Cadastre-se

MIkkeller / Grassroots Wheat is the New Hops

Alexandre Almeida Marcussi
Updated 22 de Abril de 2014
 
4.2 (11)
2591 0 2

Avaliações dos usuários

3 avaliações com 5 estrelas
11 avaliações
 
27%
 
73%
3 estrelas
 
0%
2 estrelas
 
0%
1 estrela
 
0%
Avaliação Geral
 
4.2
Aroma
 
8/10(11)
Aparência
 
4/5(11)
Sabor
 
17/20(11)
Sensação
 
4/5(11)
Conjunto
 
9/10(11)
Para escrever uma avaliação por favor registre-se ou .
De volta ao item
3 resultados - mostrando 1 - 3
Ordenar
Avaliação Geral
 
4.5
Aroma
 
9/10
Aparência
 
4/5
Sabor
 
18/20
Sensação
 
4/5
Conjunto
 
10/10
Considerada por muitos uma cervejaria cigana, a "Mikkeller" não tem uma planta nem equipamentos próprios para produzir suas cervejas. Em vez disso ela produz suas bebidas a partir de contratos com outras cervejarias e parcerias com os mais diversos fabricantes ao redor do mundo. Sua história inicia em Copenhague, na Dinamarca, quando o então professor de física e matemática Mikkel Borg se juntou ao seu amigo de infância Kristian Keller para começarem a fazer cerveja de panela em casa. O "boom" veio em 2006 quando obtiveram grande sucesso ao elaborar uma 'Oatmeal Stout' que rapidamente foi eleita a melhor 'Stout' do mundo segundo o site 'Ratebeer'. Em 2007 Kristian Keller resolveu abandonar a parceria para ser editor de uma revista de música, deixando o amigo Mikkel Borg como o único dono. Desde então a "Mikkeller" já produziu mais de 600 tipos de cervejas, de variados estilos, exportando para mais de 40 países.

A "Wheat is the New Hops" é uma cerveja do estilo 'India Pale Ale' feita com adição de trigo não maltado e fermentada com inoculação de leveduras "selvagens" do gênero "Brettanomyces" - espécie consagrada graças as 'Lambics' belgas. Sua receita foi concebida em 2012 em colaboração com a cervejaria americana "Grassroots Brewing", localizada no estado de Vermont. A fabricação, contudo, se deu sob contrato na fábrica da "De Proefbrouwerij", cervejaria instalada em Lochristi-Hijfte, Bélgica.

Líquido dourado translúcido. Na taça forma volumoso colarinho branco de bolhas grandes e duração mediana.

Forte traço animal é a primeira coisa que sobressai no aroma. Notas de couro, estábulo e suor de cavalo não deixam dúvidas sobre a ação dos "brettanomyces" durante a fermentação. Suave terroso, toques cítricos e frutados surgem por trás, remetendo à flor de limoeiro, laranja, manga verde, pera e um dedinho de maracujá. Complexo e inebriante - um desbunde!

Na boca mostra corpo baixo/médio e carbonatação intermediária. O sabor traz a marca dos lúpulos em nuances de maracujá, laranja e manga com moderado amargor. Toques subjacentes de malte agregam ao conjunto apetitoso dulçor reforçado por notas de mel e banana. O final equilibrado ecoa pitadas fenólicas de pimenta e sugestão de feno com leve resina de lúpulo. Ligeiro toque de couro enseja um retrogosto persistente atravessado por notas assertivas de pera e maracujá.

Uma "Senhora" cerveja que tem tudo para agradar os "beer geeks" de plantão. Certamente um dos pontos altos dentro da inventividade tresloucada, mas nem sempre bem sucedida, da "Mikkeller" e seus parceiros. Se você já é um iniciado, invista sem medo.

Detalhes

Degustada em
22/Abril/2014
Envasamento
Volume em ml
330 ml
Onde comprou
Beer4u
Preço
R$ 24,99
Denunciar esta avaliação Comentários (0) | Considera esta avaliação útil? 0 0
Avaliação Geral
 
4.6
Aroma
 
8/10
Aparência
 
5/5
Sabor
 
18/20
Sensação
 
5/5
Conjunto
 
10/10
Só uma coisa a dizer: Mikkeller.

Detalhes

Degustada em
01/Junho/2013
Envasamento
Volume em ml
330 ml
Denunciar esta avaliação Comentários (0) | Considera esta avaliação útil? 0 0
Avaliação Geral
 
4.7
Aroma
 
10/10
Aparência
 
5/5
Sabor
 
18/20
Sensação
 
4/5
Conjunto
 
10/10
Fazia tempo que um novo lançamento não me fazia voltar a acreditar em cerveja. Pode parecer drástico, mas estou cansado de todo esse papinho de "inovação" e "criatividade" que sempre resulta na adição de uma erva típica aqui, um fruto exótico ali, e na replicação em massa das clássicas cervejas que os americanos consagraram. A Mikkeller prova, com este rótulo, que precisamos voltar à pré-escola e começar tudo de novo para fazermos cervejas extremamente instigantes e inovadoras usando apenas água, grãos, lúpulo e levedura. Esta "Wheat is the New Hops", apesar do nome, não tem como estrela principal o trigo, mas as Brettanomyces, leveduras "selvagens" tipicamente associadas a cervejas de fermentação espontânea, nas quais convivem com outras formas mais tradicionais de fermento cervejeiro e bactérias. Mas e se fermentássemos uma cerveja unicamente com Brettanomyces? Que novos horizontes aromáticos poderíamos vislumbrar? Esta cerveja se propõe a responder a essa questão básica, e o resultado é uma instigante, graciosa e surpreendente mistura do frescor herbal/cítrico dos lúpulos norte-americanos com o frescor frutado e aquele toquezinho exótico das Brettanomyces. A apresentação (o rótulo e o nome), a meu ver, é irritante pela piada interna, mas OK. A cor é dourada bem clara, com pouca opacidade e ótimo creme (o trigo ajuda aqui). No aroma, a interação entre os lúpulos e as Brettanomyces é incrível, e atesta o quanto o aroma de lúpulo depende da afinação com as leveduras. Muito frescor herbal, perfumado e frutado, com um toquezinho animal ao fundo. Capim-limão, maracujá, peras brancas e uvas verdes saltam ao nariz, acompanhados de lima-da-Pérsia, verbena, apimentado e terroso. A impressão resultante da mistura é completamente diferente da sua American IPA habitual. O malte, macio, traz pão branco e alguma doçura de biscoito. Os aromas animais das Brettanomyces são sutis (eles aparecem pouco quando a levedura atua na fermentação primária), mas nota-se um acento caprílico e toques de feno e estábulo, sutis. DMS atrapalhou bem o seu frescor. No paladar, o amargor predomina do começo ao fim, mas equilibrado: no início, sente-se uma acidez da carbonatação e uma leve pegada acética, enquanto o final traz um certo adocicado de malte. O residual é seco, com sensação amarga e terrosa que raspa um pouco na garganta (poderia ser mais gentil). O corpo é bem leve, com forte atenuação de açúcares, mas a textura é sedosa e algo oleosa, e a carbonatação é bem vívida, impedindo que ela pareça aguada. No fim das contas, ela lembra bastante um bom vinho branco, muito aromático, mas com o amargor no lugar da acidez. Uma cerveja impecável, sem defeitos? Não, ela tem essa ou aquela aresta a aparar. Pouco importa. É dessas cervejas que se impõem e se transformam em degustação obrigatória pelo poder que elas têm de *realmente* sair do quadradinho e pensar fora dos padrões, abrindo um novo horizonte para produtores e consumidores. E finalmente está disponível no mercado com boa acessibilidade e a um preço razoável. Não perca.

Detalhes

Degustada em
07/Agosto/2013
Envasamento
Volume em ml
355 ml
Onde comprou
Beer4U
Preço
R$ 18,50 (promoção)
Denunciar esta avaliação Comentários (0) | Considera esta avaliação útil? 0 0
3 resultados - mostrando 1 - 3
Cadastre-se