Avaliações escritas por Mauricio Beltramelli
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O rótulo com o severo "reverendo" é um show à parte! No mais, segue o padrão de excelência e inventividade da Avery.
A coloração é âmbar avermelhada brilhante, e o creme branco é de média consistência e persistência. No aroma, açúcar mascavo, banana-passa, frutas cristalizadas, pêssego. Na boca, a predominância quase completa é dos maltes caramelizados e do dulçor assertivo, quase não deixando entrever nenhum amargor. Final doce e longo.
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Curiosa cerveja da Firestone Walker que possui cânhamo em sua composição. Para os Ãntimos, cannabis. Porém, ao que parece, sem os efeitos estupefacientes da droga...
Embora curiosa, não impressiona tanto. Coloração mogno-avermelhada, com creme medianamente denso e persistente. No aroma, presenças marcantes de maltes tostados, café, chocolate. No paladar, algum dulçor residual. Interessante.
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Lançamento de novembro de 2011 da Samuel Adams, tive a sorte de estar nos Estados Unidos nessa época pra prová-la.
A coloração é tÃpica, âmbar-averlelhada, com espuma branca de boa duração e consistência. No aroma, toques assertivos de lúpulos lembrando pinho, resina, laranja e grapefruit. No sabor, acidez moderada/alta, e carbonatação média fazem dessa cerveja uma delÃcia em termos de refrescância e drinkability.
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Analisado por Mauricio Beltramelli 14 de Dezembro de 2011
Atualizado pela última vez: 14 de Dezembro de 2011
Analista #1 -
Foi na minha visita ao festival Mondial de la Bière, em Strasbourg, na França, que resolvi comprar essa breja bretã, juntamente com seu inusitado copo-chifre.
Embora a apresentação seja atraente, deixa um tanto a desejar nas demais percepções sensoriais, mesmo sendo um estilo difÃcil de ser entendido, como o Bière de Garde. Na aparência, coloração dourada clara com creme de média duração e consistência. No aroma, o álcool domina um pouco demais, desbalanceando o conjunto. Afora isso, há suaves toques de frutas cristalizadas. Na boca, acidez média/alta e final doce.
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Sem grandes malabarismos estilÃsticos, correta e equilibrada. Coloração âmbar com um creme branco de média duração e persistência.
No aroma, aparecem principalmente as notas frutadas advindas dos lúpulos (pêssego, damasco, banana, bem como um toque de pinho e resina. No sabor, as sensações se repetem, trazendo uma agradável refrescância.
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Bela iniciativa de cerveja colaborativa levada a cabo pelas cervejarias artesanais brasileiras Way, Brewdog, Wäls, Bodebrown e Coruja.
O resultado é muito interessante. A coloração é âmbar-clara avermelhada, com creme branco denso, persistente e consistente, deixando marcas na taça à medida que se degusta. No aroma, rico blend de notas herbáceas e frutadas: Grama, pinho, resina, abacaxi, maçã verde e um toque de grapefruit. Os maltes são também sentidos através de uma leve sugestão de caramelo.
Na boca, a acidez é moderada. Já o amargor é assertivo -- e delicioso --, muito bem inserido no conjunto. O final, levemente seco, equilibra amargor e dulçor.
Trata-se de uma excelente cerveja, das melhores e mais equilibradas já feitas no Brasil, e que poderia ser repetida!
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Deliciosa saison americana. A coloração é cobre clara, com espuma medianamente densa e persistente.
O aroma lembra bosque, com profusão de notas herbáceas, grama, maçã verde, mas tudo bastante equilibrado e suave, sugerindo frescor. Na boca, uma agradável e surpreendente picância toma lugar, além da acidez evidente. Excelente.
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Confesso: É muito difÃcil falar dessa cerveja sem ser superlativo. Sua complexidade sensorial supera qualquer expectativa, num mar de sensações complicado até de ser descrito.
O lÃquido é preto e oleoso, com espuma marrom densa e persistente, que se dissipa lentamente deixando o "laço belga" ao redor do copo durante a degustação.
Quer saber o que há no aroma? Whisky, madeira de carvalho, ameixas em compota, frutas secas, cacau, baunilha... Um perfil aromático extremamente complexo que domina e enleva os sentidos.
No sabor, a baunilha, as frutas escuras e o cacau sobressaem, mas deixam um retronasal puxado ao whisky que inebria. O paladar transparece o quente do álcool, reconfortando. A textura é oleosa e aveludada, deixando um acabamento seco delicioso.
Uma das melhores cervejas que já tomei na vida! Vale a viagem aos EUA...
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Excelente cerveja sazonal de inverno dessa que é uma das cervejarias mais importantes da nova escola cervejeira americana.
A coloração é de um marrom-acobreado levemente turvo, com espuma de média duração e consistência. No aroma, as notas condimentadas de canela, cravo e açúcar mascavo se juntam a frutados interessantÃssimos lembrando banana, figo em calda e algum fermento de pão.
O corpo é alto e a textura é algo licorosa. Ótima!
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Confesso que esperava um pouco mais dessa cerveja da Stone maturada em barris de carvalho.
A coloração é âmbar profunda, e o lÃquido, translúcido, não apresenta nenhuma turbidez. O creme é poco denso e persistente, mas dentro do estilo. No aroma, notas de toffee, figos em calda e alguns ésteres de fermento belga. Há também a presença, tanto no aroma quanto no sabor, de frutas cristalizadas e escuras. A potência alcoólica é bastante sentida, trazendo calor reconfortante. O final é doce e levemente frutado.
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Uma das melhores Imperial IPA que já tomei na vida, provando que o equilÃbrio entre os insumos faz o segredo de uma ótima cerveja.
Coloração âmbar-clara, com espuma de média/alta duração e consistência. No aroma, notas assertivas de lúpulos cÃtricos (grapefruit, laranja, limão siciliano) e resinosos. O malte é sentido em segundo plano, lembrando melaço. Na boca as sensações se repetem, trazendo ainda um amargor intenso mas agradável. O corpo é bom e o final é frutado e muito seco.
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Cerveja de aniversário de uma das cervejarias mais representativas da nova escola cervejeira americana.
No copo se derrama um lÃquido muito preto encimado por uma espuma marrom espessa e duradoura. O fantástico aroma, além da torrefação, traz notas de pinho, resina, grapefruit, ervas e algum damasco. Nada deixa dúvidas de que esta é uma Black IPA, estilo não relacionado nem no BJCP nem no BA.
Na boca, as sensações aromáticas se repetem, trazendo um potente amargor, além do álcool evidente mas muito bem inserido. Muito robusta, possui corpo alto. Ótima!!!
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Inacreditável cerveja com pimenta chili e canela, de parar o trânsito! Feitas para serem abertas em datas "cabalÃsticas", a linha Vertical Epic Ale da Stone repousa em barris de madeira pelo menos um ano antes de serem envasadas. O resultado é acachapante...
Servida on tap no pub da fábrica, o creme deixou um pouco a desejar em razão da mania americana de servi-lo quase sem colarinho. Mas o lÃquido é castanho escuro profundo, muito turvo.
No nariz, há presenças marcantes de cravo, canela, frutas escuras, nozes, caramelo, fermento e uma sugestão de pimenta. Essa pimenta, entretanto, domina o sabor, sem ser "ardida". O amargor chega pra contrabalançar, e o dulçor complementa o set. Única!
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"O seu paladar é muito fraco e você não é digno de tomar essa cerveja", diz o contra-rótulo dessa breja, entre o provocativo e o divertido.
Mas que cerveja!!! Coloração âmbar com média turbidez e creme branco muito denso, persistente e consistente. Ao derramá-la no copo já se sentem de longe os lúpulos e suas sugestões de resina, pinho, grapefruit, mas sem deixar de lado um leve caramelizado proveniente dos maltes com os quais é elaborada.
Na boca, o amargor é intenso, mas as notas aromáticas se fazem sentir. O corpo é algo licoroso e o álcool, bem inserido, traz o quente que reconforta. O final é ao mesmo tempo adocicado, seco e amargo. Complexa!
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Bela IPA! Coloração âmbar com média turbidez, encimada por um creme medianamente denso e persistente.
No nariz, surpreendentemente, a predominância é do malte levemente caramelizado, trazendo sugestões de açúcar mascavo e toffee. Os lúpulos florais ficam em segundo plano, mas também são sentidos. Final adocicado e caramelizado.
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Ótima IPA da Lagunitas, a demonstrar que a nova escola cervejeira americana também se faz com equilÃbrio entre os ingredientes.
Coloração âmbar translúcida, com creme denso e de razoável persistência. No nariz, o lúpulo aparece com parcimônia mas de modo assertivo, trazendo notas de laranja, ervas, resina e pinho. O sabor acompanha magistralmente o aroma, trazendo amargor moderado e final seco.
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Pra nós, brasileiros, é bem estranho degustar uma Real Ale, antigo estilo britânico apenas disponÃvel em barris, de onde é tirado com uma bomba manual. O que impressiona, logo de cara, é a ausência de carbonatação, o que é normal pro estilo.
Coloração âmbar translúcida sem creme. Nos aromas, maltes, mel, e um interessante floral. O sabor acompanha o aroma com leve amargor. Final doce.
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Pra nós, brasileiros, é bem estranho degustar uma Real Ale, antigo estilo britânico apenas disponÃvel em barris, de onde é tirado com uma bomba manual. O que impressiona, logo de cara, é a ausência de carbonatação, o que é normal pro estilo.
A coloração é dourada translúcida, sem espuma. No aroma, cereais do malte, fumo de rolo e leve brandy. O sabor segue o aroma, com um leve amargor, que acompanha a breja também em seu médio final.
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Dentro do estilo, mas sem grandes malabarismos estilÃsticos. Coloração âmbar clara, com pouco creme (tÃpico do estilo).
No nariz, aromas de caramelo, madeira, mel, Porto, nozes e um toque de frutas vermelhas. O sabor acompanha bem o aroma, trazendo ainda o quente reconfortante do álcool. O corpo é licoroso e o final é adocicado.
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Orgulhosamente com essa cerveja completei minhas 1000 avaliações neste Ranking.
E não poderia ser melhor! Esta breja, pelo que pude averiguar, só está disponÃvel no gastropub da fábrica em Düsseldorf. Não deveria. Seus aromas e sabores clássicos e absolutamente inebriantes deveriam ser compartilhados com o mundo todo.
A garrafa já faz a festa aos olhos. A coloração é marrom-avermelhada com creme medianamente denso e persistente. No aroma, uma profusão de sensações sensoriais que vão dos maltes tostados a toffee, caramelo, ameixas em compota, alcaçuz, uvas passas, brandy, frutas vermelhas e um leve achocolatado.
Na boca, ao sentir a consistência aveludada, espessa e licorosa, as experiências aromáticas se repetem, trazendo ainda uma quantidade razoável de lúpulos florais, bem como um assertivo mas equilibrado amargor. O final é longo, adocicado e remete ao fumo de rolo. IncrÃvel.
Uma Altbier "fortificada", fugindo aos estilos clássicos e, talvez por isso, deliciosa.
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