Fazer cerveja com madeira é uma tendência moderna, adotada pelas melhores cervejarias do mundo. A Way Beer também tem a sua, mas com o jeito brasileiro. A Way Amburana Lager é maturada com uma madeira genuinamente nacional, a Amburana Cearensis. O resultado é uma cerveja escura, encorpada, de alto teor alcoólico e extremamente agradável, criada com personalidade verde e amarela. Orgulho nacional!
COMPOSIÇÃO
A Amburana Lager é uma cerveja de baixa fermentação que recebe uma variedade de maltes importados, candy sugar, lúpulos alemães e maturada na madeira brasileira Amburanas Cearensis.
ESTILO
A Amburana Lager é uma Special Beer inspirada nas Lagers escuras e mais alcoólicas da região da Áustria. Com a criatividade brasileira, a Way juntou a tendência internacional de usar madeira em cervejas e a nacionalíssima Amburana, criando uma cerveja diferente e com toque nacional.
Excepcional iniciativa da Way Beer com essa doppelbock maturada com pedaços de amburana (árvore brasileira conhecida popularmente como cerejeira). E o resultado transformou-se em uma excelente e inusitada cerveja. Muitos pontos pela criatividade da way.
Servida no pint apresentou uma coloração marrom escura, fechada, com um creme bege de média formação, boa densidade e média persistência.
O aroma, mesmo suave, consegue destacar o amadeirado, algumas frutas secas e notas leves de lúpulo terroso finalizando.
O sabor é inicialmente dominado pelas sensações da doppelbock que fez a base, muito malte tostado, frutas secas escuras e toffee queimado. O corpo denso para uma lager ressalta sensações licorosas muito embora os 7% de álcool estejam perfeitamente inseridos. O final é levemente amargo, sempre prevalecendo lúpulos terrosos. O aftertaste apresenta algo de café e toffee queimado. Notas amadeiras espalham-se ao longo de todas as fases, sempre muito bem inseridas.
A carbonatação é media e a drinkability é surpreendente pela complexidade e as notas amadeiradas. É uma cerveja complexa mas paradoxalmente leve e relativamente fácil de beber.
A Way Beer acertou novamente.
Coloração rubi escuro e espuma de excelente formação e duração, sujando toda a extensão do copo. No aroma um festival de sensações: álcool, madeira, chocolate, cerejas, uvas, licor... Há complexidade também no palato, destaque para a “licorosidade” do líquido, textura aveludada, muito corpo. O final não é tão longo quanto eu esperava e traz novamente a madeira usada na concepção da breja, um frutado interessante (cerejas) e amargor na medida. Não tenho dúvidas de que se trata da melhor criação do pessoal da Way! Deliciosa!
Cerveja surpreendente. Aroma adocicado lembrando licor e chocolate, o sabor acompanha. Mouthfeel incrível, só de me lembrar a sensação me dá água na boca. Os 8,4% de álcool são perceptíveis porém nada agressivos. Cerveja muito equilibrada.
Me parece que os cervejeiros brasileiros estão começando a achar a identidade da nossa escola. Algumas cervejarias já usam ingredientes tipicamente brasileiros, mas o pessoal da Way, ultrapassou um pouco isso e matura sua cerveja (que tem receita semelhante a uma Dopplebock) com pedaços de amburana, madeira brasileira que é usada geralmente para maturação de cachaça. E realmente, os caras acertaram na receita e acabou se tornando a cerveja de maior destaque no portfólio da cervejaria.
Na taça, mostra coloração marrom, com nuances avermelhadas e uma translucidez bem baixa. Seu creme tem coloração bege, uma formação razoável, textura cremosa e uma duração mediana, mesmo com a presença potente do álcool.
O ponto fraco é com certeza o aroma. As notas de madeira, mesmo que não tão robustas quanto de carvalho, se destacam e combinam muito bem com a riqueza maltada da cerveja, que evidencia uma gama vasta de frutas secas, chocolate e caramelo. Ao fundo são perceptíveis notas terrosas e um fundo desgostoso de papelão.
Na boca sim, sua complexidade abre e ainda de maneira intensa, bem no estilo que me agrada. O perfil maltado da cerveja me faz lembrar muito um delicioso bolo de chocolate, com frutas como ameixas, cerejas e uvas. Ao fundo toques vínicos e de madeira ficam em segundo plano, mas não menos importante, ainda com uma leve acidez que quebra com maestria o adocicado dos maltes. O lúpulo mostra-se bem suave, provavelmente pela maturação bem longa que a cerveja sofre, mas ainda traz um amargor rústico, herbáceo e terroso, o que até faz com que saia um pouco do estilo Dopplebock. O álcool se faz presente, afinal são quase 9%. Seu corpo é licoroso, bem robusto, com carbonatação média e um retrogosto doce/amargo, que traz um caramelado intenso e notas amargas que chegam até a lembrar café.
A qualidade desta curitibana é inquestionável, e o fato de usar ingredientes não tradicionais é algo que chama minha atenção logo de cara. O uso da amburana caiu perfeitamente a cerveja, ressaltando os toques frutados e vínicos. Se fosse mais aromática, com certeza estaria entre as mais top do cenário nacional. Acredito que não tenham escolhido a madeira para a cerveja e sim encaixado uma cerveja para a amburana, que para mim, é a grande estrela.