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POLAR: A cerveja “paisana”

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polar

Em qualquer dicionário gauchês-português, o termo paisano designa alguém que é do mesmo país, amigo, camarada. Talvez o brasileiro que mais sinta orgulho daquilo que vem da sua terra é o gaúcho.

E esse orgulho não se limita apenas às tradições. Marcas de produtos de outros estados brasileiros ou do exterior têm que suar a camisa para cair nas graças dos gaúchos, os quais, via de regra, preferem consumir o que é produzido no Rio Grande do Sul.

No campo cervejeiro, a primeira empresa a perceber essa predileção foi a antiga Antarctica (hoje ABInBev), que em 1972 adquiriu o controle acionário da Cervejaria Polar S/A, então com sede em Porto Alegre, e cuja fábrica ficava na pequena e gauchíssima cidade de Estrela. Inteligentemente, não mudou o nome da cerveja, que já ganhara o coração dos cervejeiros do estado. Bingo! A Polar é a segunda breja mais vendida no Rio Grande do Sul, superada apenas pela Skol.

Nós, do BREJAS, todos paulistas, não conhecíamos a cerveja. Até que um leitor furibundo — e coberto de razão, diga-se — exigiu a presença da breja no nosso Ranking.

Portanto, gaúcho ou não, se você já experimentou a Polar Export — segundo alguns, mais amarguinha do que as pale lager nacionais — não deixe de avaliá-la no Ranking BREJAS. Como dizem os gaúchos, pode cantar a buena dicha à vontade!

Fonte das informações de mercado: Revista Veja.

Cadê a Guinness?

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guinnessinterrogacao

Vários leitores têm nos inquirido sobre o aparente “sumiço” da breja irlandesa nas gôndolas dos supermercados. Ao que consta, a Guinness não dá as caras no país desde meados de dezembro último.

Andrea Sacco, proprietário do Bar do Italiano, em Campinas (SP), conta que desde o ano passado vem tentando oferecer a cerveja na versão chope aos seus clientes, sem sucesso. Maurício Bottolli, da loja de cervejas on-line Nono Bier, também reclama da falta da breja. Ambos possuem clientes fãs de carteirinha da Guinness.

Segundo Sacco e Bottoli, as empresas Front e Discopra, que atuam na distribuição da cerveja,  dizem que a Guinness “já chegou ao Brasil, mas ainda não há previsão para comercialização”. A importadora Diageo não retornou as nossas ligações para falar sobre o assunto.

Pesa a óbvia suspeita de que as brejas já estejam nos portos brasileiros, mas retidas em virtude de algum embaraço alfandegário. Há também comentários que tais embaraços estejam sendo criados pelo próprio governo brasileiro, no afã de “equilibrar” a combalida balança comercial.

E você, também tem sentido falta da Guinness? Tem alguma notícia do paradeiro da breja?

A autêntica cerveja de… pedra!

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steinbier

Quem visita hoje uma cervejaria moderna não se surpreende com as enormes caldeiras de cobre onde são brassadas as brejas. Porém, nem sempre foi assim.

No início da atividade cervejeira humana, os metais, quando e se existiam, eram demasiadamente caros e difíceis de serem produzidos. A única alternativa no tocante a recipientes — ao invés de impensavelmente deixar de fazer cerveja — era a madeira. Mas como esquentar o mosto, já que, logicamente, era impossível atear fogo ao fundo do recipiente de madeira sem danificá-lo?

Os cervejeiros antigos não se apertaram. Se o calor não poderia vir de baixo da panela, que viesse de cima. Elaboraram, então, o engenhoso método de aquecer rochas, as quais eram adicionadas ao mosto, fervendo-o mesmo no caldeirão de madeira. Era o nascimento do que hoje se conhece como steinbier (stein, em alemão, significa pedra), cuja breja é fabricada hoje por apenas uma cerverjaria, a Rauchenfels, da cidade alemã de Neustadt.

Decididos a reproduzir pela primeira vez a steinbier em solo brasileiro, os cervejeiros caseiros gaúchos Alessandro Ren, Maurício Chaulet e Pedro Braga (este último, dono do ótimo blog Trinkt Mehr, que significa “beba mais”, em alemão) toparam o desafio. Reuniram-se eu uma chácara — para, segundo eles, terem uma considerável “área de escape” caso algo desse errado na aventura cervejeira –, esquentaram algumas pedras de granito vermelho do tamanho de um punho fechado e mergulharam-nas ao mosto previamente preparado. 

O leitor pode assistir ao resultado do experimento inédito no vídeo logo aí abaixo, e todos os detalhes dessa alquimia clicando AQUI. Pra coroar o espetáculo, o trio gauchês fechou a tarde saboreando, claro, um churrasco de costela, tchê!

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SAIBA MAIS!

- Gose, outro estilo quase extinto de cervejas.

O “Paradoxo Westvleteren”

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O vídeo acima (clique na seta para assistí-lo, em espanhol), produzido há cerca de um mês pela rede televisiva BBC Mundo, fala do “paradoxo” do qual padecem os monges da Abadia de St. Sixtus, na Bélgica, que produzem a Westvleteren Abt 12, considerada por inúmeros especialistas (e também pelo Ranking do BREJAS) a melhor cerveja do mundo.

Acontece que, por princípio, a Ordem Trapista, à qual pertencem os religiosos, não permite a mais-valia nem o lucro pelo lucro, uma vez que prevalece o voto de pobreza. Os monges querem, a todo custo, ser reconhecidos como monges, e não como cervejeiros, que é o que vem acontecendo.

Todavia, a alta procura advinda da crescente fama da breja vem conspurcando essa ordem. Traduzindo em miúdos, os monges estão sofrendo pelo fato de fazerem a melhor cerveja do planeta. Ao que se sabe, não há paradoxo mais eloquente no mundo cervejeiro atual…

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VEJA TAMBÉM:

- A visita deste escriba à Abadia de St. Sixtus.

- Caixas e caixas de Westvleteren — A visita do confrade brejeiro Michel Wagner à cervejaria.

Leffe: O melhor custo-benefício em cervejas no Brasil

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leffebrejas.jpg

Foi em outubro de 2007 que a então recém-constituída InBev — atual ABInBev — trouxe ao Brasil as cervejas belgas Leffe, cuja receita foi engendrada em 1152 pelos monges da Abadia de Notre Dame de Leffe, na região da Valônia.

Hoje, mais de um ano depois da chegada das brejas, elas ainda são, em termos de consumo, o melhor custo-benefício em cerveja para o brasileiro. Importadas da Bélgica, são vendidas em muitos supermercados do país a preços que variam de 3 a 5 reais, e permitem ao consumidor experimentar autênticas cervejas belgas a preços às vezes mais baratos do que se pode pagar na Europa. E sem precisar desembolsar a passagem ao Velho Mundo.

Claro que isso se deve ao gigantismo da ABInBev, que se vale do seu imenso esquema de distribuição mundial, logística que permitiu trazer essas belgas aos preços ultra-acessíveis que hoje são praticados. São três os estilos da breja encontráveis por aqui:

LEFFE BLONDE – Do estilo belgian blond ale, com 6,6% de graduação alcoólica, apresenta coloração dourada, com um creme denso e persistente. No aroma, marcante — e deliciosa — presença do cravo, além de notas de damascos e frutas cristalizadas. O sabor acompanha o aroma, deixando um final doce e muito agradável.

LEFFE BRUNE – No estilo belgian dubbel, a breja tem 6,5% de álcool. Ostenta creme denso e persistente e coloração avermelhada bem escura. No aroma e sabor, muito malte torrado, café, chocolate, fermento de pão e biscoito. Bastante estruturada e complexa, o final é longo e agradavelmente amargo. 

LEFFE RADIEUSE – É a Leffe mais difícil de ser encontrada, mas o leitor pode achá-la em lojas de cerveja na internet e em alguns restaurantes. Do estilo belgian dark strong ale, a breja tem interessantíssimos 8,2% de graduação alcoólica. A coloração é avermelhada translúcida, e o creme é bege-escuro de excelente formação e longa duração. A primeira impressão é de lúpulo e malte, muito bem equilibrados. Após, cravo, frutas vermelhas (possivelmente cereja) e coentro. O álcool se faz presente, mas sem agredir, deixando a impressão de combinação perfeita. Pra mim, a melhor das três.

Preço justo e qualidade indiscutível. Essa é a combinação de razões pelas quais o degustador iniciante pode e deve aproveitar essa lambuja — antes que algum iluminado burocrata da megacervejaria decida aumentar os preços ou, pior, interromper a importação.

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SAIBA MAIS!

 - As Leffe vendidas no Brasil e na Bélgica são as mesmas cervejas? Confira o Teste Cego que BREJAS fez entre os exemplares importados pela ABInBev e outros que trouxemos da Bélgica.

- Já experimentou alguma Leffe? Avalie-a!

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