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Detalhe da Avaliação

4.2 15
Brasil
Mauricio Beltramelli
Mauricio Beltramelli
22 de Setembro de 2010 11744
(Atualizado: 05 de Julho de 2011)
Avaliação Geral
 
4.3
Aroma
 
9/10
Aparência
 
5/5
Sabor
 
16/20
Sensação
 
4/5
Conjunto
 
9/10
De tão esperada aqui pelo Paraná,a BodeBrown conseguiu com que a ansiedade pela sua Imperial Stout se espalhasse por outros estados, principalmente São Paulo. Poucos bares foram premiados com esse líquido dos deuses. Trata-se de uma Imperial Stout com adição de Lactose e com colossais 14,5% de álcool, o mais potente que me lembro de ter visto numa cerveja nacional. Só nessa descrição superficial, já é possível notar que esta Perigosa tem a marca registrada da BodeBrown: ousadia.
Servida na taça, mostra aquela cor negra, que tanto gosta, completamente opaca, que não deixa passar um feixe de luz sequer através do líquido. O creme já mostra-se escuro também, de cor marrom, mais claro, extremamente cremoso e de vida longa, fazendo uma bela de uma renda nas laterais do copo.
Fiquei realmente surpreso ao notar no aroma, em primeiras impressões, nada mais nada menos do que lúpulo. Isso mesmo, e dos cítricos. De fato, confirmei com um dos criadores, o senhor Paulo Cavalcanti e ele me confirmou que o americano Simcoe é usado, e por isso do caráter cítrico, que remete a maracujá em primeiro plano, e flor de laranjeira e framboesa mais ao fundo. Enquanto ganha temperatura, o frescor dos lúpulos vai se perdendo no ar, e dando espaço para os maltes torrados, as verdadeira estrelas da cerveja. Os maltes remetem a café e chocolate e atalvez até um pouco de baunilha e madeira. Os ésteres frutados acabam ficando de plano de fundo, trazendo um pouco de banana (?). Ainda é possível notar, bem sutilmente, aromas de coalhada, não sei se advindos da adição de leite.
Como não podia deixar de ser, a cerveja é potente e marcante também na boca, mas de maneira confortável, como se fosse um boxeador usando luvas de pelica. Os tons adocicados do malte e dos esteres, que evocam mel, chocolate ao leite, xarope e cereja, preparam a boca para a pancada que vem milésimos a seguir. um leve cítrico e enfim um amargor potente de café, pão preto, lúpulo e o álcool que dá uma sensação picante, que acaba me incomodando um pouco, pela presença mais spicy do lúpulo que me remete a pimenta-do-reino. Nada que tire as atenções do belo líquido negro que está no copo. O corpo é deliciosamente licoroso, importante para suportar a porrada alcoólica.
O nome Perigosa encaixa perfeitamente no perfil da cerveja. Mesmo a sensação alcoólica sendo nitidamente alta, não chega nem perto dos mais de 14%. Neste inverno castigante que faz em Curitiba, acaba sendo uma mão na roda para esquentar os cervejeiros. Um cerveja marcante e sedutora, que não vai sair da sua cabeça por um bom tempo e fazer com que você tenha vontade de repetir a dose.

Detalhes

Degustada em
28/Junho/2011
Envasamento
Volume em ml
330 ml
Onde comprou
Cervejaria da Vila
Preço
R$15
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