Avaliações escritas por Luiz Felipe Malta
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Analisado por Luiz Felipe Malta 30 de Dezembro de 2011
Atualizado pela última vez: 30 de Dezembro de 2011
Analista Top 100 -
A James Squire Amber Ale, traz um visual típico do estilo. Sua coloração é castanha, âmbar, acobreada. Seu aspecto é denso, mas traz bastante efervescência aparente e nenhum sedimento em suspensão. Forma uma camada tímida, pouco espessa, de creme claro, mas com baixa permanência, assentando com rapidez. Repousa pouco lacing nas laterais.
Seu aroma é essencialmente malteado, notavelmente tostado, levemente adocicado e picante, desgarrando com facilidade. Podem ser percebidas notas de malte caramelo, cereal, pão, mel, toffee, torrado/amadeirado, castanhas, frutado sutil de tâmaras/damascos e um notável e presente lúpulo floral. Conjunto bem saboroso, com complexidade ideal para o que se propõe. Buquê limpo, com um pouquinho de off-flavor de papelão/oxidação.
Na boca, ela deixa o malte doce um pouquinho de lado e se mostra seca e tostada logo no início. Pouco depois, a doçura malteada se recompõe e aparece mais, mas executa papel apenas coadjuvante, se adensando só lá pelo final do gole. Ainda assim, é possível afirmar que é um paladar bastante equilibrado. Sutis notas de frutas secas (tâmaras e damascos, como no aroma), ameixas, levedura e grão/cereal permeiam os sabores encontrados. Retrogosto ainda frutado seco, duradouro, remetendo a madeira, cereal e castanhas, com sensível adstringência e sensação de fermento. Corpo leve, com ligeira sedosidade. A carbonatação é média/alta e confere bastante crocância, um pouco destoante. O álcool é muitíssimo bem inserido e em nada compromete. Boa drinkability, pois é um rótulo equilibrado, que não enjoa e que mostra a boa qualidade dos maltes envolvidos.
Essa James Squire Amber Ale me agradou bastante, até porque eu não tinha grandes expectativas. Ela é totalmente adequada para o estilo, muitíssimo saborosa em malte, sem amargor resinoso e/ou destoante. A doçura, inclusive, não chega a fazer falta, pelo contrário, achei o gole muito equilibrado. Talvez falte mais complexidade ou mais intensidade, todavia recomendo. É um belo rótulo, um pouco acima da média.
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Analisado por Luiz Felipe Malta 27 de Dezembro de 2011
Atualizado pela última vez: 27 de Dezembro de 2011
Analista Top 100 -
Após degustar minha primeira Dogfish Head, no caso, uma Indian Brown Ale, parto agora para a degustação de um dos rótulos que mais aguardei, uma Imperial Brown Ale, a Palo Santo Marron. Essa aqui ficou quase 1 ano e meio em guarda.
No visual ela é belíssima. A cerveja é negra, totalmente preta opaca, cor de Stout. Seu aspecto é pesado, muito denso e oleoso. Não exibe efervescência, tampouco sedimentos. Forma uma camada mediana de espuma cremosa de cor marrom/bege, com minúsculas bolhas, boa aderência e longa permanência. Deixa uma tela de lacing nas laterais da taça.
No aroma, ela é extremamente potente e surpreendente, se exibindo bem tostada, vinosa e picante. As notas se soltam com facilidade, com muita complexidade e são bem inusitadas. Melhoram drasticamente com o aumento da temperatura. Tem-se cookie, nozes/macadâmias, baunilha, alcaçuz, passas, ameixas secas, cassis, cerejas, chocolate/mocha, maple syrup, tabaco, leve amadeirado e defumado. Lembra facilmente um bom rum. Desnecessário citar a ausência de off-flavors. Extrema personalidade. Totalmente descomunal!!!
Na boca, o gole inicia (e se mantém) adocicado, meloso, caramelizado e achocolatado. O amargor lupulado praticamente inexiste ou ao menos se torna imperceptível diante de toda essa presença maltada. Além da doçura, percebem-se apenas tons amargos de torrefação e picância/quentura alcóolica, que chega a amortecer a língua. O final do gole é muito doce, melado/açucarado, com gosto de chocolate ao leite/cappuccino. Sem acidez láctica. O retrogosto é seco e tostado forte, bem persistente, com notas de café, chocolate, madeira, defumação e baunilha. O corpo dessa cerveja é muito denso, oleoso, viscoso. A carbonatação é baixa, conferindo crocância meramente macia e aveludada. O álcool é forte e possui papel ativo no gole, mas de modo algum é exagerado ou destoante, pelo contrário, casa perfeitamente com o conjunto. Já a drinkability é até boa, porém claramente limitada. A cerveja desce fácil, com forte doçura, sendo até digestiva. Mas a limitação decorre do fato de que o caráter é muito intenso, desequilibrado, excessivamente adocicado e alcóolico e pode enjoar alguns paladares (não o meu!).
Essa Palo Santo Marron é uma das melhores cervejas que já degustei. É extremamente difícil classificá-la. Ela ultrapassa a barreira de mera Brown Ale e alcança o status de Stout. É uma cerveja verdadeiramente Imperial. Portanto há controvérsias se está bem inserida no estilo proposto (único motivo para não ganhar nota 10 no quesito "conjunto"). Não me lembro de ter degustado um rótulo tão doce quanto esse. E tão desequilibrado, com lúpulo tão subjugado. De todas as sensações tostadas, café é uma das que menos se sente, até pela extrema doçura melada. Para meu gosto, ela é simplesmente extraordinária! Recomendo totalmente, sem pudores!!!
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Analisado por Luiz Felipe Malta 26 de Dezembro de 2011
Atualizado pela última vez: 26 de Dezembro de 2011
Analista Top 100 -
Minha primeira degustação de uma Dogfish Head! Na aparência, essa Brown Ale é muito escura, com coloração praticamente negra e reflexos acobreados. Seu aspecto é bastante denso, sem efervescência aparente e, claro, totalmente opaca. Limpa e sem sedimentos. Forma uma mediana camada de espuma bege, com minúsculas bolhas e certa cremosidade, mas que assentou rapidamente restando uma película delicada sobre o líquido. Deixa alguns anéis de lacing nas laterais do copo/taça.
Logo no aroma, que coisa absurda!!! As notas se desprendem com uma facilidade imensa e com mega complexidade, lembrando de certo modo uma Imperial Stout. Percebem-se sensações de malte/cereal tostado, madeira, café, chocolate, caramelo queimado, butterscotch, açúcar mascavo, canela, cardamomo, baunílha, gengibre, castanhas, passas, ameixas secas, cerejas e suave lúpulo herbal, com sutis tons cítricos. Há uma característica vinosa decorrente de álcool volatilizado. Buquê sensacional, perfumado, sem off-flavors relevantes.
O paladar é também muito saboroso. Os tons são extremamente intensos, porém equilibrados entre si. Ao mesmo tempo que há uma forte base maltada e tostada, há uma potente picância lupulada e alcóolica. Notas carameladas e herbais distribuem-se durante todo o gole, então há balanceadas sensações de frutados secos e condimentos diversos. Leve acidez. Retrogosto seco, queimado e muito persistente, remetendo a grão de cereal torrado, café espresso, baunílha/chocolate amargo, passas e herbal. O corpo dessa cerveja é viscoso, até oleoso. A carbonatação é média/alta e confere uma marcante crocância. O álcool é sim perceptível, mas muitíssimo bem inserido em um conjunto com tamanha personalidade. A drinkability é boa, porém limitada pela intensidade de notas. Não é enjoativa, mas certamente é uma cerveja para paladares habituados a cervejas mais pesadas.
Essa Indian Brown Ale foi uma das cervejas mais intrigantes que já experimentei, sendo até difícil de classificá-la em algum estilo. Apesar de ela se declarar como um híbrido entre Scotch Ale, IPA e American Brown Ale, achei ela muitíssimo similar a uma Imperial Stout. Aliás, com tamanha personalidade dos maltes, a característica lupulada (cítrica e herbal) foi a que menos percebi, mas ela está presente sim. Eu, como fã de Stouts e torrefação sou suspeito para falar, mas essa cerveja é espetacular. Faz jus ao hype que existe por trás dessa cervejaria. Recomendo totalmente!!!
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Analisado por Luiz Felipe Malta 25 de Dezembro de 2011
Atualizado pela última vez: 25 de Dezembro de 2011
Analista Top 100 -
Essa St. Peter's apresenta um visual belo, mas contido. Sua coloração é dourada/alaranjada e turva, sem chegar a ser escura ou acobreada, na verdade ela é quase clara. Seu aspecto é leve, com pouca efervescência aparente, mas muita limpidez. Forma uma camada pouco espessa de creme claro e com bolhas grandes, mas que assentou rapidamente restando fina película sobre o topo. Praticamente não deixa lacing nas laterais.
Desde o início, seu aroma traz intensa base maltada/adocicada. Há, claro, presença de lúpulo herbal, afinal de contas é uma IPA, mas com menos potência do que o esperado. Percebem-se notas de malte caramelo, biscoito, bala de toffee, casca de pão, leve amadeirado/tostado, um pouquinho de castanhas e frutas secas, além de tons tipicamente lupulados como pinha e laranja. Complexidade aquém do esperado. Certamente o aroma não é o ponto alto dessa cerveja. Trouxe um pouquinho de oxidação também, bem sutil, mas talvez decorrente de sua famigerada garrafa esverdeada.
O paladar até inicia doce, mas o amargor intenso e resinoso logo toma as rédeas da situação. A base maltada (tostada, amadeirada e caramelada) está presente, mas diante de todo esse caráter amargo, faz papel meramente secundário. Apesar de fraco equilíbrio, me pareceu extremamente harmoniosa e adequada como uma English IPA. O final do gole traz algo mais denso, doce e defumado. Traz pontadinhas de picância e metalizado. O retrogosto é seco, com resinoso bastante persistente, mas que deixa transparecer um pouquinho de caramelo e citricidade. O corpo dessa cerveja é leve, sutilmente sedosa. A carbonatação e a crocância são medianas, adequadas para o estilo. O álcool é imperceptível, muito bem encaixado. A drinkability é alta, pois é uma cerveja muito refrescante, com uma secura lupulada que chama novos goles. Apesar de sua personalidade intensa, é muito fácil de beber.
Essa St. Peter's India Pale Ale me agradou bastante. Minhas impressões iniciais, seja na aparência ou no aroma, não foram as melhores. Mas seu gosto e seu retrogosto são muito saborosos, marcantes e fazem valer a pena. É uma cerveja que pode tanto funcionar em harmonização, quanto em mera degustação descompromissada. É uma ótima IPA para fugir dos extremismos americanos. Exemplo de agradável característica resinosa. E exemplo da qualidade da escola britânica de cervejarias. Recomendo facilmente!!!
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Analisado por Luiz Felipe Malta 24 de Dezembro de 2011
Atualizado pela última vez: 24 de Dezembro de 2011
Analista Top 100 -
Essa italianinha traz logo de cara uma bela aparência, tipicamente Brown Ale. Sua coloração é marrom escura, quase avermelhada/acobreada. Seu aspecto é limpo, com mínima efervescência e alguma turbidez. Apenas no fim da garrafa traz algumas partículas em suspensão. Formou uma contida camada de creme claro, mas que desceu rapidamente, restando fina película cremosa sobre o líquido. Deixa bastante lacing nas laterais.
O aroma é bastante saboroso e desprende fácil, trazendo uma densa base maltada temperada com saboroso lúpulo herbal e floral. Possui inclusive interessante complexidade de notas: caramelo, toffee, biscoito, casca de pão, cereal/grão, torrefação, defumação, madeira, castanhas, frutas vermelhas e alguns tons cítricos/picantes de lúpulos, como maracujá e grapefruit. Buquê, por sinal, bastante limpo, sem off-flavors. Ponto muito positivo, sem extremismos.
Na boca, as características equilibradas percebidas no aroma se confirmam. O gole é adocicado e amadeirado, porém bem condimentado e picante, com notas carameladas, tostadas e frutadas/cítricas. Final do gole denso e melado, potente em picância e frutas vermelhas, como cerejas. Sobretudo, é um rótulo com muita harmonia entre as sensações periféricas de malte e lúpulo e entre frutados de ésteres e sensações cítricas. O retrogosto é suavemente seco, amadeirado/tostado, remetendo a grãos de cereal, castanhas e mais tons cítricos. O corpo dessa cerveja é leve, com alguma sutil sedosidade. A carbonatação é média/fraca, com crocância macia e suave. O álcool encorpa o gole, mas está perfeitamente bem inserido. A drinkability é muito boa, pois a cerveja possui caráter marcante e características intensas, mas que por estarem bem contrabalanceadas não enjoam.
Essa Sticher da Grado Plato é uma representante do estilo Altbier, tipicamente alemão. Estilo que conta com poucos representantes no mercado, o que dificulta a comparação entre diferentes rótulos. Dentre as características gerais do estilo, me pareceu bastante adequada e bem inserida. Possui uma forte base maltada, mas também conta com lúpulo/amargor marcante. E ainda trouxe ésteres e cítricos muito saborosos. Digamos que é uma Brown Ale turbinada, que agradou bastante. Recomendo fortemente. Excelente cerveja!!!
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Analisado por Luiz Felipe Malta 23 de Dezembro de 2011
Atualizado pela última vez: 26 de Dezembro de 2011
Analista Top 100 -
Essa Waterloo 8 tem uma linda aparência escura. Sua coloração é realmente quase negra, com reflexos acastanhados/acobreados. Até pela tonalidade, ela é totalmente opaca, sem efervescência aparente. Forma uma enorme e densa camada fofa de creme bege, com minúsculas bolhas, que durou bastante tempo na taça, assentando apenas lentamente. Deixa alguns anéis de lacing nas laterais.
Seu aroma é muito rico em lúpulo floral e herbal, além de uma característica mais tostada de malte. Porém a complexidade só aparece com o aumento da temperatura. Dentre as notas perceptíveis há malte torrado, biscoito, casca de pão, madeira, castanhas, chocolate/cacau, banana caramelizada, baunílha, cravo/açúcar mascavo/condimentos, frutas secas (ameixas, passas), um pouquinho de frutas vermelhas. Há grande volatização de álcool e isso torna o buquê um pouquinho vinoso. Até pelos frutados apresentados, há boa participação de fermento belga. E apenas razoável limpidez (há certo off-flavor de papelão/oxidação).
O paladar apresenta mais vigor do que o aroma e logo de cara traz saborosa doçura e intensa picância alcóolica. Presença notável de notas de doce de banana, caramelo, ameixas, passas e chocolate. O final do gole é denso, muito doce e com muita quentura de álcool. Retrogosto marcante, quente, bastante seco e amadeirado, com notas de tostado/defumado, chocolate e frutado seco, com sutil adstringência. Cerveja bem encorpada, sendo até aveludada. A carbonatação é média/alta, com alta crocância e maciez. O álcool é forte, destoa em certos momentos, mas está, em geral, bem inserido. A drinkability é boa, limitada pelo álcool e pelo caráter seco e ligeiramente enjoativo.
Essa Waterloo 8 é uma cerveja saborosa e muito interessante, mas não pode nunca ser classificada como uma Dark Strong Ale. No máximo, é um Dubbel mediana, com intensas características tostadas e achocolatadas, o que definitivamente não é demérito. É muito saborosa, mas não se encaixa totalmente bem nem em um estilo nem em outro. Agrada bastante os ávidos por doçura, secura e álcool.
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Analisado por Luiz Felipe Malta 17 de Dezembro de 2011
Atualizado pela última vez: 17 de Dezembro de 2011
Analista Top 100 -
Essa foi a primeira da Grado Plato que degustei. Logo uma Stout, já que sou grande fã desse estilo como um todo.
Na aparência a cerveja surpreende logo de cara pois praticamente não há formação de creme/espuma. Resta somente fina película cremosa sobre o líquido, que desaparece após certo tempo. Acreditei inclusive que tivesse pego um exemplar comprometido, mas li que ela apresenta normalmente essa timidez inicial. Sua coloração é negra, típica do estilo, com cor de Coca-Cola, totalmente opaca. Não há efervescência. Mas seu aspecto é de ser uma densa Stout. Deixa alguns fracos pontinhos de lacing nas laterais.
No aroma, ela já se mostra diferenciada. Revela abundantes notas adocicadas, tostadas e condimentadas, remetendo a cacau, chocolate, pão preto/australiano, madeira, defumação, alcaçuz, baunílha, condimentos diversos, passas, ameixas, cerejas, castanhas/avelãs. Há um presente, porém coadjuvante, lúpulo herbal. Volatiza um pouquinho de álcool, conferindo característica suavemente vinosa ao buquê. Conjunto no geral, bastante agradável e límpido, sem off-flavors.
No paladar, ela mantém seus tons intensamente secos e tostados/defumados. Mas é uma cerveja ainda muito doce e saborosa, com suas notas achocolatadas, de castanhas e de frutas escuras. Falta lúpulo/amargor para contrabalancear. O gole é bastante saboroso, porém desequilibrado. Adstringência e acidez, no geral, bastante baixas, mas há uma muito sutil sensação láctica. Retrogosto seco, muito persistente, remetendo a café espresso, cappuccino, avelãs, baunílha e passas/cassis. Até pela aveia, o corpo passa de sedoso e chega a ser aveludado/viscoso. A carbonatação é mínima e praticamente inexiste, chegando até a deixar a cerveja com uma sensação choca e desanimada. O álcool é muito discreto e bem inserido, porém notável em certos momentos, devido a sua quentura. Boa drinkability, porém limitada, pois cansa o paladar pelo caráter muito intenso e desequilibrado e/ou pela ausência de crocância.
Essa Chocarrubica é uma excelente Stout de café e chocolate. Mesmo o caráter Oatmeal, relativo à aveia, acaba relegado a um plano secundário. É um rótulo que pende fortemente para doçura e para tons secos de grãos e cereais tostados e que peca na ausência de lúpulo e amargor suficientes para contrabalancear. É muito saborosa sim, e vale a pena degustar. Apenas deve-se levar em consideração esses pontos mais controversos. Recomendo com facilidade! Stout de qualidade!!!
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Analisado por Luiz Felipe Malta 04 de Dezembro de 2011
Atualizado pela última vez: 04 de Dezembro de 2011
Analista Top 100 -
Essa Infinium é uma belíssima cerveja, muitíssimo bem executada. Ela já iniciou expulsando a rolha por conta própria, devido a imensa pressão interna. Na taça, sua aparência traz uma coloração bastante dourada, bronzeada, bem viva e intensa, pendendo para o alaranjado. Seu aspecto é bastante leve, pois a cerveja é bastante translúcida, límpida e muito efervescente. Forma uma camada de creme gigantesca, disforme, com bolhas grandes, mas que assentou em questão de instantes. Praticamente não deixa lacing.
Aroma bastante fenólico, desprendendo com potência muito fermento e inúmeras sensações cítricas e frutadas. Há presença de notas de damascos/tâmaras, tangerina/mexerica, laranja, lima/limão, abacaxi, uva verde. Claro que existem uma base maltada (casca de pão, caramelo, biscoito, toffee e mel) e uma vigorosa base floral lupulada; ambas características que evidenciam o lado alemão dessa cerveja. Volatiza um pouco de álcool, o que confere uma característica que lembra vinho branco. A complexidade é alta, excelente, inusitada. E também é preciso citar a ausência de off-flavors.
Paladar bastante adocicado, frisante, cítrico/azedinho e quente/alcoólico. Notas de mel, laranja, abacaxi e uva, conforme percebido no aroma, se repetem na boca, acompanhadas da picância lupulada e da doçura maltada. O conjunto é muito harmonioso, apesar do intenso caráter Champenoise e azedinho. O final do gole é bastante denso, melado e alcóolico. Retrogosto muitíssimo saboroso, duradouro, com secura, citricidade e adstringência notáveis, remetendo a frutados secos e cítricos e terminando com um marcante maltado de pão e cereal. É uma cerveja de corpo leve, porém sedosa. Possui muitíssima carbonatação, e o gole é bastante crocante e sparkling. O teor alcóolico é elevado, perceptível no gole, mas não destoa do conjunto. Drinkability boa, porém limitada pelo caráter muito frutado e cítrico além do intenso álcool.
Essa Infinium Ale é uma cerveja que chegou no mercado nacional com muita pompa. Mas não mostrou ser apenas uma embalagem bonita e um marketing muito bem elaborado. É uma bebida intensa e marcante, quase uma cerveja em formato de vinho/espumante. Possui um aroma rico, bastante diversificado e um saboroso gole, bem frutado e frisante. Muito fermento no aroma e no paladar. Ela é um rótulo especial, muito adequada para um evento festivo, justamente por se assemelhar a um espumante. Muitíssimo recomendada!!! Vale o preço!!!
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Safra 2009, com 2 anos de guarda.
Essa Cuvée possui uma aparência tipicamente Belgium Strong Golden Ale. Exibe uma coloração dourada, bem viva, um alaranjado quase escuro. Possui um aspecto não muito pesado, um pouquinho turva, com bastante limpidez e muita efervescência. No copo final, veio bastante fermento e, portanto, bastante turbidez, mas ainda assim bastante limpo, sem sedimentos. Formou uma camada mediana de creme claro/branco, com minúsculas bolhas, mas que assentou rapidamente restando fina película cremosa sobre o líquido. Deixa alguns anéis de lacing nas laterais.
Aroma delicioso, forte, bem diversificado, com muito fermento e muita sensação de frutados. Complexidade descomunal. Traz notas de picante lúpulo floral e herbal, além de malte caramelo, miolo de pão, biscoito, mel, flor de laranjeira, damascos, tâmaras, peras, uvas verdes, maçãs verdes, abacaxi, lima/limão, laranja. Volatiza bastante álcool. Desnecessário mencionar limpidez. Conjunto excelente e totalmente fora do comum.
Na boca, ela traz um gole denso, melado e ainda muito frutado. Sobressaem as sensações de mel, uvas verdes e abacaxi em caldas, sempre com muito álcool, o que confere uma curiosa (e quente) característica vinosa a uma cerveja clara. Possui um pouco de condimentado de cravo e cardamomo e uma picância mais alcóolica do que lupulada. Traz traços marcante de azedinho/citricidade e fenólico lembrando muitíssimo um espumante. O retrogosto é muito saboroso, suave, adstrigente e com sensível secura, remetendo a álcool, cereal/malte, lúpulo herbal e frutas secas e cítricas. Cerveja de corpo médio, bastante aveludado e delicado. A carbonatação é mediana, gerando uma crocância macia e frisante à cerveja. O álcool é forte e parece destoar em certos momentos, mas confere um bela densidade a essa Cuvée, tornando ela vinosa e licorosa. A drinkability é boa, porém muito limitada pelo caráter muito intenso em doçura melada e frutado, bem como em álcool.
Essa Cuvée Van de Keizer Rood é mais um rótulo estupidamente marcante e bem executado da Cervejaria Het Anker e da linha Gouden Carolus. É uma verdadeiro espumante em forma de cerveja. Ainda que bem maltada/melada, ela traz muito frutado e frisante, gerando um conjunto bem pouco trivial. Trata-se de um dos goles mais intensos e saborosos que já pude degustar. Recomendo sem meias-palavras e pretendo comprar outras para manter em minha adega/coleção. Top!!!
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Analisado por Luiz Felipe Malta 26 de Novembro de 2011
Atualizado pela última vez: 26 de Novembro de 2011
Analista Top 100 -
Essa La Trappe Isid'or possui um visual muito atraente. É uma bela cerveja. Possui uma coloração avermelhada/acobreada, com tonalidade castanho-escura. Ela é opaca, límpida e com boa efervescência. Traz um aspecto denso. Forma uma camada mediana de espuma cremosa, clara/bege, com minúsculas bolhas, que assentou rapidamente, restando fina película sobre a bebida. Praticamente não deixa lacing nas laterais.
Seu aroma é rico e desprende com grande facilidade muitas notas firmes e saborosas. Possui uma complexidade realmente notável. Traz notas de lúpulo herbal/floral, malte tostado, casca de pão, biscoito, caramelo, toffee, madeira, castanhas, frutas secas (ameixas, passas), frutas vermelhas (cerejas), um pouquinho de chocolate, baunílha e ainda condimentado/especiarias (noz moscada, açúcar mascavo). Possui também álcool volatilizado, contribuindo para uma sensação mais vinosa. Conjunto sensacional!!!
Quanto ao paladar, ele inicia bem equilibrado, com sensações de frutado seco, malte tostado e amargor. O final do gole mostrou-se mais intenso, seco e amargo, mas muito bem executado, sem ferir o conjunto ou destoar. Traz ainda pontadas picantes e condimentadas. O retrogosto é duradouro, seco, torrado e levemente adstringente, com notas de frutas secas, madeira e defumação. Trata-se de uma cerveja com corpo médio, sedoso e um pouquinho aveludado. A carbonatação é média/alta, como de praxe na família La Trappe, com crocância macia. O álcool está presente e é notável, mas está muito bem inserido no conjunto. Muito boa drinkability, limitada talvez pelo caráter intenso (em secura e amargor) ou então pelo teor alcóolico. No mais, é um rótulo muito fácil de beber.
Essa La Trappe Isid'or merece citação em muitos pontos. Seu aroma mostrou-se excelente, ficando ainda mais saboroso e complexo com o aumento da temperatura. E o paladar é muito harmonioso, mesmo sendo o rótulo mais seco e amargo da cervejaria. Secura que chama novos goles. Conjunto excelente, marcante, notável. Pretendo comprar mais dessa cerveja para manter em minha adega/coleção, pois aparentemente foi uma edição comemorativa. Recomendadíssima!!!
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Analisado por Luiz Felipe Malta 21 de Novembro de 2011
Atualizado pela última vez: 21 de Novembro de 2011
Analista Top 100 -
Essa Ambar Ale traz uma atraente aparência. Ela é uma cerveja acobreada bem escura, quase negra (mesma cor da Samichlaus). Possui um aspecto denso e sem muita efervescência aparente (até pela cor escura). Mas aparenta ser bastante limpa, sem sedimentos. Forma uma camada mediana de espuma clara, cremosa, com minúsculas bolhas, que assentou apenas lentamente. Deixa um pouco de lacing nas laterais.
Seu aroma é forte, desprende sem dificuldades muito fermento, maltado/torrado/adocicado e um belo lúpulo floral/herbal. Percebem-se torrefação, casca de pão, biscoito, toffee, madeira, frutas vermelhas e/ou escuras (cerejas, ameixas, passas, figos), castanhas/nozes. É um conjunto bastante saboroso, com complexidade interessante. E notável também pela ausência de off-flavors relevantes.
Na boca, o gole inicia adocicado, com frutado seco, mas que logo recebe a contraposição do amargor tostado e lupulado. Há muitas notas torradas e frutadas (igual ao aroma) e até uma sensação picante alcóolica/vinosa. O retrogosto é duradouro e bastante seco, com alguma adstringência/citricidade, e notas de cereal tostado (leve café), defumação/madeira e amargor resinoso. O corpo dessa cerveja é mediano, com leve sedosidade. A carbonatação é média/fraca, com alguma crocância macia. O álcool aparece em determinados momentos e parece que o teor alcóolico é maior do que meros 5,2%, mas também não é nada que desabone a cerveja. A drinkability é boa porém limitada pelo caráter intenso, que pode ser enjoativo para alguns paladares. Cerveja ideal para inverno.
Essa Ambar Ale da Rasen de Gramado-RS é uma cerveja interessantíssima, talvez o melhor rótulo da cervejaria. Ela é vinosa e carregada em tostado e frutado seco. Talvez por isso se aproxime mais do estilo Brown Ale do que Ambar Ale mesmo. Contudo, é um rótulo diferenciado, muito saboroso e marcante. Recomendável com facilidade. Excelente!!!
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Analisado por Luiz Felipe Malta 20 de Novembro de 2011
Atualizado pela última vez: 20 de Novembro de 2011
Analista Top 100 -
Essa Rasen Weizen possui uma bonita aparência. Traz uma coloração fortemente amarelada/alaranjada. É uma cerveja de aspecto leve e muita efervescência, com completa turbidez e muita limpidez (sem sedimentos). Formou uma camada gigantesca de creme branco, fofo, disforme, com boa aderência e que demorou bastante para assentar.
É uma cerveja com muito aroma maltado. Ela desprende com facilidade notas de pão, biscoito, mel, toffee, caramelo. Traz também um notável lúpulo floral, bem perfumado, além claro de algum fenólico de cravo. Senti falta de mais frutado, me parecendo bastante tímida nesse requisito. Com muito esforço consegui identificar algum éster de banana. É um buquê até saboroso, mas que foge do estilo proposto.
Na boca é uma cerveja equilibrada, possuindo tanto melada doçura maltada quanto amargor marcante. Mas novamente faltam ésteres frutados. Falta também um pouco mais de sensação de condimentado/fenólico. Possui sim alguma citricidade de laranja/limão, mas que divide as atenções com mel/melaço, malte/cereal e biscoito. É uma cerveja simples, com mínima complexidade. Retrogosto duradouro, suavemente seco e adstringente, com notas de cereal e um amargor residual meio resinoso. Ela possui um corpo bem leve, um pouquinho aguado. A carbonatação é média/fraca, com mínima crocância. Álcool discreto, bem inserido. A drinkability é muito boa, pois a cerveja é levíssima e refrescante. Falta apenas mais características Weizen, como frutado e fenólico.
Essa Rasen Weizen, mostrou-se não muito bem alinhada com o estilo proposto. Tanto no aroma quanto no paladar, as sensações de malte e lúpulo reinam. Mas falta o fermento e os seus ésteres sub-produtos. Fenólico até está presente, mas de maneira insuficiente. É uma Weizen sem características básicas como banana e cravo. Até a citricidade é contida. Claro, é muito saborosa. Seria uma excelente Lager maltada, não-filtrada. Mas como Weizen, não convenceu. Tentarei repetir essa degustação futuramente.
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Analisado por Luiz Felipe Malta 20 de Novembro de 2011
Atualizado pela última vez: 26 de Novembro de 2011
Analista Top 100 -
A aparência dessa Weizenbock é bastante escura, marrom, acobreada, cor de chocolate mesmo. Possui leve efervescência, com aspecto bem denso e profundo. Com o final da garrafa, veio um fermento que turvou completamente a cerveja, deixando muitas partículas em suspensão. Forma uma camada imensa de creme bege, fofo, disforme e com bolhas grandes, que permanece bastante tempo no copo e traz boa aderência.
O aroma é bem forte e desprende sem dificuldades. Inicialmente, percebe-se muito fenólico de cravo. E há também intensa presença floral de lúpulo. Possui um off-flavor de sabão bem intenso, mas que dissipa após um tempo. Sensações periféricas de malte, como tostado, café, chocolate, toffee, são sutis e acabam encobertas pelas demais sensações, mas podem ser percebidas à medida que a cerveja vai esquentando. Traz também um pouco de sensação de doce de banana. Apresenta forte álcool volatilizado.
Paladar bastante intenso, predominando as sensações tostadas, além de frutas escuras e secas e um vinoso/alcóolico bastante forte, como no aroma. Cerveja com notas bem nítidas de café/chocolate, ameixas/passas, com forte picância alcóolica e um amargor residual bastante saboroso, principalmente no denso final do gole. Retrogosto seco, quente/picante, prolongado, com leve adstringência e notas de frutado seco e tostado, defumação, madeira e café. Cerveja de corpo médio, sedoso e macio. Possui carbonatação mediana e precisa para o estilo, com crocância adequada. Apesar do teor alcóolico, traz um álcool que parece mais forte e, portanto, destoa em certos momentos. A drinkability é mediana, pois é uma cerveja potente demais, que chega a ser um pouquinho enjoativa.
Essa foi a terceira Alenda que degustei, terminando no estilo mais potente da cervejaria. Surpreendeu pela potência. Achei ela desequilibrada em determinados momentos, mas extremamente marcante em termos de retrogosto e sensações tostadas. Traz álcool muito forte e não muito bem encaixado no conjunto. Mas no geral, agradou. É uma Weizenbock de muito respeito. Recomendo sim, sem pudores.
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Analisado por Luiz Felipe Malta 20 de Novembro de 2011
Atualizado pela última vez: 20 de Novembro de 2011
Analista Top 100 -
Após degustar a versão Weizen tradicional, aproveitei para conferir a versão Dunkelweizen da Alenda Bier.
Sua aparência é bastante atrativa. Possui coloração escura, um marrom bem escuro e acobreado ou até achocolatado. Era uma cerveja bem límpida e efervescente, até que o final da garrafa trouxe bastante fermento, turvando a bebida e deixando muito sedimento em suspensão. Forma uma camada bastante espessa de creme claro, fofo e disforme, com bolhas pequenas e grandes e que foi assentando apenas lentamente. Deixo alguns escassos anéis de lacing nas laterais.
Aroma bem potente e saboroso. Percebe-se muito fenólico de cravo e um intenso caráter frutado, com notas de doce de banana, passas e até ameixas. Possui também uma enorme sensação de floral, um pouco de condimentado (açúcar mascavo, baunílha) e um pouquinho de off-flavor de sabão. Caráter maltado presente, porém bem menos perceptível, com suas sensações de malte tostado e café. No geral, é um buquê muito interessante, mas mal distribuído. São notas bem gostosas, mas meio bagunçadas entre si.
Na boca, possui um caráter fortemente tostado e cítrico/azedinho, desde o início do gole. Predominam as notas florais lupuladas e as torradas notas maltadas de café, chocolate e frutado escuro seco. Final do gole bem robusto, intenso/potente, melado e defumado. Retrogosto persistente, seco e adstringente, retomando as notas de café/chocolate, defumação e amargor tostado e lupulado. O corpo dessa cerveja é leve, com fraca sedosidade e alguma mineralidade. A carbonatação é média/alta, sendo bastante crocante, o que prejudica a percepção de certas notas sensoriais. Álcool notável, mas muito bem inserido no conjunto, pois não destoa. A drinkability é boa, é uma cerveja com paladar muito saboroso e marcante em sensações Dunkel, porém não é um gole tão harmonioso, sendo, na verdade, até um pouquinho agressivo e enjoativo.
Essa Alenda Dunkelweizen trouxe altos e baixos. Mostrou um caráter Dunkel bem forte, sendo carregada em café e chocolate. No entanto, trouxe um aroma que, apesar de complexo, me pareceu confuso. Trouxe também paladar bem azedinho e desequilibrado. Contudo, no saldo, agradou bastante e se mostrou uma ótima opção dentro do estilo. Seu retrogosto é memorável. Gostei e recomendo sem pudores. Fresca, na cidade de origem, deve ser incrível!
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Analisado por Luiz Felipe Malta 20 de Novembro de 2011
Atualizado pela última vez: 20 de Novembro de 2011
Analista Top 100 -
Essa Alenda possui uma aparência lindíssima, com coloração bem clara, palha, amarelada, nem chega a ser alaranjada. Aparenta ser bastante leve, traz muita turbidez, limpidez e pouca efervescência aparente. Formou uma camada apenas mediana de creme branco, fofo, que assentou rapidamente. Praticamente não resta lacing.
Possui um buquê muito perfumado e que se desgarra facilmente. Traz muito fenólico de cravo, tons de grama, suaves frutados de banana, tutti-frutti, tangerina e manga, notável adocicado maltado (e notas como pão, biscoito, mel) e um fortíssimo floral, bem evidente mesmo. Fermento também bem perceptível. É um conjunto sem off-flavors e muitíssimo intenso, que agrada totalmente. Traz todas as notas de uma típica German Weizen, porém distribuídas de uma maneira única, especial.
Na boca, ela não possui essa potência toda do aroma. Suas notas são mais comedidas, mas não menos marcantes. Tem-se uma base adocicada/maltada, com discreto frutado e com forte cítrico, azedinha mesmo. Amargor picante se apresenta mais ao denso final do gole, junto com traços de banana e fenóis de cravo. Retrogosto persistente, seco e adstringente, com citricidade (laranja, limão) e pão/cereal muito aparentes. É uma cerveja de corpo leve, com pouca sedosidade. Sua carbonatação é média/alta, com uma crocância macia e sparkling. Álcool muitíssimo bem inserido, sem destoar. Ótima drinkability, sendo muito saborosa, refrescante, apesar de o gole não ser tão harmonioso.
Essa Alenda Bier me surpreendeu positivamente. Por ser uma cerveja não-pasteurizada ("viva") e ter ficado quase 6 meses na minha adega, acreditei que teria inúmeros defeitos. Mas não encontrei nada significativo. E melhor ainda, verifiquei que é uma cerveja intensa e muito fiel ao estilo. Possui um aroma simplesmente magnífico. Excelente cria artesanal. Recomendo sem pudores!!!
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Analisado por Luiz Felipe Malta 19 de Novembro de 2011
Atualizado pela última vez: 19 de Novembro de 2011
Analista Top 100 -
Essa Franziskaner é mais uma German Weizen muito cultuada. E com razão!
É uma linda Weizen. Possui uma coloração dourada escura, entre alaranjado e marrom. Com o fermento do fundo da garrafa, ficou bastante turva (palha) e escura, com muito sedimento em suspensão e uns pedaços largos no fundo do copo. Possui certa efervescência. Forma uma camada gigantesca de creme branco, fofo/espumoso, disforme, com bolhas largas e boa aderência. Deixa certo lacing nas laterais.
Seu aroma desprende com grande facilidade. Percebe-se logo de cara um forte fenólico de cravo, muito aparente. Com o fermento, vieram as percepções de frutado, muita banana e muito tutti-frutti, bastante doce mesmo. Malte/pão/cereal, tons cítricos e lúpulo foram relegados a papel coadjuvante. É uma cerveja rica em características Weizen: cravo e banana. Buquê excelente, saboroso, apenas com leves traços de off-flavor, praticamente irrelevantes (sabão e papelão).
Na boca, mantém seu caráter intenso mas ainda equilibrado, com harmoniosos fenólico e frutado lado-a-lado. Traz também traços marcantes de doçura maltada/caramelada, citricidade e picância de lúpulo nobre e floral. Final do gole bem temperado, denso e melado. Retrogosto prolongado, sutilmente seco e adstringente, relembrando notas de malte/cereal e frutado de banana, pera/melão e laranja. Cerveja de corpo leve, porém com notável sedosidade. Sua carbonatação é média/alta, com uma crocância quase sparkling. Álcool notável, mas muitíssimo bem inserido no conjunto. Excelente drinkability, possuindo limpidez, caráter intenso, nada enjoativo, além de ser muito refrescante.
Essa Franziskaner é uma autêntica representante do estilo. É intensa e saborosa, realçada demais nas características Weizen padrão como fenólico e frutado. Achei somente que faltou um pouco mais de citricidade. Mesmo assim, é excelente e top dentro do estilo proposto. Recomendo fortemente aos fãs de cerveja de trigo. Show!!!
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Analisado por Luiz Felipe Malta 15 de Novembro de 2011
Atualizado pela última vez: 15 de Novembro de 2011
Analista Top 100 -
Essa Übersee é a versão Lager (Dortmunder Export) da Tucher.
Ela é uma cerveja de aspecto bastante leve, limpo, com média efervescência e bastante limpidez. Possui uma coloração dourada brilhante, um pouquinho turva, mas sem chegar a ser alaranjada. É uma cerveja bem clara, sem grande vivacidade. Formou uma densa camada de creme branco, fofo, disforme e com muita aderência, mas que assentou rapidamente.
Aroma tipicamente Lager, com equilíbrio de sensações florais e nobres (e de grama) de lúpulo e de malte caramelo, com suas notas periféricas: cereal, pão, biscoito, toffee, mel. Infelizmente não é um aroma tão limpo e traz off-flavors notáveis de DMS e oxidação. É um aroma que até inicia potente e saboroso, mas que infelizmente é apenas mediano, sem grande destaque, nem tanto pelos defeitos, mas sim pela simplicidade.
Na boca, ela é intensa em doçura, desde o início. Percebe-se muito malte, muito biscoito e muita casca de pão. É uma cerveja melada. Lúpulo está presente ao fundo, de forma contida e se destaca um pouco mais ao final do gole, que é denso e frisante. Possui retrogosto suave e duradouro, com leve secura e marcante sensação de malte doce e picante lúpulo floral. É uma cerveja de corpo bastante leve, quase sedosa (com traços de diacetil). A carbonatação é média/alta e confere uma certa maciez ao gole. Álcool bem coadjuvante, muito bem inserido. A drinkability é muito boa. É uma cerveja ao mesmo tempo refrescante e enjoativa.
Sempre gostei dos rótulos Weizen da Tucher. Então, me foi bastante curioso me deparar com uma Dortmunder Export da cervejaria alemã na prateleira, pois é um estilo pouco comum de encontrar no Brasil. Não é top em termos de Lager, mas representa bem o estilo. Apesar dos defeitos, isso não prejudica muito o conjunto. No geral, agradou. Me fez ter a curiosidade procurar mais cervejas do estilo. Por isso, ela é recomendável!!!
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Essa é a terceira Zäpfle da família que eu consigo degustar. Infelizmente, nem todas foram exportadas para o Brasil.
A aparência é extremamente leve, parecendo ser bem rala e aguada. A coloração é um amarelo bem fraquinho, brilhante, não chega nem a ter algum tom alaranjado. É, portanto, muito translúcida, além de apresentar muita efervescência. Formou uma elevada espuma branca, fofa, não muito duradoura e com muita aderência nas laterai. Deixa muitos anéis de lacing.
O aroma é bem floral, bem lupulado, trazendo também tons sutis de cereal e de maltados, de pão, biscoito e caramelo. Fermento também está muito presente. Não é um conjunto muito complexo, é apenas bastante honesto e simplório. Trouxe também alguns traços de off-flavor, como DMS e alguma oxidação. No geral, é um buquê agradável, embora não limpo.
Na boca se confirmam a doçura melada/caramelada e o DMS. Curiosamente, no final do gole é bastante incisiva em amargor lupulado, equilibrando o paladar de forma magistral. Novamente, não se percebe grande complexidade, sendo uma cerveja simples, embora bem executada. Retrogosto suavemente seco, persistente e amargo, com nuances de resinoso e lúpulo mesmo. O corpo dessa Pilsner é leve, ficando entre aguado e leve sedoso de diacetil. A carbonatação é mediana, sem comprometer o gole. O álcool é perfeitamente bem inserido. A drinkability é ótima, é uma cerveja extremamente leve e refrescante, ideal para clima quentes.
Essa German Pilsner da Rothaus é uma cerveja que surpreende que seja tão saborosa, mesmo sendo pouco complexa. O gole é seu ponto mais forte e pelo qual vale a pena experimentar. Digamos que não é referência no estilo, mas cumpre bem alguns dos requisitos mais básicos. É, portanto, uma cerveja na média. Bem melhor do que as ditas Pilsner nacionais que temos.
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Essa Rothaus Zäpfle traz uma linda aparência Weizen. É uma cerveja de tonalidade laranja, um dourado bem denso e vivo. Traz um aspecto leve, turvo, porém limpo e com pouca efervescência aparente. Forma uma imensa camada de creme branco, fofo, disforme e com bolhas grandes. Creme com ótima permanência. Deixa bastante lacing nas laterais.
O aroma é aquilo que se espera em uma Weizen: muito frutado de banana, pera e tutti-frutti, lado a lado com laranja, lima, fermento e um menos evidente fenólico de cravo. Sensações de malte, cereal e pão/biscoito, também estão presentes. Citricidade e fermento bastante fortes. Tem-se ainda a ausência de off-flavors, o que é um ponto muito positivo. Caráter olfativo bastante saboroso e atrativo.
No paladar é uma cerveja que mostra sua garras cítricas e adocicadas desde o início. É bem carregada em fermento e demonstra isso em muita sensação esterificada, principalmente de bananas. É preciso citar também a presença de notas de maçãs verdes, peras, laranja e até limão. Nada de fenólico no gole. E o amargor é extremamente sutil. O retrogosto é duradouro, suavemente seco, com notas frutadas, terminando de forma bastante cítrica e adstringente. É um cerveja de corpo bastante leve. A carbonatação é mediana e traz crocância adequada. O álcool é perfeitamente bem inserido e não se faz notar em momento algum. A drinkability é excelente, muito alta. É uma cerveja com muito sabor, com muita refrescância e nada enjoativa. Uma ótima opção em termos de Weizen.
Essa Rothaus Zäpfle Hefe Weizen é uma excelente representante do estilo. É muito carregada em fermento e seus ésteres sub-produtos, talvez em decorrência de ser uma cerveja não-pasteurizada. Me agradou bastante, mesmo sendo degustada perto da validade. Senti falta de uma presença mais edificada de amargor lupulado, portanto não creio que seja uma cerveja muito equilibrada. Pouco importa. Ainda assim, recomendo com facilidade.
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Analisado por Luiz Felipe Malta 13 de Novembro de 2011
Atualizado pela última vez: 13 de Novembro de 2011
Analista Top 100 -
Essa Rothaus Märzen possui um aspecto bem leve, limpo e fácil de beber. É uma cerveja com tonalidade dourada, quase alaranjada, bastante viva; não é acobreada como as Märzen em geral, possuindo, na verdade, uma aparência Lager/Pilsner. Possui bastante efervescência e translucidez. Formou uma camada apenas mediana de creme branco, que assentou com certa rapidez, restando uma fatia duradoura porém pouco espessa no copo. Deixou apenas um pouquinho da lacing nas laterais.
Seu aroma é bastante perfumado e floral, mas equilibrado. Eu esperava algo tendenciosamente adocicado/tostado, mas me deparei com notas maltadas e lupuladas em igual proporção. Percebe-se muito lúpulo floral junto com malte, caramelo, mel, pão e biscoito. Fermento bem abundante, bem aparente. Sem grande complexidade, mas forma um aroma limpo e saboroso, que foge um pouco do estilo proposto.
Na boca, ela finalmente mostra toda sua doçura maltada, sendo aí sim um cerveja tendenciosa. Muita sensação de malte caramelo, de mel e de toffee/biscoito, além do fermento. O amargor lupulado, presente ao fundo, se realça somente ao final do gole, mas ainda assim de maneira bem contida. No geral, a doçura dominou o gole por completo. Traz sutis pontadas de metalizado. O retrogosto continua adocicado, porém de forma refrescante e com duradouras notas de malte (pão e biscoito). O corpo dessa cerveja é bem leve, com algo de sedoso (e de diacetil). A carbonatação é mediana, com uma crocância macia e precisa. O álcool encontra-se muito bem inserido e não destoa. A drinkability é alta, pois a cerveja possui uma doçura muito saborosa, bem harmoniosa e pouco enjoativa, além de ser muito refrescante.
Confesso que essa Rothaus Märzen Export me decepcionou inicialmente, tanto pela aparência quanto pelo buquê. Achei que, em ambos os quesitos, ela fugiu do esperado para o estilo. Porém se retratou no paladar. É realmente uma típica Märzen, ideal para uma Oktoberfest. Bem adocicada e com traços incisivos de fermento. É um estilo pouco comum no Brasil, mas que não deve causar muita estranheza aos paladares locais. Gostei bastante. Recomendo com facilidade.
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