Avaliações escritas por Alexandre Marcussi
| 253 resultados - mostrando 1 - 20 | « Anterior 1 2 3 4 5 6 7 ... 13 Seguinte » | Resultados por página: |
Inglaterra
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
Excelente ESB, com muito frescor e equilÃbrio trazidos pela primorosa seleção de lúpulos aromáticos. Na taça, mostrou uma cor rubi escura e transparente, com reflexos alaranjados, e um creme de cor bege de volume mediano que diminui rapidamente mais deixa uma boa camada perene por sobre o lÃquido. Aroma fresco e delicadamente lupulado, com nuances frutadas e refrescantes; dominam notas de frutas vermelhas, framboesas e um leve mentolado, acompanhadas de notas bastante presentes do malte trazendo um açucarado lembrando algodão doce, caramelo e castanhas suaves, e algo lembrando creme de leite, que se une ao malte para dar harmonia ao frescor lupulado. O sabor é ainda mais complexo e preenchido de sensações, mais maltado, mas com os lúpulos dando leveza e frescor. As notas açucaradas iniciais de algodão doce dão lugar a caramelo, framboesa, frutas vermelhas e castanhas, e a primeira impressão de doçura açucarada se substitui depois de um tempo na boca por um sólido amargor. A finalização é limpa e refrescante, levemente adocicada com notas de framboesa e mentol, e no final surge um longo retrogosto maltado com castanhas, uma torrefação sutil sugerindo café fraco e um residual de damascos secos, com um amargor residual que vai se pronunciando. Poderia haver maior complementaridade entre a doçura e o amargor, pois parece que elas estão um pouco "desconectadas", a cada momento destacando-se uma das sensações sem que elas se interpenetrem na boca. O corpo é leve e aguado, ressaltado pela carbonatação suave, bem inglesa, aumentando a maciez, a refrescância e a drinkability. No conjunto, é uma ótima ESB, com muito frescor dos lúpulos e, ao mesmo tempo, boa substância dada pelo malte para equilibrar, com uma complexidade sutil que preenche toda a degustação. Embora sejam cervejas com perfis e propostas um pouco diferentes, sendo esta um pouco mais delicada, eu diria que a briga entre essa Wells e a Fuller's é bonita.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
Avaliada por Alexandre MarcussiMarço 10, 2010 Denunciar esta avaliação |
Brasil
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
Com essa "Devassa Platinada", a Schincariol reforçou definitivamente a colocação da Devassa no segmento das cervejas premium industriais, separando-a claramente das outras linhas artesanais do grupo. Trata-se de uma premium American lager leve, relativamente limpa e com perfil suave e maltado. No copo, mostrou uma cor amarela perturbadoramente pálida e transparente, com uma espuma branca bem volumosa, de boa densidade e permanência baixa. O aroma é sutil, não se volatiza com facilidade, mas mostra um lúpulo cÃtrico sugerindo limão, ao lado de um mais malte sutil e adocicado lembrando pão doce. Do reino dos malditos off-flavors, identifiquei mercaptano (ralo de banheiro) e ácido caprÃlico (sabão em barra), mas não em concentrações crÃticas; dá para conviver. No sabor, o malte mostra um pouco mais de complexidade, trazendo cereais crus, pão branco, pão doce e um toque de mel, acompanhado do lúpulo cÃtrico na entrada. Ésteres frutados quase ausentes, talvez um toque sutil de maçãs vermelhas, o que contribui para o perfil limpo desta loura oxigenada. O paladar é leve, tendendo ao neutro, com uma forte acidez de entrada que dá lugar a uma doçura maltada suave, mas que predomina levemente sobre o amargor do lúpulo. Tem uma finalização limpa e refrescante deixando um retrogosto curto e adocicado de pão e mel, e seu corpo é leve e aguado, mas a drinkability é um pouco prejudicada pela assombrosa carbonatação, que me deu uma sensação de estufamento. No conjunto, trata-se de uma American lager de perfil mais maltado e finalização limpa para um efeito de refrescância, lembrando um pouco o perfil da Bavária Premium (da qual não sou muito fã). É interessante notar que, além de mais suave e menos intensa no paladar do que a Devassa Loura, ela possui um perfil aromático de lúpulos diferente, puxando mais para o cÃtrico, o que a torna um pouco mais tÃpica. Uma aposta bem "neutra", para não desagradar o mercado amplo que pretende atingir. É, nem sempre os homens preferem as louras, viu...
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
Avaliada por Alexandre MarcussiMarço 10, 2010 Denunciar esta avaliação |
Bélgica
|
1 de 1 pessoas acharam esta avaliação útil
Cervejas divididas com bons amigos são sempre especiais. E o que dizer de uma que já é tão especial quanto a Gouden Carolus comemorativa de natal? Foi uma enorme honra degustá-la junto com o Paulo Almeida no 2º Encontro do Brejas. Complexa e tão harmônica quanto todas as Gouden Carolus, esta edição de natal equilibra o malte e o frutado com interessantes toques de delicadeza. Ela tem uma cor rubi-amarronzada, com boa translucidez e reflexos avermelhados, formando um creme marrom denso, de volume mediano e ótima persistência. O aroma é generoso, adocicado e "denso", com um ótimo equilÃbrio entre, por um lado, o malte com notas de chocolate a caramelo e, por outro, um sólido frutado que apresenta cerejas maduras, frutas vermelhas, banana em segundo plano e, ao fundo, ésteres mais sutis de maçãs vermelhas. Um convite ao gole! O sabor adiciona mais complexidade, e quebra essa envolvente densidade do aroma com toques de delicadeza perfumada. O malte, em adição ao chocolate e caramelo, ainda traz notas macias de castanhas-do-Pará, enquanto o frutado continua com cerejas maduras, frutas vermelhas, bananas e maçãs. No fundo, adicionam-se notas mais delicadas e perfumadas para quebrar a solidez do malte e do frutado, com um floral lupulado de rosas e um sabor perceptÃvel, mas elegante, de anis (que eu suponho ser usado para temperar a cerveja). No final, longo e predominantemente amargo com doçura licorosa de fundo, sente-se ainda um toque terroso junto com castanhas, chocolate e rosas. O paladar é equilibrado, mas tende à doçura do malte, como pede o estilo, com uma pesada e envolvente doçura inicial, uma acidez frutada de leve, um fundo doce-amargo e um final que tende ao amargor, com doçura de fundo. Os 10,5% do álcool se evidenciam de forma contida, e a sensação na boca é complementada por um corpo denso, de textura uniforme e acetinada (ainda que não tenha aquela impressionante homogeneidade acetinada da Gouden Carolus Classic). No conjunto, trata-se de uma extraordinária dark strong ale belga, precisa, muito harmônica e envolvente sem excessos. O parentesco com a Gouden Carolus Classic (como ocorre com todas as dark strong ales da cervejaria) é bem claro, mas esta versão de natal traz mais delicadeza e complexidade de aromas para equilibrar o peso acolhedor dos maltes e ésteres frutados. Uma cerveja muito precisa, virtuosa, com tudo no lugar, sem arestas a aparar - mas também se extravagâncias. Merece ser aberta em ocasiões especiais.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
Avaliada por Alexandre MarcussiMarço 03, 2010 Denunciar esta avaliação |
Inglaterra
|
1 de 1 pessoas acharam esta avaliação útil
Safra 2008, degustada no inÃcio de 2010. Espetacular ale inglesa, complexa, intensa, muito macia na boca sem ser suave, com a aquela elegância inglesa sem afetações. A refinada embalagem com caixa de papel bordô e o rótulo discreto em tom marfim já anunciam que se está prestes a degustar algo especial, feito com muito carinho, mas não poderiam me preparar para o que viria ao despejar na taça. O lÃquido profundamente âmbar, entre o amarelado e o alaranjado e lembrando cor de mel, forma um creme de cor bege cremoso, de volume mediano a boa persistência. O aroma é fragrante e muito complexo: o malte se evidencia de forma clara com notas de mel e caramelo, acompanhadas por vinho do porto e por um lúpulo aromático também bastante vÃvido, que traz eucalipto e tangerinas. Em segundo plano, é possÃvel sentir canela, banana suave, ameixas secas, tudo bastante elegante e harmônico, as notas passando umas à s outras numa transição suave. Notei um toque de DMS sugerindo tomates secos que, antes de ser um defeito, mostrou-se harmônico, já que esta cerveja não depende do frescor. O sabor é tão complexo e intenso quanto o aroma: além de tudo o que aparecia no aroma, ainda se podem sentir notas de castanhas do malte e um sólido amadeirado de fundo, reforçando o caráter sóbrio do conjunto. Há um sofisticado jogo de harmonias entre elementos mais voluptuosos (mel, caramelo, vinho do porto, ameixas, canela) e outros mais sóbrios (eucalipto, castanhas, madeira), com um sutil frescor lupulado (tangerinas) de fundo que dá acabamento impecável. Muito muito impressionante.O paladar é equilibrado, mas tende ao amargor. A entrada é fortemente doce e licorosa, dando depois lugar a um sólido amargor de fundo que se prolonga num final muito longo, com retrogosto de mel, vinho do porto e eucalipto bastante vÃvido (lembrando mel de eucalipto), acompanhado de uma doçura secundária e fugaz. A acidez é baixa, o que ressalta positivamente a maciez do conjunto. Tudo é muito bem amarrado, talvez a única ponta solta no conjunto seja o amargor residual, que se estende sozinho no final após a doçura se dissipar. O corpo é denso e licoroso, e os 8,5% de álcool se fazem notar de forma acolhedora, bem-inseridos. Tudo isso resulta num conjunto generoso sem excesso ou afetação, sóbrio e elegante apesar de toda a sua intensidade. Embora o malte brilhe, o lúpulo também se mostra deliciosamente presente. Tem um balanceamento perfeito entre caracterÃsticas de volúpia e sobriedade, com um toque de frescor para arrematar virtuosamente. As fronteiras entre old ales e barleywines por vezes são um tanto indefinidas, e eu acredito que esta cerveja se assemelhe, pelo teor alcoólico, pelo peso do malte e pela intensidade, a uma barleywine. É uma cerveja cara, mas notável. Ressalte-se que a receita muda de ano para ano; resta saber se as demais safras são tão impressionantes quanto esta 2008. Remarkable! Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
Avaliada por Alexandre MarcussiMarço 03, 2010 Denunciar esta avaliação |
Bélgica
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
A golden strong ale comemorativa da Gouden Carolus mostrou-se bem frutada e perfumada, com um fragrante acorde remetendo a compotas de frutas amarelas bem harmonizado com toques florais e condimentados que equilibram sua doçura de maneira sofisticada. A boa apresentação começa na bela garrafa com rótulo estilizado impresso no vidro, e continua bem na taça, com um lÃquido de cor dourada intensa, tendendo ao alaranjado, bem cristalina, com uma espuma branca densa, volumosa e persistente. O aroma é frutado e fragrante, remetendo a uma compota de frutas, com notas de laranjas e guaraná em destaque, uma pontada cÃtrica de limão (do lúpulo, suponho), pêssegos em calda e, ao fundo, mel. O sabor mostrou-se mais complexo e elegante, com maior presença de maltes e lúpulos equilibrando o intenso conjunto frutado. Laranja e mel aparecem em destaque em primeiro plano, acompanhados de pão doce, pêssegos em calda, guaraná e, no fundo da boca, um intenso floral de rosas e uma sugestão fenólica de cravo que cortam a doçura do malte e das frutas. No paladar, predomina de leve a doçura do malte, mas há suficiente amargor perfumado para equilibrar, com uma evolução consistente da entrada doce ao final predominantemente amargo, perfumado e sem secura, que traz um longo e delicioso retrogosto de mel, rosas e laranja com sugestão de cravo. O corpo é denso, com textura aveludada, mais uma vez sem apresentar a vÃvida secura que caracteriza outros exemplares do estilo. O teor alcoólico é alto (10%), mas mal se faz notar - se fosse mais seca e menos encorpada, seria muito perigosa. No conjunto, trata-se de uma strong golden ale bastante peculiar, que não traz o perfil seco e condimentado caracterÃstico do estilo, mas que, ao contrário, aposta numa proposta mais feminina e delicada, com ares de dama da nobreza. Seus aromas sugerem um perfume floral de frutas amarelas, bastante adocicado e marcante. É sem dúvida uma bela cerveja, mas talvez se tornasse mais elegante se o malte fosse menos pesado e o corpo, mais seco e delicado.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Brasil
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
Já havia degustado um chope desta cerveja que havia sofrido maturação estendida, mas esperei degustar a versão fresca antes de postar minha avaliação, e a oportunidade se apresentou no 2º Encontro do Brejas graças à oferta da Bamberg para o evento. Trata-se de uma Weizenbock de muita personalidade, com lupulagem mais acentuada e uma acidez bastante destacada que lembra bastante a Weizen clara da cervejaria. A cor é marrom-avermelhada e opaca, com um creme marrom que mostrou pouco volume e persistência. Ela traz um perfil de aromas curiosamente agridoce, com banana e caramelo em destaque (como pede o estilo), acompanhados de ameixas secas, fenóis de cravo, um lúpulo aromático condimentado que me remeteu a mostrada, sugestão tostada de chocolate em pó e notas suaves de leite azedo. Tem boa vivacidade e complexidade de aromas, com um perfil mais "temperado", mas os aromas e sabores são prejudicados por uma presença um pouco destacada demais de DMS e alho, dando aquela sensação untuosa, tanto no bouquet quanto na lÃngua, de "milho refogado". Talvez isso tenha contribuÃdo para acentuar seu perfil condimentado e agridoce. O paladar é um pouco desequilibrado para o meu gosto, ácido demais, mas esbanjando personalidade (lembrando que a acidez é uma das caracterÃsticas tÃpicas das cervejas de trigo alemãs, embora seja normalmente menos intensa nas Weizenbock). Traz acidez destacada com leve doçura na entrada, e, no fundo da boca, mostra-se ácida e amarga, com uma espécie de azedume seco que lembrou muito a sensação da Bamberg Weizen. O final tem acidez residual e amargor mediano, com retrogosto de banana e caramelo. Sua destacada acidez a torna mais "aguda" no paladar, contrariando a sensação mais "acolhedora" e "nutritiva" que normalmente se espera do estilo, conquistando com isso uma forte personalidade. O corpo é adstringente e a carbonatação é vÃvida, o que ressalta a acidez.Outras garrafas do mesmo lote, abertas na mesma ocasião, exibiram sinais claros de contaminação, mas eu não os identifiquei na minha garrafa. A acidez destacada poderia ser um sinal nesse sentido, mas, por outro lado, ela é consistente com a sensação da Bamberg Weizen. No conjunto, é uma Weizenbock ousada e atrevida, quebrando a sensação acolhedora e macia associada ao estilo. Tem muita vivacidade de aromas, mas achei que a acidez e o "temperado" acabaram ficando um pouco destacados demais. Já tive a oportunidade de provar também uma versão dessa cerveja na pressão que havia maturado por um perÃodo estendido no barril, mostrando menos amargor, notas frutadas mais pesadas e acidez atenuada, o que a tornou mais suave ao paladar. Pessoalmente, preferi a versão "envelhecida", mas a avaliação vai para a versão fresca. Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Bélgica
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
A mais "jovem" dubbel trapista é uma cerveja complexa e surpreendentemente delicada em seus aromas, com mais frescor e sutileza do que normalmente se espera do estilo. O lÃquido mostrou uma bonita cor rubi-amarronzada brilhante e translúcida, não muito escura, com uma nababesca espuma bege muito densa e persistente, até mesmo excessiva, formando relevos no copo. O aroma é frutado, fresco e marcante, sem o "peso" maltado de outras belgas escuras. O lúpulo é evidente e complexo, com notas cÃtricas de tangerina em destaque, uma pontada de limão, notas florais e um fundo terroso. Acompanham notas frutadas bastante frescas - fiquei um bom tempo quebrando a cabeça até perceber aroma de pêras, que eu não esperaria pelo estilo! Além disso, notei uvas passas e sugestão de ameixas secas, essas mais esperadas devido aos maltes empregados, e um toque sutil de ésteres de maçãs vermelhas. Contudo, as notas de milho verde do DMS prejudicaram o frescor dos aromas. No sabor, essas sensações se repetem com a adição generosa do malte, que domina com notas marcantes de caramelo e deixa, ao final, uma sugestão torrada de toffee e café que se mistura com notas de uvas passas e terrosas no retrogosto de média duração. Há um jogo entre a forte doçura maltada e as sensações de frescor do aroma. O paladar tende ao adocicado, mas é equilibrado e com boa evolução: a entrada traz acidez mediana e forte doçura, enquanto o final é predominantemente amargo, fazendo a cerveja evoluir de maneira consistente do doce ao amargo, pedindo novo gole. O corpo é mediano e poderia ser mais destacado para acompanhar a doçura do malte. Trata-se de um conjunto interessante, no qual a forte doçura caramelada do malte contrasta com o frescor dos aromas lupulados e frutados. Possui sutileza e complexidade, mas a impressão que fica é a de que o conjunto seria mais congruente se ela fosse uma cerveja mais clara e seca, pois o peso do malte acaba ofuscando um pouco da sua delicadeza, e o DMS também lhe diminui o frescor. Agora, fiquei bastante ansioso para provar a blonde da cervejaria.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Bélgica
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
Uma belga fina, nobre e elegante, com um perfil de aromas e um corpo seco e achampanhado que a aproximam mais de uma golden strong ale do que de uma tripel de abadia clássica (muito embora exista sempre uma certa "área cinza" entre esses estilos). Na taça, ostenta uma delicada cor dourada clara e radiosa, com um creme branco e denso cuja retenção foi prejudicada pelo álcool. Ela tem bastante elegância e fineza de aromas e sabores, com o lúpulo equilibrado com os aromas de levedura e o malte no plano de fundo. O lúpulo se mostra nobre, com notas condimentadas de ervas e florais, enquanto as leveduras exalam uma mirÃade de aromas frutados finos, puxando para o frescor, com notas de vinho branco, guaraná, leve tutti-frutti, banana suave e acetona sutil, bem-inserida e suavemente fragrante. O malte aparece mais discreto trazendo mel e pão doce, muito mais no sabor do que no aroma. O paladar é equilibrado, delicadamente amargo e seco, com boa evolução: há acidez e leve doçura na entrada, um amargor dominante de fundo que se prolonga na finalização e, depois de algum tempo, abre uma suave doçura residual. O final mostrou-se longo, em camadas, primeiramente amargo e seco com retrogosto floral e de guaraná que depois dá espaço a uma leve doçura com notas de mel e pão doce. A carbonatação é vÃvida, quase "crocante", combinando com o corpo leve para médio, moderadamente seco, que se mostrou surpreendentemente leve para uma cerveja com um teor alcoólico tão elevado, o que a torna "perigosa". Apesar disso, o álcool é bastante evidente no sabor, até um pouco demais, destacando-se do conjunto mais delicado. No conjunto, trata-se de uma golden strong ale leve, achampanhada, seca e elegante, com um balanço aromático admirável entre os lúpulos nobres e o frutado fino de levedura. Uma cerveja quase etérea - não fosse seu álcool diabolicamente notável. Mais uma belga notável, sobretudo porque chega ao Brasil por preços suavemente menores do que outras concorrentes. Não será nenhum sacrifÃcio incentivar essa polÃtica de importação comprando esta cerveja.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Brasil
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
A Weissbier da Petra apresenta acidez destacada, baixa tipicidade de aromas e uma estranha combinação de sabores que, acreditem, me remeteu a torta de cerejas. A aparência é boa, com um lÃquido alaranjado e opaco encimado por um creme bem denso e volumoso, com persistência mediana. O aroma não se desprende com facilidade e tampouco traz as caracterÃsticas esperadas pelo estilo: inicialmente, notei ovo e mercaptano (ralo de banheiro), que se atenuaram com o tempo, dando espaço a um estranho aroma de cerejas em calda e um fundo quase ausente de banana. O sabor é mais pronunciado, e traz notas bem claras de cereja em calda (até parecendo artificial) que se combinam com o malte de trigo para dar a impressão de torta de cerejas. Com o passar do tempo, surgem notas secundárias de laranjas, ésteres sutis de banana e, no retrogosto de média duração, uma sugestão de cravo convive com o malte e a inusitada cereja. Tudo muito menos pronunciado do que se espera de uma Weiss de boa intensidade. O paladar é dominado pela acidez destacada, com leve doçura de entrada e um leve amargor na finalização (até maior do que a média do estilo), que se prolonga no retrogosto junto com uma acidez residual. Ela é encorpada, densa considerando-se o estilo, e traz alta carbonatação. No conjunto, uma cerveja de trigo peculiar, mas num mal sentido: falta o que deveria estar lá (ésteres de banana/tutti-frutti e fenóis de cravo) e sobra o que não deveria. Você fica se perguntando para onde vai este mundo quando você abre uma Weissbier e sente gosto de torta de cereja. O custo-benefÃcio, como ocorre com outras Petras, é deveras duvidoso - pelo mesmo preço (e frequentemente nos mesmos lugares) compra-se uma boa Weissbier alemã. Se quiser provar, sugiro esperar a promoção na gôndola do supermercado.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Uruguai
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
A Norteña é um verdeiro hit entre os adolescentes paulistanos; eu nunca entendi muito bem e resolvi degustar para tirar a teima. Continuo sem entender, para ser sincero. Trata-se de uma American lager de perfil maltado consistente e boa intensidade, mas não oferece nenhum grande diferencial em relação à s nossas nacionais, que são bem mais baratas. A cor é amarela bem pálida e transparente, com uma espuma branca volumosa, mas sem muita densidade ou persistência. Predomina o malte na receita, com notas de cereais, pão e mel dominantes no aroma e no sabor. O lúpulo fica em segundo plano, trazendo notas cÃtricas que lembram limão e, no aroma, um herbal mentolado sutil. Ela tem um perfil aromático de lager bem limpo, pois os ésteres frutados são pouco relevantes; talvez haja um tiquinho de maçãs vermelhas ao fundo. Off-flavors presentes, mas moderados, com um pouco de mercaptano (ralo de banheiro) e ácido caprÃlico (sabão em barra). Na boca, o malte tende a dominar mais o conjunto e ofuscar o restante dos sabores, resultando em menor complexidade, mas mais consistência dentro do estilo. Não à toa, predomina o adocicado do malte sobre o amargor do lúpulo, com uma acidez baixa que aumenta a drinkability. O corpo é leve e aguado em demasia - talvez seu maior ponto fraco, a meu ver -, contrastando com o sabor de malte um pouco mais encorpado. No conjunto, tem malte bem presente, alguma intensidade e boa drinkability, mas não se destaca, e poderia ter um pouco mais de textura. Minha conclusão é a de que a febre pela Norteña é mais hype mesmo.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Brasil
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
CÃtrica, azedinha e com presença bem marcante das especiarias tÃpicas do estilo, a Whitehead Witbier é uma cerveja que já merece ser celebrada pelo simples fato de representar um estilo ainda pouco explorado nesta terra em que cerveja de trigo é sinônimo de German Weissbier. A cor é laranja, bem opaca (até demais), com creme branco de volume e persistência apenas medianos, não impressionando nesse quesito. Ela tem boa complexidade, mas nem sempre se mostra completamente harmônica: dominam o aroma e o sabor das especiarias caracterÃsticas das witbier, ou seja, laranja e sementes de coentro, mas sem a limpeza de aroma que se encontra, por exemplo, numa Hoegaarden. Há um cÃtrico sugerindo limão, provavelment advindo do lúpulo, uma presença bem forte do malte de trigo com notas de aveia (percetÃvel no sabor, nem tanto no aroma), algo que lembrou uvas Niágara fermentadas e, de fundo, leves fenóis de cravo. Infelizmente, DMS (milho verde) e alho se mostraram bastante relevantes, comprometendo a refrescância que deve ser a marca do estilo. No paladar, domina francamente a acidez, com uma doçura razoável e amargor suave de fundo. Se a acidez fosse mais leve, a drinkability e a delicadeza seriam maiores. O final é curto e adocicado, com acidez residual e retrogosto que traz notas de aveia dominantes, junto com sementes de coentro e leve cravo, os quais se misturam um pouco. O corpo é médio e a carbonatação é vÃvida. No conjunto, trata-se de uma witbier de boa complexidade aromática e agradável presença do malte de trigo sob as notas mais evidentes de especiarias, mas acho que a receita ainda precisa de ajustes devido ao DMS e à acidez destacada. Ainda assim, é um estilo que eu aprecio bastante, e esta rara representante nacional é um exemplar cheio de personalidade.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Brasil
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
Como as cervejas de trigo bávaras são um estilo muito apreciado no Brasil, é comum que várias microcervejarias produzam uma Weiss para oferecerem uma opção para um público que não se aventura em outros estilos mais "intimidadores". Neste caso, contudo, a Weizen é uma espécie de "patinho feio", que ao meu ver não faz jus ao excelente portfólio de ales de estilo inglês e americano da cervejaria. Adocicada e ácida, ela se mostrou bem maltada, mas com alguns problemas de produção importantes que afetaram seu desempenho. A cor é amarela clara, com opacidade mediana, e ela formou uma espuma densa de volume mediano, com menor persistência do que pede o estilo. No aroma, domina um forte metálico, sob o qual e sentem fenóis de cravo, algo que lembra leite azedo, ésteres de banana sutis considerando-se o estilo, e talvez um toque floral de lúpulo. No sabor o malte de trigo mostra-se bem presente, com notas intensas de aveia que se prolongam no retrogosto junto com o sabor metálico. Esse metálico, contudo, nem é o maior problema, porque minha garrafa mostrou ainda uma presença abrasadora e evidente de DMS e alho, que juntos passaram uma intensa impressão de "milho verde refogado em cebola e alho" e deram ao conjunto uma untuosidade estranha. No paladar, o equilÃbrio se dá no jogo balanceado entre o adocicado e o ácido, com amargor bem sutil, deixando um final adocicado com acidez residual. O corpo é mediano, mas a untuosidade do DMS lhe dá uma prejudicial textura untuosa. No conjunto, esta EikBier Weizen seria uma cerveja de trigo com mais presença do malte de trigo do que dos aromas de levedura tÃpicos do estilo, com seu interesse não fosse pelo "detalhe" do DMS que a prejudicou bastante. Para mim, se alguém a Weizen como seu primeiro rótulo da EikBier, não terá a dimensão da excelência das outras ales da cervejaria. Eu, felizmente, a provei por último!
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Inglaterra
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
É triste quando você paga caro por uma cerveja importada teoricamente cheia de qualidades, mas, simplesmente por causa da garrafa de vidro transparente, acaba degustando uma cerveja decisivamente prejudicada pela ação da luz sobre os lúpulos. Foi exatamente o que ocorreu comigo com essa Marston's, a primeira da cervejaria que degustei e que já me deixou com um pé atrás em relação a todos os demais rótulos, igualmente acondicionados em garrafas sem proteção contra a luz. O que seria uma ESB maltada e adocicada, com toques frutados, acabou ficando prejudicada pelo aroma de MBT advindo da exposição à luz. A cor, que se vê desde a garrafa, é de um bonito âmbar profundo e alaranjado, com uma espuma bege densa, mas de pouco volume e persistência. No aroma, dominam completamente as notas de ação da luz sobre o lúpulo, que não se dissiparam até o final e ofuscaram suas demais qualidades aromáticas. Há uma leve percepção de mel e, talvez um condimentado lupulado com notas de ervas. No sabor, o malte aparece solidamente e domina o conjunto, com notas intensas de castanhas, caramelo e torradas, com muita riqueza (cortesia do malte Maris Otter). Em segundo plano, pude identificar ésteres sólidos de banana, e talvez um certo condimentado lupulado. O MBT também se manifesta na boca, mas não chega a ofuscar o restante dos sabores. O paladar é claramente dominado pela intensa doçura e riqueza do malte, com amargor suave e baixa acidez, de uma forma um tanto desequilibrada considerando-se o estilo, que pede amargor sólido. O final é curto, dominado pela riqueza adocicada do malte, com um amargor muito leve de fundo, trazendo retrogosto maltado de torradas e caramelo. Razoavelmente encorpada na textura, traz a carbonatação leve caracterÃstica das inglesas e um teor alcoólico muito discreto, pouco perceptÃvel. No conjunto, trata-se de uma ESB peculiar pelo forte predomÃnio do malte, aproximando-a até de uma Märzenbier e tornando-a um exemplo claro da riqueza dos maltes Maris Otter ingleses. Contudo, com o amargor um tanto baixo pelo estilo, isso pode torná-la também um tanto desequilibrada. No caso da minha garrafa, o conjunto ainda mostrou-se crucialmente comprometido pela ação da luz, fruto da proteção nula oferecida pela garrafa transparente, que, embora bonita, pôs esta cerveja a perder para mim.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Austrália
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
Abri esta Coopers esperando uma cerveja leve, seca e refrescante (não muito diferente da versão sparkling), mas infelizmente o que descobri foi uma cerveja que, de tão pouco marcante, abriu espaço para off-flavors comprometedores, que puseram a perder suas qualidades. Na cor, um amarelo-alaranjado inicialmente mais claro e translúcido, e mais turvo, puxando para o bege, quando o fermento é despejado. O aroma mostrou-se bem estranho, sem o frescor esperado: nota-se o lúpulo com notas condimentadas nobres, sugerindo ervas, sobre um segundo plano de malte com notas de cereais bem leves. Mas o problema foram as toneladas de DMS e dimetil-trissulfeto, com bastante untuosidade e aromas de milho verde e alho prejudicando tudo. A mistura do condimentado lupulado com alho deu a esquisita impressão de azeitonas em salmoura, bem estranho. O sabor traz talvez um pouquinho mais de malte equilibrado com o condimentado do lúpulo, mas de novo os off-flavors se evidenciam claramente, com sabor de milho refogado em cebola e alho. O paladar é suave mas equilibrado, com um amargor seco dominante, acidez razoável de entrada e uma doçura muito leve, o que daria um conjunto refrescante se não fosse a presença untuosa do DMS, que diminuiu a sensação de leveza e prejudicou bastante a drinkability. O final mostrou-se curto, amargo e seco, com retrogosto maltado de cereais e leve condimentado. No conjunto, seria uma pale ale suave e refrescante, com perfil mais seco e amargo, bem próximo de uma pilsner mais suave, mas sua leveza fez com que o DMS se sobressaÃsse demais e prejudicasse decisivamente o conjunto e a drinkability - sua suposta qualidade.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Alemanha
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
Bela pilsner alemã para uma tarde quente: limpa, refrescante e puxada no amargor, com um agradável e equilibrado conjunto de aromas e sabores. A garrafa derrama um lÃquido dourado claro e radioso, transparente, com creme bem denso e cremoso, de volume e duração médios, mas deixando uma finÃssima camada perene no copo. Possui um perfil aromático reconfortantemente limpo, para "limpar" o nariz das lagers poluÃdas que temos por essas terras. O lúpulo é claro e traz um floral dominante acompanhado de notas cÃtricas de tangerina, muito agradáveis e refrescantes. O malte também é evidente, trazendo notas de cereais, castanhas e pão branco. De fundo, sente-se uma presença sutil de ésteres de banana, e o DMS é bem comportado, com notas de milho verde quase imperceptÃveis, manifestando-se ao agitar o lÃquido. Infelizmente, minha garrafa mostrou sinais mÃnimos de papelão, indicando um comecinho de oxidação - que no entanto não prejudicou o conjunto. De maneira geral, o lúpulo tende a predominar no aroma, enquanto o malte mostra mais força no sabor, de uma forma bem equilibrada. O paladar, por sua vez, não é tão equilibrado assim, pois o sólido amargor domina visivelmente o conjunto, até de forma um pouco desequilibrada. Há alguma acidez de entrada e doçura quase irrelevante, deixando um amargor oleoso residual de longa duração com retrogosto de pão branco de média duração. Ela é bastante refrescante até pelo seu amargor limpo e duradouro, mas poderia haver um tiquinho mais de doçura na minha opinião para equilibrar, embora o estilo admita esse amargor mais destacado. Ela é até encorpada considerando-se o estilo, mas sem prejudicar a sensação de refrescância. No conjunto geral, é uma pilsner alemã muito limpa, bem-executada, com sabores de malte e lúpulo claros, que vai agradar bastante quem espera mais amargor, mas sem muita rusticidade devido ao perfil mais floral do lúpulo. Para mim, serve como modelo para uma pilsner alemã mais lupulada. O preço que se cobra por ela também é justo, o que vale a compra.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Brasil
|
1 de 1 pessoas acharam esta avaliação útil
A primeira produção da importadora Bier&Wein é da lavra da Casa di Conti, que também fabrica a boa Conti Premium. Para mim, destacou-se pelo seu notável equilÃbrio, pela boa evolução na boca, o que lhe dá boa drinkability, e pelo delicado aroma do lúpulo Hersbrücker, inédito nas produções nacionais do estilo. A apresentação começa bem pela garrafa com uma série de rótulos diferentes (para o deleite - ou desespero - dos colecionadores!) trazendo imagens da cidade de São Paulo: a minha era de um bonde no centro da cidade em 1938. Continua bem no copo, com uma bonita cor dourada clara, transparente, e um creme branco denso, de volume e persistência apenas medianos. O aroma é relativamente limpo, dominando bem levemente as nots lupuladas trazendo um leve cÃtrico (limão) e floral sobre um fundo de cereais, com um toque frutado bastante sutil (talvez maçãs vermelhas). No entanto, agitada, liberou notas um tanto excessivas de DMS (milho verde) e alho, comprometendo um pouco sua pureza aromática. Em adição a esses sensações, o sabor traz mais presença do malte, com notas de cereais e mel, as quais se prolongam num curto retrogosto. Poderia haver mais riqueza nos maltes, talvez. O paladar e a evolução são o ponto alto: equilibrados e de boa intensidade para o estilo, com uma entrada suavemente adocicada e ácida, um fundo em que predomina o amargor de média intensidade e um final doce-amargo. Seu equilÃbrio lhe dá boa drinkability. O corpo é mais encorpado que a média, com uma textura levemente aveludada, e o álcool não se faz notar. No conjunto, trata-se de uma American lager de boa intensidade e equilÃbrio, com perfil aromático pouco intenso, mas agradável e sem off-flavors crÃticos (apesar dos aromas ligados ao mosto mais acentuados do que eu gostaria) nem frutados excessivos. Se comparada com a Conti Premium, nota-se a diferença no aroma lupulado, que me pareceu mais floral, e uma presença menos intensa dos aromas frutados nesta Paulistânia. Apresenta bom custo-benefÃcio se o objetivo for variar a American lager de sempre.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Inglaterra
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
Stout que leva chocolate e aveia para "amaciar", mas que recorre à lupulagem forte para balancear essa maciez. BelÃssima garrafa, e uma bela cerveja também na taça, com uma cor preta marcante e brilhante, com nuances amarronzadas bem tênues e uma espuma marrom de bom volume, mas média persistência, com uma bela textura meio "sólida", lembrando suspiro. O chocolate não se destaca demais, nem no aroma e menos ainda no sabor, tornando sua presença apenas um "toque" que não chega a sobrepujar as demais caracterÃsticas, o que eu considerei um ponto alto. O aroma mescla de forma muito harmoniosa o chocolate ao leite (lembrou aquele "do padre"!) com as fortes notas lupuladas, com pinho e limão dando uma certa "pontada" de azedume. Em segundo plano, café e tostado suaves, um aroma mineral de calcário ou reboco de parede, talvez um toque sutil e fugaz de uvas escuras e, infelizmente, uma presença excessiva de notas de DMS (milho verde), que prejudica o conjunto. No sabor, o lúpulo parece ofuscar um pouco as demais caracterÃsticas, tornando-a menos harmônica e complexa na boca: o chocolate mostra-se bem sutil, e as demais caracterÃsticas ficam bem ao fundo, menos expressivas do que eu gostaria. Domina visivelmente o amargor, provavelmente para "quebrar" o chocolate, mas o resultado ficou um pouco desequilibrado para mim. Há uma acidez cÃtrica considerável, que me incomodou um pouco, e doçura pouco expressiva. O final é amargo, seco e torrado, com notas de queimado e sugestão de café. O corpo é outro ponto alto da cerveja, com uma textura cremosa e muito sedosa, bastante envolvente na lÃngua, que se explica pela adição de aveia na receita. A carbonatação é leve e o álcool não se nota. No conjunto, a ideia parece ser a de que a forte lupulagem, herbal e cÃtrica, consiga combater os excessos do chocolate, evitando que ela seja uma cerveja docinha e suave. No entanto, acho que o conjunto fica prejudicado pela presença relativamente mais fraca dos maltes, e sobretudo por uma acidez considerável. No cômputo geral, esperava que ela fosse mais indulgente e excessiva: para mim, faltou toda aquela "luxury" anunciada no rótulo!
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
Avaliada por Alexandre MarcussiFevereiro 04, 2010 Denunciar esta avaliação |
Inglaterra
|
1 de 1 pessoas acharam esta avaliação útil
Excelente old ale inglesa, que equilibra os acentuados aromas de frutas passas com o lúpulo num conjunto bastante harmônico. A aparência é marrom-avermelhada, brilhante, com creme bege tipicamente inglês, bem denso e de boa persistência, com volume mediano. Muito fragrante, a longa maturação contribui para acentuar os aromas licorosos e de frutas escuras, com uvas passas, ameixas secas e licor de ameixa ou vinho do porto. O lúpulo, porém, não desaparece, e mostra boas notas amadeiradas e um leve fundo cÃtrico de tangerina, muito sutil mas que dá uma nota de frescor de fundo agradável no conjunto mais envelhecido e vinificado. Na boca, além das frutas passas e do lúpulo, as notas do malte se mostram mais claramente, com caramelo de entrada, pão preto e torradas que se prolongam deliciosamente num final doce-amargo de boa duração. Ela é bem equilibrada no paladar, pois sua doçura licorosa e frutada é bem combatida pelo amargor amadeirado do lúpulo, com baixa acidez, resultando num conjunto intenso mas balanceado, que pende menos ao amargor do que as bitter ales inglesas. O corpo mostrou uma agradável textura licorosa, com a baixa carbonatação tÃpica do estilo. No conjunto, mostrou-se muito interessante e bastante complexa, uma cerveja inglesa intensa mas sem exageros. Vale a pena repetir.
Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
Avaliada por Alexandre MarcussiFevereiro 03, 2010 Denunciar esta avaliação |
Brasil
|
1 de 1 pessoas acharam esta avaliação útil
Mais uma deliciosa obra-prima dos Falcone. Marcante sem ser agressiva, frutada sem ser "frutinha", a Falke Vivre Pour Vivre impressiona bastante para a primeira experiência da cervejaria com fermentação espontânea. A bela garrafa, aberta com a cerimônia que o rótulo impõe, despejou um lÃquido cor-de-rosa queimado e opaco, com creme rosado bonito, mas sem muita duração. No aroma como no sabor, ela mostra uma excelente harmonia e balanço, com a jabuticaba aparecendo de forma bastante nÃtida sem sobrepujar o conjunto, bem contrabalanceada por toques de rusticidade das leveduras selvagens e da longa maturação. Predominam sim, de forma leve, as notas frutadas, com jabuticada evidente e deliciosa sugestão de morango desidratado; mas elas se fazem acompanhar de aromas menos delicados, com notas de fundo de terra úmida, um condimentado sugerindo molho inglês e amêndoas cruas dando um efeito terroso e levemente amanteigado ao paladar. No sabor, essas sensações ainda são complementadas por uma presença bem clara do malte, com uma doçura equilibrada e notas suaves de mel que se prolongam no retrogosto de média duração junto com o sabor frutado de jabuticada. O paladar é menos agressivo do que se poderia esperar, pois existe sim uma acidez dominante, mas ela é bem contrabalanceada pela doçura do malte: na boca ela se mostra ácida com doçura e algo salgado dando suporte, e no final a doçura torna-se levemente dominante, com acidez residual levemente adstringente. O corpo é bastante leve, com uma sensação suavemente adstringente, a carbonatação é viva mas não demasiada e o álcool não se nota. No conjunto, apresenta drinkability bastante razoável devido ao equilÃbrio com que a acidez caracterÃstica do estilo é amparada por outras sensações na lÃngua. Também se mostrou muito harmônica do ponto de vista dos aromas e sabores, com as notas frutadas bem complementadas por toques mais rústicos e terrosos.Foi uma imensa honra degustá-la. Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
Bélgica
|
0 de 0 pessoas acharam esta avaliação útil
Cerveja belga que fica entre uma witbier e uma tripel, apresentando as mesmas caracterÃsticas cÃtricas e a secura de ambos os estilos, porém com intensidade intermediária, o que a torna bastante versátil. Design moderno que alia o tradicional à inovação de uma maneira leve: a cara dessa cerveja. Na taça, a cor mostrou-se amarela "queimada", com turbidez mediana e coroada por um creme branco de densidade e volume medianos, mas que deixou uma camadinha resistente no copo. O aroma é fragrante, fortemente fresco e cÃtrico com toques de rusticidade para equilibrar. As sementes de coentro saltam à frente com seu perfume cÃtrico-apimentado e dominam o aroma, até ocultando um pouco a complexidade. Nota-se ainda laranja, sugestão de pêssego e um lúpulo com notas de madeira seca e folhas secas, além de uma sugestão de raspas de limão. O DMS se faz mais presente do que eu gostaria, com uma untuosidade de milho verde cozido que corta um pouco o frescor do aroma de uma forma indesejável. Com o tempo, abre-se ainda um interessante aroma mineral que me remeteu a reboco de parede. No sabor as coisas parecem estar um pouco mais bem equilibradas, abrindo espaço para uma maior harmonia dos ingredientes da receita, ainda que as sementes de coentro ditem o tom. Os lúpulos (amadeirado e folhas secas) aparecem um pouco mais na saÃda do gole, e o malte aparece com notas suaves remetendo a aveia. Notas de pêssego e limão ficam mais tênues, quase desaparecem, e o DMS dá uma untuosidade leve ao gole.No paladar, como dito, ela é mais intensa e picante que uma witbier, não chegando contudo à intensidade de uma tripel. Há uma forte acidez de entrada, que se faz seguir de um amargor e uma secura medianos que se prolongam no final do gole, junto com algo picante e com uma doçura muito baixa ao longo de toda a evolução. Isso dá ao conjunto muita refrescância. O final medianamente amargo e seco é acompanhado do retrogosto de sementes de coentro e folhas secas, perfumado mas mantendo o balanço de rusticidade. O corpo é médio, com uma boa textura envolvente e finamente cremosa, advinda do uso da aveia. No conjunto, ela lembra acentuadamente uma witbier (ao degustar um golinho no empório sem ler o rótulo, pensei se tratar de uma), mas mais calorosa, picante e intensa, indo na direção de uma tripel de perfil mais seco. Mas também é menos leve, delicada e drinkable que uma witbier, e não atinge a complexidade da poderosa fermentação de uma boa tripel. Essas caracterÃsticas se explicam facilmente pela adição (generosa) de sementes de coentro e de raspas de laranja, especiarias normalmente associadas a estes dois estilos, mas com uma potência alcoólica intermediária. Uma inovação a ser celebrada, sem dúvida. Detalhes
|
Considera esta avaliação útil?
|
| 253 resultados - mostrando 1 - 20 | « Anterior 1 2 3 4 5 6 7 ... 13 Seguinte » | Resultados por página: |




