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Wäls Cuvée Carneiro

Respondido por Edson Marquezani Filho no tópico Wäls Cuvée Carneiro

Tem uma coisa importante.

Todo programa de envelhecimento precisa de escala pra ter um produto regular. Acho que esse é o ponto da Wals - eles estão lançando barris experimentais como produto final.

Por exemplo, ouvindo a palestra dos caras da Lost Abbey na Savor de uns anos atrás, eles falam que a Duck Duck (a gueuze deles), de uns 50 barris, um pouco menos de 40 entraram no blend. Os outros foram literalmente descartados, por não se encaixarem na proporção do blend de acordo com suas características mais predominantes. Claro que, no caso de uma cerveja de fermentação espontânea, é de se esperar que esse fator de imprevisibilidade seja maior, por conta da microflora, mas dependendo de como for, um barril de vinho não fica tão atrás em termos de microflora residente. Tudo depende muito do tratamento que o barril recebe e tudo mais, mas creio que no caso da Quadruppel e da Petroleum da Wals, esse foi o caso: poucos barris, ou até mesmo um só, e mesmo assim isso foi lançado e nós, instintivamente, esperávamos um produto mais bem acabado, o que de fato não foi.
Os seguintes usuário(s) disseram Obrigado: Giovani Lopes
4 anos 4 meses atrás #64141

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Respondido por Alexandre Almeida Marcussi no tópico Wäls Cuvée Carneiro

Gabriel C. escreveu: O Marcussi foi um pouco além, ele já cantou a bola que a Carneiro vem de um blend com vários barris que ele provou em BH e não estavam bons.


Na verdade, era um barril só. Foi o primeiro barril que eles encheram com a quadruppel. Na mesma leva, havia dois outros barris (um com Petroleum, outro com um lote experimental) que acabaram sendo descartados. A quadruppel evoluiu melhor e ficou. Provei no final de 2012, quando ela estava com uns 6 meses de barril. Estava excelente: complexa, cheia de camadas, bem azeda mas ainda tragável (um blend ajudaria, mas estava boa mesmo pura), parecia uma Flanders red ale mais intensa. Na época, ela tinha uns 6 meses de barril. Depois, quando visitei a fábrica novamente em 2014, tomei mais uma prova do mesmo barril e a cerveja estava acética em excesso, parecia um vinagre. Não dava para tomar sozinha, embora o aroma fosse interessante.

Depois o José Felipe me explicou que eles haviam cometido o erro de deixar o barril sem vedação, tentando obter um perfil selvagem mais definido. Acontece que a cerveja oxigenou demais e isso promoveu o crescimento de Acetobacter em excesso. A partir daí, a ideia era passar a usar barris vedados para as próximas sours da Wäls, para tentar obter um perfil mais lático e menos acético. Não tenho como ter certeza absoluta de que era o mesmo barril que entrou na Cuvée Carneiro, mas suponho que seja, pois era o único barril de quadruppel que existia na fábrica quando a visitei no final de 2012, e portanto o único que poderia hoje ser engarrafado após 3 anos de maturação.

A impressão que eu tenho é que as cervejarias brasileiras estão tendo problemas com temperaturas muito altas na maturação em barris - o que, sabidamente, pode incentivar a proliferação de bactérias. Talvez fosse necessário investir em caves com controle de temperatura para os barris para obter resultados mais consistentes. Isso também pode ajudar a explicar por que as cervejarias paranaenses têm obtido resultados mais consistentes do que as paulistas e mineiras.
ocrueomaltado.blogspot.com
Porque cervejas são boas para beber, mas também são boas para pensar
Os seguintes usuário(s) disseram Obrigado: Gustavo Campos, Giovani Lopes
4 anos 4 meses atrás #64156

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Respondido por Edson Marquezani Filho no tópico Wäls Cuvée Carneiro

Alexandre Almeida Marcussi escreveu: Na verdade, era um barril só. Foi o primeiro barril que eles encheram com a quadruppel.
...
Não tenho como ter certeza absoluta de que era o mesmo barril que entrou na Cuvée Carneiro, mas suponho que seja, pois era o único barril de quadruppel que existia na fábrica quando a visitei no final de 2012, e portanto o único que poderia hoje ser engarrafado após 3 anos de maturação.


Opa! O que disse ali em cima? =P

Tava meio na cara que era um barril só. Até mesmo se você acompanhasse as mídias digitais da Wals dava pra inferir que eles só tinham alguns experimentos lá e nada além.

Nesse ponto, é interessante notar que a Bodebrown já começou com um produto mais maduro e com uma escala maior (o que, naturalmente, reflete na harmonia do produto final, pela possibilidade maior de ajuste no blending).
Last edit: 4 anos 4 meses atrás by Edson Marquezani Filho.
4 anos 4 meses atrás #64157

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Respondido por Odimi Toge no tópico Wäls Cuvée Carneiro

Mas era um barril ou um tonel? Independente disso, será que eles não misturaram um pouco da cerveja nova nas BA?

Em tempo, não tomei nenhuma das vendidas no empório da cerveja.
4 anos 4 meses atrás #64158

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Respondido por Gustavo Guedes no tópico Wäls Cuvée Carneiro

A Bohemia se não me engano agora tem uma cave na fábrica de Petrópolis para envelhecimento de cervejas
Cerveja = Felicidade Líquida.
felicidadeliquida.blogspot.com.br/
4 anos 4 meses atrás #64160

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Respondido por Alexandre Almeida Marcussi no tópico Wäls Cuvée Carneiro

Odimi Toge escreveu: Mas era um barril ou um tonel? Independente disso, será que eles não misturaram um pouco da cerveja nova nas BA?


Era um barril tipo "barrica francesa", Odimi, desses de 200 litros. Carvalho europeu, salvo engano. Não sei se foi feito o "topping-off" dos barris ao longo do tempo para compensar o "angel's share" e as perdas de volume para provas e degustações. Com toda certeza a cerveja foi blendada com uma porção jovem da Quadruppel, assim como aconteceu já com a Quadruppel Barrel-Aged e com a Petroleum Barrel-Aged. Pelo tanto que essa cerveja estava acética, eu chutaria uns 25% ou 33% da cerveja envelhecida no blend, não mais do que isso. Ela era bem bem intensa, então mesmo uma proporção assim já iria impactar bastante o blend. Precisa provar agora para saber. Eu encomendei uma garrafinha.
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Os seguintes usuário(s) disseram Obrigado: Odimi Toge
4 anos 4 meses atrás #64161

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