Essa foi degustada no albergue de Copenhaguem. Escura, quase um café. Sabor doce, com um tostado leve que me pareceu bem equilibrado com o lúpulo. Café no aroma, intenso, assim como o aftertaste. O que mais me chamou a atenção nesta cerveja foi a combinação de sensações que podem nao combinar, como café, um adocicado caramelo, amargor de torrado aliado ao amargor do lúpulo. Mesmo assim, não tive uma impressão tão boa com relação a esta cerveja quanto a fama que a precedia. Quem sabe é diferença na safra.
Surpreendente no primeiro gole. Num conjunto homogênio de media ou alta carbonação, evidencia-se o café com malte torrado e caramelo, tudo equilibrado num amargor adocicado, que também vem com chocolate e frutas... talvez frutas vermelhas. Sua cor preta, escura e espuma não muito persistente ou consistente com perfume forte, de ervas, malte tostado, caramelo e um leve cítrico(?)frutado, revela-se encorpada e apesar do álcool imperceptível mostra-se presente e alimenta em meio amargor adocicado característico. Complexa e forte, seu final é persistente, aquecido e suavemente caramelisado. Cerveja de peso.
Coloração preta/marrom, com creme bege razoável. Carbonatação alta. Encorpada. Complexa. Notas de malte torrado/caramelo, café e frutas vermelhas. Lembra Unibroue Trois Pistoles. Álcool presente, mas bem inserido. Idem quanto ao amargor. Sedimentos no fundo. Baita cerveja!
Não foi apenas pela percepção degustativa que a Pannepot me lembrou o tiramisú, sobremesa italiana cujo nome significa algo como “me jogue pra cima”. Na época da República Veneziana, as cortesãs acreditavam que deveriam consumir o tiramisú antes da chegada dos cavalheiros, a fim de que obtivessem energia para entretê-los a noite toda.
A Struise Pannepot, a “Ale do Velho Pescador”, ocupa hoje o honrosíssimo sétimo lugar entre as melhores cervejas belgas relacionadas no site RateBeer, o que não é pouca coisa. O exemplar que degustamos é da safra de 2006, e ostenta a respeitável graduação alcoólica de 10% a qual, em razão do perfeito balanceamento, fica imperceptível no paladar e no longo e delicioso final entre o doce e o amargo.
O creme é marrom, muito denso e consistente. No aroma, chocolate, café, frutas secas, muito malte e temperos. A consistência é licorosa, digna dos grandes elixires.
É no paladar que essa breja realmente explode. Encorpadíssima, me lembrou bastante a Westvleteren 8. O chocolate assume à frente, liderando uma ampla gama de doces sensações que vão das nozes às cerejas, da canela ao açúcar-mascavo, tudo soberbamente equilibrado como um bom tiramisú deveria ser.
O tempo passa, os cabelos me caem e cada vez mais acredito que as divindades cervejísticas estabeleceram moradia definitiva na verdejante e inquestionavelmente belga região oeste de Flandres. É de onde vem esta preciosidade, produzida pela De Struise Brouwers, cujo set de rótulos tivemos certa dificuldade de encontrar na própria Bélgica. O lúpulo provém dos produtores da cidade de Poperinge, a qual já fornece insumos para várias outras brejas, incluindo algumas trapistas.
Isso sim é uma cerveja de excelência, top 5 pra mim. Experiência inesquecível é degustar essa cerveja.
No copo é bonita, marrom escuro, creme marrom, denso, abundante e persistente. No aroma começa o ritual de complexidade e riqueza: frutas secas (ameixa e uva passa) são o pano de fundo para notas de vinho do Porto, chocolate, café e malte torrado. Tudo numa complexidade equilibrada, agradável, cada aroma toma seu lugar e se apresenta de forma perfeita. O sabor segue o aroma, com evidência das frutas secas e chocolate, com fundo de café e malte torrado. Uma delícia. É doce no início, fazendo pano de fundo para todos os aromas, e segue para um amargor na medida perfeita pra finalizar. Retrogosto com chocolate e frutas secas.
Mais uma bela cerveja que tive a oportunidade de degustar ao lados dos meus amigos da CCP.
Minha expectativa (por completa ignorancia minha) era baixissima em cima desta breja, por esse motivo pode ser que eu tenha ficado tao positivamente surpreendido (é só ler a avaliaçao do Mauricio que da pra entender melhor).
Nossa safra era de 2008, a cor dela para mim lembrou muito um vinho, com um aspecto um pouco mais terroso. Envelhecida em madeira, deixou todo o conjunto bem aveludado, da pra sentir bastante fruta vermelha, ameixa e tenho certeza que tem muito mais coisa por la!!! No rotulo esta escrito "Brewed with Spices", nao sei oque colocaram, só sei que ficou 1.000!!!
Quanto aos 10% de alcool, nem de longe é sentido.
Excelente cerveja...
Reserva 2008 maturada em barril de carvalho. Aroma de madeira, adega, baunilha, levedura tipicamente belga e um azedo (algo de vinagre). Sabor seguindo o aroma com notas azedas, amargas, tostadas alem do alcool. Media carbonataçao. Belissima cerveja! Apesar da potência é muito equilibrada!
Mais uma das brejas lado-b degustava pela CCP numa sexta-feira 13. A nossa era a Reserva de 2008 maturada em barris de carvalho.
Breja de coloração castanho/chocolate opaca e turva, espuma de mediana formação e durabilidade boa sempre mantendo uma camada perene sobre o líquido. Aroma frutado, amadeirado, maltado, levedura, baunilha, toffee, ligeiro sour e tostado. Na boca, o sour dela esta bem mais presente (lembrando uma Thomas Hardy`s) notas de ameixa, madeira, baunilha, toffee, malte, ligeira torrefação e o lúpulo não se destaca devido a potência alcoolica e da maltagem da breja. Alcool bem inserido, carbonatação boa. Final longo meio agridoce. Bela cerveja.
Em uma palavra: um coice. A espuma escura transborda ao menor descuido. Líquido quase negro, aroma forte de alcool e vinho do porto, confirmados no paladar caramelado, picante e seco. Exige harmonização, não é uma breja para refrescar a garganta, mas para combater um prato intenso.