Available from October through March. This is the famous Brooklyn Black Chocolate Stout, our award-winning rendition to the Imperial Stout style, once made exclusively for Catherine the Great.
Quando comecei a degustar essa cerveja, eu estava na minha casa, na escrivaninha, fazendo outras duas ou três coisas, tudo ao mesmo tempo. Após o primeiro gole, todavia, tive que parar com tudo...
Líquido de coloração preta, totalmente opaco, com espuma marrom densa, de média formação e duração, deixando fina camada perene e marcas nas laterais da taça.
Logo de início, aflora abundantemente o aroma intenso e impactante de chocolate, torrefação e lúpulo. Um frescor se mistura à potência do álcool, revelando o que está por vir.
O sabor segue a expectativa criada pelo aroma, escancarando um conjunto extremamente encorpado. O amargor da torrefação se alia ao da lupulagem, trazendo, ainda, madeira e uma mescla de notas suavemente doces com outras muito salgadas, que deixam na boca uma sensação ímpar. Completando, paira na boca a volatilidade do álcool, que é evidente, porém no ponto.
O gole dessa cerveja literalmente "enche a boca", provocando sensações diferenciadas e interessantes, bastante incomuns.
É digna de nota a personalidade dessa cerveja. Uma obra de superlativos. Tudo é extremo, no entanto, apropriado e fiel ao estilo.
Cerveja para ser apreciada muito lentamente, como um destilado.
Líquido preto bem escuro, quase que bloqueando qualquer luz que possa querer passar, de espuma densa e baixa, numa coloração marrom. Nota-se uma boa carbonatação ao movimentar-se o copo, principalmente próximo da espuma.
O aroma é simplesmente fantástico. Uma combinação perfeita de frescor, intensidade e dulçor. O chocolate se misturando com lúpulos herbáceos e mentolados, intensificados com a potência do álcool.
Até mesmo em uma temperatura mais gelada que o recomendado, a cerveja impressiona pela intensidade de aroma e sabores. Na boca, desprende fácil o lúpulo mentolado, em combinação com o chocolate amargo, amargor dos maltes torrados e do lúpulo. Chegou a me lembrar um pouco de madeira também, como as de lareiras. Também um pouco de ameixas secas e uvas passas, mas de maneira mais leve.
O final eu diria que é equilibrado. Não me deu impressão se ser seco, mas também com certeza não é doce. Inclusive diria que o início é mais doce e o final pronunciadamente amargo, com leve picância na língua.
No retrogosto sente-se ainda muito do calor do álcool na garganta, mas não de maneira agressiva, e também as sensações de frescor mentolado e leve amortecimento na gengiva causado pelo álcool. Um pouquinho depois, sente-se ainda o chocolate, mostrando um levíssimo torrado.
Difícil tirar ponto dessa breja. Muito balanceada, não exagerou no lúpulo e conseguiu dar um frescor impressionante para uma cerveja de 10% de álcool.
No copo, ostenta líquido de aparência preta opaca e viscosa, encimado pelo creme bege-escuro consistente e persistente.
O aroma se sente de longe, com notas assertivas de café, chocolate, tostado, toffee, marshmallow e um tanto de álcool.
Curiosamente, no riquíssimo sabor, vêm também leves mas detectáveis toques de frutas vermelhas, especialmente cerejas ao marasquino. O chocolate amargo, porém, domina o paladar, carregando sensações de cappuccino.
A carbonatação é de moderada a leve, e embora se trate de uma breja bastante complexa, a drinkability é muito boa.
Deixa, ao final, o doce do malte emulando o chocolate amargo.
Dá pra imaginar a harmonização com um tiramisú, e tem-se aí o nirvana.
Preta com pouca espuma, da cor de café.
O aroma é rico, com chocolate doce, frutas vermelhas e licor/vinho.
O sabor é delicioso, inicia-se achocolatado e licoroso, desenvolvendo-se torrado e amargo.
Corpo pesado e resinoso.
O sabor complexo agradou: recomendada! É bem forte, no entanto, vale dividir com alguém especial.
Cerveja absolutamente fantástica.Líquido preto opaco e viscoso.Espuma marrom de pouca altura e baixa duração.Aroma presença de chocolate e café.No paladar um forte sabor de café e chocolate amargo com o álcool bem presente.
Beira a perfeição.
Antes de avaliar qualquer quesito da cerveja em si, devo falar da expectativa sobre ela. A Brooklyn nunca me decepcionou. A cervejaria do mestre Garrett Oliver explora as diversas faces da cerveja de forma sublime, sempre buscando a perfeição. E esta Black Chocolate Stout é tida como uma das grandes obras-primas de Nova York. E é muito bem ranqueada no Brejas. Eu não podia deixar a oportunidade escapar. E minhas expectativas eram altas...
E esta cerveja conseguiu superar minhas expectativas de forma brilhante. Aparência belíssima! Preta, turva, com um lindíssimo creme marrom, quase roxo, com densidade e persistência ideais. No aroma não percebi café, mas muito chocolate e um pouco do álcool (afinal são 10%). Mas o destaque mesmo é o sabor. Forte. Chocolate meio-amargo, um pouco de café, toffee, caramelo, baunilha e o álcool magistralmente bem inserido formam um conjunto formidável, complexo e saboroso. Baixa carbonatação. Final seco. Aftertaste memorável, dá vontade de ficar com esse gosto na boca pra sempre.
Uma cerveja memorável, que não dá pra deixar passar batida. E degustada ao som do excelente Crack the Skye, do Mastodon, parece que ficou ainda melhor...
A Brooklyn Black Chocolate Stout é do estilo Russian Imperial Stout que caracteriza cervejas de alta fermentação, com pouco gás, forte sabor de chocolate, café e maltes torrados, coloração muito escura e grande complexidade tanto no aroma quanto no sabor. A história do estilo remonta ao século XVIII época em que a Corte Imperial da Rússia teria viajado a Londres e, tendo gostado das Stouts locais, encomendou barris daquela cerveja. Entretanto, a longa viagem através do Mar Báltico terminava por estragar a cerveja. A solução foi desenvolver uma stout robusta e alcoólica o suficiente para suportar a viagem, preservando a cerveja e impedindo que ela congelasse. Esse tipo de stout foi batizada de Russian Imperial Stout, ou simplesmente Imperial Stout.
É produzida pela Cervejaria Brooklyn, fundada em 1988 na cidade de Nova Iorque e que tem como mestre-cervejeiro o conhecidíssimo Garrett Oliver. No portfólio da cervejaria há as famosas Monster Ale, Black Ops, Local 1 e 2, East IPA etc.
Vintage 2010-2011. A garrafa é de 355 ml, cor marrom clássico e rótulo é de cor negra e se apresenta trivial, sem adereços ou ilustrações chamativas ou marcantes, vislumbrando-se em letras garrafais o nome e o estilo da cerveja.
Vertida na taça revelou um líquido de coloração negra, não translúcido, espuma de cor marrom de exuberante formação e consistência, média-baixa manutenção, com bolhas médias. Ao girá-la na taça percebe-se certa viscosidade do líquido e as paredes laterais do vidro ficam tomadas pela espuma mais ou menos como bolinhas de sagú escorrendo. Maravilha! Perlage (bolhas) praticamente imperceptível.
O aroma desta cerveja é uma obra-prima! Intenso, aromático, instigante, agradável e muito complexo. Notas e mais notas de maltes torrados, chocolate amargo, café, baunilha, caramelo, álcool evidente, ameixa, frutas secas, açucar cristalizado e lúpulo.
No paladar o líquido também revela toda a dimensão de sua complexidade. De caráter cremoso, espesso e com bom equilíbrio entre o adocicado e o amargor (nem parece americana) percebe-se na cerveja marcantes notas de malte torrado, café, chocolate amargo, baunilha, passas, ameixas, melaço, alcaçuz, álcool e lúpulo herbal. O final se mostra seco e torrado e o retrogosto é alcóolico. A carbonatação é baixa e o corpo médio-alto. O álcool de 10,0% ABV é muito bem inserido, mas não consegue se impor ante tantos sabores apesar de dar um calor na garganta a cada gole. Está em harmonia com o belo e prazeroso conjunto. A drinkability é excepcional!
Esta é a segunda RIS que degusto e realmente trata-se de um estilo magistral, muito bem representado por esta americana. E além do mais essa Brooklyn tem um ótimo custo/benefício.
Líquido bem escuro, viscoso e sem brilho. Creme bege, de pouca altura, média consistência e pouca duração.
Aromas de maltes tostados, café e chocolate.
Sabores bem presentes com o predomínio de chocolate amargo, mas o café também aparece. O amargor do tostado aparece e o álcool também, mas agrada bem. O retrogosto é longo, seco e com amargor de torrefação. Corpo médio alto e carbonatação baixa.
Cerveja incrível com uma proposta diferente. A viscosidade dá um tom diferente para essa cerveja e o chocolate amargo chega a dar a sensação de que teremos ainda um gosto de menta, o que seria fantástico.
Líquido totalmente negro e opaco, viscoso. Creme escuro, mas não foi persistente.
Aroma de frutas vermelhas, particularmente cerejas negras, chocolate, vinho do Porto. No sabor, inicialmente remete ao frutado (cereja), gradualmente substituído por chocolate amargo e café, que combinados remetem a um cappuccino cremoso. Um final e retrogosto aveludado e cremoso quando notas de malte torrado e o desprendimento de álcool unem-se aos outros aspectos ao longo da degustação. Nuanças de madeira aparecem no retrogosto. O álcool é perfeitamente inserido, e não se pronuncia à frente dos outros aspectos.
Esse rótulo impressiona pelo extremo equilíbrio e a sequência de notas e sensações ao longo da degustação. Perfeita.
Cor marrom bem escura, quase opaca, com espuma bege de média formação e baixa duração. Seu aroma aparece bastante, dominado pelo café e chocolate, com torrado presente porém mais em segundo plano. Seu sabor remete à sua sugestão: o chocolate, cujas notas não são tão amargas, assim como o café, que aqui é mais modesto. O amargor não é tão impactante como costuma ser nas russian imperial stouts.
O álcool aparece um pouco, devido ao seu corpo que está bem mediano, podendo piorar um pouco a drinkability (não para mim). Final seco e com equilíbrio entre amargo e doce.
Mais corpo e um pouco mais de amargor, seja torrado ou lupulado, daria mais cara de RIS à esta breja; no entanto, ela fugiria da própria proposta. Para quem quer boas impressões de chocolate, ou algo perfeito para acompanhar uma sobremesa doce, é uma incrível sugestão.
Na aparência achei que a breja americana deixou um pouco a desejar, colocaração preta opaca com creme marron muito ralo e que praticamente não dura nem o primeiro gole;
No aroma café, muito café, torrado e uma leve presença de chocolate amargo;
Sabor mais café.
Cerveja de coloração bem negra com pequena formação de espuma marrom, no aroma um delicioso cheiro de café, malte torrado e chocolate amargo.
No sabor um forte gosto de café e de chocolate.
Unica e maravilhosa te remete a uma sensação bem diferente do que estamos acostumados.
Cerveja pretíssima e opaca, praticamente não deixa passar luz. Creme bege escuro de boa formação que foi minguando até deixar uma fina capa que persistiu até o final da degustação. No aroma muito café e malte tostado. No sabor o café se destaca com malte tostado e chocolate amargo também presentes, deixando um retrogosto duradouro de café amargo. O álcool só e perceptível em um leve calor que ela deixa ao ser bebida. Encorpada e licorosa mas não tão viscosa quanto a Wäls Petroleum. Acho que um período de guarda fará muito bem a essa cerveja.