporcionada por um conjunto robusto, rico, equilibrado, encorpado e de excelente complexidade.

Imperdível e impossível não repetir!
Avaliação Geral 
 
4.5
Aroma 
 
9/10
Aparência 
 
5/5
Sabor 
 
18/20
Sensação 
 
4/5
Conjunto 
 
9/10
Fabiano Pereira Analisado por Fabiano Pereira 20 de Fevereiro de 2014
Veja todas minhas avaliações (1)

Esta La Trappe é conhecida como ABT/Quadrupel, estilo que de modo geral é caracterizado pela robustez oriunda da forte presença de malte (algo como 4 vezes a quantidade habitual numa receita básica, o que manterá as leveduras em ação por mais tempo), baixa lupulagem, teor alcoólico elevado (acima de ABV 10%), aromas frutados, condimentados, de cereais, especiarias etc. No BJCP é escalada no estilo Belgian Ale, sub-estilo Belgian Specialty Ale, este caracterizado por cervejas belgas artesanais de alta fermentação com algo que as tornam especiais, como por exemplo um tempero único. Pode haver a inclusão na receita de ervas, especiarias, maltes e cereais pouco comuns, eu então um blend de cervejas etc enfim, algo que confira distinção.

É produzida pela Cervejaria La Trappe, instalada no interior do Mosteiro Onze Lieve Vrouw van Koningshoeven (Nossa Senhora de Koningshoeven) na cidade holandesa de Tilburg, vizinha da Bélgica. O Mosteiro foi fundado no ano de 1881 por religiosos vindos do Mosteiro Nôtre-Dame de la Trappe (França). Não sei ao certo se essa imigração de religiosos tem a ver com o pós-Revolução Francesa, eis que passados quase 100 anos (1789-1799). E, além disso, não é verídico dizer que a Igreja Católica fosse contra a revolução, conforme um olhar mais atento ao que a história conta. Voltando a falar de cerveja, no vasto portfólio destaque para os rótulos Dubbel, Tripel, Whitte (Witbier), Blond (Belgian Ale) e Bockbier (Dunkler Bock). Há ainda uma série simplesmente fantástica e de inúmeras possibilidades em que a cerveja base, que é esta Quadrupel, é envelhecida em diferentes combinações e percentagens de barris de carvalho (francês e americano) com variáveis níveis de tosta (suave e médio). Além disso, alguns rótulos estagiam em barris que anteriormente abrigaram outras bebidas como whisky, cognac, vinho tinto (Malbec, Pinot Noir), vinho branco, oloroso (vinho fortificado) e ainda há rótulos que são um blend (ex: 91% envelhecido em barril de Bourbon e 9% envelhecido em barril de Cognac).

Diga-se que há uma visita guiada à cervejaria, com direito a degustação, e uma loja dentro do mosteiro que oferece cervejas, produtos religiosos, doces, chocolates e souvenirs da marca La Trappe.

Por oportuno, o Mosteiro Nôtre-Dame de la Trappe, situado em Soligny-la-Trappe - Normandia/França, foi fundado em 1140. Mais tarde, em 1662, deu origem à Ordem Trapista (oficialmente, Ordem dos Cistercienses Reformados de Estrita Observância), vindo a mesma a influenciar outros países europeus o que culminou no surgimento de novos mosteiros que seguiam as restritas regras desta ordem religiosa. Posteriormente, no ano de 1997, oito abadias trapistas - 6 da Bélgica (Orval, Chimay, Westvleteren, Rochefort, Westmalle e Achel), 1 da Holanda (Koningshoeven) e 1 da Alemanha (Mariawald) - fundaram a ITA (International Trappist Association), com o objetivo de estabelecer as regras do estilo e proteger o nome do uso abusivo por parte de outras marcas. Para isso, esta associação criou um selo que só pode ser utilizado pelos produtos que seguem os critérios estabelecidos e que sejam elaborados por monges trapistas, sejam esses produtos queijos, cervejas ou vinhos. Recentemente, no ano de 2012, a cervejaria trapista da Abadia de Engelszell (Aústria) começou a produção de cerveja e a abadia alemã de Mariawald não está produzindo cerveja (o logotipo da ATP é usado para outros produtos no mosteiro, por exemplo o licor). Os monges, que repartem seu tempo entre oração, estudo e trabalho, utilizam parte do que é arrecadado com a venda dos produtos na manutenção das Abadias e o restante dedicam à caridade.

A cerveja vem numa garrafa de 300ml - lote K24E11 - validade 05/2014 - e ostenta um rótulo de papel que se mostra clássico e elegante e que mescla as cores amarelo e azul e vem estilizado com o nome da cerveja em letras góticas/medievais, além de trazer as expressões 'Quadrupel' e 'Trappist' e o símbolo 'Q' (bonita tampinha). No verso, em holandês, menção ao ano de fundação da Abadia na Holanda, impressões sensoriais de aroma e sabor, ingredientes, temperatura de serviço (10 - 14 ºC) e um convite à degustação de outros rótulos: Blond, Dubbel e Tripel.

Vertida na taça revelou um líquido de coloração marrom avermelhada, com bastante turbidez (sedimentos em suspensão), espuma de cor bege de belíssima formação, volumosa e consistente, e de destacada manutenção. Ao girá-la na taça percebe-se certa viscosidade do líquido e durante a degustação se formam as belas rendas pelas paredes da taça e ao final um fino tampão teima em testemunhar o fim do gole. Perlage (bolhas) perceptível.

O aroma desta cerveja se mostrou agradável, pronunciado e complexo. De perfil adocicado brindou-me com notas de maltes caramelo e tostado, panificação, forte presença do fermento belga com um frutado inconfundível de frutas escuras (uva passa, ameixa), certa lembrança cítrica que se assemelha à casca de laranja, além de açúcar queimado, especiarias (cravo), amadeirado, lúpulo floral discreto e álcool bem saliente, mas agradável, que lembra um licor.

No paladar o líquido licoroso deixa a boca agradavelmente cheia e traz uma forte base maltada que denota um perfil adocicado, mas não excessivo. As impressões olfativas reverberam com mais intensidade no paladar e assomam-se notas de maltes caramelo e tostado, baunilha, biscoito, frutas escuras (uvas passas e ameixas), amêndoas, açúcar mascavo, amadeirado, especiarias (cravo) e sutil lúpulo floral apenas no final do gole. O acabamento é amadeirado, agridoce e longo e o retrogosto é seco, adocicado e alcoólico. O corpo é alto e a carbonatação é média-alta. O álcool de ABV 10,0% é picante e proporciona aquecimento, mas está dentro do estilo e não consegue roubar a cena ante um conjunto com tanta personalidade. A drinkability é média, uma garrafinha está de bom tamanho.

As expectativas em torno desta trapista foram atendidas com louvor! A degustação foi altamente prazerosa, proporcionada por um conjunto robusto, rico, equilibrado, encorpado e de excelente complexidade.

Imperdível e impossível não repetir!

Detalhes

Degustada em
20/Fevereiro/2014
Envasamento
Garrafa
Volume em ml
300 ml
Onde comprou
http://www.speciaalbierpakket.nl/
Preço
€ 2,00
Considera esta avaliação útil? 
Líquido acobreado, levemente alaranjado e turvo. Creme é bege claro, começa médio, mas logo baixa e desaparece.

No aroma o frutado predomina doce predomina, com leve banana e maltes claros bem aparentes. Leve caramelo também aparece, mas é secundário.

Na boca ela mostra que é potente e encorpada!
O álcool se mostra enquanto sensação de ardência na língua, mas sem o gosto desagradável que cervejas muito alcoólicas costumam ter.
Os sabores mais proeminentes são de frutas cristalizadas, talvez um leve damasco também. Notas de tutti frutti também são perceptíveis.

O fim é doce, mas não é longo, nem seco.

Sem dúvida é a mais potente La Trappe. Uma ótima cerveja pro inverno.

Vale muito a pena!
Avaliação Geral 
 
3.9
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
3/5
Sabor 
 
15/20
Sensação 
 
5/5
Conjunto 
 
8/10
Claudio Cardinali Analisado por Claudio Cardinali 20 de Janeiro de 2014
Veja todas minhas avaliações (1)

Líquido acobreado, levemente alaranjado e turvo. Creme é bege claro, começa médio, mas logo baixa e desaparece.

No aroma o frutado predomina doce predomina, com leve banana e maltes claros bem aparentes. Leve caramelo também aparece, mas é secundário.

Na boca ela mostra que é potente e encorpada!
O álcool se mostra enquanto sensação de ardência na língua, mas sem o gosto desagradável que cervejas muito alcoólicas costumam ter.
Os sabores mais proeminentes são de frutas cristalizadas, talvez um leve damasco também. Notas de tutti frutti também são perceptíveis.

O fim é doce, mas não é longo, nem seco.

Sem dúvida é a mais potente La Trappe. Uma ótima cerveja pro inverno.

Vale muito a pena!

Detalhes

Degustada em
19/Janeiro/2014
Envasamento
Garrafa
Volume em ml
750 ml
Considera esta avaliação útil? 
Uma baita cerveja!
Avaliação Geral 
 
4.2
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
5/5
Sabor 
 
17/20
Sensação 
 
4/5
Conjunto 
 
8/10
Nicolas Rafael Miranda Analisado por Nicolas Rafael Miranda 17 de Janeiro de 2014
Veja todas minhas avaliações (1)

Uma baita cerveja!

Detalhes

Degustada em
16/Janeiro/2014
Envasamento
Garrafa
Volume em ml
330 ml
Considera esta avaliação útil? 
Coloração âmbar bem escuro. Aroma frutado, notas de cravo. Espuma muito densa e duradoura. Cerveja encorpada, licorosa e aveludada. Baixo amargor, frutado perceptível também no sabor, um leve dulçor, caramelada, amadeirada e bem alcoolica. Final muito longo, seco, deixando uma ardência na boca. Cerveja para tomar no frio. Deliciosa, talvez a melhor quadrupel que já experimentei.
Avaliação Geral 
 
4.1
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
4/5
Sabor 
 
17/20
Sensação 
 
4/5
Conjunto 
 
8/10
Helio Góes Analisado por Helio Góes 08 de Dezembro de 2013
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Coloração âmbar bem escuro. Aroma frutado, notas de cravo. Espuma muito densa e duradoura. Cerveja encorpada, licorosa e aveludada. Baixo amargor, frutado perceptível também no sabor, um leve dulçor, caramelada, amadeirada e bem alcoolica. Final muito longo, seco, deixando uma ardência na boca. Cerveja para tomar no frio. Deliciosa, talvez a melhor quadrupel que já experimentei.

Detalhes

Degustada em
09/Dezembro/2013
Envasamento
Garrafa
Volume em ml
330 ml
Onde comprou
OK Supermercados
Preço
R$22
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Que cerveja fantástica! Complexa!
Espuma branca, de média formação e curta duração.
Líquido brilhante, translúcido, de coloração cobre avermelhado.
Aroma e sabor complexos, que despertam inúmeras sensações.
Essa Quadrupel da La Trappe é frutada, doce, amarga, maltada, potente, alcoólica e mais, tudo ao mesmo tempo, mas é de uma perfeição, de um equilíbrio ímpares!
Final frutado e persistente, de amargor equilibrado e presente.
Alta carbonatação e um ótimo drinkability pra uma quadrupel com 10% ABV, álcool este que aquece, mas está muito bem inserido no conjunto.
Um clássico, obrigatório para qualquer apreciador de cervejas especiais.
Creio ser uma das melhores cervejas que já bebi!
Avaliação Geral 
 
4.7
Aroma 
 
9/10
Aparência 
 
4/5
Sabor 
 
20/20
Sensação 
 
5/5
Conjunto 
 
9/10
Hugo Bonfanti A. Mide Analisado por Hugo Bonfanti A. Mide 07 de Dezembro de 2013
Atualizado pela última vez: 07 de Janeiro de 2014
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Que cerveja fantástica! Complexa!
Espuma branca, de média formação e curta duração.
Líquido brilhante, translúcido, de coloração cobre avermelhado.
Aroma e sabor complexos, que despertam inúmeras sensações.
Essa Quadrupel da La Trappe é frutada, doce, amarga, maltada, potente, alcoólica e mais, tudo ao mesmo tempo, mas é de uma perfeição, de um equilíbrio ímpares!
Final frutado e persistente, de amargor equilibrado e presente.
Alta carbonatação e um ótimo drinkability pra uma quadrupel com 10% ABV, álcool este que aquece, mas está muito bem inserido no conjunto.
Um clássico, obrigatório para qualquer apreciador de cervejas especiais.
Creio ser uma das melhores cervejas que já bebi!

Detalhes

Degustada em
23/Outubro/2013
Envasamento
Garrafa
Volume em ml
750 ml
Onde comprou
FrangÓ
Preço
49,90
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