Wayan, nome da filha de Teo Musso, é uma cerveja feita com trigo, trigo sarraceno, centeio, coentro, casca de laranja e pimenta. De cor clara, alaranjada, é muito perfumada. Traz no aroma cereais, pêra, cravo. Na boca, é frisante e refrescante, com notas de especiarias e com discreta estrutura condimentada. Uma sensação que deixa lentamente a boca limpa e satisfeita. Não é pasteurizada e é refermentada na garrafa.
Coloração amarelada levemente turva, com creme branco de média consistência e retenção.
No aroma já se percebe a sua importante acidez. Sobressaem, no entanto, notas cítricas de casca de limão, grapefruit, abacaxi, cravo e um toque de sementes de coentro.
Na boca, as deliciosas sensações de refrescância continuam, aliadas à alta carbonatação e um inusitado sabor que associei a doce de cidra.
Coloração amarelada turva com formação de espuma branca de curta duração.
Aroma uva, banana, cereais (trigo).
Sabor uva, vinho branco, especiarias e cereais (trigo). Carbonatação baixa corpo leve. Cerveja bem refrescante.
Líquido dourado claro, com formação de um creme branco de média permanência. Partículas escuras ficaram depositadas no fundo da taça. No aroma, presenças cítricas, além de sugestão de aveias e cereais. No sabor, surgem também, como sugestões, escondidas pelo azedo da levedura de pinho, resina e limão. O retrogosto é adstringente e a carbonatação é bastante presente, criando pequenas bolhas constantes.
Coloração amarelada levemente turva e creme branco de boa formação e duração. O aroma é bastante cítrico (laranja, abacaxi e pêra) com um toque de especiarias (coentro). Delicada e muito refrescante no paladar, revelando ainda discreta acidez (algo parecido com cidra). O final é dos mais saborosos, médio e doce.
COR: amarelo vivo a dourada, média turbidez.
ESPUMA: cor branca. Mediana formação inicial, baixa sustentação, restando uma película.
AROMA: especiarias, condimentos, cravo, banana, fermento, abacaxi, malte.
PALADAR: cítrico, especiarias, condimentos, cravo, pimenta-do-reino, canela em pau, banana, leve picância, corpo baixo, média-alta carbonatação.
Achei a cor desta bem similar a Isaac (a primeira Baladin que tomei), apenas esta não estava totalmente turva, como a outra. A espuma formou-se medianamente, de breve duração, restando apenas uma fina camada branca. No aroma, destaque maior para o cravo e banana, remetendo a uma cerveja de trigo, com o fermento também bem destacado, mas com notas de especiarias e condimentos – tirando o cravo –, menos evidentes, mais ao fundo, em segundo plano. Outro frutado que encontrei foi de abacaxi e pêra (menos destacado). O sabor é bem cítrico da laranja, com os condimentos/especiarias mais presentes que no aroma, com sabores de cravo, pimenta-do-reino, canela em pau, nada excessivos. Leve picância, que bem envolta pelo adocidado mediano, traz um toque ao sabor, sem exagero. Forte carbonatação e crocância tornando a drinkability alta, trazendo refrescância. Certa acidez e um frescor herbal de menta a ronda, inclusive grudando na gengiva por um longo tempo. Mesmo com os vastos ingredientes usados na sua fabricação, creio que foram magicamente dosados, pois ela é muito leve, todas as sensações, embora umas mais presentes, outras menos, foram sutis no geral, complementando uma a outra, tornando a cerveja bem leve, refrescante, e com capacidade para alta drinkability.
ótima cerveja da baladin. clara e com pouca espuma, alta carbonatação. No aroma destaco as especiarias (cravo) e ervas (cidreira) e o adocicado (malte). O sabor segue o aroma obtendo um equilíbrio altamente refrescante.
A saison da Baladin é uma cerveja fresca e leve, com um agradável perfil cítrico e frutado - uma cerveja muito fácil de beber, sem a rusticidade que pode acompanhar esse estilo. Aliás, as Baladin são todas reinterpretações mais ou menos livres de seus estilos inspiradores; neste caso, a versão criada por Teo Musso atinge um resultado interessante. Na taça, a cor é amarela alaranjada, opaca, com um creme de volume e persistência medianos (eu até esperava mais pela presença do malte de trigo). Aroma e sabor são frescos frutados e sutilmente condimentados. Predominam notas de pêras frescas e laranjas (estas, não sei se advindas apenas da adição de cascas de laranja e se também dos ésteres, como até parece ser o caso). Acompanham sementes de coentro, com seu toque cítrico e picante fazendo uma ponte entre o frutado e o lúpulo, que tem um perfil condimentado e apimentado. O malte é bastante perceptível no sabor, com um toque adocicado bem evidente remetendo a mel. Ao fundo, bem sutis, algo de mofo e um toque esterificado que me lembrou o sabor daqueles sorvetes italianos de palito ("Espumone"). No paladar, predomina a doçura frutada e maltada, fazendo da Wayan uma cerveja fácil e amistosa. Essa doçura se equilibra com uma acidez relevante e refrescante, tendo o amargor como coadjuvante bem suave, quase imperceptível. Doçura e acidez são marcantes na entrada, conduzindo a uma finalização suavemente amarga e a um final bastante doce, sem amargor, de média duração, com retrogosto que apresenta uma boa síntese das características da cerveja, com notas de laranja, apimentado e mel. O corpo é mediano, mas tem uma agradável textura acetinada que advém, suponho, dos vários cereais não-maltados usados na receita, entre eles o trigo sarraceno e o centeio. O álcool se faz perceber bem de leve, mas sem comprometer. O resultado é uma cerveja de boa drinkability, com um positivo e agradável perfil adocicado e frutado equilibrado pelos toques condimentados, sem a rusticidade da fermentação espontânea que pode estar presente no estilo. Contudo, se a doçura do malte fosse menos intensa, sua sensação de frescor seria potencializada, pelo que eu entendo que ela é um pouco desequilibrada para o doce. Até por isso, talvez, é uma cerveja acessível e fácil de beber, que duvido que desagradaria muita gente. Na verdade, mostrou-se uma das receitas mais interessantes dentre as Baladin que provei.
Dourada, creme escasso e brevíssimo (nem saiu na foto feita logo após encher a taça). Perfumada, cravo e esppeciarias, complexa, saborosa remetendo a melhores belgas do estilo. Adocicata, temperada, amargor discreto, tudo muito bem equilibrada. Essa cerveja tem uma lista extensa de ingredientes com diversos cereais não maltados, entre eles centeio e aveia. Boa cerveja.