Já em uma de suas primeiras versões, a weiss da Falke ficou em segundo em um teste cego com 8 rótulos (4 alemães, 4 nacionais) avaliados por 13 desgustadores que eram homebrewers e especialistas. E naquele teste, que tem sua história contada aqui no Brejas, ficou muiot próxima da vencedora Paulaner.
É uma excelente weiss. Mesmo sem ser fã do estilo, eu bebo feliz a Falke ER Weiss. Dourada amarelado, turva, forma um belo creme. No aroma, para minha felicidade, prendominou a banana, o cravo ficando mais comportado. Corpo médio, dulçor que se nota, refrescante e equilibrada.
Aparência: Castanha e turva como uma Weizenbock, fugindo do estilo, o creme é branco e menor que a média de uma Weiss.
Aroma: o malte mostra cereais e o lúpulo é cítrico com grama, além também de banana passa.
Sabor: equilíbrio entre doce, azedo, ácido e amargo, acima da média de uma Weiss.
Tato: carbonatação borbulhante e final adstringente amargo leve.
Drinkability ótima.
Apezar da coloração ter fugido do estilo, o restante fica acima da média.
Dourada palha bastante turva, creme branco de ótima formação e duração. Weiss carregada de ésteres de banana, cravo inexistente, encorpada e muito doce. Não há amargor para equilibrar as sensações. No aroma o fermento também aparece. O final é doce, longo e persistente.
No copo verteu um líquido dourado, escuro e com muita turbidez. O creme se mostrou de boa formação e persistência, mas não foi abundante como em alguns exemplares bávaros. No olfato, apresentou aromas de banana e tutti-frutti. As notas que sugestionam cravo se mostraram mais discretas. No paladar, os sabores seguem o aroma, são adocicados, frutados e levemente ácido. Seu fim é doce e curto. Possui um corpo leve e sua carbonatação é média. Enfim, bom exemplar de cerveja de trigo, refrescante e com excelente drinkability.
Lançada recentemente na Brasil Brau deste ano, junto a mais 3 rótulos, a Weissbier da Falke mostrou-se pouco expressiva, ou marcante, assim como a maioria das brasileiras do estilo, na minha opinião. Assim como a sua IPA, também ganhou o selo "Estrada Real" que é dado aos melhores produtos de Minas Gerais.
De coloração intensa, mais escura do que a maioria das cervejas de trigo, uma âmbar com tons alaranjados e completamente turva, graças a presença de resíduos. Mesmo sendo uma cerveja de trigo, tem um creme marfim que se forma de maneira razoável e tem duração mediana também.
No aroma, não espere encontrar as tradicionais notas de banana e muito menos cravo, como nas mais tradicionais alemãs. A cerveja tem um perfil muito mais cítrico, que remete a limão e laranja e até um toque "azedinho" de fermento. O malte traz um perfil um pouco mais escuro, e traz lembranças de caramelo.
Na boca, a doçura do malte é mais relevante, mas mesmo assim traz um perfil bem ácido de Weissbier, com poucos esteres e fenóis. Seu corpo é leve e macio, com carbonatação mediana.
Ultimamente tenho notado uma certa dificuldade em cervejeiros caseiros, ou até de micro-cervejarias, criarem uma Weissbier com mais personalidade. Provavelmente isso se deve a pouca variedade de leveduras, e não sei se seria o caso da Falke também. Espero que esse quadro se reverta logo, para que nossas cervejas, principalmente estas que dependem mais de aromas advindos das leveduras, ultrapassem os melhores exemplares internacionais.