A nova integrante da família Coruja é uma cerveja escura de trigo, estilo Weizenbock ainda pouco fabricada no Brasil. Com 6,8% de teor alcoólico e tom avermelhado, é perfeita para o inverno. Harmoniza bem com pratos fortes e carnes grelhadas, além de embutidos e carnes de caça.
Essa Alba Weizenbock é uma bonita representante do estilo. Ela exibe uma coloração avermelhada, acobreada, cor de âmbar. Apesar de ser escura e densa, é possível visualizar alguma turbidez e média efervescência. O final da garrafa, conforme esperado, trouxe muita turbidez e sedimentos. Forma uma camada bem generosa de creme bege, com minúsculas bolhas, que assentou lentamente. Ela deixa pouco lacing nas paredes da taça.
Seu aroma é o de uma Weizen turbinada. Ocorre presença de muita sensação de banana. Mas também é possível sentir malte caramelado, toffee, casca de pão, trigo, floral e herbal de lúpulos, tons cítricos, castanhas/nozes, ameixas/passas, cerejas, condimentos (cravo, canela e açúcar mascavo), pleno fermento. De forma mais tímida aparecem sensações de torrefação, chocolate e/ou café. Há também algum álcool volatilizado, mais claramente perceptível com o aumento da temperatura. Não exibiu off-flavors.
Na boca, inicia com macia doçura e muita sensação de trigo, fenol e banana. Aqui repetem-se as presenças de picância alcoólica e condimentada de canela e cravo. O amargor é intenso mas me pareceu bem saboroso e equilibrou o gole. Retrogosto quente, suavemente seco e levemente adstringente, remetendo a álcool, chocolate/torrefação, condimentos e algo de cítrico. O corpo dessa Weizenbock é médio/leve, com boa e macia sedosidade. A moderada carbonatação contribui para essa maciez. O álcool transparece em alguns momentos, mas na maior parte do tempo não destoa. A drinkability é boa, porém limitada para dias mais frios ou de inverno, por conta do caráter alcoólico e com notas fortes.
Essa Bock de trigo da Cervejaria Coruja é uma boa versão do estilo. Ela fica um pouco atrás de algumas concorrentes mais famosas como a Eisenbahn Weizenbock ou mais ainda da Weihenstephaner Vitus. Achei que faltou potência em algumas sensações mais tostadas como café e chocolate. Mesmo condimentado ou frutado seco e escuro ficaram bem aquém do esperado. Por outro lado, seu amargor lupulado está acima do normal e equilibra bem o gole (até mais do que o desejável). Não é de maneira alguma um rótulo ruim, mas perde pontos quando comparada com outros rótulos Weizenbock. No entanto, é uma opção gostosa, sem off-flavors e que funciona bem em dias frios. Portanto não pode ser descartada.
Não sou expert em cerveja, mais essa não desceu legal. Talves a expectativa que eu criei tenha prejudicado a minha sensação a respeito desta breja, pois eu havia acabado de tomar uma extra viva da coruja que foi um expetáculo daí imaginei que essa trigo bock acompanharia o explendor da outra da família, porém para minha decepção o que eu senti foi um alcool muito evidente com pouco sabor e aroma. Os outros rótulos do mesmo estilho que eu tomei se saíram melhores. Na aparência ela saiu bem, avermelhada, turva, com uma espuma baixa e cremosa. Na minha opinião um breja regular.
Bem encorpada! Cor laranja escura e turva, com espuma densa a deixa com uma ótima aparência. Sabor forte do malte se sobressai ao restante do conjunto. Realmente é uma cerveja pro inverno, e estou aproveitando o dia atípico de frio e chuva que esta fazendo.
Coloração acobreada, turva, com creme bege claro de média formação e duração. Aromas de torrefação, banana, cravo, caramelo. No paladar, malte torrado, caramelo, banana, condimentado. Amarga e carbonatada, com álcool perceptível, porém bem inserido no conjunto.
Grande fan da Coruja, confesso que essa weizenbock me decepcionou.
Vertida apresentou um líquido âmbar claro muito turvo que forma um bom creme, com bastante bolhas, mas que rapidamente se esvai.
Aroma bastante condimentado com notas doces de malte, bastante cravo(especialmente no início), algo de leveduras, notas de limão e lúpulos herbais. Forte na abertura mas rapidamente perde força. Senti falta de ésteres.
O corpo é razoavelmente denso e a carbonatação média. O sabor é dominado pela picardia e pelo álcool (excessivo na minha opinião) que não chegam a cortar a doçura. No início um pouco de toffee mas logo substituído pelo cravo e por um amargor terroso do lúpulo. Bastante presentes também algumas notas defumadas estranhas. Final extremamente seco e aftertaste picante.
Uma cerveja agressiva, bastante lupulada para o estulo e um tanto desequilibrada.
No copo verteu um líquido âmbar com muita turbidez.
Seu creme se mostrou de boa fromação, mas pouca persistência.
No olfato, trouxe notas frutadas, maltadas, açucaradas e condimentadas, seguidas de aromas herbais de lúpulos.
No paladar, apresentou sabores de melado, malte torrado, toffee, ameixas, banana-passa, cravo, pimenta e grama.
A doçura, a sensação alcoólica, a picância e os toques herbais estão bem equilibrados no palato.
Seu fim é longo, seco, alcoólico e levemente resinoso.
Possui um corpo e carbonatação médios.
Enfim, é mais lupulada do que as outras weizenbocks nacionais, o que lhe dá um bom diferencial. Porém, seu corpo é leve demais para o estilo.
No geral, é agradável e fácil de beber. Vale a degustação!
Vertida no copo essa Coruja trouxe visual inicialmente límpido e acobreado, terminando, após depositar os sedimentos, turva e puxada mais pro marrom claro, de reflexos alaranjados bem aparentes. O cheiro inicial que primeiramente desprendeu-se foi banana passa, seguido de inusitado defumado de carne de porco, causando certa estranheza, mas que depois foi encoberto pelas demais sensações, ficando menos notado. Notas carameladas, mel e toffee, com o cravo em destaque. Um adocidado de bala tamarindo, aliado ao lúpulo herbal, trouxe uma breve presença picante. Quanto mais a cerveja esquentou o cravo mais se sobressaía e marcou também presença de leve chocolate. O sabor é bem doce, com o caramelo presente, frutado de banana passa e bananada, toque de mel e carga condimentada e de especiarias, como cravo e pimenta do reino, e o defumado também mostrando as caras, como no cheiro, inusitadamente. Seu final é doce e levemente picante e defumado. Foi a Coruja, dentre todas as recém lançadas (ainda não provei a linha não pasteurizada) que mais me agradou, talvez culpa do estilo, um de meus preferidos, mas a meu ver pecou em não apresentar maiores complexidades nem a intensidade de frutas escuras/secas que não achei nela.
Coloração marrom levemente laranja turvo com creme bege de media formação e consistência. Aroma e sabor doce frutado condimentado com caramelo, banana e cravo.
O álcool esquenta mas esta bem inserido.