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Cervejas para aquecer o inverno

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Abaixo, íntegra da coluna BREJAS, redigida por este escriba, na 6ª edição da revista Mercado Gastronômico, que começa a circular nesta semana. Boa leitura!

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Cervejeiro brasileiro se destaca na Suíça

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No último final de semana tivemos a oportunidade de fazer uma cerveja com o André Braga, cervejeiro caseiro e gente finíssima, carioca da gema, nos apresentou um atelier de primeira qualidade e fez uma Dubbel especialmente para este escriba que passou o final de semana em Dübendorf, na região de Zürich onde ele mora.  André nos recebeu com muita simpatia e generosidade já na sexta à noite, onde fizemos o reconhecimento do material, a programação e preparação para o dia seguinte.

Na sexta à noite a primeira cerveja oferecida foi sua Barley Wine, a Hass #1 maturada com chips de carvalho, com 10.5 % ABV e cerca de 68 IBU’s . A cerveja é excelente, apresentação impecável e boa carbonatação. Na boca ela se apresenta macia e muito bem encorpada com agradável conjunto,  André usou 4 maltes e 2 tipos de lúpulo (Target e Fuggle),  maturou quase um mês com chips de carvalho…

Na mesma noite apresentou também sua Robust Porter Firestone 6% ABV, que tem um torrado bem gostoso, interessantes notas de café e de chocolate que aparecem no retrogosto. Seu corpo revela-se suave, oferecendo uma boa drinkabilidade. Usou somente maltes ingleses e o lúpulo foi o Fuggle. O fermento purgado desta cerveja foi  usado  no starter da Barley Wine.

Na seguência veio sua Munich Dunkel 5.2% ABV. feita na tradição com somente 2 maltes (Munique e Carafa I) e lúpulo hallertau tradition, a cerveja ficou bem carbonatada e as notas de lúpulos marcantes  não pertubam sua drinkabilidade.

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Mas foi no sábado dia dos trabalhos e antes do almoço, que mais uma vez degustei sua Dark Strong Ale St. Matthias, 9.5% ABV que este ano ficou em 2°lugar na categoria Klosterbier (cervejas de abadia) no concurso promovido pela Swiss Homebrewing Society. Engarrafada há mais de um ano, me impressionou logo na primeira degustação em março deste ano,  não me surpreendi com a notícia do prêmio semana passada. Foi então, durante o verdadeiro workshop de sábado que confirmei a qualidade desta Dark Strong Ale pra lá de bem balanceada, refinada, de amargor agradável e final absolutamente cativante, aquela cerveja que te chama de longe, quando abandona a mesa para verificar se o lùpulo continua na superfície ou ja foi distribuido no mosto. Com cerca de 24 IBU’s, ele usou uma água mineral mais leve, 8 tipos de maltes e lúpulos Hallertau e Saaz tcheco além de xarope de açucar belga (belgian candi syrup) e sementes de coentro.

André com sua criação, a premiada  Dark Strong Ale St Matthias

André com sua criação, a premiada Dark Strong Ale St Matthias 9,5% ABV

Durante a produção da  DübDubbel de sábado também foram servidas  doses  degustativas de dubbels belgas (entraram a Zot, a Witkap Pater, a Floreffe e a Westmalle) para inspirar, comparar e ilustrar as explicações de André junto com as tabelas, listas e gráficos que continha a impressionante bibliografia reunida por ele.

Para fazermos a DübDubbel usamos cinco tipos de malte, lúpulo Styrian Goldings, o xarope de açucar belga, o fermento escolhido foi um espetacular Trappist High Gravity.

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Fica aqui nossa homenagem à criatividade e competência brasileiras representadas na Suiça por André Braga demonstrativo de boas técnicas, ótimos canais e precisão na cerveja que faz !

Brahma Morena – Aqui não?

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Quando estive em Buenos Aires no mês passado me deparei por diversas vezes em bares e supermercados com a Brahma Morena. Pelo jeito, trata-se de uma versão que não será disponibilizada no Brasil.

Não a degustei, mas imagino que seja a versão engarrafada da Brahma escura que temos aqui apenas na versão chopp. Alguém confirma? No site brasileiro da Brahma não há nem sinal dela…

Aliás, como entender questões mercadológicas como essa? Por que no Brasil não temos uma Brahma escura engarrafada e, no nosso vizinho, aqui do lado, ela é comercializada?

Processo de fabricação no contra-rótulo

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Apenas a título de curiosidade, vejam que interessante o contra-rótulo das cervejas Barba Roja (cerveja artesanal argentina): há a descrição do processo de fabricação da cerveja.

Ao que consta, essa não é a única cervejaria que traz tal tipo de informação.

E aí? Vocês acham válida ou não tal iniciativa?

 
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“Beer Evangelismo”: A hora e a vez das cervejas especiais

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Você já sacou há muito tempo que cerveja não se resume somente àquele líquido amarelo, com espuma, alcoólico e servido “estupidamente gelado”. beerevangelism31Nos bares da vida, você até brinda com os amigos tendo à mão uma cerveja “de massa” numa boa, mas não se furta a apreciar de vez em quando (ou de vez em sempre) brejas especiais, sejam artesanais brasileiras ou importadas.

Acontece que a cultura das cervejas de estirpe é insidiosa. Ela chega de mansinho e quando você percebe, a “doença” brejeira irremediavelmente já se instalou. Quem gosta de cerveja e adentra nesse mundo tem poucas chances de sair dele. Sempre se quer aprender mais, degustar mais, descobrir novos e surpreendentes sabores a cada dia. Afinal, como já dizia minha avó, é bem mais fácil acostumar-se com coisa boa.

E as boas coisas do mundo ficam ainda melhores quando aproveitadas com os amigos. Você, que recentemente descobriu o prazer das cervejas especiais, naturalmente quer reparti-lo com a turma da cevada. A expressão evangelho surgiu com o cristianismo e significa boas novas; evangelizar é espalhá-las. E, por conseguinte, beer evangelismo, palavra inventada pelos cervejeiros artesanais americanos, define-se no ato de difundir às pessoas o gosto pelas boas cervejas.

Mas onde isso tudo se encaixa quando os amigos do nosso círculo de relacionamento ainda acham que as “macro” nacionais são as melhores cervejas do mundo, e que degustar brejas diferentes é “frescura”?

O termo “cervochatice” é um neologismo impagável. Deriva de “enochato”, que é o sujeito que se acha um expert em vinhos, e adota um ar professoral e pretensioso para falar da bebida, como se somente ele conhecesse os beerevangelism41segredos do universo. Com a recente expansão da oferta de cervejas especiais, as quais são cada vez mais frequentes até nas gôndolas dos supermercados, é natural que surjam alguns cervochatos, ciosos da sua pretensa sapiência em cervejas, adotando léxicos muitas vezes vagos e ininteligíveis, contribuindo para a injusta imagem de esnobismo que as brejas especiais não merecem ter.

Com os amigos do bar que você quer convencer a conhecer o mesmo prazer do qual você já desfruta (ou, no jargão cervejeiro, “beer evangelizá-los”), é preciso cuidado para não escorregar para a cervochatia, pelo menos no approaching inicial. Beba socialmente, e reserve a degustação para quando o momento for propício apenas pra isso. Você já sabe, por exemplo, que girar o copo e cheirar a breja é indispensável nas degustações – já que o ato “areja” a cerveja e desprende o seu aroma. Mas não se recomenda proceder o ritual na mesa do boteco, com uma standard american lager industrial, sob pena de vaia ou, na melhor das hipóteses, você sentir apenas cheiro de ovo ou papelão.

Não menospreze o gosto dos seus amigos ainda não beer evangelizados. Lembre-se que, certamente como você, eles sofreram a vida toda o bombardeio ideológico das milionárias campanhas publicitárias dos grandes grupos cervejeiros que, por meio de jogadores de futebol, sambistas e mulheres bundudas, os estimularam a consumir brejas em quantidades ciclópicas e, pior de tudo, estupidamente gelaaaaadas… Chegue de mansinho, convencendo pela novidade e obviedade ao invés de impor. Rapidinho vocês estarão todos junto girando alegremente os copos e dividindo prazeres e impressões sobre as brejas de estirpe.

A missão do BREJAS, por sinal, é justamente essa: mostrar às pessoas que o mundo cervejeiro é infinitamente mais vasto do que aquele da propaganda beerevangelism1na TV. Com esse pensamento, a partir deste post, fica oficialmente inaugurada dentro deste Blog a seção “Beer Evangelismo”, destinada ao debate e à orientação dos leitores já beer evangelizados, para que espalhemos todos as boas-novas às almas ainda presas às brejas “de sempre”.

As postagens serão semanais, e em cada uma delas procurarei abordar um aspecto diferente sobre a difusão da cultura cervejeira, e como todos nós podemos ajudar. Com isso, promovemos o consumo responsável de produtos de boa qualidade, estimulando a indústria e o comércio a investir cada vez mais em breja boa, que é o que todos desejamos.

Não deixe de contribuir para esta santa missão, escrevendo comentários ou enviando sugestões de beer evangelização para o meu e-mail mauricio@brejas.com.br.

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