Uma cerveja impactante, de sabores inigualavelmente intensos. Malte tostado, lúpulo, frutas secas, carvalho, vinho, tudo aparece com muito detaque, sem desequilibrar o conjunto. Final longo amargo e seco, retrogosto maravilhoso de ameixas. A carbonatação baixa evidencia sua alta complexidade. No aroma, um pouco menos vigoroso que o paladar, predominam lúpulo, frutas vermelhas, frutas pretas e carvalho. Sua cor é lindíssima, um vermelho acobreado escuro, límpido e reluzente. A ausência de espuma é uma característica das vintage inglesas, portanto, não dá pra tirar nota. E, convenhamos, tem lá seu charme também.
Estava guardando este exemplar para comemorar minha centésima avaliação no ranking do Brejas, mas não resisti. Aproveito a deixa para sugerir uma nova avalição aos confrades.
Após ter degustado Rocheforts, Westmalles, Chimays, Gouden Carolus e tantas outras, tenho a senação de que esta ainda é a minha nº 1. Uma cerveja sem similar, extraordinária.