Avaliações escritas por Cainã B. Meli
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Experiência diferente sugerida por meu amigo Osvaldo (outro amante de cervejas).
Colocar o chope india em um sifão e guarda-lo na geladeira por 4 ou 5 dias e ver se o sabor torna-se outro.
E assim fiz: coloquei 600ml de chope India Colorado na garrafa comemorativa da Baden Baden Tripel e deixei-a na geladeira por cinco dias.
Resultados? Alguns.
O aroma é o mais perceptível: o frescor se dissipou e deu espaço não mais para o lúpulo aromático de antes, mas sim para um doce provindo da rapadura.
No paladar, seu amargor está mais exaltado, escondendo um pouco seu frescor tradicional.
Final e retro gosto continuam o mesmo.
Experiência agradável - por não ser pasteurizada, fica mais sensível a mudanças.
Detalhes
(51889)
Safra 2007 – esta cerveja impressiona.
A garrafa pequena e rústica; um símbolo, o nome da cerveja, um texto, algumas especificações e um curioso “colar” marcam essa raridade.
Assim que a garrafa foi aberta, o aroma se pronunciou de forma espetacular, tomando conta do ambiente.
Quando colocada na taça, esse caldo marrom rústico demonstrou uma coloração levemente turva, totalmente sem creme (que é característico da receita), devido a porcentagem alcoólica altíssima.
O aroma é impactante – complexo, ousado, maravilhoso. Aqui vai uma tentativa de descrevê-lo: um que de vinho misturado com conhaque; madeira de forma exuberante misturado com frutas cristalizadas, amêndoas, lúpulos aromáticos e leve malte.
Assim que colocada na boca, a sensação é quase indescritível: demora algum tempo para voltar aos sentidos e tentar descrever essa festa de sabores diversificados.
O conhaque volta, deixando o início licoroso e complexo. Logo, a sensação vinificada aparece, dissipando brevemente dando espaço a madeira de carvalho.
Malte e lúpulo de forma espetacular, contribuem de forma impecável para o conjunto.
Frutas cristalizadas, cerejas, ameixas secas, amêndoas, castanhas e um leve torrado surgem de brevemente, mas não passam despercebidos.
O final é seco e impactante. Sinto-me incapaz de descrever o retro gosto.
É simplesmente uma das cervejas mais complexas que já tive a oportunidade de degustar.
Ousada, diferente e deliciosa é essa inglesa, esse mito chamado Thomas Hardy’s Ale.
Detalhes
Fiel representante do estilo pilsen - algo díficil no Brasil.
Aromatica, presença ótima de lúpulo (longe daquele milho e papelão nacionais)e toques suaves de malte.
No paladar, é ótima - desconsiderando as limitações do estilo.
Sem surpresas nem muitos destaques. Mas ainda assim, um verdadeira pilsen.
Drinkability excepcional!
Detalhes
Ótima cerveja theca - coloração âmbar brilhante levemente turva com espuma branca, levemente densa de curta duração.
Malte e lúpulo aromatico predominam no aroma, além de um leve doce de frutas ou mel.
Levemente doce no paladar, mas sem incomodar; um doce que vem instantaneamente que logo dissipa-se rapidamente dando lugar a malte e lúpulo.
O floral aparece bem, sem impacto.
Cerveja equilibrada - sem muitas surpresas nem exageros.
Tudo em seu lugar.
Ótima!
Detalhes
Interessante belga, apesar de não ser uma dubbel de caráter.
Apresentou-se na coloração marrom com traços avermelhados, espuma levemente densa que durou até o final da degustação.
Em seu aroma, presença marcante de frutas, sobretudo uvas e cerejas; além de toques lupulados.
Não desagrada no paladar, porém falta um pouco mais de corpo para uma dubbel belga.
Novamente as frutas aparecem, destacando novamente cerejas e uvas verdes. Com o passar do tempo uma mistura de malte e lúpulo toma conta da boca, cedendo brevemente para um leve álcool.
É possível sentir no retrogosto um breve amargor no fundo da lingua.
Boa cerveja - recomendável!
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Incrivelmente doce e sem harmonia.
Excessivamente desagradável!
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O marcante dessa cerveja é apresentar aroma e sabor muito defumado, sem ser impactante e desagradável.
Porém, me pareceu um pouco sem corpo; levemente aguada.
Boa cerveja. Fácil de beber.
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Interessante premium - e o mais comovente: é premium mesmo.
Aroma exaltando sobretudo malte, com modestos toques lupulados.
Sabor encorpado: ótima combinação de maltes e lúpulos lhe conferem um sabor um pouco mais peculiar.
Boa cerveja - mas o preço poderia ser menor.
Detalhes
Cerveja medíocre - aroma e sabor suaves, tendendo ao fraco.
Típica pilsen de massa.
Detalhes
Pilsen discreta - sem desagradar muito.
Aroma e sabor suaves, mas não fraco.
Se comparada com suas outras irmãs uruguaianas e as similares nacionais, sai um pouco na frente.
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Trata-se de uma german weizen que logo tornou-se uma witbier.
Estava degustando umas e outras com meu irmão no BierGarten e de repente surgem dois meninos de Morro Agudo com algumas garrafas na mão.
Deu para perceber claramente que são mais dois amantes de cerveja que estão se tornando home-brawer's e estão anciosamente em busca de uma receita perfeita.
A aparência desse exemplar é de um amarelo tendendo a ser mais branco, com espuma de boa formação, levemente densa e medianamente duradoura.
No aroma, notas claras de trigo, fermento e pão.
No sabor, malte e trigo aparecem bem, sendo substituido mais tarde por um leve álcool e toques lupulados.
O exemplar que degustamos, ao meu ver estava um pouco oxidado (devido ao tempo que ficou guardado), trazendo um azedinho um pouco intenso demais.
O retrogosto é curto, com uma mistura de amargo com azedo.
Percebe-se facilmente que os ingredientes usados são de qualidade indescutível e novas reformulaçoes na receita estão por vir.
No entanto, é uma boa cerveja.
Boa sorte para vocês, Radinho!
Detalhes
Bela weiss da Erdinger - encorpada, marcante e saborosa.
Degustada em seu próprio copo, adquiriu uma coloração laranja turva com creme denso e persistente.
Aroma clássico de german weizen: doce, suave com frutas como banana e laranja, fermento, pão e cravo.
Em seu sabor, encontra-se o domínio de malte e frutas cítricas, deixando-a com um leve azedinho bastante agradável.
O trigo aparece somente no final, mesclado a especiarias e pão.
A drinkability não é suave como de outras cervejas do mesmo estilo - por ser mais encorpada, essa erdinger exige um tempo maior na degustação.
O retrogosto é amargo, com leve presença de frutas e álcool.
A melhor da linha Erdinger, na minha opnião.
Detalhes
Weizenbock de mais impacto, mais encorpada e bastante alcoolica.
Bela aparência: amadeirada e marrom com traços avermelhados; a espuma se desfaz rapidamente devido a concentração alcoolica levemente alta.
O alcool sobressai no aroma, mas não incomoda - é bem inserido no conjunto.
Presentes também está o trigo torrado, leve malte, pouco lúpulo e especiarias.
Sabor rico e encorpado - ínicio levemente tostado, que logo dissipa-se dando lugar a uma combinação peculiar de malte e especiarias.
O final remente a álcool, o que ao meu ver compromete bastante a drinkability - tornou-se um pouco pesada.
No entanto, é uma ótima opção do estilo.
Vale a pena conhecer, o custo-benefício é ótimo!
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Boa cerveja - não é tão intensa, mas percebe-se facilmente a ausência de cereais não malteados como arroz e milho.
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Amarga, seca e saborosa - surpreendente.
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Assim que despejada num weizen, a cerveja adquiriu uma boa aparência: âmbar bastante escura com traços avermelhados tendendo ao cobre - boa formação de espuma, razoavelmente densa e com boa durabilidade.
Em seu aroma sobressai trigo comum e torrado, além de toques frutados e cítricos.
Bastante cítrica no sabor - presença inconfundível de cascas de laranja/limão e coentro, que a deixa ousada, azeda e peculiar.
Trigo também contribui para esse sabor, misturado com bela dosagem de malte e lúpulo, além de especiarias e mel.
Cerveja de trigo interessante: começo azedo, que logo torna-se doce e frutado.
No final, sente-se facilmente seu toque cítrico no fundo da garganta.
Bela drinkability - boa cerveja.
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Sem aroma e sem sabor - desagradável "pilsen" de massa.
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Essa tripel, é na minha opnião, uma das melhores nacionais - não só do estilo, mas de todas as outras cervejas brasileiras.
Servida em um cálice trapista, essa cerveja adquiriu uma coloração laranja tendendo ao dourado, bastante turva; creme de formação excepecional e ótima duração.
Riqueza e explosão de aromas - a combinação de lúpulos aqui é incrível, além de frutas cristalizadas e muito malte.
No paladar é uma festa: ínicio doce (mas sem incomodar), na medida exata. Logo, frutas tomam conta da receita, principalmente as cristalizadas e damasco.
É possível sentir após algum tempo, um gostoso amargor no fundo da língua, indicando muito lúpulo.
Seus 9% de álcool mal aparecem nessa notável combinação de ingredientes.
Retrogosto suave, longo e levemente tostado e frutado.
Conjunto equilibrado e em perfeita harmonia - está, sem sombra de dúvidas, no mesmo patamar das belgas de elite.
Parabéns a Wäls por essa maravilhosa tripel nacional.
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Aparência típica de uma weiss: laranja turva com creme denso e muito persistente.
Aroma suave bastante cítrico, além de toques lupulados e especiarias.
No paladar, excelente drinkability - leve, suave e refrescante.
O trigo aparece combinado com especiarias de forma bastante peculiar, logo os ingredientes mais básicos tomam conta da receita.
Destaque especial para as frutas cítricas presentes na cerveja; tornando-a ainda mais refrescante.
Acho que ainda falta um pouco mais de corpo e equilíbrio, algo que a torne única.
Desconsiderando as limitações do estilo, é uma boa cerveja.
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Analisado por Cainã B. Meli 09 de Fevereiro de 2009
Atualizado pela última vez: 09 de Fevereiro de 2009
Analista Top 100 -
Assim que despejada em um weizen, essa Petra se apresentou no coloração dourada, turva e ostentando um creme muito denso e de longa duração.
Aroma suave e doce, boa quantidade de malte, especiarias e frutas.
Em seu sabor, o típico sabor de uma german weizen permanece vivo. Sem surpresas e alterações - fidelidade ao estilo.
Bastante malte, frutas como banana e outras cítricas (talvez cascas de laranja), especiarias e claro, o cravo.
Drinkability maravilhosaaaaaa !!!
Retrogosto suave, porém duradouro.
Uma bela cerveja de trigo, mas ainda assim, não vale o preço.
Opte por uma Weihenstephaner ou uma Paulaner que é ainda mais barata.
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