A Gouden Carolus Cuvée van de Keizer Blauw é uma cerveja especial, fabricada apenas no dia 24 de fevereiro de cada ano, data do aniversário do imperador Charles V. De coloração vermelho rubi, quase preto, esta cerveja especial é uma adaptação da tradicional Gouden Carolus Classic, com sabores e aromas únicos e uma graduação alcoólica mais elevada. É uma cerveja perfeita para armazenar, para dar, e é claro, para apreciar.
A Van de Keizer é uma cerveja especial elaborada todo 24 de fevereiro de cada ano em homenagem ao rei Charles V pela brasseria belga Het Anker. Se você ja conhece as excelentes cervejas Gouden Carolus produzidas pela mesma será presenteado por esta versão especial. Esta marcado no rótulo que pode-se quardá-la deitada por tempo indeterminado, o que intensifica seu corpo. A degustada hoje foi a safra 2005, uma cerveja que ja foi estocada três anos e meio. De cor vinho escuro e espuma bege, mediamente persistente e consistente é uma cerveja levemente frutada mas sobretudo caramelisada, com álcool pouco evidente muito bem introduzido no conjunto, mas que participa acompanhando o final longo e caramelisado. Em agosto último degustamos a safra 2007 que me pareceu bem menos doce e muito mais balanceada. O tempo na cave provalmente intensificou seu gosto.
De coloracao que lembra uma garrafa 600ml de cerveja, nao fez muito crème, mas o que fez deixou suas marcas. Aroma de banana. Doce e com alcool bem inserido. Sabor tostado no final. Poderia melhor no aroma, ser mais pronunciado, assim como acontece na versão Rood.
Safra 2006. Uma das cervejas mais completas e complexas que já tive o prazer de degustar. O creme é denso e consistente, embora não muito persistente. Coloração ocre turva. Os aromas, bem como os sabores, vão de madeira, frutas vermelhas (especialmente cerejas) a vinho do porto. A consistência é deliciosamente aveludada. O final, longo, remete a malte torrado e leves toques florais. Balanceadíssima, não se percebe o álcool. Imperdível!
Safra 2006. Coloração marrom, avermelhada, com um creme bege denso e persistente. Complexa. Encorpada. Consistência cremosa e aveludada. Notas de torrefação, chocolate, carvalho, floral, licor e frutas vermelhas. Suavemente adocicada e amarga. Conjunto muito bem equilibrado. Carbonatação média. Álcool não aparece. Fantástica!
Safra 2011.
Lembra vinho do porto. Caramelizada, álcool muito bem inserido, quase não dá para senti-lo. Sabor Frutado, me lembrou um pouco banana e mel. Doce, porém ao dar um gole, da pra sentir um amarguinho que corta um pouco o doce. Levemente apimentada. Final longo e persistente, aqui o álcool fica mais evidente, junto ao caramelo.
Nunca escondi minha paixão pela linha Gouden Carolus da Het Anker, mas a edição que comemora o aniversário do rei Carlos V, sempre achei um exagero de boa. Finalmente, tomei ela pra valer, com um pouco mais de atenção e dei uma baita sorte. Foi a minha melhor experiência com ela. A cerveja evoluiu muito bem em quase dois anos de guarda, e deu um pau na comparação feita com a versão do ano 2000 (mesmo que a receita seja bem diferente).
Na tacinha, apresentou uma coloração âmbar, com nuances avermelhadas, quase chegando ao rubi e uma translucidez razoável. Seu creme se formou razoavelmente bem, apresentando cor bege e uma duração também mediana.
Uma fantástica gama de aromas frutados desperta o olfato. As leveduras da casa trazem um perfil extremamente frutado e vinificado, trazendo sensações vividas de uvas maduras e uvas secas, cerejas, maçã e ameixa. O frutado é amparado por uma base sólida de maltes, levemente caramelados e achocolatados, ainda lembranco um pouco amêndoas torradas. Como se não bastasse, as leveduras ainda deixam o clima mais apimentado, com aromas de noz-moscada, anis e um delicado floral.
O paladar traz a doçura em destaque, lembrando muito um licor de frutas escuras ou até um vinho do porto. A doçura dominante, é elegantemente cortada por um amargor sutil, mas providencial. O álcool, mesmo diabolicamente perigoso, praticamente não se faz notar, conferindo uma leve picância que se confunde com os aromas condimentados. Tem corpo sedoso como veludo, extremamente denso e uma carbonatação potente.
Disparada a melhor cerveja da Het Anker que tomei. Uma das minhas favoritas do estilo Belgian Dark Strong Ale, junto com as trapistas Rochefort 10 e Westvleteren 12. Vale a pena ter uma guardadinha para ver como ela se sai depois de uns anos.
AROMA: Bem pronunciado, com toques de vinho do porto e figo, que consegui identificar de forma bem presente. O álcool também surge de forma direta, invadindo as narinas.
CREME: Consistente, aveludado, cremoso, dá vontade de mastigar. Se desfez rápido na taça, mas as laterais da mesma ficaram totalmente marcados. É de um bege escuro, quase marrom.
COLORAÇÃO: Um vermelho muito fechado, puxando para o bege e o preto. Na verdade a coloração é indefinida, muda de acordo com a incidência do ângulo da luz.
PALADAR: Voltei a perceber o figo, mas de forma bem suave, além da madeira. O vinho do porto foi a presença mais marcante para mim. O álcool é claramente perceptível, mas não agride, tornando-se bem inserido. O retrogosto é MUITO longo, a cerveja simplesmente "não acaba".
ANÁLISE: A cerveja ficou dentro das minhas expectativas, ou seja: as melhores. A começar pela lindíssima garrafa e por tudo que a rodeia. Breja completa: aroma bem desenvolvido, coloração própria, creme denso e paladar marcante. Uma cerveja espetacular, com identidade. Apesar de ser cara aqui no Brasil, vale cade centavo, até o último gole e restinho na garrafa. Uma maravilha do mundo das cervejas.
Escura, turva, lembrando marrom glacê. Creme consistente mas pouco persistente.
No aroma, notas marcantes de uva (vinho) e uma leve acidez.
No sabor, uva passa, ameixa, café e chocolate com um final levemente seco.
Média/alta carbonatação com presença do "belgian lace", marcando todo o copo. O álcool, apesar de altíssimo (11%), é muito bem inserido e quase imperceptível.
Ao final do copo, já vazio, cheiro de calda de açucar.
Excelente. Imperdível.
Safra 2010. De coloração avermelhada, escura, translúcida. Espuma bege, densa e persistente. Excelente aroma remetendo a frutas vermelhas, como ameixa seca. No sabor, início e final fortemente doces, apresenta complexidade com notas de malte de cevada, torrefação, lúpulo, caramelo e frutas vermelhas. Carbonatação baixa. Encorpada. Álcool presente conferindo uma sensação licorosa.
Uma deliciosa Belgian Dark Strong Ale. Sem dúvida vale a pena experimentar, independentemente da safra.
Coloração marrom clara, leve turbidez, creme moreno se forma com extaidão e permancece. O bouque é adocicado, fenolco, vinho, condimentado, frutas secas e lúpulo herbal. Na boca ela é marcante e intensa, porém, achei muito adocicada para o meu paladar (talvez devido ao envelhecimento), depois vem um frutado, e no final pouco amargo e sabor de vinho aparece junto com o álccol na garganta. Carbonatação média, bom corpo, efervescente, complexa, macia e marcante. Uma cerveja extremamente bem inserida no esio, atingindo quase a perfeição, apenas doce demais para o meu gosto.
Uma ocasião especial, pede uma breja especial.
E nada melhor do que durante o lançamento da Confraria Cervejeira Campineira no Bar Brejas, degustar essa maravilha da safra de 2008.
Pra começar, não da pra falar da aparência, sem citar primeiro sua garrafa, com certeza a mais bela de minha coleção.
O liquido também é lindo, bem escura e avermelhada, e a espuma embora não muito volumosa, é bem persistente.
O aroma é bem complexo. O álcool é claramente perceptível, mas não chega a incomodar, pelo contrario, da um charme a mais.
Notas de chocolate, café , vinho do porto, framboesa, malte , caramelo, entre outros...
O retrogosto é doce, quente, e longo...imperdível.
Cuvée Van de Keizer Blauw, safra 2000. 11 anos de guarda! Ficou até mais tempo do que o sugerido pela própria cervejaria.
A aparência dela é muito bela e icônica, com uma coloração escura, avermelhada, entre mogno e acobreada. Não é tão opaca e possui uma exagerada quantidade de sedimentos em suspensão (na taça final da garrafa, restou realmente uma quantidade absurda de grânulos/fermento). Evidenciou pouquíssima efervescência. Praticamente não formou espuma ou creme. Deixou, no máximo, uma fina película cremosa sobre o líquido. Não deixa lacing nas laterais.
O aroma é intenso, bastante frutado e torrado, com uma complexidade cavalar. Desprende facilmente um sem-número de saborosas notas: torrefação, amadeirado, toffee/caramelo, castanhas, café/chocolate, baunílha, vinho do Porto, frutas secas e escuras, como passas e ameixas, frutas vermelhas, como cerejas, framboesas e cranberries. Tantas sensações frutadas evidenciam bem a presença de tradicional fermento belga. Há também uma quentura e um condimentado, com sensações de açúcar-mascavo, pimenta e canela. Volatiza bem o álcool, o que ajuda a conferir o caráter vinoso e licoroso do buquê. Excelente! Um dos melhores que já senti.
Paladar muito adocicado, mais do que as safras mais recentes, evidenciando as notas de frutas, chocolate e baunílha. Sensação bastante trufada, condimentada e picante de álcool. Retrogosto persistente, ligeiramente seco, quente e adocicado, remetendo aos frutados secos e escuros e a torrefação. Possui uma adstringência um pouco destoante. Ela é muito encorpada, sendo o gole denso e licoroso. Por ser uma safra tão antiga, praticamente não possui mais carbonatação e a crocância é mínima. Potente em álcool, mas este é extremamente bem inserido. Ótima drinkability, mas limitada pelo teor alcoólico e pelo caráter carregado em notas doces e intensas, o que pode ser enjoativo para algumas pessoas. Certamente esse é um rótulo para dividir e harmonizar.
É impressionante como essa Cuvée Van de Keizer consegue ser licorosa e nem por isso o álcool se torna enjoativo e encobre as demais sensações. Aliás, complexidade é a palavra-chave desse rótulo. Esperava que após tanto tempo de guarda, o rótulo fosse mostrar alguns defeitos. Mas achei apenas que o retrogosto dessa safra deixou um pouco a desejar. No entanto, achei a intensidade das notas mais interessante do que em safras mais recentes. No geral, é uma cerveja clássica, top de linha, que mostrou uma notável evolução após guarda. Desnecessário dizer que recomendo fortemente! Estupenda!!!
Sensacional,esta se situa entre as minhas preferidas.Alem de uma bela aaprencia marron escura com espuma bege bem formada e um aroma frutado com notas de madeira que se repetem no seu sabor.Apesar de poderosa,não se sobressai o alcool.Uma TOP.