Essa cerveja chegou em minhas mãos há quase dois meses, mas fiquei sem coragem de tomar. Como ela é dificílima de conseguir (valeu, Glauco!), quis esperar um momento legal para degustá-la. Fiquei com muita expectativa em torno da mesma, em virtude de ser fã de Stout; das notas dos confrades e do rótulo (sou Historiador formado).
Hoje, no entanto, deu vontade de tomar. A felicidade em saber que ela é muito melhor do que eu imaginava é enorme! Cerveja preta, p r e t a, PRETA, parece óleo de motor. Grossa, licorosa. Creme bege, consistente e de ótima formação. Carbonatação média.
Aroma herbáceo e flora, com notas de torrefação e chocolate ao fundo, em menor propriedade. A medida que ela vai esquentando no copo, fica ainda mais definida. Para se perceber o paladar, aliás, é fundamental degustá-la na temperatura certa: apenas fria.
Percebe-se chocolate meio amargo, malte caramelo torrado, café, café, café, além do lúpulo em menor proporção. O final é looongo e amargo, na medida.
A melhor Stout que provei até agora. É uma pena, realmente, que só se possa tomar raramente aqui no Brasil.