Quando invadiu a Alemanha, Napoleão chamou o estilo Berliner Weisse de "Champagne do Norte", dada a acidez das brejas. Embora particularmente em não goste tanto do estilo, não deixa de ser um priviégio degustar essa autêntica representante das cervejas de fermentação espontânea.
O líquido é amarelo bastante claro, apresentando pequenas partículas em suspensão. O creme é quase inexistente.
O aroma é ácido, remetendo aos vinhos brancos espumantes. Na boca, a acidez láctica sobressai à baixa percepção dos maltes. Refrescante, mesmo sem ser servida misturada com xarope de frutas, como é o costume berlinense para servir o estilo.
Esse foi um estilo que esteve entre meus objetivos cervejísticos na Alemanha. E confesso que foi mais difícil que eu esperava encontrá-lo. Via de regra é servida com xaropes de framboesas ou de ervas (woodruff).
Degustada sozinha, verteu um líquido amarelo claro levemente turvo, lembrando uma witbier, com uma boa formação de creme com baixa persistência.
No aroma bastante uva verde, limão, pimenta e um leve azedo finalizando.
O sabor é bastante ácido com malte de trigo, levedura e muito limão. Final picante e levemente azedo. Aftertaste ácido, lembra um aceto mas sem ser desagradável.
Corpo suave e alta carbonatação.
Sinceramente se eu não soubesse que tratava-se de estilo diferente, diria que a cerveja estava estragada. Não me agradou apesar de ser surpreendentemente refrescante.
Ps: experimentei também sua versão verdinha (com xarope de ervas) e me pareceu bem mais equilibrada e interessante. Uma Russ mais leve e bem mais ácida. Mas não uma cerveja, um refresco.