Cerveja golden strong ale belga bastante complexa, com notas de especiarias, frutas cítricas e algo adocicado como mel ou melaço. Álcool potente, mas bem inserido ao conjunto. O copo é um atrativo a mais ao ritual de degustação desta cerveja, dando um charme especial ao mesmo.
A Brouwerij Bosteels é uma cervejaria belga fundada em 1791 por Jean-Baptist Bosteels. Localizada na pequena cidade de Buggenhout, foi comandada pela mesma família de seu fundador até a 7ª geração. Em setembro de 2016, contudo, acabou sendo vendida para a Anheuser-Busch InBev.
Visitas guiadas, incluindo contextualização histórica, passeio pela fábrica e degustação, podem ser agendadas pelo site da cervejaria.
PAUWEL KWAK
Lançado em 1982, o rótulo faz referência a Pauwel Kwak - um antigo cervejeiro/dono de uma estalagem chamada ‘De Hoorn’ que ficava em Dendermonde (na atual França), durante o período napoleônico. Diz a lenda que para saciar a sede dos carroceiros (os quais não podiam sair de suas carroças enquanto os passageiros que transportavam se serviam na estalagem), teve a ideia de criar um copo de boca larga, corpo fino e alongado, de modo que este pudesse ser enroscado com segurança na estrutura das carroças.
Espécie de "Belgian Strong Amber Ale" (definição que, ao menos oficialmente, não existe) tem como ingredientes malte de cevada, milho, malte de trigo e lúpulo.
Translúcida, de coloração âmbar, forma dois dedos de espuma bege, densa, consistente e persistente.
Aroma frutado, caramelado, com toques de biscoito e especiarias. Notas de doce de caju, bananinha passa, compota de laranja, mascavo e cravo atiçam os sentidos. Simplesmente excelente.
Já na boca apresenta corpo médio e elevada carbonatação. Sugestões de banana, geleia de laranja, mascavo, biscoito e cravo se apresentam amparadas por suave doçura caramelada. Álcool super bem inserido. O final segue frutado e condimentado, moderadamente adocicado.
Confesso que perde um pouco da graça degustá-la fora de seu copo tradicional, com aquele suporte imenso de madeira. Tive a chance de tomá-la assim algumas vezes e reconheço que agrega demais na experiência. De qualquer maneira, contudo, é sempre um prazer revisitar este clássico.
Aparêcia: cor de cobre, creme de média formação e duração. Cristalina.
Aroma: maltes, frutado, picante. Doce.
Sabor: malte, frutado, frutas vermelhas, caramelo, doce, leve amargo e sutil aquecimento. Alta carbonatação, médio corpo e final doce.
A degustação desta cerveja em seu próprio copo é como viver um pouco da história, e mais uma prova que cerveja não se ressume à água, malte lúpulo e companhia. O líquido completa com perfeição o copo, formando um creme abundante, mas de média duração. A coloração é fechada devido ao malte tostado, o aroma é perfumado, com predominância do malte, mas já apresenta tos frutados eleve álcool. Na boca, o primeiro contato com a cerveja é macio e levemente licoroso. Ela tem boa harmonia entre maltes, leveduras e lúpulo, formando um conjunto bem maltado, floral(lúpulo) e frutado. O álcool está muito bem inserido e aquece o conjunto. A carbonatação é alta, com bolhas emergentes durante toda a degustação. O corpo é médio (bom) e o final curto e doce. O retrogosto é agradável, com ótimo drinkability.
Acho que a apresentação dessa breja já começa em grande estilo, não pela garrafa, mas pelo copo em formato incomum e que precisa do apoio de uma peça de madeira para ficar em pé. É interessante. Sabor agridoce, leve no retrogosto, com pequeno amargor. Coloração cobre, espuma pouca, porém duradoura. Sem dúvidas, um belo exemplar de cerveja belga. Recomendada.
Coloração avermelhada escura e espuma de ótima formação e duração. O dulçor aparece desde o nariz, sentidos na boca e ao final do gole, que é seco e tem curta persistência. Notas de frutas vermelhas, ameixas e melaço. Apesar das notas adocicadas que num momento parecem acima da média, ela é saborosa e não enjoa tanto, como por exemplo, a Strong Golden Ale da Eisenbahn (muito parecida). Infelizmente não a degustamos no Yard, ainda assim a experiência foi bem legal.