Malheur Cuvée Royale est la nouvelle bière brut. La bière est brassée à l'occasion de la 175ième anniversaire du royaume Belge. Malheur Cuvée Royale est une bière blonde de 9% vol.alc. brassée et embouteillée 'à la méthode originale' avec remuage et dégorgement.
Se muitos ainda acreditam que temos disponíveis no mercado nacional todas as cervejas produzidas pelo Método Tradicional (ou Champenoise), a Malheur Cuvée Royale prova o contrário. Mesmo já conhecendo dois rótulos da cervejaria produzidos pelo mesmo método, a mais suave ainda não é acessível por aqui. Trata-se de uma cerveja mais leve do que as outras Biére Brut disponíveis no Brasil, pelo menos no que se trata de teor alcoólico. Mesmo não encontrando nada que mencionasse, acredito que tenha base na Malheur 6, Belgian Blond Ale que ainda não chegou ao mercado nacional também.
Vertida na taça, apresentou coloração dourado, em tons mais claros e uma translucidez média. Seu creme se formou facilmente, mostrando cor branca e textura que lembra uma nuvem, persistindo por um bom tempo acima do líquido.
Os aromas mostram as leveduras agindo, com tons frutados em evidência, mostrando uma paleta extensa. Consegui sentir primeiramente maçã, laranja, pêssego e limão. Mais ao fundo ainda um toque de guaraná e tangerina. Ao fundo, um delicado maltado que remete a mel, e como cortesia, um toque floral. A cerveja infelizmente já mostrava alguns traços de oxidação, lembrando ferro.
Maltes trazem uma boa base, e doçura, que contrasta com os aromas cítricos das frutas, contribuindo para a acidez e refrescância da cerveja. O amargor é leve, mas perceptível. Já o álcool é até um pouco desequilibrado, e arrisco a dizer que é mais notável do que as Malheur Biére Brut de 12%. Tem corpo médio e carbonatação frisante, como esperado.
Achei a menos interessante da linha de Biére Brut da Malheur. Peca um pouco pelo desequilíbrio, e já mostrava oxidação, o que também atrapalhou o desempenho da cerveja, que já é delicada por natureza.