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Detalhe da Avaliação

Estados Unidos BrejasBrejas 10 de Janeiro de 2009 32560
(Atualizado: 14 de Outubro de 2019)
Avaliação Geral 
 
3.2
Aroma 
 
6/10
Aparência 
 
3/5
Sabor 
 
14/20
Sensação 
 
3/5
Conjunto 
 
6/10
Lançada de maneira discreta em 1995, a Blue Moon é hoje uma das vinte cervejas mais vendidas nos Estados Unidos. Inspirada pela mais famosa Witbier belga (Hoegaarden), sua receita foi adaptada ao paladar americano ao incluir casca de laranja Valencia, cultivada na Califórnia, em vez da tradicional (e mais ácida) casca de curaçao.

Sua história começa quando Keith Villa (na época um médico residente em pediatria e "homebrewer" nas horas vagas) responde a um anúncio da Coors Brewing, que viu pregado no campus onde estudava, à procura de interessados em trabalhar com pesquisas na área de fermentação. Ele foi então contratado e, dois anos depois, acabou sendo enviado por seu chefe para estudar produção cervejeira na Vrije Universiteit, em Bruxelas. Quando voltou de sua temporada na Bélgica, estava apaixonado pela Witbier resgatada por Pierre Celis.

Em 1995, Keith Villa assumiu o comando do recém inaugurado SandLot Brewery - uma espécie de "brewpub" experimental da Coors ainda hoje instalado no Coors Field, o estádio "casa" do Colorado Rockies, time de basebol da cidade de Golden, zona metropolitana de Denver. Foi então neste local que, de forma restrita e exclusiva, nasceu a Bellyslide Belgian White (posteriormente renomeada de Blue Moon).

Demorou um tempo grande para que a nova cerveja fizesse sucesso. Só alguns anos depois é que ela finalmente veio a ser produzida em larga escala pelas fábricas do grupo Coors.

Esse tipo de história, que mescla origens num pequeno "brewpub" com a paixão pessoal de um homem, leva muita gente a acreditar que a Blue Moon é artesanal - o que não é verdade. A empresa - claro - se aproveita dessa imagem e por isso é alvo de diversas críticas. Em 1999, outra polêmica envolveu um processo judicial movido pela Confederação de Cervejarias da Bélgica que a acusou de indevidamente empregar o termo "Belgian White" em suas embalagens, o que poderia levar o consumidor ao engano.

Entre seus ingredientes estão malte de cevada, trigo, aveia, casca de laranja, sementes de coentro e lúpulo. 9 IBU.

*Unidade produzida em Elkton, na Virginia.

Líquido turvo de coloração dourada. Servido, forma pequena camada de espuma esbranquiçada, pouco duradoura.

No nariz, discreto toque de laranja com uma pitada de coentro acompanha suave traço de caramelização do malte.

De corpo baixo e média carbonatação, ao paladar traz notas meio artificiais de laranja e massa de rosca junto a suave dulçor. Ligeira pegada condimentada do coentro salpica o final maltado, levemente cítrico. Alta "drinkability".

Witbier com perfil significativamente diferente do referencial belga. Provavelmente, o que se se utiliza aqui é um outro tipo de levedura. O resultado é até agradável, porém em "terra brasilis" seu custo supera o benefício.

Detalhes

Degustada em
13/Outubro/2019
Envasamento
Volume em ml
355 ml
Onde comprou
Pão de Açucar, Marília - SP
Preço
R$ 14,90
Blue Moon Belgian White
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