Legítima representante do estilo Imperial Stout, tipicamente inglês, a Ithaca é uma cerveja de alta fermentação, com 10,5% de teor alcoólico, elaborada artesanalmente com generosas quantidades de malte e lúpulo, mais o toque da rapadura queimada, genuinamente brasileira. O longo período de maturação na garrafa origina uma cerveja encorpada, de cor escura, ao mesmo tempo doce e amarga. É uma cerveja de guarda, com elevada longevidade e interessante evolução de sabores com o decorrer do tempo. Para isso, deve ser mantida em local escuro e fresco. Harmoniza com carnes de caça, queijos duros bem maturados, presunto cru e sobremesas caramelizadas, como creme brulée e pudim de leite. É aconselhável degustar um pouco fria, a uma temperatura entre 9ºC e 10ºC.
Líquido preto aveludado, como pede o estilo. Ostentou creme denso e consistente.
No aroma, café, chocolate e um toque de toffee. Sinto que poderia ser melhor se a minha amostra não estivesse tão gelada.
No sabor, uma festa! As notas do aroma se juntam às passas, madeira, nozes, frutas cristalizadas e evidentes florais e amargores lupulados. Senti até uma sugestão de jabuticaba(!).
O final é longo, torrado, amargo e levemente herbal. É nele que se sente a pegada alcoólica.
Saldo final? Uma breja definitivamente complexa e imperdível, a comprovar o avanço das artesanais brasileiras.
Coloração preta, quase nada transparente e de espuma marrom, baixa porém de boa permanência.
O aroma traz um álcool licoroso, agradável, lembrando a vinho/uva. O tostado é bem aparente inicialmente, tanto em aroma quanto em sabor, e se mistura bem ao amargor do lúpulo e ao frutado do álcool, que é bem intenso e até poderia ser um pouco mais suave, deixando a cerveja com mais drinkability. Ao longo da degustação o tostado foi desaparecendo, encoberto pelo frutado e toque licoroso. O amadeirado sente-se de maneira indireta, nas características de vinho do porto, não como madeira propriamente dita.
Encorpada, de textura aveludada na boca, com carbonatação média pra alta e com álcool perceptível na sensação de boca e também um pouco na garganta, juntamente com o amargor que também se sente pegar um pouco.
Apesar de poder ter alguns ajustes que melhorariam o conjunto da obra (aroma mais complexo, menos predominância do frutado licoroso), trata-se de uma bela iniciativa nacional, trazendo uma cerveja intensa, maltada e de bastante personalidade.
Cerveja escura, com líquido viscoso e com belo creme marrom de boa formação e duração.
Aroma delicioso, com café e muito chocolate.
No sabor é um breja soberba: Café, chocolate, leve amargor, leve adocicado, além da presença de além do álcool que é sentido sem atrapalhar o conjunto. Final longo adoicadoe muito torrado. Encorpada e licorosa.
Cerveja magnífica, pena que custe tão caro, me impedindo de ter novas degustações.
Mais uma delicia de cerveja da Colorado. A Breja degustada foi a Guanabara, de coloração castanho escuro, turva, seu creme grande e espumoso, marrom claro. No aroma muito malte tostado, caramelo, um pouco de café e o dulçor da rapadura. Álcool presente e perceptível, notas de ameixa seca, mel e açúcar mascavo. O sabor segue o aroma moderadamente doce, com leve amargor no final e média duração, álcool ainda mais perceptível, porém sem agredir. Corpo intenso, alcoólico e bem carbonatada. Final adocicado, com leve amargor seco e duradouro. Essa tem que estar em seu curriculum.
Cerveja negra, viscosa, aveludada e licorosa. Espuma marrom, consistente, alta e de longa duração. Baixa carbonatação. Aroma complexo, com presença de malte torrado, café, melado, caramelo, ameixa, castanhas. No sabor, além das notas percebidas no aroma, leve lúpulo e o álcool, que apesar da alta concentração, está em equilíbrio. Retrogosto com médio amargor, adocicado e com longa duração. Encorpada e licorosa, como pede o estilo.
O tempo passou e ela mudou. É a terceira vez que eu a bebo e dessa vez o líquido estava mais envelhecido. As mudanças evidentes a mim foram:
O álcool se tornou mais inevidente.
Uma sugestão de anis desapareceu. (Devia se tratar de um éster estável que com o tempo se transformou em outra coisa)
Que cerveja fantástica. Eu a servi bem menos gelada e isso a ajudou em seu corpo. O seu aroma é presente, evidente e fantástico. Pensei em dar 10, mas ele é um tanto rústico, não sei explicar, é como se faltasse um equilíbrio maior no aroma, talvez isso não passe de uma bobagem também. A aparência é perfeita, não há como tirar nota desse quesito, uma escuridão admirável. Se alguém encontrar problemas com a espuma, talvez seja porque ela se encontra muito gelada. O sabor é uma explosão de notas e ésteres magníficos. Uma sensação genial e um ótimo conjunto. Uma cerveja para se dormir lembrando. Magnifica!
Repito. Uma cerveja fantástica! Simplesmente fantástica! Vida longa a Colorado e as suas genialidades cervejeiras!
Boa formação de espuma, densa e persistênte com aparente cremosidade. Coloração negra opaca, com traços acastanhados contra a luz. No aroma, bastante tostado a princípio, adição de um pouco de caramelo, algo lembrando nozes e um frutado, provido do alcool. No sabor, um amargor bom, proveniente do torrado com o lúpulo (secundário), um dulçor equilibrado trazido pela malteação. A adição da rapadura aparentemente foi notado em um amargor residual e de permanência. O álcool bem inserido (mas diminui a drinkabillity). O corpo da breja é denso, de aspecto meio licoroso. Conforme foi esquentando o sabor residual foi ganhando mais doçura.
Talvez, seria interessante mais aromatização, aumentar o frutado e o álcool ser um pouco menos perceptivo, mas de resto, ótimo!
Tive a oportunidade de experimentar e comparar uma garrafa de 3 anos e uma nova direto do barril. As notas refletem a que passou por guarda.
Preta opaca com certa carbonatação, forma espuma fina e bege. Muito bonita.
Forte madeira e nozes no aroma, com leves café, baunilha e mel. Ainda, frutas vermelhas e álcool.
A nova trouxe mais doce, com café, chocolate doce, caramelo e frutas vermelhas, além do álcool.
A envelhecida por 3 anos trouxe um sabor mais homogêneo, reunindo torrado, amadeirado e adocicado, puxado para melaço, em ótimo nível de sabor e com picância alcoólica.
Corpo médio, quente e cremoso.
Um primor! Vale a pena envelhecer (mas também experimentar a nova). Até leve para uma RIS, exceto pelo nível de álcool, que é bem-vindo.
Se Colorado fosse um time de futebol, eu seria torcedora de coração. Essa então, nem se fala. Quando foi lançada eu não tinha muita reserva para comprar, mas tudo veio a melhorar em meados de 2011 e resolvi fechar o ano numa empreitada: conseguir achar esta russian imperial stout para comprar. Consegui duas últimas garrafas no Mamãe Bebidas, e o atendimento excepcional se juntou ao Natal para formar uma comemoração perfeita. De cor forte, cheiro intenso de café, rótulo brilhantemente elaborado, essa cerveja, como todas da Colorado, tem lugar guardado no meu coração... eternamente!
Cerveja exepcionalmente fantástica. Intimida avalia-la. Talvez foi a mais complexa que ja degustei.
Aparência explendidamente maravilhosa, pela apresentação vintage do rótulo e pela cerveja em si.
Sua aparência extremamente negra e lustrosa, com um creme beje muito fofo e persistente, não dava para ver do outro lado da taça. Aspecto licoroso no girar da taça.
Aroma muito bom! com notas de malte carameladas, defumada, algo de chocolate e um suave frescor do lúpulo.
A textura licorosa, muito encorpada, e com baixissima efervecência.
O sabor - sublime - lembrou algo como um bolo de chocolate amargo, frutas secas, café, caramelo, baunilha, e em equilibrio um amargor lupulado muito sutil, que não roubou a cena, apenas deu um toque de elegância. Final longo, num bittersweet fantástico.
Uma cerveja para se demorar degustando, apreciando cada bebericada. Degustei com 1 ano de guarda e em temperatura de adega - experiência explendida!