Produced in the tradition of 18th Century English brewers who supplied the court of Russia's Catherine the Great, Old Rasputin seems to develop a cult following wherever it goes. It's a rich, intense brew with big complex flavors and a warming finish.
Não posso negar minha imensa euforia em degustar essa cerveja que, até hoje, era a segunda colocada no Ranking Brejas. Vamos à avaliação:
Aparência: rótulo belíssimo. A garrafa, igualmente, é bonita, bojuda e fora de padrão. O líquido é negro intenso, como óleo, com espuma marrom densa, cremosa, volumosa e duradoura, deixando marcas nas laterais do copo. Ela foi servida em seu copo personalizado, lindíssimo por sinal, com a borda em dourado. Apresentação melhor, impossível...
Aroma: predominância de lúpulo herbáceo e torrefação. Há nuances de chocolate amargo e café, mas em segundo plano.
Sabor: segue o aroma. Aqui o chocolate amargo e o café estão mais equilibrados com o lúpulo e o malte torrado, formando um conjunto muito encorpado.
Sensação: carbonatação média. Álcool na medida, não sendo sentido na boca. O final é looooongo, amargo e torrado, proporcionado pela intensidade do lúpulo e da torrefação.
Conjunto: ótima cerveja! Trata-se de uma legítima representante do estilo. O custo-benefício (aqui nos EUA) é excelente.
Fantástica!
Líquido muito negro, denso e licoroso, de turbidez absoluta. O creme bege é lindamente denso, consistente e persistente.
No aroma e no sabor assomam os elementos característicos do estilo: muito malte chocolate, maltes tostados, café, chocolate, toffee, madeira, castanhas, frutas secas.
Coroando isso tudo, vem um herbáceo lupulado maravilhoso. O lúpulo de amargor também é sentido, bem inserido. O álcool quase não se percebe, tamanha é a sua complexidade.
O final, doce e seco ao mesmo tempo, é interminavelmente longo, relembrando as sensações da própria degustação.
Excelente stout imperial americana, que chegou ao Brasil a preços aceitáveis. Rústica, forte e viril, é um prato cheio para quem gosta da pegada "extrema" da escola americana, mas sem cair no desequilíbrio. A aparência é show, totalmente preta, brilhante e com ótimo creme. Ela puxa visivelmente para o lado da secura fortemente torrada do "black malt", predominando intensamente as notas de café e queimado. Cacau torrado, amadeirado, castanha-do-Brasil e algum leve caramelo complementam o perfil de torrefação. Ela também exibe um elegante frutado remetendo a frutas vermelhas e uvas passas, que enobrece o aroma. Rosas e um mentolado de lúpulo lhe dão alguma leveza. Ao fundo, algum DMS se insinua sem comprometer (lembra aquele cheiro de festa junina no ar, das espigas de milho). Assim que você sorve o primeiro gole, doçura e amargor se equilibram por um instante breve antes que o amargor atropele tudo e mostre sua força num final seco, amargo e prolongado, bem assertivo e nada indulgente. O corpo é intenso e aveludado, mas sem aquela sensação xaroposa de outras stouts imperiais mais doces, e o aquecimento alcoólico é bem-vindo. A Old Rasputin não vem para brincadeira e mostra-se forte e assertiva sem pender demais para a brutalidade. Um ótimo equilíbrio.
Cerveja realmente sensacional!
Muito escura, quase preta, espuma marrom com boa formação e persistência.
Aroma e sabor apresentam chocolate amargo, café forte, lúpulo herbal e álcool, tudo muito bem equilibrado.
Na boca sentem-se, ainda, o amargor e a carbonatação intensos, mas não agressivos, contribuindo para o conjunto com muita personalidade.
Certamente, uma das melhores que já provei!
Como avaliar uma cerveja mítica sem ficar intimidado, fascinado? difícil responder.
O fascínio começa pelo belo rótulo, pela garrafa diminuta que parece não conter os 355 ml, pela tampinha que ao ser aberta deixa transparecer a boa carbonatação da cerveja.
Aroma de café, tostado, chocolate amargo e um pouco de madeira. Linda espuma cremosa com boa persitência.
O paladar acompanha o nariz, com nunces torradas, de chocolate amargo, senção aveludada acolhedora, como uma boca carnuda de uma mulher negra e bonita.O final é um tapa na cara e é extremamente seco e amargo, fazendo jus aos 75 IBU.Alcóol magicamente imperceptível, só é notado quando a inebriação bate à porta dos sentidos.
Situada na pequena cidade de Fort Bragg, Condado de Mendocino, Califórnia, a North Coast Brewing Company surgiu em 1988 como Brewpub. Desde então, a cervejaria já amealhou mais de 70 prêmios em campeonatos cervejeiros, dentro e fora dos Estados Unidos. Exportada para diversos países, uma de suas grandes estrelas é a "Old Rasputin", uma cerveja do estilo Russian Imperial Stout que vem causando grande comoção nos felizardos que têm a oportunidade de prová-la.
No rótulo, a sinistra figura de Grigori Rasputin - místico e conselheiro político influente na Corte Russa do início do século passado - saúda quem quer que esteja prestes a desvendar os seus mistérios.
Líquido cor de piche, completamente negro e opaco sem o menor traço de luz atravessando. A espuma é marrom clara, de alta formação e boa persistência.
O aroma de malte torrado é intenso, desdobrando-se em nuaces de pão e óleo queimado, além de notas de chocolate amargo, castanhas tostadas e leve defumado. Mais ao fundo, lúpulos herbáceos se combinam a um sopro ligeiramente sulfuroso, trazendo às narinas lembranças do mar e da praia, com a brisa típica das ressacas que deixam algas espalhadas pela areia. Simplesmente fantástico.
Mas é no primeiro gole que verdadeiramente se conjura toda a magia do velho Rasputin. Do alto de seus 75 IBUs, elevado teor alcoólico e extrema torrefação, eis que surgem sabores caramelizados, maltados e surpreendentemente delicados para uma cerveja que aparentemente tinha tudo para ser extrema. Robusta e aveludada, o paladar traz muito chocolate amargo com toques de café e cevada torrada. Sugestões de madeira, baunilha, alcaçuz e rum se insinuam no palato, inebriando os sentidos. O final é voluptoso e consegue unir torrado, doce, amargo e salgado em proporções excepcionalmente equilibradas. Como 'déja vu', o retrogosto traz de volta todas as sensações anteriores sintetizadas; uma memória vívida e obstinada que implora por um novo gole.
Como tudo na vida tem um fim, infelizmente é chegada a hora de acordar. O feitiço do velho Rasputin dura apenas o tempo que se leva para beber esta deslumbrante cerveja - um legítimo sonho engarrafado.
Líquido de coloração totalmente negra e opaca. Creme marrom de baixas formação e persistência, e média consistência. A apresentação é simplesmente maravilhosa, e, ao curvar a taça, o líquido que beira ao viscoso, adere-se e desce vagarosamente das laterais da taça.
No aroma, chocolate amargo, café, frutas vermelhas, e álcool, que lembrou-me whisky. No sabor, chocolate amargo, café, que logo assomam-se ao malte torrado, e vislumbres de frescor de lúpulo, além de toques amadeirados. Em algum momento da degustação senti algo que remeti a toques amadeirados. O final traz à tona um veludo com toques de malte torrado, álcool muito presente, e chocolate cremoso. Retrogosto longo de malte torrado, nuanças de madeira, e álcool. O amargor torrado e lupulado é muito intenso.
North Coast Old Rasputin é uma Russian Imperial Stout de personalidade marcante, lembrou-me os toques intensos da nossa Wäls Petroleum, mas notavelmente mais uniforme fazendo comparações entre garrafas, enquanto a nossa Imperial Stout mostrou-se muito inestável entre lotes e garrafas...
Cor negra opaca com creme marrom denso e persistente. Aroma frutado e torrado, lembra chocolate, amarula e canela. O sabor é doce de início, com as mesmas sensações do aroma, mais um torrado que vai se intensificando, até que no final aparecem café e o lúpulo de amargor, que é intenso. Carbonatação média, corpo médio pra alto, e álcool quase imperceptível.
Coloração negra, opaca com ótima formação de espuma e persistência, deixando laços. A apresentação da garrafa nem se fala...
No aroma, lúpulo herbal, torrado, leve café e chocolate. No sabor, explosão de lúpulo, torrefação trazendo bom amargor, mas suavidade de chocolate, café e um pouco de madeira, em um conjunto que o álcool aparece bem, o amargor se prolonga no final e tudo isso combinado com um aveludado maravilhoso no corpo, talvez um conjunto beirando a perfeição!
Engraçado que conforme a temperatura vai se alterando, as percepções vão mudando também, nesta mesma variação (chocolate, lúpulo e café).
Preta com creme bege bem denso e persistente.
As surpresas começaram no aroma. Além do já característico torrado, café chocolate possui uma deliciosa presença de lúpulo que coroa esse magnífico e complexo aroma. Nota 10!
No sabor, a mesma complexidade do aroma: Café, torrado e chocolate intensos combinado com amargor do lúpulo e um leve amadeirado. Final torrado bem longo deixando o sabor "maturando" na sua boca por muito tempo.
Uma cerveja incrível que excedeu às altas expectativas que eu tinha dela. E o melhor, está disponível no Brasil.
Verteu preta opaca, com creme bege bem formado, que vai se amenizando.
O aroma tem malte torrado, madeira úmida, frutas silvestres, melaço e whisky, bem rico.
O sabor explode em notas torradas intensas, com picância alcoólica moderada e pertinente e amargor suficiente para equilibrar o conjunto (por baixo).
Pesadinha, sua espuma ''acaricia com unhas''
Cerveja brilhante, epítome do estilo, parece realmente traduzir o que devia ser mandado à corte russa no século XVIII.
Nada que eu havia lido me preparou para o impacto. Tudo é "over" nesta cerveja a cor negro profundo com creme volumoso marrom e perene. Aroma muito mais complexo do que simples "tostados" ou "cacau" e no paladar novidades a cada gole e conforme a temperatura ia se elevando novas e novas surpresas. Retrogosto poderoso e intenso. Até então a imperial stout schornstein era unica neste panteão. Tive que abrir uma vaga para OR. Incrível é a palavra certa para defini-la.