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FiL CruX: as 50 CERVEJAS mais marcantes de 2017

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Janeiro chegando ao fim e com ele a cobrança por parte de muitos conhecidos sobre a divulgação das cervejas mais marcantes que degustei pela primeira vez no ano anterior.

Estamos indo para quinta edição desse ranking e talvez ele tenha sido o mais trabalhoso se comparado aos anos anteriores – 2016, 2015, 2014 e 2013. Pois tive a oportunidade de tomar muita cerveja acima da média e isso dificultou bastante a composição da lista. Felizmente!

Ressalto que como eu imaginei no final de 2016, em 2017 a cena cervejeira brasileira evoluiu consideravelmente em relação à qualidade e o número de nacionais entre as 50+ cresceu.

A exemplo das edições anteriores, mais uma vez boa parte dessas cervejas foi degustada em festivais e bottle shares! Logo, quero agradecer a todos que participaram das nossas brincadeiras improvisadas ao longo do ano. ;o)

Listei também as 20 nacionais que mais me agradaram no período (sem ordem de preferência).

Para finalizar eu desejo a todos um 2018 com muita saúde e recheado de cervejas A+!

 

#50 – DÁDIVA / AVÓS / MAFIOSA Tripelbock 28
#49 – CASITA Querido Y Perdido
#48 – TUPINIQUIM Manjar Negro
#47 – HOCUS POCUS Prog #41
#46 – DE STRUISE Zombination VI (Alassane “Destroyer of Worlds”)
#45 – DOGMA Tart Blond – Vinho Branco
#44 – OTHER HALF Third Anniversary Imperial IPA
#43 – 5 ELEMENTOS Reserve 2017
#43 – MAD DWARF Kriek Fromboise
#42 – LOST ABBEY PX 7
#41 – OCEÂNICA Yellow Cloud (LA III)
#40 – SINGLECUT DDH Softly Spoken Magic Spells
#39 – FFF Crack the Skye
#38 – ALESMITH / MIKKELLER Beer Geek Speedway
#37 – KUHNHENN Bourbon Barrel Fourth Dementia Olde Ale 2012
#36 – WICKED WEED BA French Toast
#35 – TREE HOUSE Bright (w/ Citra)
#34 – MONKISH Lost Cat
#33 – OTHER HALF Twice Baked Potato
#32 – OTHER HALF DDH Motueka + Galaxy
#31 – PRAIRIE Pirate Paradise
#30 – TREE HOUSE Haze
#29 – CASCADE Noyaux
#28 – OMNIPOLLO Jesus Mud
#27 – TOPPLING GOLIATH DDH Pseudo Sue
#26 – GOOSE ISLAND Bourbon County Brand Coffee STOUT 2017
#25 – TRILLIUM DDH Summer Street
#24 – TREE HOUSE Doubleganger
#23 – OTHER HALF DDH Cabbage
#22 – BISSELL BROTHERS Swish
#21 – GREAT NOTION JUICE BOX
#20 – HILL FARMSTEAD Madness & Civilization #10
#19 – TREE HOUSE Somewhere Something Incredible is Waiting to be Known
#18 – SIDE PROJECT Pulling Nails (Blend #3)
#17 – BALADIN Xyauyu Silver Label 2007
#16 – CASEY The Mix – Peach Bank
#15 – THE VEIL Broz Night Out
#14 – TRILLIUM Dialed in (Chardonnay & Gewurztraminer Juice)
#13 – FINBACK Between the Dead
#12 – BARREL CULTURE Summer Jam – Passion Fruit
#11 – CANTILLON Fou’Foune 2016
#10 – TRILLIUM / PRAIRIE  TrillBOMB!
#09 – GREAT NOTION Double Stack
#08 – CIGAR CITY Good Gourd Have Mercy
#07 – HANSSENS Oude Kriek Handgeplukte Schaerbeekse Kireken
#06 – TREE HOUSE Hold On To Sunshine
#05 – CASEY Leaner (9/03/16)
#04 – SAMUEL ADAMS Utopias 2011
#03 – PERENNIAL Maman 2015
#02 – KANE A Night To End All Dawns
#01 – FFF Dark Lord Marshmallow Handjee 2015

 

NACIONAIS

=> 5 ELEMENTOS Reserve 2017
=> OCEÂNICA Yellow Cloud (LA III)
=> HOCUS POCUS Prog #41
=> TUPINIQUIM Manjar Negro
=> DÁDIVA / AVÓS / MAFIOSA Tripelbock 28
=> HOCUS POCUS Rabbit Hole
=> TRILHA Mango Triple Juicy EAP
=> DOGMA Tart Blond – Vinho Branco
=> BODEBROWN Wee Heavy Wood Aged Series Amburana
=> MAD DWARF Kriek Fromboise
=> DOGMA Magnus Opus
=> SYNERGY Hop it Up
=> WAY Catarina
=> AVÓS A Véia Viaja
=> EVERBREW Balance
=> HERÓICA Cryo Hoperation
=> CROMA Pipeline
=> OCTOPU’S Garden
=> NARCOSE Mora Mora
=> TRILHA Cafézin

 


Fil CruX
Beer Sommelier ávido por cervejas *A+* . É também um apreciador de música extrema e colecionador de miniatura de carros da PSA.

FiL CruX: as 50 CERVEJAS mais marcantes de 2016

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Mais um ciclo cervejeiro se fechou em 2016 e com ele veio a tarefa de elencar as cervejas mais marcantes que tive a oportunidade de degustar pela primeira vez durante o ano.

O trabalho dessa vez foi mais prático do que em anos anteriores – 2015, 2014 e 2013 -, pois muitas das cervejas que bebi não receberam pontuação suficiente para entrar na briga. E isso facilitou um bocado as coisas.

Quase que a totalidade das cervejas da lista tem origem além-mar, contudo, 2016 repetiu a façanha de 2015 e novamente tivemos brasileiras entre as 50+! Eu sinceramente fiquei muito feliz com isso. Algo me diz que em 2017 será ainda melhor neste sentido.

Observo ainda que a imensa maioria dessas cervejas foi degustada em bottle shares! Logo, quero agradecer a todos que participaram das nossas brincadeiras improvisadas ao longo do ano (vocês tem participação direta no resultado deste ranking). ;o)

Ah, mais abaixo listei também as 10 nacionais que mais me agradaram no período (sem ordem de preferência).

Bom, por enquanto é isso. Para finalizar eu desejo a todos um 2017 recheado de cervejas A+ e muita saúde!

#50 – NIGHT SHIFT Quasar
#49 – PIPEWORKS Lupine
#48 – CYCLE Nooner Batch 8
#47 – JACKIE O’S Dark Apparition 2014
#46 – BRUERY Smokey and the Bois
#45 – TIRED HANDS High Road
#44 – WICKED WEED Golden Angel
#43 – SURLY Darkness 2013
#42 – GREAT RHYTHM Hi-Fi
#41 – TOPPLING GOLIATH PseudoSue
#40 – WICKED WEED Angel of Darkness
#39 – BRUERY Grey Monday 2013
#38 – HOCUS POCUS Overdrive
#37 – WICKED WEED Red Angel
#36 – DOGMA RIZOMA
#35 – FOLEY BROTHERS Fair Maiden IIPA
#34 – CIGAR CITY Lactobacillus Guava Grove
#33 – KUNHNHENN Solar Eclipse 2010
#32 – THE VEIL Weekend at Broznies
#31 – HALF ACRE Double Daisy Cutter
#30 – ALCHEMIST Focal Banger
#29 – OSKAR BLUES BA Ten Fidy 2016
#28 – CIGAR CITY Good Gourd Almigthy
#27 – BOTTLE LOGIC Strangematter 2015
#26 – OTHER HALF DDH All Citra Everything
#25 – BUXTON / OMNIPOLLO Yellow Belly Sundae
#24 – MIKKELLER 40 Smaragd
#23 – JACKIE O’S Bourbon Barrel Black Maple
#22 – OTHER HALF / TRILLIUM Like Whoa
#21 – DE GARDE Apricot Bu
#20 – ALMANAC Grand Cru Ed 2
#19 – PERRIN No Rules Vietnamese Porter 2016
#18 – SARA Farmhouse Noir (Batch 3)
#17 – OUD BEERSEL Oude Geuze Vieille 2007
#16 – J WAKEFIELD Miami Madness
#15 – GOOSE ISLAND Bourbon County Regal Rye Stout
#14 – WICKED WEED Bourbon Barrel Aged Oblivion
#13 – FLOSSMOOR STATION Bourbon BA Hi-fi Rye Wine
#12 – OUD BEERSEL Bzart Geuze Cuvée 2011
#11 – GOOSE ISLAND Proprietor’s Bourbon County Brand Stout 2015
#10 – OMNIPOLLO Noa Pecan Mud Cake Stout (Double Barrel Aged Islay Whisky/Cognac)
#09 – TREE HOUSE Very Green
#08 – SIDE PROJECT Saison du Fermier (Batch 3)
#07 – CIGAR CITY Life is Like…
#06 – PERENNIAL Abraxas
#05 – TRILLIUM DDH Congress Street
#04 – BRUERY Black Tuesday Reserve 2015
#03 – BOTTLE LOGIC Darkstar November 2016
#02 – ALESMITH Speedway Stout BA Vietnamese Coffee 2014
#01 – GOOSE ISLAND Rare BCBS 2015

NACIONAIS

=> DOGMA Rizoma
=> TRILHA Melonrise
=> WAY Imperial Mangue Stout
=> HOCUS POCUS Overdrive
=> MAD DWARF Golden Dubbel – Wine Barrel Aged
=> DOGMA Citra Lover
=> KOALA SAN Livin’ the Dream
=> DOGMA Estígma
=> QUATRO GRAUS Quintuppel Oak Aged
=> DOGMA Branca de Brett (batch #2)

 


FiL CruX
Beer Sommelier ávido por cervejas *A+* . É também um apreciador de música extrema e colecionador de miniatura de carros da PSA.

Brasil: terra de grandes oportunidades para cervejas que não impressionam, mas que também não ofendem

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Foto: captiontool.com

Sabe aquela cerveja com viés artesanal que você beberia a tarde toda em uma confraternização com amigos, num churrasco ou mesmo sozinho sem que pra isso você não precisasse abraçar o cheque especial? Daquelas que a qualidade não impressiona, mas que também não ofende? Pois é. Até alguns anos atrás eu diria que a única que enquadraria neste range era alguma Eisenbahn.

Entretanto, o mercado como um todo cresceu e a Eisenbhan não acompanhou as expectativas dos consumidores (principalmente depois de sua aquisição pela Schin e posteriormente pela Brasil Kirin). Ficando estagnada com o seu portfólio que já passa dos 10 anos de idade sem praticamente nenhum lançamento relevante. Ou seja, ao passo que mais pessoas começaram a desbravar o mundo das artesanais mais cobranças por cervejas acessíveis ($$$) e de qualidade aceitável  se tornaram praticamente uma unanimidade na cena cervejeira.

Contudo, por diferentes razões (investimentos tímidos, sistema tributário, atravessadores, margens questionáveis de cervejarias que produzem para ciganas e também de PDVs etc) esse vácuo teimava em existir. Porém tudo indica que tal cenário começou a passar por uma mudança. Recentemente chegaram ao mercado algumas cervejas artesanais que custam abaixo de R$ 10 e que entregam um conjunto sensorial bem honesto. Destaques para a brasileira Maniacs IPA (comercializada como Session IPA  mas que na verdade é uma APA) e a sueca Pistonhead Flat Tire.

photogrid_1477569234899Foto: Divulgação

E como a Maniacs vem conseguindo trabalhar sua cervejas de entrada com preços tão agressivos? Algumas das explicações passam pela escala de produção – enquanto a maioria das pequenas cervejarias (especialmente as ciganas) produzem bateladas de 2 mil litros, a Maniacs começou com 25 mil – e também pelo fato deles contarem como uma rede de distribuição própria.

Resumindo: se mantiverem a consistência e os preços, certamente essas cervejas terão espaço cativo nos copos de grande parte do mercado cervejeiro. E naturalmente abrirão caminho para outras cervejarias que adotarão estratégias parecidas. Além disso, é bom frisar que o mercado brasileiro tem espaço para quase todas as propostas. Para finalizar: ao menos que você seja o  Guilherme Tosi (o cara que toma mais Rizoma do que Omeprazol :o) ), ter algumas brejas mais em conta pra substituir a Heineken velha de guerra nos churras da vida, me parece algo animador, não é mesmo?


FiL CruX
Beer Sommelier ávido por cervejas *A+* . É também um apreciador de música extrema e colecionador de miniatura de carros da PSA.

As melhores IPA disponíveis no Brasil são nacionais, vem em latão, custam caro e são “sold out”

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Fazer IPA de qualidade no Brasil pode resultar em vários desfechos: sucesso e holofotes são alguns deles. Neste sentido, a cena nacional começou a experimentar uma considerável elevação da “nota de corte” para o estilo há alguns pares de meses com o lançamento da ovacionada Dogma Rizoma.

E a coisa não parou por aí. Felizmente. Mas antes de continuarmos, vamos só pincelar como era o mercado de IPAs no Brasil antes do fator Rizoma. Com exceção de um punhado de nacionais como as Seasons (Green Cow e Holy Cow #2 especialmente), Bodebrown Cacau IPA, Tupiniquim Polimango e outras Dogmas como Touro Sentado e Hop Lover, se você quisesse beber uma IPA mais interessante, obrigatoriamente teria que partir para uma importada (como Ballast Point Sculpin, Dieu Du Ciel Moralité, Amager Todd e algumas outras) e torcer para que esta estivesse em boas condições após  uma verdadeira cruzada que é o processo de importação de cervejas para o BR.

Voltemos então ao fator Rizoma. O que ela trouxe de novidade para ter representado um divisor de águas? Bem, basicamente ela apresentou aos brasileiros um pouco das características entregues pelas tão aclamadas NE IPA. Ou seja: frescor agressivo, lupulagem de aroma sem miséria, amargor limpo, no harsh at all, não pasteurizada, não filtrada e caramelo zero. Com esse conjunto e com a carência do nosso mercado, ela simplesmente roubou a cena.

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A Dogma continuou no caminho desbravado pela Rizoma e lançou em seguida duas receitas de DIPA single hop:  Citra e Mosaic Lover. E novamente não desapontaram. Mas aí você deve está se perguntando: só a Dogma que tem feito IPA com tal proposta? Felizmente não. Recentemente os cariocas da Hocus Pocus lançaram a primeira NE IPA de fato no Brasil: a Overdrive.  Ela foi a primeira a usar a levedura específica desse “estilo” que nasceu em Vermont, nos EUA. Mas ainda é muito pouco para um mercado em expansão como o nosso.

Além das explosões de aromas e sabores, o que mais esses latões têm em comum? Os seus altos preços. Infelizmente. Chegando facilmente a R$ 40,00 uma lata com 473ml. O preço talvez seja justificado pela qualidade e quantidade de insumos utilizados na receita (principalmente lúpulos de aroma) e outros fatores como nosso sistema tributário perverso e margens dos pontos de venda.

Para finalizar, provavelmente você questione: e custando tudo isso, essas brejas não encalham? Resposta: de forma alguma. Elas costumam esgotar assim que chegam às geladeiras dos PDVs. Demonstrando com isso que o Brasil tem sim um público sedento por IPA high end. Aí deixo mais uma pergunta: e qual será a próxima cervejaria nacional a se juntar à Dogma e Hocus Pocus neste exclusivo clube?

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FiL CruX
Beer Sommelier e consultor ávido por cervejas *A+* . É também um apreciador de música extrema e colecionador de miniatura de carros da PSA.

Saison: um estilo ainda a ser desbravado no Brasil

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Saison
Foto: beerandbrewing.com

Um dos estilos mais clássicos e versáteis que temos no mundo da cerveja é o chamado Saison (também comumente referenciado por muitas cervejarias como Farmhouse Ale). Na figura da lendária Saison Dupont, o estilo caiu nas graças da cena cervejeira mundial. A Dupont atualmente é uma das cervejas mais clonadas do mundo.

Contudo, temos acompanhado uma onda de repaginação do estilo promovida por cervejarias dos EUA. As melhores feitas por lá geralmente são extremamente secas (muitas terminam com FG 1000), complexas, de corpo baixo, entregam um funky delicioso, drinkability nas alturas e ainda trabalham de mãos dadas com a bretta. Ou seja: são cervejas que literalmente roubam a cena. E quais cervejarias na terra do Tio Sam entregam esta classe de saisons high end? Algumas. Tais como Hill Farmstead,  SARA, Jester King, Almanac, Crooked Stave, Funkworks e muitas outras.

E no Brasil? Aí complica (com exceção de algumas importadas como a própria Dupont, Fantome e Prairie). Infelizmente ainda não temos nenhuma saison nacional que entrega o perfil exposto acima. As nossas geralmente são “doces” (muito malte para a proposta), não atenuam o suficiente, corpo alto (novamente, para a proposta), abusam das frutas e pecam em complexidade. Ou seja: são equivalentes as IPAs caramelizadas  quando o assunto é lúpulo, podemos assim dizer. E olha que saison é um estilo presente nos portfólios de praticamente TODAS cervejarias nacionais.

Este panorama poderá mudar? Acredito que sim. Sei que há cervejeiros (não muitos) dispostos a abraçar o mundo “dry e complexo” das saisons A+. E sinceramente quem fizer isto primeiro será o grande responsável por introduzir o país no seleto grupo das saisons notáveis.

 

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FiL CruX
Beer Sommelier ávido por cervejas *A+* . É também um apreciador de música extrema e colecionador de miniatura de carros da PSA.

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