Avaliações escritas por Tom Adamenas
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Uma felicidade descobrir esta cerveja. Não fosse o custo um pouco elevado, uma cerveja certeira pra refrescar maravilhosamente bem em dias mais quentes.
Pelo rótulo o que se espera é mais uma experiência 'purple haze' do que qualquer outra coisa, mas ao servi-la os aromas cítricos do amarilo refrescam essa ideia. Ela é amarela escura, mas praticamente sem nenhuma turbidez, o que me causou uma impressão estranha já que se trata de uma weiss, mas pensando na comparação feita com a Schneider TAP5 (Meine Hopfenweisse), a filtragem (creio eu ser isso) foi providencial, pois retirou um pouco do peso do fermento (banana e cravo) e deixou o conjunto mais leve, destacando o lúpulo e colocando os fenóis da fermentação apenas como um equilíbrio sutil, pra lembrar que se trata, de fato, de uma cerveja de trigo. Espuma zero (mas como a tampa abriu muito fácil, pode ser que a carbonatação estivesse comprometida).
A impressão aromática mais evidente, pra mim, foi a de laranjas. Acho que devido a presença do cítrico, casado com a tradicional banana das weiss, a imagem foi a do 'frutado cítrico', mas equilibrado. Laranja! Um pouco no malte pode ser sentido, mas não predomina e traz principalmente trigo.
Na boca o malte ganha mais evidência e o amargor chega no fim do gole e persiste no retrogosto. Não achei que a carbonatação estivesse lá essas coisas, mas pode ter sido problema na tampa.
Enfim, uma cerveja leve, com uma complexidade interessante e muito refrescante. Se o preço ficasse mais próximo das colorados, por exemplo, seria um bom páreo pra desbancar o 'frescor imperial' da Hoegaarden.
Detalhes
Sem muito o que falar sobre o conceito da cerveja, coisa que o Paulo brilhantemente já fez.
A cor é de um negro absolutamente profundo, sendo evidente apenas nas bordas a translucidez dela, mostrando-se marrom-rubi. O creme possui formação mediana e baixa retenção, sendo de cor marrom. O líquido é evidentemente denso já no momento em que é servido.
No aroma predomina intensamente o café queimado, abrindo espaço para um leve chocolate e algumas notas alcoólicas. Quase nenhum lúpulo pode ser encontrado aqui.
O paladar é marcado também pela intensa torrefação do malte, mas com algumas notas mais doces, talvez do hidromel. A sensação é mais a de uma porter que de uma imperial stout, apesar da intensidade do conjunto. A carbonatação fica mais evidente na boca, que enche mesmo com pequenos goles, auxiliada pelo alto teor alcoólico. O final torrado é bastante longo e pouco seco.
Uma cerveja magnífica, digna da complexidade e importância do álbum de Miles da qual é homônima, indispensável acompanhamento aliás para o desfrute de toda a aura que ronda esta breja. Mas é bom ressaltar que só a primeira faixa (Pharaoh's Dance), com seus 20 minutos, não basta para uma única taça.
Cerveja e música pra fazer a cabeça!
Novamente um obrigado ao Du, por nos ter servido uma incrível breja!
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Apresentação dos rótulos muito bem trabalhada. O líquido é alaranjado e opaco, com um creme de formação intensa e longa duração, muito denso e que "seca" em pouco tempo, ficando similar a um chantily, evidenciando trigo e aveia, mas com o gosto puxando mais para um amargor cítrico.
As notas aromáticas de destaque são as cítricas, bem delicadas, remetendo à laranja e à levedura. Em segundo plano um leve adocicado maltado.
O primeiro gole é marcado pela entrada quase azeda da cerveja, com a levedura bem evidente, mas logo balanceada com o dulçor do malte que remete à damasco e ainda um leve cítrico, finalizando com o amargor do lúpulo secando a boca.
Não sei se esta garrafa estava levemente comprometida, pois da outra vez que tomei a Karmeliet não me lembro da levedura tão evidente, o que deu uma leve pesada no conjunto e deixou faltando aquela leveza magnífica que, até hoje, só encontrei na Westmalle. Fora isso, é uma cerveja sensacional!
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Cerveja gentilmente oferecida pelo Du, com direito a harmonização com o delicioso fromage à la gueuze - queijo produzido pela Cantillon e que leva adição da própria cerveja.
A apresentação da cerveja é bem particular, devido a presença de tampa e rolha no seu fechamento, em função da incerteza sobre os níveis de pressão a que pode chegar a garrafa. O rótulo fica como uma piadinha à parte...
A coloração é de um amarelo profundo e opaco, com parca formação e retenção de um creme muito branco.
As primeiras notas aromáticas imediatas são doces e ácidas, remetendo a bons frizantes. O malte de trigo se torna perceptível e colabora para arredondar o conjunto. As doses cavalares de lúpulo não são perceptíveis com a breja mais gelada (para colaborar no controle dela, os caras chapam de lúpulo na receita, mas antes deixam meses e meses as flores descansando, para perderem os ácidos álfa, responsáveis pelo amargor, retendo apenas as propriedades de conserva). Mais ao final da degustação um leve herbal se faz presente.
Na boca ela entra primeiro com a ácidez da levedura e logo contrasta com um adocicado do malte, predominantemente de trigo. Apesar da carbonatação não ser muito intensa, a sensação terrosa é a mesma de um frizante. O amargor do lúpulo inexiste e o final tende ao seco com a acidez presa na garganta.
A harmonização com o queijo não podia ser mais perfeita. Além dele e da cerveja serem delícias em suas respectivas individualidades, a cada gole/pedaço que se vai, as semelhanças de sabor se acentuam, tornando-se indissociável o queijo nas sensações da breja e vice-versa. A gueuze fica rendonda e o queijo mais cortante. Espetacular!
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Analisado por Tom Adamenas 30 de Março de 2011
Atualizado pela última vez: 30 de Março de 2011
Analista Top 100 -
A garrafa já é uma ocupação à parte. Rodou de mão em mão um bom tempo antes de todos se atentarem à cerveja em si. Do gárgula soviético impresso na garrafa ao excerto sobre a ausência de pecados nela, há muito o que se admirar neste puta trabalho.
Enquanto servíamos a cerveja, o aroma tostado, um tanto licoroso, já se desprendeu no ar, antecipando o espetáculo. A densidade do que beberíamos já era visível mesmo antes da breja cair no copo. O líquido profundamente negro e um tanto opaco foi coroado por um creme de média formação e retenção, marrom, lembrando mesmo o creme de bons expressos. No contra-luz, apenas no limite das bordas foi possível observar que a cerveja também era marrom.
As notas aromáticas imediatas remeteram ao tostado intenso do malte, um perceptível herbal/mentolado do lúpulo Warrior, perfis de anis e alcaçuz, tudo envolto pelos 10,8% abv levemente perceptíveis. Conforme a breja esquentava, o quadro se alterava um pouco, com notas de café, chocolate e do próprio álcool se destacando mais, remetendo à complexidade de um bom licor de café.
Na boca, o domínio, do começo ao fim do gole e mesmo no retrogosto, foi claramente o do malte intensamente tostado, mesclado com o amargor dos altíssimos teores de ácido álfa desse lúpulo (15% - 17%). Em segundo plano apareceram novamente anis e alcaçuz, o álcool se destacou muito menos, estando bem inserido e apenas esquentando o conjunto todo. A cerveja enche a boca com um textura licorosa. O conjunto todo remeteu a fumo de mascar, mas sem grudar na garganta. E quando a temperatura subiu, até o limite da temperatura ambiente - bem uns 20 e poucos graus -, igualmente ao aroma, ela caiu no sabor com a sensação do licor de café. Ao fundo, um pouco do azedo da levedura foi perceptível, servindo apenas para torná-la - a cerveja - ainda mais complexa. Ao final, com pouco líquido ainda no copo, foi possível observar reflexos rubi na cerveja.
Uma cerveja densa e complexa, para tomar com mais gente e com calma. Há muito o que perceber nela, inclusive com as variações de temperatura. De modo algum possui uma drinkability alta, mas nem de longe difícil de tomar.
Saúde o grande Du por ter trazido esta jóia e partilhado com mais gente lá em casa. Por 6 (SEIS!!!) dólares, dá uma dor no coração saber que dificilmente um dia teremos dela por aqui.
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Rótulo não muito "confiável" e, no copo, aparência um pouco frustrante: líquido clarinho, com uma cara um tanto rala. O creme se formou bem, mas não se manteve ao longo de toda a degustação. O aroma puxou levemente para um leve floral, mas sem muita personalidade. O sabor remeteu um pouco para o lúpulo, mas que manteve apenas a feição de aromático; veio junto também uma referência maltada à cereais e notas metálicas desagradáveis de standard american lagers enlatadas (skol, brahma etc), comprometendo o conjunto. Pode ser que a avaliação esteja "comprometida" pois a degustação se deu após duas belas cervejas (Patagonia Amber Ale e Wäls Bohemiam Pilsner) e a comparação foi inevitável. De qualquer modo, dentro do padrão "delícia de ser" da Wäls, está ficou muito aquém.
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Cerveja surpreendente! Quando servida já mostrou um dourado um bocado intenso, quase tendendo ao âmbar. Notas de lúpulo herbal se desprenderam e dominaram o aroma, seguidos por um leve malte, puxando pro biscoito. Na entrada do primeiro gole a sensação foi adocicada, mas logo seguida e atropelada por um amargor marcante, que encheu a boca e se estendeu ao retrogosto e secou a boca. O restante do copo, já preparado, desceu mais cuidadoso com o lúpulo, que faz a cabeça de qualquer hophead! Breja marcante e muito bem executada. Mais um ponto pra Wäls!
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Cerveja com bela apresentação, tanto pelo tamanho da garrafa quanto pelo rótulo simpático. Deitada no copo a formação do creme foi intensa - devido, talvez, a temperatura relativamente alta em que foi servida -, sendo o mesmo de cor bege bem claro e com boa permanência. O líquido é âmbar, muito cristalino, lembrando algumas pale ales inglesas. O aroma, infelizmente, é fraco. Algumas notas sutis de caramelo, apenas. No paladar, entretanto, ela se mostra mais diversa e equilibrada: as notas de caramelo se mantém, mas dividem, harmoniosamente, as sensações com um lúpulo floral suave e toques de pão (levedura). Enfim, uma cerveja muito bem executada e equilibrada. Não é marcante, em absoluto, mas a temperaturas um pouco mais baixas (8°C) deve se mostrar muito refrescante e com excelente drinkability. Uma pena não estar disponível nas nossas prateleiras. Aliás, uma pena não vermos muita (ou quase nenhuma) cerveja latino-americana nas nossas prateleiras.
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Outra grata surpresa da Anderson Valley.
Apesar do susto ao servir a cerveja, que formou muito creme, denso, lembrando até mesmo a Lust, quase um mousse sobre o líquido, ela não decepcionou. O líquido é "estranhamente" dourado (estranhamente para uma pale ale, apesar do 'gold' no nome).
O aroma é um pouco fraco, não sei quanto pela quantidade de creme formado, retendo-o, mas ele segue apenas por uma linha fraca adocicada e um sutil floral para finalizar. É o 'silêncio que precede o esporro'!
Ao bebe-la, de cara mostra uma outra face mais potente, entrando doce e logo um atropelo delicioso de um amargo bem evidente, que gruda na lingua e no céu da boca, esticando por bastante tempo no final e retrogosto. Ligeiramente seca.
O amargor potente ao final retira um pouco de sua drinkability, mas não achei, de modo algum, uma cerveja difícil de se tomar, ainda mais comparada com outras brejas estadunidenses realmente lupuladas.
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Comprada no EAP na promoção 2 por 1, me sinto tentado a ir lá e comprar mais... muito mais!
A apresentação simpática do rótulo fica bem aquém da cerveja em si. Deitada no copo, a coloração âmbar, coroada por um creme ligeiramente alaranjado, denso e persistente, deu a ela uma cara linda.
No aroma o que salta mesmo é o caramelo e um lúpulo herbal, com cara de bitter inglesa (seria magnum?). Nuances tostadas permeiam o conjunto.
O gosto segue a mesma linha, bem equilibrado entre as duas características evidentes, mas sem grudar muito na boca. O final não é muito longo e nada seco, mas ainda assim apresenta boa drinkability, pelo equilibrio, creio eu.
Uma cerveja que não tem muito a cara 'extrema' que se presupõe de uma estadunidense, mas que vale muito a pena, ainda mais pegando uma barbada dessa.
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Com uma apresentação lindíssima, de um creme bege, denso e duradouro, coroando o líquido vermelho alaranjado, bem mais imponente que sua "irmã menor" Índica, esta breja mostrou-se absurdamente aromática. As notas mais claras de início foram manga, maracujá e limão. Extremamente cítrica. A certeza de uma presença intensa de lúpulo quase mascarava um malte ligeiramente tostadinho que veio de fundo.
Por gostar de cervejas muito lupuldas, não me "preocupei" com o que estava por vir, mas pra minha surpresa, o lúpulo mostrou no paladar uma cara estranha. A manga desapareceu, permanecendo o caráter cítrico, basicamente o maracujá, dominando todas as sensações, abrindo uma ou outra brecha pro malte, que não deve ser pouco pra ter levado ela até os incríveis e sutis 9,5%abv.
O final, bem seco, é bem longo e não desgruda do maracujá.
Confesso, com certo pesar por ter a Indica como minha breja favorita, que esta versão extrema dela não me agradou. A medida que tomava, o lúpulo, que não se apresentou realmente amargo, apenas cítrico, cerceava praticamente todas as possibilidades gustativas do momento. Perdeu o equilíbrio e, pra mim, não foi por pouco. Acho uma Double Dog da FD ainda um bocado mais equilibrada, mesmo sendo muito mais amarga.
É um projeto interessante e o que mais queria era ver lançamento da Colorado, mas precisavam segurar um pouco a mão nessa daí. Minha opinião.
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Após um ano de novela, consegui abrir a garrafa. No final, quem sabe, a espera tenha colaborado bem no resultado.
No copo o creme se formou bem, apesar de não ter se segurado lá por muito tempo. Amarelado, a sua densidade foi média. O líquido dourado e levemente opaco agradaram os olhos. A carbonatação aparente estava incrível, com pequenas bolhas que não paravam de subir.
O aroma trouxe um frutado imediato equilibradíssimo, seguido por notas de mel e damasco. Um deleite ao doce! A levedura também mostrou-se sensível.
O gosto, complexidade a parte, mostrou-se muito equilibrado, com notas doces na entrada e um final de amargor delicado, mas redondo. Frutas amarelas e secas em todo o conjunto.
Essa, depois de uns 10 anos, deve ficar um absurdo!!!
E isso é que é nome!
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Douradinha no copo, com creme médio e de baixa duração. Carbonatação média/baixa.
O aroma é fraquíssimo, assim como o gosto. Não é saborosa, apesar de não apresentar muitos off-flavors.
Nem tem mais o que falar... uma pena.
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Analisado por Tom Adamenas 17 de Agosto de 2010
Atualizado pela última vez: 17 de Agosto de 2010
Analista Top 100 -
Sempre receei em comprar esta breja por causa da opinião alheia, principalmente com o preço médio na casa dos R$9,00. Mas eis que me aparecem com ela em casa e... grata surpresa!
No copo o creme se formou muito bem. Denso, claro, durou bastante. O líquido é dourado, típico. Bela apresentação.
O aroma, a princípio não surpreendeu, devido a grande quantidade e densidade do creme, mas quando ele se estabilizou um pouco mais abaixo, um lúpulo aromático bem agradável deu as caras e casou bem com um leve adocicado do malte ao fundo.
No gole, ela entrou mais doce, com o malte medianamente proeminente, mas o amargor cresce da metade pro fim, deixando o final com um amargor médio e equilibrado.
Pelos 5 merréis que custou, achei um bom custo benefício. Mas pelos comentários gerais, me parece um desses "lotes mágicos"...
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Analisado por Tom Adamenas 10 de Agosto de 2010
Atualizado pela última vez: 10 de Agosto de 2010
Analista Top 100 -
Inusitada, fiquei confuso com ela nos primeiros instantes. Mas desceu que desceu bem! Não conhecia o estilo.
A aparência no copo é bonita. Um rubi profundo e translúcido, com creme bege, lembrando até a Kaiser Bock.
O aroma é de torrefação intensa. Muito malte.
A torrefação segue e domina também na boca, de modo bem intenso, realmente lembrando algumas bocks. O final é amargo e longo.
No sétimo rótulo da noite, foi tudo o que consegui extrair dela... uma pena.
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Confesso que, pelo auê dos confrades em torno dela, esperava um pouquinho mais, ainda mais depois de colocarem-na em pé de igualdade com as Tchecas não naturalizadas.
A apresentação no copo é de um líquido dourado, com um creme médio que não fica muito tempo por ali...
O aroma é sutil, com presença de malte, levedura e um pouco mais de lúpulo, mas nada assombroso.
No gole o malte é o primeiro a das as caras, seguido do lúpulo bem ao final do gole, ganhando intensidade no retrogosto e secando bastante a boca. A cada gole o amargor domina mais e mais a boca, dando mais cara de pilsen pra ela.
Gostosa, mas definitivamente aquém de uma Urquell.
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Cerveja fácil e gostosa. O rótulo dispensa apresentações. Ralph Steadman é um gênio!
No copo ela é escura, marrom, ligeiramente translúcida. Creme bege de média formação.
No aroma, café e lúpulo cascade. Simples e eficiente.
O sabor segue o mesmo, com uma leve inserção de malte (chocolate).
Final longo e amargo (lúpulo e torrefação).
Direta e reta!
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A garrafa, com o apelo feminino, é bem bonita. No entanto, não sabia que se tratava de fato de uma "cerveja para mulheres".
A cor da cerveja, dourada e com uma carbonatação estupenda, fica linda ocupando 1/3 do copo, quando o creme branco, denso, duradouro, ocupa todo o restante do espaço a ele destinado. Uma aparência aveludada se mantém sobre ele.
O aroma é doce e suave, com notas florais muito sutis. Realmente delicada. Passa a impressão de conter trigo na receita.
No sabor, acompanhando o lúpulo, um pouco de pão, possivelmente a levedura já dando sinais de instabilidade depois que a breja passou da validade. Frutada. Laranja e frutas secas. Final curto e seco, com pouco amargor.
Leve, facílima de beber e com uma complexidade interessante.
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Bela apresentação, apesar dos jacarezinhos que pulam no final e dão uma impressão estranha. Líquido bem escuro e denso, transparecendo só um marrom opaco nas bordas. Creme de média formação, densidade e perenidade; bege claro. Fica por aí o mediano.
O aroma é uma delícia: notas torrefadas, com presença intensa de café e chocolate amargo acompanhado de um inusitado e muito bem inserido frutado; aroma gordo, intenso.
No gole a torrefação domina. Prende o paladar da entrada do gole até o retrogosto, mas se trata de uma torrefação que remete claramente a café, apesar do gosto da cerveja não ter tão pronunciado o gosto dele. O adocicado fica nos meandros, trazendo um achocolatado interessante, mesclado com notas mais azedas da levedura.
Carbonatação média/baixa.
Drinkability estupenda!
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Impulsivo simplesmente por estarem na prateleira do Extra, resolvi pagar alguns dobrões pra revisitar essa cerveja que já tinha me atordoado antes.
Resolvi servir, dessa vez, descartando completamente o fundo da garrafa, pra evitar ao máximo que a levedura viesse junto com a breja.
A aparência dela impressiona, mas não é necessariamente boa. Mesmo no contraluz, é impossível enxergar qualquer traço colorido ou reflexo nela. A espuma, marrom, é marcada por bolhas médias, lembrando a Caracu.
O aroma até agrada. Um leve azedo, bem mais suave que o da primeira vez. Deu pra sentir um leve lúpulo herbal ao fundo; presença marcante do malte torrado. Torrado!
No gole ela também incomodou menos - no quesito azedume -, mas deu pra notar uma presença desequilibrada do tostado, deixando um residual de cinza na boca, muito desagradável (carne queimada, carvão, cinza de balão-galinha, ponta de beck... coisas que eventualmente as pessoas acabam engolindo).
Com pouco corpo, essa versão "sem corpo de fundo" se mostrou menos pior, mas ainda assim uma cerveja complicada de se apreciar. Pelo menos o rótulo ainda é sujestivo...
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