Mais uma cria da mãe da cena cervejeira curitibana: A Bodebrown! Essa é mais uma inovação nacional do chapeleiro pernambucano Samuel, uma weiss com fry-hop de Amarillo.
A apresentação começa pelo rótulo, achei de extremo bom gosto. Remete a divertimento e alegria, aspectos que devem estar presente na órbita da cerveja. A cor é dourada escura, e diferentemente das weiss, é brilhante e quase nada turvo. O creme branco se formou consistente, mas não durou muito tempo. Mais aromática que o normal, o éster frutado de banana se destaca. Devido ao dry-hop achei que sentiria mais presença do lúpulo, mas encontrei um bom equílibrio no seu cárater cítrico. Notas dos maltes também dão o seu toque e o típico cravo tempera todo conjunto. Na boca ela se mostra menos doce que uma típica weiss, e os sabores dos grãos se destacam mais, bem flanqueados pelo cravo. O amargor no final é mais forte e aquela acidez comum é mais acentuada e com boa presença cítrica. O amargor perdura juntamente com o cravo. Ela é extremamente refrescante, mais leve e por isso tem uma drinkability superior. Carbonatação bem alta, efervescente e levemente adstringente. Uma cerveja muito legal de se tomar, pois ela não perdeu sua base de ser uma weiss e mostra de forma legal o que uma adição extra, ou um dry-hop de lúpulo pode conferir a uma breja. Com o perdão do trocadilho, estamos diante de uma "cerveja-escola".