Cerveja do estilo Russian Imperial Stout. Produzida com diversos tipos de grãos escuros, corpo aveludado ,licoroso e denso. Aromas complexos de chocolate belga, café, toffee e caramelo. Amargor equilibrado. Espuma de baixa formação e longa durabilidade. Maturada com cacau extra bruto/torrado Belga.Receita desenvolvida pela cervejaria DUM do Paraná.
Harmoniza com carnes vermelha, combina muito bem com sobremesas a base de chocolate e sorvete de baunilha.
A apresentação é simplesmente sensacional.
Além da garrafa rolhada, a cerveja é muito preta, como óleo queimado de carro, fazendo total jus ao nome da breja. O líquido é tão denso que já sai da garrafa como um tubo grosso, formando um efeito cascata no copo, erguendo uma espuma marrom, muito alta, de média densidade. A espuma vai baixando bem devagarinho e fica colada nas paredes do copo.
O aroma é profundo, mostra rápidamente o poder da cerveja através da notas torradas, um herbáceo/pinho/mentolado do lúpulo que demora um pouco mais pra ser notado, o perfume do álcool, as nuances de castanhas.
No sabor as notas de torrefação mostram mais os toques de chocolate do que as de café, mas ambas estão alí, juntamente com um toque alcóolico que me lembra licor. O amargor é alto, aparece bastante porém sem amarrar a boca, e ajuda muito a deixar o conjunto equilibrado, com bom drinkability. Também mostrou uma leve oxidação, mais fácil de perceber ao lamber os lábios.
O corpo é super denso, licoroso, a carbonatação é média pra baixa.
Breja realmente espetacular, ótimo ter uma opção como essa aqui no Brasil.
Petróleo cervejeiro. Muito preto. Chocolate, café. Mais chocolate, pedindo o bolo. Torrado lembrando café matinal. Cadê o álcool? Escondidinho no petróleo, mas fazendo o (ótimo) papel que lhe foi destinado. Cadê o amargor? Tá lá sim, mas sem ser rascante e impertinente.
Não me lembro de ter visto uma cerveja com espuma tão escura como essa. A espuma marrom escura e o líquido totalmente negro, proporcionam logo de início uma visual impactante. Só não leva a nota máxima, porque a espuma teve média duração, não se prolongando por tanto tempo. Cerveja muito encorpada, com notas predominantes de malte torrado e de lúpulo, com notas secundárias de café e chocolate. O conjunto disso tudo isso é soberbo. A consistência do líquido é densa e sedosa. Parece ter bem menos que os 12% ABV. Me causou certa surpresa a excelência dessa cerveja, tendo em vista não se tratar de um estilo comum no Brasil. Está no mesmo nível das ótimas Russian Imperial Stout produzidas nos EUA. Obra-prima!
Nossa, que cerveja espetacular realmente a Wals é um ícone nacional!
Essa breja é totalmente negra, mais que qualquer porter que eu tenha visto, até o creme é escuro.
No aroma se ressaltam o tostado e maltado, café e depois chocolate amargo e toffee.
O corpo é licoroso mais denso que uma Engine oil, é como petróleo puro mesmo, uma breja muito encorpada.
o Sabor é bem amargo com toques de café e torrado me surpreendeu o álcool não ser tão evidente afinal é uma breja de 12% de teor alcoólico, o conjunto é perfeito. Uma porter que está entre as melhores.
Excepcional! Já degustada na versão original da DUM, várias vezes. Mas cada vez eu admiro mas essa bera. Pela Wals, antes tarde do que nunca, foi a primeira vez. Líquido preto, grosso, com espuma quase preta, de café. Aroma de café, com grande sensação de castanha e um toque de chocolate amargo. Sabor acompanha o aroma, sendo um líquido aveludado. Amo esta cerveja.
A Wals Petroleum é fruto de uma parceria entre a cervejaria paranaense DUM, que em 2010 fabricou a DUM Petroleum de forma artesanal, e a mineira WALS que vem fabricando a WP de forma comercial desde 2012. Contudo, há diferenças entre as duas: -http://www.dumcervejaria.com.br/blog/2012/08/14/dum-petroleum-e-wals-petroleum-no-mestre-cervejeiro-com/
É do estilo Russian Imperial Stout que caracteriza cervejas de alta fermentação, com pouco gás, forte sabor de chocolate, café e maltes torrados, coloração muito escura e grande complexidade tanto no aroma quanto no sabor. A história do estilo remonta ao século XVIII época em que a Corte Imperial da Rússia teria viajado a Londres e, tendo gostado das Stout's locais, encomendou barris daquela cerveja. Entretanto, a longa viagem através do mar Báltico terminava por estragar a cerveja. A solução foi desenvolver uma stout robusta e alcoólica o suficiente para suportar a viagem, preservando a cerveja e impedindo que ela congelasse. Esse tipo de stout foi batizada de Russian Imperial Stout, ou simplesmente Imperial Stout.
É produzida pela brazuca Wals, sediada em Belo Horizonte/MG, cuja história iniciou-se nos idos de 1999. Sua fonte de inspiração na fabricação das cervejas que figuram em seu portfólio são as tradicionais escolas cervejeiras belga e theca. No portfólio há a trilogia Dubbel, Trippel e Quadruppel, a Saison de Caipira, a 42 Farmhouse (também saison), a Brut etc.
Lote 09 - validade 2015. A garrafa é de 375 ml, rolhada, cor verde escuro, e o rótulo é sóbrio e vem ilustrado com uma torre de extração de petróleo. No gargalo a 'gravata' traz a gravura do símbolo da DUM Petroleum ao lado do escudo da Wals.
Vertida na taça revelou um líquido de coloração negra, não translúcido, espuma de cor marrom de destacada formação e consistência, com bolhas médias e de mediana manutenção. Ao girá-la na taça as paredes laterais do vidro ficam tomadas pelo líquido viscoso mais ou menos como bolinhas de sagú escorrendo. Maravilha! Perlage (bolhas) praticamente imperceptível.
O aroma desta cerveja é bastante intenso, agradável e complexo. Notas e mais notas de maltes torrados, chocolate amargo, café, cacau, baunilha, álcool evidente, frutas secas, açucar cristalizado e diminuto lúpulo.
No paladar o líquido se revela viscoso e denso, em razão da adição de aveia. De caráter complexo e marcante ostenta uma entrada adocicada e pode-se perceber marcantes notas de malte torrado, café, chocolate amargo, baunilha, melaço, vinho do porto, álcool e uma elevada lupulagem (IBU 70). A maturação com cacau belga deixou a breja uma jóia! O final se mostra amargo, seja pela torrefação dos maltes seja pela carga de lúpulos. Retrogosto alcóolico. A carbonatação é baixa e o corpo é médio-alto. O álcool de 12% ABV é muito bem inserido, mas quase passa desapercebido (diria que é a cereja do bolo deste conjunto altamente equilibrado). A drinkability é excepcional!
Não é a toa que muitos tem a RIS como seu estilo predileto e esta brasileiríssima é uma ótima representante do estilo.
Magnífica stout imperial brazuca, compete de igual para igual com as melhores do estilo e parece ter melhorado ainda mais um ano depois do lançamento. A coloração é preta e totalmente opaca, com creme escuro de parca persistência. Sabor equilibrado e potente, com entrada doce (mas sem aquele exagero xaroposo de algumas stouts imperiais muito alcoólicas) e final solidamente amargo, mas não seco, com aquela doçura residual rica que persiste agradavelmente na boca. As sensações do malte torrado e do cacau usado na maturação criam uma paleta invejável de aromas e sabores na boca: um doce e envolvente caramelado, muito sedutor, chocolate quente (lembra bastante a sensação de um bom choconhaque), chocolate amargo e café convivem em perfeito equilíbrio, com toques de castanhas-do-Pará e um levíssimo queimado no final, nada agressivo. Há um frutado perceptível, lembrando bananas passas, e notas florais evidentes sugerindo rosas. Por fim, sente-se um toque meio químico de maçã verde ou tinta, que se integra bem ao conjunto e adiciona complexidade, além de sensações de chantilly e conhaque. Centrada no malte torrado, mas com ótima complexidade e riqueza, sem aquela sensação "chapada" de outras do estilo muito alcoólicas. Na boca ela se mostra densa, mas não xaroposa, e sim com uma textura cremosa oriunda da aveia. Tenho a impressão de que ela já teve uma textura mais cremosa e aveludada, mas que a cervejaria aumentou a carbonatação para tentar melhorar o creme (de fato, está mais duradouro) e isso prejudicou o mouthfeel. Se for o caso, prefiro ela com menos espuma e mais cremosidade! O álcool é sensível, como não poderia deixar de ser, mas sem exageros: não se adivinha o titânico teor alcoólico. Uma stout imperial de equilíbrio modelar, que não escorrega para nenhum excesso e preserva uma excelente complexidade.
Espuma marrom (sim, marrom, não bege) de formação média e boa consistência, mas sem muita persistência. A aparência faz jus ao nome. Apesar dos 12% de álcool não é agressiva, e tem ótimo complexo de torrefação, chocolate e café no aroma e sabor. O lúpulo discreto equilibra bem o conjunto dando aquele finalzinho seco e um amargor que harmoniza bem com o chocolate. A textura é aveludada. Grande cerveja.
O aroma é de café e maltes torrados. O sabor segue o aroma, com um pouco de álcool, mas muito bem inserido, e chocolate amargo. Textura licorada. Torrefação e vinho tinto no retrogosto. Gostei, ótimo custo benefício.
Muito interessante, excêntrica e chamativa. E melhor, corresponde! Apresentada em uma garrafa bonita e com rolha, já ganha alguns pontinhos. Ao servir, não há descrição melhor que o próprio nome: petróleo puro, viscoso e preto, muito preto. O creme é escuro, marrom, pena que não se formou tão bem e acabou por durar pouco. O aroma é bem forte e tem várias notas, como o esperado malte torrado, café, toffee e chocolate, esse último bem forte, talvez peculiar a cada um, e que para mim lembrou aquele agradável dos recheios de biscoitos. Ainda, e confesso ter conferido várias vezes, aroma de Coca-Cola! No sabor, o chocolate ganha o devido tom de chocolate amargo, o café continua, o amargor vai aparecendo com força e, se a carbonatação fosse maior, o sabor de Coca-Cola continuaria perfeitamente também. O álcool aparece e não é fraco, mas dado o poder de tudo nessa breja, jamais é desagradável; pelo contrário, é muito bem-vindo! Viscosa, preenche a boca e espalha o amargor por ela. O final é difícil de descrever, predominantemente amargo mas que mantém notas dos demais sabores. O pessoal da Wäls mandou bem demais nessa!
Linda breja. Densa e preta. Espuma marrom cremosa e duradoura.
Muito chocolate, mas muito mesmo.
Me surpreendi com a potência alcoólica e o IBU lendo aqui no blog depois de ter tomado (como tomei na pressão, não admirei a linda garrafa). Creio que estejam mais disfarçados no meio do ótimo sabor meio adocicado (mas não enjoativo) e de chocolate.
Apesar de não ser uma breja na linha de estilo dos meus prediletos, foi uma baita saideira da noite. Melhor que qualquer sobremesa! rs