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Brooklyn Brewery (NY) – Visita à fábrica

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Em 1994, o ex-correspondente da agência de notícias Associated Press Steve Hindy e seu vizinho do andar de baixo Tom Potter, na época funcionário do Chemical Bank, resolveram unir suas experiências como cervejeiros caseiros, dar uma bicuda em seus empregos e fundar a Brooklyn Brewery.

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O início do negócio não foi nada fácil, em razão do domínio financeiro que as grandes cervejarias americanas possuem sobre o mercado. Em 1989, a dupla conseguiu adquirir seu primeiro caminhão, e com ele saíam vendendo suas criações de bar em bar em Nova York.

O grande salto à frente se deu em 1994, quando decidiram-se pela contratação do renomado mestre cervejeiro Garret Oliver, que ajudou-os a bolar a planta de uma nova fábrica, mais espaçosa e funcional. Em 1996, o então prefeito de Nova York Rudolph Giuliani (aquele da Tolerância Zero), juntamente com o grande crítico de cervejas Mickael Jackson, cortou a fita de inauguração da nova Brooklyn Brewery.

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Garret Oliver, Michael Jackson, Tom Potter, Rudolph Giuliani e Steve Hindy, na inauguração da nova fábrica, em 1996.

Garret Oliver, grande personalidade cervejeira mundial e autor do livro The Brewmaster´s Table — obra genial na qual o mestre cervejeiro ensina como ninguém as manhas das harmonizações de pratos com cervejas — ainda continua no posto de gênio criativo da cervejaria. A parceria tem proporcionado brejas brilhantes em criatividade e sabor, ganhadoras de diversos prêmios em concursos dentro e fora dos Estados Unidos.

A Brooklyn, hoje, já exporta suas cervejas a diversos países do mundo, e BREJAS já ouviu alguns rumores dando conta que as “meninas” estariam chegando por aqui em breve. Aguardemos!

A partir deste post, irei contando aos leitores a respeito de algumas brejas da Brooklyn Brewery que andei degustando em minha viagem cervejeira a Nova York. Enquanto isso, clique no vídeo acima e passeie comigo pela cervejaria!

St. Patrick´s Day nos Estados Unidos

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Em 17 de março último, dei a sorte de estar em solo americano no dia de St. Patrick, o santo padroeiro dos irlandeses, dos quais descende imensa parte da população norte-americana. O que vi foi a comemoração que o o leitor pode conferir nas imagens abaixo.

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Todo mundo de verde!

De kilt escocês na festa irlandesa.

De kilt escocês na festa irlandesa.

A breja oficial, que completa 250 anos.

A breja oficial, que completa 250 anos.

Festa ao som da gaita-de-fole.

Festa ao som da gaita-de-fole.

Pintando no corpo o trevinho de St. Patrick...

Pintando no corpo o trevinho de St. Patrick...

Dois novos blogs sobre cerveja

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blogsnovos

Rodrigo Campos é cirurgião dentista. Raphael Rodrigues, jornalista. E o que une esses dois profissionais de áreas tão diferentes é, claro, a paixão pela cerveja. Eles puseram mãos à obra e lançaram dois blogs cervejeiros que, juntamente com os demais, vêm brilhantemente ajudar a difundir a cultura cervejeira no Brasil.

Lançado em dezembro de 2008, o Paraquevocerveja faz Rodrigo Campos suar a camisa em seu tempo livre atrás de informações detalhadas sobre brejas clássicas. O texto dos posts, escrito com esmero, é riquíssimo em história, e o blog transpira erudição. Contém também ótimos reviews de cervejas, que fazem com que o leitor quase que literalmente deguste as brejas juntamente com o blogueiro.

Caçula do time, o All Beers, posto no ar em fevereiro último, é didático ao explicar aos seus leitores os ingredientes das brejas, seus estilos, copos e uma infinidade de outras matérias pra lá de interessantes. Raphael Rodrigues curte relaxar com seus leitores publicando também comerciais legais e outras matérias bacanas, mesmo que não sejam de sua autoria — até o BREJAS andou frequentando o conteúdo do blog.

O crescimento do número de blogs cervejeiros é a grande confirmação de que o consumidor brasileiro de cervejas está mais do que maduro e à cata de produtos cada vez melhores. A cultura cervejeira deste país só tem a agradecer.

Samuel Adams Utopias: A cerveja mais alcoólica do mundo

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samueladamsutopias

Experimentar a cerveja mais alcoólica do mundo já estava entre os meus objetivos desde antes de desembarcar em Nova York, na minha viagem cervejeira aos Estados Unidos. Reconheço que fui ao pote com mais desconfiança do que sede. Com nada menos do que 27% de teor alcoólico, eu esperava beber muito mais uma espécie de Bierlikör (o licor de cerveja da Eisenbahn, que apesar de ser feito com cerveja, é licor) do que uma breja propriamente dita. 

A Samuel Adams Utopias, elaborada pela Boston Beer Company, leva ao paroxismo o conceito de cerveja extrema. Proibida em diversos estados americanos em razão da sua força alcoólica, a breja leva maltes alemães e tchecos, além de lúpulos das variedades Saaz, Hallertauer Mittelfrüh, Spalter e Tettnanger. É envelhecida em barris de carvalho por onde já repousaram uísques e conhaques. Só foi brassada em três oportunidades, nos anos de 2002, 2005  e 2007. A cada produção, somente 8 mil de suas lindas garrafas de cerâmica emulando um tanque de mostura foram postas à venda no mundo todo. O preço inicial sugerido é de 100 dólares a garrafa mas, com as brejas esgotadas, alguns colecionadores pedem 500.

Pois foi no incrível Downtown Bar, no Brooklyn, que enfim experimentei a danada, ofertada pelo Robert Ayoub, amante de cervejas e proprietário do bar que tem a maior carta de loiras, ruivas e morenas de Nova York (850 brejas, e crescendo). A garrafa da Utopias (safra 2005), antes de pousar na nossa mesa, foi pinçada dentre as bebidas “quentes” do pub. Daí, me lembrei que a cerveja deve ser servida em temperatura ambiente, por mais estranho que pareça aos nossos costumes cervejísticos. E o festival de excentricidades dessa cerveja estava apenas começando.

A Utopias, em bares que ainda a possuem — e são bem poucos — é servida tal qual uísque, ou seja, em doses. Cada dose de 1 onça (cerca de 30 mililitros, ou um fundinho de copo) custa, no Downtown, absurdos 25 dólares (ou 55 reais, na cotação de hoje). Deitada à taça, a breja impressiona pela ausência total de carbonatação. Simplesmente não há espuma. “É licor”, pensei, pela enésima vez. Até que aproximei do nariz o líquido cor de cobre radiante. Só então percebi a dimensão do meu preconceito.

Inicialmente o álcool se volatiza fortemente no aroma, em sugestões explosivas de conhaque, vinho do Porto e madeira de carvalho. Mas é na boca que a cerveja “explode” em notas pungentes de toffee, baunilha, frutas vermelhas, mais madeira de carvalho e… maltes e lúpulos! Ou seja, trata-se, efetivamente, de cerveja — e não licor. A Samuel Adams Utopias, creiam-me, é extremamente complexa e difícil de ser descrita em palavras. Só experimentando. 

E, para os degustadores que, como eu, não se cansam de buscar as mais utópicas brejas, resta um alento. A cervejaria tem planos de lançar, ainda neste ano, uma nova safra da Utopias.  A conferir.

Você sabe o que é um Growler?

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 growler

É o objeto acima, que me foi presenteado pelo Robert Ayoub, proprietário do famoso Downtown Bar, em minha visita cervejeira a Nova York (falarei desse pub no post de amanhã).

Um growler é um garrafão de vidro cuja capacidade é de meio galão (algo em torno de 2 litros). Nos Estados Unidos, o sujeito pode comprar um growler no bar, enchê-lo da cerveja on tap (na pressão) que mais lhe agradar e ir bebê-la no aconchego do lar. Acabou a breja? Basta ir novamente ao pub e repetir a operação. Além de ser conveniente, beber cerveja acaba saindo mais barato. Os growlers são sempre fechados por uma tampa que, segundo os americanos, conserva a breja por até uma semana.

Atribui-se a invenção do growler à cervejaria Otto Brothers Brewery, no final do século XIX, que hoje se tornou a Wildlife Brewing, do estado americano de Idaho. Nos finais de tarde do começo do século XX, era comum ver garotos circulando com growlers pelas ruas de Nova York, que iam buscar as cervejas que seus pais beberiam à noite, quando voltassem do trabalho.

Ainda não testei o meu growler. Quando o fizer, passo aqui para contar se a breja continuou boa lá dentro depois de uma semana armazenada.

Em tempo: CADASTRE-SE já no BREJAS, para dar as suas notas para centenas de cervejas. Além disso, você pode trocar mensagens com outros usuários e criar a sua lista de brejas favoritas. É gratuito e seguro!

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