Avaliações escritas por Carlos De Manuel
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Bela nut brown Porteña, com bastante caramelo, malte tostado e nozes no aroma e paladar. Corpo de médio a alto para o estilo, álcool pouco perceptível. O final é amargo, com notas de tofee e muita noz. A primeira vez que provei foi num embate com a bela nut brown da samuel smith, e arrisco dizer que esta aqui é páreo duro - senão superior - à inglesa.
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Demorei até provar esta aqui, pois até então nenhuma das Anderson Valley tinha me convencido completamente. Mas só o aroma desta aqui já foi o suficiente para virar o jogo: intensamente lupulada (alguma espécie de amarillo?), ricamente cítrica e herbal, daquelas que te fazem grudar o nariz na taça por um bom tempo.
O sabor traz algum malte mas nele predomina também o lúpulo, levemente mais amargo que o sugerido no aroma, final longo, refrescante. Enfim um rótulo da cervejaria americana que certamente vale repetir.
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Ale com aroma carregado mas interessante, com álcool, melado (normal pois leva açúcar de cana na sua composição), além de frutos secos e talvez algum amadeirado. A coloração é de um dourado opaco. O sabor é predominantemente maltado e frutado, com poucas notas de amargor, e um final que evidencia o álcool, quente como pede um dia bem frio. Não tem muito do que costumo apreciar em uma barley wine, mas devo admitir que dentro de sua proposta é uma cerveja bem resolvida.
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Confesso que o primeiro que me chamou atenção nessa Porter foi o desenho e o nome que remontam ao legendário Hunter S Thompson, mas a americana oferece muito mais. E é impossível não mencionar a lupulagem, muito bem encaixada no aroma e paladar, equilibrada de tal maneira que da uma impressão de ter bem menos que seus 85 de IBU. Notas de chocolate e café estão bem mpresentes e malte torrado do início ao (longo e lupulado) fim. Corpo acima da média também. Bela cerveja.
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Uma cerveja razoável que certamente supera as lagers de massa. Mas isto não deve ser o suficiente para quem procura cervejas especiais, imagino. A aparência é ok, o aroma traz malte e um pouco de lúpulo, mas faltam-lhe amargor, corpo e principalmente personalidade. Deve agradar quem está iniciando a "desintoxicação" das pale lagers de massa da vida e quem é fã de cervejas leves. Particularmente não me impressionou.
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Quando saiu a notícia que a FEMSA traria a Edelweiss para o Brasil, me animei imaginando que se tratava da Snowfresh, uma belíssima Wit. Esta Weiss, se por um lado agrada, por outro não acrescenta muita coisa de novo perto do que já existe disponível por aqui. Boa aparência, com a turbidez e formação de espuma que se esperam do estilo, notas de fermento e cravo no aroma e sabor, bastante maltado com leve toque cítrico. Bem refrescante e corpo razoável. Por mais que não traga novidades, é uma boa cerveja com relação custo-benefício interessante.
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Impossível evitar a comparação entre esta e a outra dark ale brsileira com adição de café, então vamos direto ao ponto: esta aqui é menos equilibrada, porém infinitamente menos monótona que a Demoiselle. O café está presente, claro, e é prsença principal tanto no aroma quanto no sabor, porém está acompanhado de malte torrado e lúpulo em maiores quantidades. Há algumas notas cítricas (porém nem de longe como ocorre em stouts como a Brunette por exemplo) e talvez a carbonatação deva ser reduzida um pouco. Mas é uma boa cerveja e na minha opinião superior à sua principal rival. No mínimo é mais divertida.
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Versão em garrafa mostrou evolução desde a última degustação, mantendo o seu caráter maltado e as boas notas de tostado e caramelo. Coloração avermelhada escura, boa formação de espuma e retrogosto curto. Me parece uma boa alternativa para representar o estilo nas outras épocas do ano quando uma certa rival produzida por uma macro não está disponível (cara, como soa esquisito dizer isto...).
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Lote com problemas, aparentemente com oxidação excessiva. Foi impossível passar do segundo gole. A apresentação não comprometeu, mas o resto...
Até agora a única experiência negativa com a marca, certamente merecerá outra chance.
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Surpreendeu esta versão em garrafa por manter boa parte das características que apresenta na pressão. Boa lupulagem, corpo leve mas não aguado, toque cítrico trazendo sensação picante. Performa muito melhor que muita pale lager artesanal por aí.
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Típica dark ale de inverno belga, traz aroma de açúcar mascavo, frutos secos e álcool. Coloração rubi escura, com pouca formação de espuma, de bolhas grandes. O sabor é intenso, com malte, ameixas, melado, agradável sem surpreender dentro do que se espera do estilo. O álcool é pronunciado por pouco não chega a desequilibrar o conjunto, porém nem de longe sugere os 10.5 do ABV. Destaque ainda para a presença da lupulagem, discreta mas bem definida. Boa pedida para a próxima frente fria.
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Já havia provado esta cerveja em ocasiões anteriores e também a julgava uma obra 'menor' da Unibroue. Porém, em prova recente, esta negra provou que envelhece (muito) bem. Há notas de café torrefação, malte e de leve frutas vermelhas no aroma e paladar. A coloração é escura, avermelhada, com creme marrom claro, de duração razoável e boa formação. Final médio a longo com suave amargor. Bastante equilibrada, esse exemplar no final da vida (na verdade passado poucos meses após o tempo de guarda indicado pelo importador) me fez perceber que não há cerveja ruim da Unibroue. É só saber esperar.
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De longe, é o aroma que mais se destaca nesta criação da Batemans. Notas florais, frutadas (damascos, ameixas, uvas) e cítricas bastante complexas aparecem notadamente. Infelizmente, se transferem de forma bem mais tímida no paladar, que é agradável, mas não traduz tudo o que se espera. Maltada, refrescante e leve, é agradável, mas o custo benefício é questionável.
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O que esperar de uma pale lager líder de mercado, fabricada pela Inbev, em um país sul americano? Pois a Baviera talvez seja a mais interessante entre as cervejas desta categoria no continente. Claro, não é nenhuma coisa de outro mundo, há pouco aroma de malte e lúpulo, e o amargor é pequeno. Porém, há menos off flavors e mais corpo que na maioria de suas equivalentes em seus respectivos mercados. Mas não espere muita coisa...
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Mais uma boa representante do estilo. Apresenta notas de malte torrado e chocolate no aroma, e ainda algum lúpulo. A aparência, com correto uso do recurso do N2, cuja beleza e duração dispensam comentários. O paladar traz café e chocolate, malte e lúpulo de forma equilibrada, mas sem exageros, o que a torna boa candidata para iniciantes. Mas não deve desagradar também os iniciados. Apresenta uma carbonatação levemente superior às demais cervejas com nitrogênio na lata.
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A promessa parecia campeã, pois Tripel é um de meus estilos preferidos e sou meio viciado em lúpulo. Porém o resultado não foi o esperado: parece que a complexidade e riqueza de sabores do estilo teve que ser amenizado para dar espaço ao lúpulo de maneira harmônica. O resultado final foi uma cerveja até saborosa, bem interessante mas sem o diferencial que se esperava pela proposta. Há notas de frutos amarelos, fermento, casca de laranja, malte, mas em notas abaixo do esperado. E a própria lupulagem, apesar de já destoar do estilo, não chega a surpreender, pois é presente, mas quase discreta. Ainda assim, acho que vale conhecer.
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Mais uma bola dentro da Klein, esta brown ale está muito bem inserida no estilo: aroma com nozes, malte, coloração castanha com creme claro de média persistência. O sabor traz leve amargor (talvez pedisse um pouco mais), nozes, malte e caramelo. Corpo leve, mas longe de ser aguado. Grande pedida para sair da mesmice na hora do chopp.
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Lúpulo lúpulo lúpulo! (e cascade, eu acho...) O aroma espetacular desta lager, bastante herbal e com notas de biscoito, em conjunto com o belíssimo creme (que se fosse de maior duração faria por merecer a nota cheia na aparência) já preparam terreno para o sabor: com um suave doce do malte como base e uma bela lupulagem dominando. Ainda traz toques frutados, cítricos (lima?). Mal se percebe o álcool, a carbonatação é relativamente alta e o corpo, médio. O final é amargo para uma pale lager, bastante seco e extremamente refrescante - caiu como uma luva para esse atípico calor pré-outonal aqui. Mais uma cerveja que prova que ser leve não é desculpa para ser sem gosto e sem graça.
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Mais um caso que comprova que não é necessário uma cerveja ser encorpada para ser excepcional. A aparência desta aqui já começa dando um destaque, pela bela coloração dourada, mas principalmente pela excecpcional espuma: alva, de grande formação, fazendo a taça parecer cheia de ovos nevados, além da longuíssima duração. O aroma traz notas cítricas de lúpulo, além de coriandro e casca de laranja. O sabor também surpreende, pois é mais amargo que sugere o aroma, traz as notas cítricas mencionadas, malte e um final seco e amargo delicioso, onde também aparecem traços do capim-limão mencionado na "classificação" de lemongrass beer. Vale experimentar.
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Surpreendeu esta Porter, talvez por algumas infundadas críticas amenas que recebeu no seu lançamento. Trata-se de uma representante mais que legítima do estilo, com bela coloração negra e aromas que remetem a chocolate, baunilha, café e maltes torrados, com algum lúpulo de fundo. Todos esses elementos aparecem novamente no sabor, porém com o amargor ganhando algum destaque no final. A textura aveludada e o bom corpo elevam em muito sua drinkability. Destaque também para o tratamento da água, que remete às duras águas britânicas originais do estilo. E tenho a impressão que melhorou com o tempo, o que a candidatou a guardar um exemplar no estoque ignorando a data de validade.
Uma das melhores dark ales nacionais, creio que tenha somente na Baden Stout uma "rival" à altura. Manter o nível desta cerveja será ao mesmo tempo uma honra e um grande desafio.
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