Uma cerveja muito escura, com intenso sabor torrado. Os maltes utilizados são torrados até atingirem cor semelhante à de torradas queimadas, cacau ou café. Infusionam-se à Antares Imperial Stout aromas doces de tabaco e uvas passas com notas queimadas e alcoólicas para se produzir um intenso buquê.
Preta com raios avermelhados se observada contra a luz. O creme é medianamente denso e persistente.
No aroma, assomam os maltes tostados conferindo notas acentuadas de chocolate amargo, café e torrado. No sabor, essas sensações são potencializadas, e acompanhadas de interessantes toques de melaço. O dulçor maltado acompanha toda a degustação.
Embora predominem o malte torrado e o café, ela é mais perfumada que a Stout e a Porter degustadas na mesma ocasião. Esse perfume parece ser lúpulo. Bem amarga e tostada, com final longo. Coloração vermelha escura, espuma bege. A consistência do líquido é rala. No geral, achei a cerveja amarga e torrada demais, chegando a parecer Rauchbier. Por essa razão, perde pontos em sensação, sabor e conjunto.
Boa breja, que segue o estilo das stout.
Diferente do estilo no corpo, mais leve e aguado. O creme é bom e bonito.
Seu aroma é realmente perfumado com queimado e tabaco. Mas não é muito forte. Tem ótima drinkability, com amargor na medida certa. Seca no final, é equilibrada.
Recomendo a experiência.
Degustação de um dos rótulos mais badalados da argentina Antares, a Imperial Stout. Estilo esse que é um de meus favoritos.
Inicialmente, na taça, exibiu sua coloração negra, totalmente opaca. Seu aspecto é bastante denso, até oleoso. Praticamente não se nota efervescência. Formou uma camada apenas mediana de creme claro bege, com minúsculas bolhas, mas que assentou com enorme rapidez até restar fina película sobre o líquido. Repousa pouco lacing nas laterais.
O aroma é bastante forte, pesado, alcóolico/vinoso, com notas firmes e explícitas. Traz sensações de malte torrado, café espresso, chocolate amargo, cacau, castanhas/amêndoas/avelãs, frutas secas e escuras, como ameixas e passas, algo mais sutil de cerejas, baunílha e açúcar queimado e algo bastante evidente de alcaçuz. Lúpulos herbal e terroso também estão presentes. Até que agradou bastante, pois é um aroma bastante complexo. Vale citar a ausência de off-flavors.
No paladar já demonstra sua força desde o começo do gole, predominando a doçura, o tostado e o café. Traz uma notável picância, que denuncia a potência do álcool. O final do gole é achocolatado com sutis tons cítricos e algumas notas queimadas de malte e frutado seco escuro. O retrogosto é duradouro, sendo bastante seco e quente/alcóolico, com amargor pronunciado, remetendo a espresso, amadeirado/defumado e chocolate/alcaçuz. É uma cerveja de corpo médio, com textura bastante sedosa, até aveludada, mas não oleosa. Sua carbonatação é mediana, com notável crocância. O álcool é muito potente, difícil não ser notado, mas adequado para o estilo. Drinkability muito limitada, tanto pelo teor alcóolico, quanto pelo caráter mega-intenso, que pode ser enjoativo.
Essa Antares Imperial Stout me agradou. É uma cerveja muito bem inserida no estilo. Sua maior característica parece ser o gole bastante adocicado, mas isso, apesar de limitar ainda mais a drinkability, não prejudicou o conjunto. O álcool é igualmente bastante forte. É uma cerveja para quem já está habituado com rótulos potentes e com muita personalidade. Particularmente, fez o meu tipo. Recomendo!!!
Forte, não gostei no primeiro gole. Depois que eu acostumei, senti seu conjunto bem equilibrado. Ao final estava uma excelente cerveja, bem dentro do estilo.
Negra, opaca.
Creme quase inexistente, marrom claro, que ficou só nas bordas.
Aroma de café, tostado e chocolate amargo.
Na boca se mostrou com corpo aguado, bem amargo,tostado, chocolate e alcool evidente.
Retrogosto amargo, seco com alcool bem nitido.
Aparência: Cor marrom, quase negra. Creme bege e perene.
Aroma: Tons de chocolate, café e maltes tostados.
Sabor: Acompanha fielmente o aroma. Boa cerveja.
Coloração entre o marrom bem escuro e o preto, espuma de pequena formação, persistindo por pouco tempo. Aroma de malte torrado com notas de frutas secas, nozes e chocolate, um tanto defumado, sabor predominante de café e chocolate amargo. Álcool bem inserido. O corpo é médio, poderia ser um pouco mais robusto. Final amargo, bem seco, com um dulçor muito discreto, mais tardio.
Cor negra, brilhante, sem translucidez.
Espuma cor bege de boa densidade. Boa formação e duração.
Aroma de malte torrado, café, adocicado bem destacado, lúpulo, chocolate, baunilha, leve defumado, toque de aveia e álcool bem inserido. Boa complexidade.
No paladar malte torrado, café,leve amargor, chocolate, adocicado destacado, baunilha, licor de cacau, leve defumado e álcool bem inserido. Bom corpo, baixa carbonatação e retrogosto levemente amargo.Na boca toque amargo e levemente picante.
Boa cerveja, embora um tanto adocicada para o estilo, mas ainda assim com personalidade.
A mais cultuada das cervejas da Antares não me convenceu muito, pela simplicidade dos aromas e pouca harmonia entre eles. Talvez eu esperasse uma proposta um pouco diferente de um estilo que gosto bastante e ainda da maior micro-cervejaria dos nossos vizinhos.
A apresentação é impecável: uma bela coloração negra, com leves reflexos avermelhados e translucidez praticamente nula. Tem um colararinho bege, de formação bem abundante e uma duração razoável, criando uma bela renda nas laterais da taça, graças a sua textura cremosa.
Os aromas de caramelo queimado e mel dominam o olfato. Há um fundo de chocolate ao leite e um pouco de xarope, trazidos pelo malte, além de um leve frutado que me lembrou goiabada. Os lúpulos aromáticos são de perfil cítrico, vindos do Cascade argentino, e evocando aromas de limão e geleia de laranja.
Ao primeiro gole a impressão é de pegar uma colher de caramelo direto da panela e comer, ou então de maple syrup, quele xarope que os norte-americanos costumam botar em cima das panquecas. O gole evolui para um pouco de acidez e depois um intenso amargor de chocolate, café e toques herbáceos e terrosos do lúpulos. O retrogosto continua com aquele doce/amargo de caramelo e um toque de madeira. Possui um corpo médio, de textura lisa e carbonatação média. Apesar de não possui um teor alcoólico tão alto quanto as Imperial Stout porretas que vem chegando ao Brasil, tem um sensação alcoólica alta.
Achei ela um pouco desequilibrada, falando em linhas gerais. Traz uma acidez muito pronunciada, um amargor desconfortável e uma sensação alcoólica. Não possui aquela potência e complexidade que as mais tradicionais americanas tem. Talvez eu não tenha compreendido muito bem a proposta da cerveja.
Cerveja preta praticamente opaca com boa formação e de creme bege escuro. Aroma de média intensidade com notas tostadas, café e um pouco de lúpulo ligeiramente cítrico. O sabor é muito bom e forte acompanhando o aroma e com final marcante de uma adstringência agradável que se faz presente junto com o amargor que perdura no palato mole e na região posterior da língua. Não é de extrema complexidade e porte como as Russian Imperial Stouts européias e americanas, mas este fato aumenta sua drinkability em relação àquelas.