COR: castanho escuro, reflexos vermelhos, quase totalmente turva.
ESPUMA: bege claro, média formação inicial, baixa sustentação, fina película final.
AROMA: frutas escuras, frutas secas, xarope, melaço, malte, caramelo, toffee, pão escuro, biscoito, tostado, sementes, lúpulo herbal.
SABOR: álcool, malte, caramelo, sementes, frutas secas, frutas escuras, lúpulo herbal, médio-alto doce. Fim seco e alcoólico.
Em um dos episódios do Provetuite, onde foi feita harmonização da Weizenbock da Eisenbahn com queijos de variedade gorgonzola e roquefort, Juliano Mendes cita a influência que teve a cerveja alemã Schneider Aventinus na versão desse estilo elaborado por eles. Existem semelhanças, traços entre ambas, mas a brasileira não é uma cópia da alemã. A coloração segue bem próxima da prima distante, com o mesmo castanho escuro, porém com mais acentuado vermelho graças a reflexos contra a luz, e turbidez não de toda total. Seu aroma segue com notas acentuadas de frutas, em especial as escuras e secas, como ameixas e banana passa, acrescidos de toques de xarope e melaço. Boa carga maltada, com presença de caramelo, toffee, pão escuro, biscoito, malte tostado, e um cheiro de sementes, lembrando amendoim/paçoca. Um discreto lúpulo herbal marcava presença, como figurante, atrás, porém mais aparente conforme a cerveja esquentava no copo. Seu corpo era aveludado, medianamente alcoólico, muito maltado, presença forte do caramelo e novamente o amendoim, amparado pelo intenso frutado (ameixa, bananada, uva passa), seguido do lúpulo herbal, ficando a sensação de uma cerveja de adocidado entre médio a alto, terminando alcoólica e muito seca, cortante. O resultado final ficou que estilos, similaridades e referências a parte, ambas as cervejas tem, à sua maneira, personalidade própria e definida.