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Grado Plato Chocarrubica

Pedro Bianchi
 
3.9 (4)
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Grado Plato Chocarrubica

Informações

Cervejaria
Importadora
Álcool (%)
7% ABV
Ativa
Copo ideal

Cerveja sazonal feita com aveia, semente de cacau e alfarroba (vagem de sementes adocicadas) siciliana. A quantidade de aveia presente, mais 30%, necessita um tratamento na sala de cozimento de dois dias. A cor é escura, marrom. O aroma é traz notas de chocolate e notas torradas. A aveia confere cremosidade como a de chocolate. Harmoniza muito bem com sobremesas achocolatadas. O proprietário, Sergio, sempre diz que a cerveja foi nascida contra a vontade dele, demonstrando uma relação de amor e ódio com o produto. Na verdade, ele se refere ao fato de que para obter a “Choca”, você deve dedicar dois dias de fermentação, com várias etapas, e, em seguida, limpar completamente todo o equipamento. Todo o trabalho vale a pena! A Chocarrubica é uma das cervejas mais originais do mundo cervejeiro.

Avaliações dos usuários

4 avaliações

5 estrelas
 
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4 estrelas
 
(4)
3 estrelas
 
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2 estrelas
 
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1 estrela
 
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Avaliação Geral 
 
3.9
Aroma 
 
8/10  (4)
Aparência 
 
4/5  (4)
Sabor 
 
16/20  (4)
Sensação 
 
4/5  (4)
Conjunto 
 
8/10  (4)
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Avaliação Geral 
 
4.1
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
4/5
Sabor 
 
17/20
Sensação 
 
4/5
Conjunto 
 
8/10
Cor: Negra, totalmente opaca.
Espuma: Inexistente.
Aroma: chocolate ao leite, sementes, avelãs, nozes, amendoim, baunilha, malte, pão preto, torrado, gorduroso (?).
Paladar: alto amargor, chocolate, cacau, nenhuma carbonatação, alto doce, trufa, malte, álcool, alto corpo. Fim alcoólico, chocolate persistente.

Qualquer apreciador do estilo Oatmeal Stout ficaria extasiado pela descrição comercial desta cerveja e ficaria ansioso em prová-la. Tudo que agrada no estilo seria potencializado a mil, evidenciando ainda mais as notas já benquistas mesmo em proporções menores e mais acordadas ao estilo. Como um fã de Stouts e suas derivações, a Chocarrubica foi a cerveja que mais chamou minha atenção das que vieram ao Brasil da família Grado Plato. Como resolvi bebê-la sozinho (me perdoem o egoísmo!), resolvi arriscar e fazer uma harmonização improvisada com o que tinha a mão e escolhi bombons de chocolate ao leite recheados com licor de cereja. Quando a abri, após o estourar da tampa flip-top, a expectativa foi frustrada pela escassa existência de espuma, se assemelhando a um refrigerante sem gás, com bolhas dispersas e efêmeras. É, não tinha nada de espuma, tanto que nem sei qual a tonalidade de sua cor. Já o líquido mostrou-se negro, opaco e de consistência densa, vertida no copo toda essa grossura era notória, não possuindo nenhum reflexo contra a luz. Totalmente negra. O aroma de chocolate ao leite era de uma felicidade tão intensa, que era como se estivéssemos dentro de uma chocolataria, tão vivo e forte, criando a ilusão fantástica de ter o próprio chocolate ao alcance da mão como se pudesse senti-lo ali perto de você. Sensação de sementes comestíveis também muito forte como amendoim, inclusive lembrando o doce de paçoca de amendoim, avelãs e nozes. Um fenólico parecido com baunilha era percebido, embora creia que ela não seja estocada em barricas de madeira. Com um forte maltado, presença de pão preto e uma base torrada sempre como base, o lúpulo não foi notado sem ter sua falta sentida, e um aroma gorduroso foi destacado. Com um corpo aveludado e sem nenhuma carbonatação, foi o amargor o seu primeiro destaque no sabor. Com esse início um pouco destoante e agressivo, o aliado em seguida é o chocolate que aparece com brutalidade, como puro cacau, derrubando, mas pondo de pé com um adocidado e leveza trufada. O golpe final foi o teor alcoólico muito forte, que nem é tão elevado, mas cria sensação incômoda de calor ao corpo. Seu fim mantém essa pegada alcoólica e a agressividade de cacau puro, forte, extra, e o aveludado completando toda a boca. A harmonização foi perfeita. Embora comendo um bombom relativamente simples, creio que ambos se completaram. O chocolate com cereja trouxe mais doce e a cerveja carregou mais no cacau (mais que o próprio chocolate), contribuindo com consistência e diminuindo o adocidado, quebrando-o com o amargor. Não teve um sobrepujando o outro, mas ambos se complementaram.

Detalhes

Degustada em
02/Dezembro/2011
Envasamento
Volume em ml
750 ml
Onde comprou
Mamãe Bebidas
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(Atualizado: 17 de Dezembro de 2011)
Avaliação Geral 
 
3.7
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
3/5
Sabor 
 
16/20
Sensação 
 
3/5
Conjunto 
 
7/10
Essa foi a primeira da Grado Plato que degustei. Logo uma Stout, já que sou grande fã desse estilo como um todo.

Na aparência a cerveja surpreende logo de cara pois praticamente não há formação de creme/espuma. Resta somente fina película cremosa sobre o líquido, que desaparece após certo tempo. Acreditei inclusive que tivesse pego um exemplar comprometido, mas li que ela apresenta normalmente essa timidez inicial. Sua coloração é negra, típica do estilo, com cor de Coca-Cola, totalmente opaca. Não há efervescência. Mas seu aspecto é de ser uma densa Stout. Deixa alguns fracos pontinhos de lacing nas laterais.

No aroma, ela já se mostra diferenciada. Revela abundantes notas adocicadas, tostadas e condimentadas, remetendo a cacau, chocolate, pão preto/australiano, madeira, defumação, alcaçuz, baunílha, condimentos diversos, passas, ameixas, cerejas, castanhas/avelãs. Há um presente, porém coadjuvante, lúpulo herbal. Volatiza um pouquinho de álcool, conferindo característica suavemente vinosa ao buquê. Conjunto no geral, bastante agradável e límpido, sem off-flavors.

No paladar, ela mantém seus tons intensamente secos e tostados/defumados. Mas é uma cerveja ainda muito doce e saborosa, com suas notas achocolatadas, de castanhas e de frutas escuras. Falta lúpulo/amargor para contrabalancear. O gole é bastante saboroso, porém desequilibrado. Adstringência e acidez, no geral, bastante baixas, mas há uma muito sutil sensação láctica. Retrogosto seco, muito persistente, remetendo a café espresso, cappuccino, avelãs, baunílha e passas/cassis. Até pela aveia, o corpo passa de sedoso e chega a ser aveludado/viscoso. A carbonatação é mínima e praticamente inexiste, chegando até a deixar a cerveja com uma sensação choca e desanimada. O álcool é muito discreto e bem inserido, porém notável em certos momentos, devido a sua quentura. Boa drinkability, porém limitada, pois cansa o paladar pelo caráter muito intenso e desequilibrado e/ou pela ausência de crocância.

Essa Chocarrubica é uma excelente Stout de café e chocolate. Mesmo o caráter Oatmeal, relativo à aveia, acaba relegado a um plano secundário. É um rótulo que pende fortemente para doçura e para tons secos de grãos e cereais tostados e que peca na ausência de lúpulo e amargor suficientes para contrabalancear. É muito saborosa sim, e vale a pena degustar. Apenas deve-se levar em consideração esses pontos mais controversos. Recomendo com facilidade! Stout de qualidade!!!

Detalhes

Degustada em
17/Dezembro/2011
Envasamento
Volume em ml
750 ml
Onde comprou
EAP
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Avaliação Geral 
 
3.8
Aroma 
 
8/10
Aparência 
 
4/5
Sabor 
 
15/20
Sensação 
 
4/5
Conjunto 
 
7/10
Baixa carbonatação com coloração negra no aroma chocolate com torre café do malte.
No sabor torre café, chocolate, lúpulo bem herbal. Uma cerveja bem diferenciada pela carbonatação vale a pena apreciar.

Detalhes

Degustada em
31/Julho/2011
Envasamento
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Avaliação Geral 
 
4.0
Aroma 
 
9/10
Aparência 
 
4/5
Sabor 
 
16/20
Sensação 
 
3/5
Conjunto 
 
8/10
A Chocarrubica é a cerveja da Grado Plato que mais me despertou interesse, desde que chegou ao Brasil. Já sou fã de Oatmeal Stout em geral e não poderia de deixar de provar uma com 30% de aveia na composição e ainda com adição de sementes de cacau venezuelanos e alfarroba, uma semente parecida com uma vagem, que cresce na região da Sicília.
Sua coloração é marrom bem escura e com alta turbidez. Seu creme é praticamente inexistente, provavelmente pela gordura contida no cacau.
O aroma é deliciosamente rico e traz boa combinação entre os maltes torrados e a adição dos elementos secundários. Já possível sentir uma pegada um pouco mas doce no aroma, lembrando muito mais chocolate ao leite e ovomaltine, do que o esperado chocolate amargo. A sensação doce combinada a esteres frutados e os maltes, trazem sensações de estar de cara com licores de diversas flavorizações, hora com frutas escuras (principalmente ameixa e cassis), hora com Amarula e as vezes até baunilha. De fundo, toques rústicos dão uma certa quebrada nos aromas delicadinhos, com potentes notas de tabaco e madeira, sem contar o álcool que já é levemente pronunciado.
Na boca continua bem agradável ,com aquela textura bem aveludada, graças a adição de aveia e que novamente traz uma gostosa combinação de chocolate e ameixas frescas. E na boca sim, vem os toques mais amargos do cacau, misturados a café verde e um fundo macio de baunilha. Seu corpo é médio, mas com uma textura extremamente cremosa e oleosa, e uma carbonatação praticamente zerada. O álcool acabou ficando como um dos pontos fracos da experiência, mesmo com os seus 7% relativamente modestos, aparecem de maneira agressiva.
Sinceramente, uma das melhores italianas que eu já provei, mostrando boa interação entre maltes, esteres e os insumos pouco comuns na cerveja, digamos assim. O ponto negativo vai para o preço, é claro, já que para tomar uma belezinha dessa no Brasil, tem que estar disposto a abrir bem o bolso.

Detalhes

Degustada em
19/Abril/2011
Envasamento
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