Arquivos para a Categoria 'Artigos'Page 70 of 90

Cervejas milenares

Comentários
1.922 visitas

dogfishheadmilenares

1- CHATEAU JIAHU: recriação de bebida encontrada há nove mil anos no norte da China. Sai por US$ 12 e leva ingredientes como uvas, flocos de arroz, mel e crisântemos.

2- MIDAS TOUCH: uma bebida fermentada encontrada na Turquia há 2,7 mil anos deu origem a essa cerveja, hoje vendida por US$ 4.

3- SAH’TEA: reprodução de uma bebida do século IX, feita com levedura alemã Weizen, especiarias e frutos finlandeses. À venda por US$ 20.

4- THEOBROMA: à base de cacau, ela foi criada a partir de uma análise química de fragmentos impregnados em potes de argila com 3,2 mil anos e custa US$ 12.

Continuar lendo ‘Cervejas milenares’

Semana cheia de cerveja!

Comentários
188 visitas

pratos_brejas_2-006b

A semana passada foi intensamente recheada de eventos cervejeiros.

Continuar lendo ‘Semana cheia de cerveja!’

A cerveja no território do vinho

Comentários
293 visitas

abs1

Como anunciado aqui, na última terça-feira, 23 de junho, tive a imensa honra de conferir uma aula sobre cervejas na prestigiadíssima Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-Campinas), no Royal Palm Plaza Hotel. A entidade, que congrega os amantes do vinho, abriu suas portas ao conhecimento dos sabores das cervejas de estirpe. E este feliz escriba teve a sorte de ser o porta-voz, em nome da loja de cervejas Nono Bier e do BREJAS.

Continuar lendo ‘A cerveja no território do vinho’

MEDIEVAL: A cerveja e seu ritual

Comentários
5.773 visitas

medieval1

Na mesa do bar, o garçom se materializa carregando a bandeja. Nela, como numa oferenda, descortina-se a breja, sua taça ainda vazia e outro objeto que parece deslocado no contexto da ação: uma vela. Sem dizer palavra e ante os olhos atentos dos clientes da mesa, ele pousa a bandeja, acende a pequena vela, deixa cair duas gotas de cera branca e fixa-a no metal. Com pompa e circunstância, saca a cerveja e inclina a pequena garrafamedieval21 para então deixar sua tampa em contato com a chama. Ninguém desvia a atenção da cena quando gotas de cera vermelhas como sangue começam a se liquefazer e cair, rompendo o lacre da breja e descortinando sua tampinha contendo um símbolo alquímico.

É até possível abrir essa breja dispensando o ritual, simplesmente sacando o abridor e rompendo o lacre de cera, a frio. Mas, afinal, qual seria a graça?

Recém lançada pela Cervejaria Backer, artesanal mineira, a Medieval é uma breja no estilo belgian blond ale com a assinatura do festejado mestre-cervejeiro Paulo Schiaveto, que com a produção confirma-se como um craque na arte de fazer cerveja. Sua coloração é dourada translúcida, e o creme é denso e razoavelmente consistente e persistente, deixando marcas perenes nas laterais da taça.

O aroma muito frutado volatiza deliciosas notas de cravo, cascas de laranja, tutti-frutti, fermento, malte adocicado, grama, além de um discreto floral lupulado. No sabor, o doce do malte aparece mais evidente, incluindo também medieval3sensações frutadas, picantes e levemente cítricas. A carbonatação é na medida certa e o final é longo e doce, deixando ainda, no retrogosto, uma sensação levemente alcoólica que não se percebe na degustação propriamente dita.

E o ritual do rompimento do lacre de cera, o que influi na cerveja? No aroma e no sabor, coisa alguma. Mas é um prodígio de marketing quando é feito no bar lotado. Nas mesas contíguas à cena, as conversas são interrompidas e todos pregam os olhos na breja sendo aberta. Macumba, despacho? Não, é uma cerveja especial sendo servida. Tiro e queda: a freguesia desata a pedir a Medieval, só pra presenciar a cerimônia. E, claro, surpreender-se com os novos sabores da breja. Pra quem até então só estava engolindo cervejas “macro” quase congeladas, é um beer evangelismo e tanto.

Já para os degustadores familiarizados com as cervejas especiais e até mesmo para os colecionadores (são diversos modelos de tampinhas ilustradas com símbolos planetários medievais), a pantomima nem é necessária: A Backer Medieval é uma senhora breja.

medieval4

Cerveja Pilsen, essa incompreendida!

Comentários
6.945 visitas

pilsen

“Só eu que não consigo mais beber cerveja pilsen?”

A pergunta acima foi lançada por um membro da comunidade BREJAS no Orkut. O leitor dizia que, depois de haver experimentado outros estilos de cervejas mais marcantes, as Pilsner já não desciam mais como antes. Achei a reação intrigante, e usei-a como “gancho” deste post.

Dá pra entender. Tanto no Brasil como na maioria do resto do mundo, criou-se a cultura que torna sinônimas duas palavras: cerveja e pilsen. Estilo mais vendido no planeta, é especialmente no Brasil que a esmagadora maioria dos bebedores crê firmemente que cerveja (pilsen, claro) tem de ser “leve”, com quase nada de amargor, ideal apenas pra ser tomada em grandes quantidades e ao ponto de congelamento.

Pra início de conversa, é fundamental estabelecermos uma diferença basilar: A maioria das cervejas de massa NÃO é tecnicamente pilsen, mas sim do estilo standard american lager. Segundo o BJCP, o que determina a desigualdade são vários fatores, sendo o nível de amargor talvez o mais marcante — uma standard american lager tem no máximo 15 IBU, e esse índice, numa verdadeira pilsen, começa em 25 e vai até 45. E qual o motivo das cervejas de massa informarem nos rótulos que são do “tipo Pilsen”? Essa é uma outra discussão, mas o principal motivo é que a legislação brasileira é absolutamente obtusa em relação a estilos de cerveja.

O fato é que, por causa dessa massificação, o degustador que inicia sua jornada no maravilhoso mundo das brejas da família Ale — ou de alta fermentação — se depara com uma miríade de aromas, sabores e sensações bem mais intensas do que experimentava tomando uma breja que achava ser Pilsen.

Pudera. As Ales, em razão das suas matérias-primas e processo de elaboração, em geral são de fato mais saborosas e marcantes. Sem a merecida atenção e algum treino, o degustador iniciante corre o risco de considerar “aguada” a melhor das brejas Pilsen, unicamente porque seu modelo comparativo são as Ales.

É apenas quando o paladar evolui mais um pouco que a justiça chega às Pilsens de estirpe. Citando uma experiência pessoal, a primeira vez que estive na República Tcheca e experimentei uma Pilsner Urquell — parapilsner muitos, a melhor Pilsen do mundo — achei-a nada além de “uma pilsen comum”. Claro que a comparava, por aproximação, à uma lager de massa, e por diversidade, às Ales que vinha experimentando na Europa. Só depois de algum tempo que entendi como uma verdadeira Pilsen pode ser complexa, a despeito da sua suavidade característica. E então tive de rever — e puxar pra cima — diversas notas injustamente baixas que havia dado no Ranking BREJAS.

Uma vez li que, para testar de verdade a competência do pizzaiolo, sugere-se a ele que prepare a prosaica pizza de mozzarella, já que é na simplicidade que se afere o verdadeiro talento. Caso o sujeito não seja realmente bom, os defeitos da pizza ficarão mais evidentes. Por certo, é bem mais fácil desviar a atenção de uma massa sofrível com quilos de gorgonzola ou alho.

No mesmo pensar, tanto o homebrewer menos pretensioso até o mestre cervejeiro mas experiente concordam num ponto: Fazer uma cerveja no estilo Pilsen realmente boa não é tarefa das mais fáceis. Isso porque se trata de uma breja bastante delicada. Suavidade e refrescãncia são requeridas, mas se espera que aliem tais características a aromas e sabores marcantes dos insumos que a compõem. E, uma vez que são suaves, quaisquer defeitos que porventura existam na breja são enormemente mais identificáveis do que na maioria dos outros estilos de cerveja. Não dá pra mascarar Pilsen ruim, a não ser tomando-a “estupidamente” gelada…

Chegou a hora, portanto, de restituir o valor que as Pilsens de estirpe merecem. Quem há de negar-se ao prazer de sorver generosos goles das brejas tchecas — que deram origem ao estilo — como a Czechvar, as Primátor ou a deliciosa Starobrno?

Do lado das alemãs, merece pena capital quem não conhece cervejas como PfungstädterPaulaner, Wernesgrüner e a austríaca Hopfenkönig.

Brasileiras? Pois sim! Por essas terras o degustador poderá enlevar-se aos sabores das brejas Wäls, Bamberg, Colorado, Eisenbahn, Mistura Clássica,  Abadessa Slava, Coruja e tantas outras, que vêm brilhando nesse “renascimento” cervejeiro nacional. Aproveite!

Tenha em mente que, em cerveja, para compreender os sabores mais complexos, precisamos antes entender os mais suaves. Evoluir o próprio paladar e os gostos pessoais é importante, não se olvide. É bom lembrar, entretanto, que as Pilsen (ou o que achávamos ser Pilsen) são para a maioria de nós as cervejas primevas, aquelas que fizeram com que nos apaixonássemos pelas brejas dos demais estilos.

E o primeiro amor jamais se esquce. Mesmo que a paixão não seja mais ardente como antes, cabe-nos ao menos compreendê-la.

————————

Mauricio Beltramelli é Sommelier de Cervejas diplomado pela Doemens Akademie (Alemanha) e Mestre em Estilos de Cerveja e Avaliação formado pelo Siebel Institute de Chicago (EUA), além de editor do BREJAS, hoje o maior portal sobre cervejas na Internet brasileira.

Página 70 de 90« Primeira...102030...6869707172...8090...Última »

Anuncie

Anuncie no Brejas e divulgue o seu negócio:

Baixe nosso Mídia Kit

Entre em contato: brejas@brejas.com.br

Cursos do Brejas

Participe dos cursos de cerveja do Brejas

  • Fabricação de Cerveja Caseira
  • Estilos e Degustação de Cerveja