Surpreendente Imperial India Pale Ale brasileira. Aroma extraordinário, potente perfume e sabor de lúpulos que dentro do estilo proposto alcançam excelente equilibrio. A galera da Bodebrown presenteou os degustadores brasileiros com brava ousadia e acertividade. Cerveja que chega com força e agrada os amantes de amargor pronunciado e corpo robusto. Muito boa experiência degustativa.
Essa breja realmente merece toda a fama que tem.
Muito equilibrada e com um drinkability que é difícil de encontrar.
Dulçor e amargor, ambos intensos, combinando perfeitamente e magistralmente equilibrados com o álcool e a carbonatação da breja.
Coloração ambar-avermelhada, espuma cremosa, densa e alta, que demora muito para baixar e permanece o tempo todo durante a degustação, deixando muitas marcas no copo.
Aroma intenso de malte com pegada leve de caramelo torrado e muito lúpulo, provavelmente um mix deixando diversas características diferentes: cítrico, nobre, floral.
O sabor segue o aroma, carregando ainda mais no malte e no seu dulçor, balanceado logo em seguida com o lúpulo, que em momento nenhum traz uma pegada agressiva, muito pelo contrário, ele está lá mas não amarra a boca, não pega na garganta, muito equilibrado.
A sensação de boca sugere uma cerveja de corpo médio pra encorpado, carbonatação média, não sentida como picância na língua.
O final é bem equilibrado, nem seco nem doce, e o retrogosto é bem complexo, lembrando bem as combinações de malte e lúpulo, sem fazer menção nenhuma ao álcool.
Belo drinkability e uma vontade enorme de que a cerveja não acabe nunca.
Em fevereiro anunciamos no Blog a criação da Bodebrown, primeira cervejaria-escola do país fundada em Curitiba (PR). Pois não se passou sequer um ano e os bons ventos cervejeiros paranaenses já sopraram.
Através do beneplácito da cervejaria, recebemos algumas das novíssimas crias do pessoal para degustação, antes mesmo do registro ministerial dos rótulos. As brejinhas foram postas à prova pela Confraria Cervejeira Campineira, da qual este escriba faz parte. A degustação aconteceu no Bar Brejas.
Já na aparência dá pra sentir que a Bodebrown, definitivamente, não vem a passeio no cenário das cervejas artesanais brasileiras. Em marotas garrafinhas de 330ml, as tampinhas metálicas são recobertas com cera. E o rótulo… Bem, o rótulo é esse que o leitor vê na foto desta avaliação.
É nítido que a cervejaria-escola “bebeu” da profícua fonte da Nova Escola Cervejeira Americana não apenas no bom-humor dos rótulos. A breja é uma verdadeira pancada sensorial. A Venenosa Imperial IPA é uma belíssima representante do estilo em terras patropis.
De longe já dá pra sentir no aroma os lúpulos, sugerindo grama, resina e alguns toques cítricos lembrando limão siciliano e grapefruit. As notas aromáticas se intensificam no complexo sabor, trazendo um amargor rascante e agradável — especialmente para hopheads como este que vos escreve. As sensações se completam com algum caramelo. O corpo é denso, a carbonatação é alta e o final é longo e amargo. Uau!
Essa Ipa realmente é uma sacudida nas ideias. Depois dela eu realmente resolvi ir fundo nas cervejarias brasileiras. A cor é fantástica, o rótulo por si só mete medo e aguça a vontade de conhecer ainda mais. Saborosa do início ao fim.
Cor caramelada, bem opaca, lembrando mel espesso. Espuma farta e amarelada.
O aroma trás frescor aromático forte, grama, e um finzinho de doce queimado.
Na boca, é pesada e de espuma leve.
O sabor é adocicado, puxado para o tostado, rapidamente sobrepujado por amargor profundo, resinoso, graminídeo, de remédio. O álcool se esconde bem e o aftertaste consiste em amargor forte e persistente no céu da boca.
Cerveja gostosa, leva o IBU e a % alcoólica muito a sério!! Porém, sua riqueza reside mais nesse exagero que na diversidade de sabores. Drinkability complicada.
Comparação Bodebrown Perigosa VS. Anderson Valley Imperial IPA.
Comecei com a AV. Uma cerveja excepcional, não posso negar que o lúpulo é um tipo que eu nunca tinha experimentado e, apesar do inicio estranho, gostei muito da continuidade. É florada, com toques frutados. O álcool é presente no paladar, harmoniza bem com o lúpulo que deixa um bom frutado no final.
Para terminar, tomei a Bodebrown Perigosa, diga-se de passagem, no copo da própria... ela é uma cerveja IPA completa, o lúpulo é muito forte na boca e no nariz (quando se toma, não quando se cheira). O cheiro é, definitivamente, de uma IPA lupulada! Gosto muito dessa cerveja, tenho que dizer que é uma de minhas preferidas.
Minha analise de comparação é que, para o meu paladar e preferência, acho a Perigosa realmente superior. Sim, essa é exatamente a palavra, superior! Mesmo com um lúpulo mais frutado da AV, a Perigosa tem lúpulo mais presente e me parecia mais harmoniosa com o volume alcoólico da cerveja. O aroma era mais agressivo, mais perto do meu paladar muito amargo.
Enfim, essa é uma publicação em apresso a comparação feita no site “mestre-cervejeiro” para comparação destas duas cervejas.
Ainda pretendo fazer as comparações entre ambas as cervejas e a hardcore IPA.
Essa cereja e boa, mas para mim ela nao atingiu a performance costumaz desse estilo que e o meu preferido. Acho que o aroma nao e tao proeminente e o sabor tem um desequilibrio em favor das notas de madeira. No resto esta bem dentro do estilo.
Cerveja de coloração forte, colarinho cremoso de tamanho médio. Solta contundente aroma de lúpulos herbais e florais em primeiro plano, após, leve malte caramelo e álcool. O sabor se apresenta com apressado início maltado seguido repentinamente por vigoroso amargor. Notas de toffe e caramelo também são encontradas em meio ao seu corpo denso. Seus 9,2% alc. ficam mais discretos em meio a todo o lúpulo, mas são perceptíveis. O final é ainda mais amargo e muito durador. É uma cerveja de degustação cuidadosa, que pede pequenos goles.
Altamente indicada aos amantes de amargor e de cervejas extremas, nada mais adequado à proposta 'venenosa' da Perigosa. Paladares destreinados certamente se intoxicarão, mas hop lover's se deleitarão. Aqui a proposta não é sutileza, equilíbrio ou frescor, esta é uma notória "Beer For The Braves"!
Coloracao alaranjada
Creme de media formacao e boa persistencia
O aroma adocicado, com predominancia do lupulo citrico
O corpo e' denso como esperado para uma imperial
No sabor o amargor e' muito presente, no inicio possui um pequeno dulcor de caramelo, senti leve maracuja, mas o citrico e amargo do lupulo predominam juntamente com o alcool
Acho q superestimei essa breja, talvez pela fama ou por adorar o estilo, mas no final apesar de muitooo boa a cerveja ela e' um pouco "pesada" pro meu paladar com a combinacao de lupulo + alcool + corpo denso
Ainda assim valeu a experiencia, brejas brasileiras evoluindo a cada dia!
Âmbar cristalina com belo creme.
Aromas deliciosos de lúpulo, trazendo casca de laranja, resina, casca de pinheiro, grama e mel.
No sabor surpresa, começa doce. Lembrando rapadura e compota de laranja, mas rapidamente surge o amargo, potente e muito bem inserido!
Digno de uma Imperial!!
Bom quem conhece o Samuel sabe de sua inventividade, seu genial laboratório de criação e suas experiências mais malucas, como um cientista louco ele descobre sabores e explora idéias de cerveja nunca antes vistas ou sentidas. Quando visitei a BodeBrown pela primeira vez, ele me fez tomar na pressão a PERIGOSA, o que antes era a Venenosa, ele nos explicou que a mudança foi sugerida pelos órgãos competentes, pois poderia lhe causar transtornos futuros, muito bem o nome mudou, a simbologia do VENENO também, porém o conteúdo do frasco só evoluiu, na pressão senti um forte gosto e a presença do alcool de imediato, altamente caramelada por um lúpulo muito peculiar das cervejas norte americanas, um peso e uma densidade inigualáveis, uma cerveja, como diria no Recifense Samuel, pra "cabra macho".
Super lupulada você consegue perceber que é uma cerveja "porrada" que já lhe traz um estado de relax imediato e uma satisfação também imediata. Digamos que ela não nasceu para matar a sede, mas sim para ser apreciada gole a gole, onde nota-se um herbal gostoso que traz as notas do caramelo a boca, é um doce ao mesmo tempo amargo no final como um açúcar queimado. Realmente Perigosa em todos os sentidos, mas uma excelente cerveja diferente de tudo que tomei na vida!
Uma IPA (Indian Pala Ale) de excelentíssima qualidade e extrema personalidade.
Cerveja encorpada. Aroma com forte presença de lúpulo, caramelo, levemente frutado e álcool. Sabor com muito amargor, ligeiro dulçor e álcool. Final extremamente amargo. Acho que poderia ter um pouco mais de dulçor para equilibrar a pancada amarga.
Ao servir esta obra no copo, o aroma de lúpulo herbal já toma conta do ambiente! Leve cítrico também no aroma, mas encoberto pelo lúpulo. A espuma é de média formação e pouco persistente, o que remete à alta graduação alcoólica.
Bastante encorpada, robusta, percebe-se leve dulçor e cítrico no início que logo é lavado por uma injeção de lúpulo que predomina até o final. Final seco e bastante amargo, amargor predominante nas laterais inferiores da boca. Retrogosto cítrico, floral e mais lúpulo. Carbonatação baixa.
Preferi ela na pressão. O dulçor e o cítrico eram maiores, o que equilibrava melhor com os 100 IBU. Esse desequilíbrio na garrafa compromete um pouco a drinkability. Ainda assim é uma ótima cerveja! Mas no tap a nota seria maior.