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Detalhe da Avaliação

Holanda Daniel C.Daniel C. 08 de Setembro de 2008 23546
(Atualizado: 08 de Julho de 2010)
Avaliação Geral 
 
3.7
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
5/5
Sabor 
 
14/20
Sensação 
 
3/5
Conjunto 
 
7/10
Dubbel densa, bem adocicada e frutada, lembrando até uma Weizenbock devido ao caráter do malte e aos aromas da levedura. Esta foi uma cerveja que me impressionou muito quando a bebi pela primeira vez, mas cuja imponência não resistiu a uma comparação sistemática com outros exemplos clássicos do estilo, apesar de ser um bom rótulo. A aparência é belíssima, com uma bonita cor rubi acastanhada, transparente se você for cuidadoso ao servir, e um creme bege de excelente desempenho. No aroma ela já diz a que veio, com notas frutadas, adocicadas e de especiarias sugerindo uma sobremesa: dominam ésteres remetendo a bananas passas, acompanhados de fenóis de cravo e de um caramelado do malte, lembrando bastante uam boa Weizenbock mais densa e nutritiva. Ao fundo, acompanham e dão mais complexidade notas de cerejas maduras, um perfume floral e um delicado condimentado do lúpulo remetendo a ervas finas. No sabor, as mesmas sensações se repetem, com mais força e vivacidade no malte: bananas passas dominam, com cravo e caramelo dando suporte. O malte ainda traz sugestões de pão doce e é ressaltado pelo sabor de fermento de pão ao final. Cerejas e floral contribuem com a complexidade geral. No paladar, ela se torna intensamente doce e marcante, até de uma forma um pouco excessiva que pode tender a ser enjoativa com o tempo: a entrada é doce, dando lugar a um breve amargor de fundo e depois finalizando com uma forte doçura final e um retrogosto longo, vívido e ricamente maltado que traz bananas passas, cravo, caramelo, pão doce e fermento. A acidez é bem suave. Ao mesmo tempo em que o final impressiona pela vivacidade e complexidade, também cansa um pouco pela intensa doçura. O corpo é médio, com uma sensação alcoólica perceptível mas suave. Degustada com a Confraria Cervejeira Campineira em uma degustação comparada do estilo Belgian dubbel, ela se destacou pelo seu perfil ricamente maltado, como se espera pelo estilo, mas com presença marcante de ésteres e fenóis remetendo a cervejas de trigo, mas mais densa e adocicada e menos ácida, tornando-a mais acolhedora. No fim das contas, é uma cerveja de impacto, mas que poderia ser um pouco mais equilibrada se tivesse um amargor ou uma torrefação mais presente.

O chope, servido no Frangó, apresenta desempenho bastante semelhante, embora tenha me parecido um pouco menos adocicado e mais equilibrado quando o bebi. Infelizmente, devo confessar, meu copo veio com uma leve sensação metálica - fico imaginando como não deve ser complicado manter na linha regular um chope tão caro e evitar que ele sofra com o tempo em que fica no barril após aberto.

Detalhes

Degustada em
31/Dezembro/2009
Envasamento
Volume em ml
750 ml
Onde comprou
Makro Spéciale
Preço
R$ 35,90
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