Ao contrário de todas as demais cervejarias trapistas, a Orval produz apenas um único tipo de cerveja ao público em geral. Trata-se de uma cerveja intensamente aromática e seca. Entre a primeira e a segunda fermentação, há um processo adicional de dry-hopping. Em razão disso, essa cerveja adquire um pronunciado aroma lupulado e um extra amargor.
Nova avaliação de 18/01/2011 - cerveja guardada pelo Marcussi
Amarela e turva leve, com espuma baixa.
Bem azeda e ácida, com aquele típico aroma e sabor que lembra suor, campo, mofo, com bastante intensidade. Mesmo assim nao é algo agressivo, acaba se encaixando no conjunto. Com o passar do tempo foi ficando mais suave mas manteve o azedume. Certa adstringência se mostrou no sabro, parece a uva verde pouco madura mordida com o caroço.
Já degustei essa breja diversas vezes e confesso que a cada nova degustação, me surpreendo mais e mais, aumentando a sua nota aqui no Ranking.
A mais lupulada das Trapistas. Cerveja extremamente complexa, forte gosto amargo de lúpulo. Creio que diferencia-se bastantes das outras trapistas belgas, aprresentando uma outra proposta de cerveja de abadia. Ou você gosta do estilo ou não termina a garrafinha
Trata-se de uma trapista famosíssima, com características bem peculiares: ela é bem seca e amarga, e também salgada. Sua carbonatação é alta. Sua coloração é âmbar turva, ostentando uma espuma cremosa, volumosa e perene. Há, ainda - e principalmente no aroma -, notas florais e cítricas, bem agradáveis. Até pouco tempo, eu achava essa cerveja muito desbalanceada e de baixa drinkability. Contudo, acredito que durante esse tempo meu paladar evoluiu, principalmente após conhecer a "escola" americana de cervejas e seus elixires superlupulados. Sendo assim, hoje me curvo à Orval, reconhecendo-a como uma excelente cerveja, a qual, depois de muito tempo, passei enfim a apreciar.
Essa breja trapista ostenta um creme denso, consistente e persistente. No aroma e no sabor, nozes, toffee, malte, mel, final amargo e especiarias. Por ser bastante amarga não tem muita drinkability. O final é extremamente seco. Cerveja muito complexa, ímpar, ótima e imperdível.
Cerveja de liquido âmbar alaranjada ,espuma farta bege bem heterogênea formando laces nas bordas da taça. No aroma de cara vem o acidificado de frutas,notas de azeitona, lúpulo herbal e mel. No sabor a boca aguando com a sensação de acidez com um certo doce e final seco e longo com presença de muito lúpulo. Alta carbonatação e conjunto bem equilibrado.
Complexa show de sabores!
A mais peculiar e criativa das cervejas trapistas!
Coloração laranja escura e turva, com colarinho bege claro de dois dedos que desce para uma densa pelicula de espuma. Ótima persistência de espuma bem como a retenção lateral.
Aroma complexo com notas de couro, notas frutadas de uvas verdes (chardonnay) e limão, cascas de laranja, notas florais de lupulos nobres e toques de brettanomyces. Extremamente complexa, lembra o cheiro de uma manhã chuvosa na floresta.
Na boca o gosto é bem "clean" e extremamente seco, novamente com notas citricas de uva verde e limão complementadas por toques funky e de couro. Finaliza seca com amargor proveniente do fermento (fenolico) associado a lupulos nobres (Saaz? Tettnang?).
Corpo medio a baixo e mouthfeel beirando o adstringente devido a altíssima carbonatação. Aftertaste amargo e apimentado/spicy.
O conjunto funciona bem, temos uma paradoxal cerveja complexa e simples (praticamente é só o fermento trabalhando), com alto drinkability e grau de refrescância.
Famosíssima e com todas as honras. Creme denso e estruturado, como algodão. Ótima carbonatação. Aroma frutadíssimo, com notas de açúcar cande e fermento. Espantosamente rico! Na boca vem com um amargor vivo e resinado, carregando também toda a complexidade da levedura belga. Final amargo, muito longo e ultra seco. Maravilhosa!
Âmbar turva com creme alto e denso e agarra as laterais do copo.
Aromas, que aromas, complexos trazendo folhas verdes, vinagre, água do mar, fermento, açúcar e frutas secas. Harmoniosos.
Sabor marcante! Amargo e azedo ao mesmo tempo, com final seco.
Breja exótica, complexa e deliciosa.
De tomar várias vezes e sempre notar coisas novas.
Cerveja das mais complexas já experimentadas. Muito bonita, num cobre opaco forma um creme bege denso. Possui notas maltadas, mel e laranja no aroma. No sabor, há, inicialmente, pão e biscoito bem inseridos. No final,num retrogosto surpreendentemente amargo, longo e seco, o que a faz perder notas em sua drinkibility. Mas, no entanto, grande trapista. Imperdível aos que apreciam as belgas.
Essa cerveja ressalta mais o amargor. O retrogosto se mantém e é bem fiel ao sabor. Relativamente seca. Me veio imediatamente à cabeça uva passa e ameixas. Tem aroma e este acompanha o paladar. Possui um líquido bem turvo, com densidade e razoável espuma. Não é das minhas prediletas no círculo das trapistas, mas é ótima e nem poderia ser diferente.
O essa cerveja parece carregar sua história secular a cada gole. Coloração ambar turvo que corrobora com o forte gosto de lúpulo, sem deixa-la excessivamente amarga. A graduaçao alcoolica de 6,2% passa desapercebida.
Com certeza uma ótima cerveja para ser o "prato principal". O que nos remete a história dessa cervejaria que inicialmente começou a ser fabricada em um mosteiro localizado num vale, em uma região que não é propícia para o cultivo de uvas. Além de que, a cerveja era considerada uma bebida "que alimentava", sendo chamada de "pão líquido".
Mais informações e historinhas (até da origem do nome da cerveja) no site www.orval.be
Uma cerveja diferente, no início me fez pensar. Amarga e complexa. No final me agradou.
Ao bebê-la, me deu a sensação de ter entrado água do mar na fabricação. Ao meu ver para ser tomada pura e muito lentamente. O final depois de ter atingido a temperatura ambiente, continuou a me agradar. Provei essa breja no clima quente do Rio de Janeiro, pretendo voltar a tomá-la em outras condições, quem sabe no frio moderado da Bélgica e então venha me causar sensações agradavelmente diferentes.
Coloração amarelo-dourado, puxando levemente ao âmbar, turva, com um creme bege bastante alto, denso e duradouro, com bolhas um tanto grandes subindo pelo copo. A aparência impressiona, sendo muito convidativa.
No aroma, o lúpulo! Notas também de malte e identifiquei algo que me lembrou um certo dulçor, possivelmente mel.
Sabor complexo, inicialmente puxando ao malte, dando a entender que a breja teria características doces, mas logo em seguida o lúpulo mostra sua cara, forçando também a um final bem amargo. Simplesmente fantástica!
Carbonatação alta e sem presença do álcool no paladar.
O grande amargor pode prejudicar a drinkability, vai depender do gosto de cada um. No meu caso, adorei a breja! Se dizem que a Orval é odiada por muitos e adorada por tantos outros, eu me incluiria no segundo grupo.