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Detalhe da Avaliação

Avaliação Geral 
 
4.5
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
4/5
Sabor 
 
19/20
Sensação 
 
5/5
Conjunto 
 
9/10
Para comemorar seu 12º aniversário, a North Coast Brewing produziu uma versão de sua festejada imperial stout maturada em barris de bourbon. Isso lhe deu um aumento de teor alcoólico, de intensidade e de características de envelhecimento, donde surgiu esta versão comemorativa Old Rasputin XII, uma cerveja que impressiona bastante pela potência e pela consistência. Vertida na taça, mostrou-se preta e opaca como um buraco negro, encimada por um creme marrom de boa persistência. O aroma é intenso, embora não especialmente complexo, e já dá o recado: fortes traços de envelhecimento e oxidação lhe dão um intenso aroma de vinho do porto, bem complementado por toques esterificados remetendo a uvas passas e ameixas secas. O malte torrado, obviamente, está lá, embora mais discreto ainda no aroma, mostrando café e chocolate em boa harmonia. Na boca, essas sensações se repetem numa explosão, com mais destaque para o malte torrado, que apresenta um intenso sabor de café bem complementado pelo chocolate e pelo perfil vinificado e licoroso de vinho do porto, ameixas e uvas passas. O lúpulo aromático é pouco presente, o que talvez se explique pela sua atenuação durante a longa maturação em carvalho. Não senti toques amadeirados ou abaunilhados relevantes, que são frequentes em cervejas maturadas em carvalho, predominando os fortes traços vinficados associados ao envelhecimento. O paladar é intenso, predominando uma forte doçura sobre a suave acidez licorosa, bem inserida, e um fundo de amargor. A entrada do gole na boca mostra-se bem doce e algo ácida, e com o tempo essa doçura vai gradualmente se atenuando e abrindo espaço para um amargor crescente, que não chega a ultrapassar a doçura, mas conduz a um longo final doce-amargo com vívido retrogosto de café, chocolate e vinho do porto. Encorpada, ela tem uma textura licorosa e uma percepção alcoólica evidente, embora bem inserida. Embora ela não apresente uma complexidade tãoi impressionante, o que se destaca é a intensidade e a harmonia com as quais todos os seus elementos se manifestam e interagem de forma coesa, resultando num conjunto forte e marcante que sugere algo como uma trufa com café e licor. Resta-me, agora, provar a versão "regular" desta cerveja para constatar as diferenças; de qualquer forma, é interessante esse traço da cultura cervejeira norte-americana de produzir sempre variações aparentemente pequenas, mas absolutamente notáveis, nas suas receitas. Se nos lembrarmos do monge louco que conseguiu hipnotizar a corte dos czares no século XIX, essa cerveja faz jus ao nome que ostenta.

Detalhes

Degustada em
29/Setembro/2010
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