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Arquivos da Categoria ‘Degustação’
Quarta-feira, 16/Julho/2008

BREJAS já havia degustado a excelente Wäls Dubbel. Agora, lá das bandas de Belo Horizonte, nos chegam mais estes dois estilos da Cervejaria Wäls. Mãos à obra (ou ao copo).
WÄLS PILSEN
Antes de tudo, vamos separar o joio do malte: As cervejas “macro”, que usualmente se toma em boteco, não são tecnicamente consideradas Pilsen. Segundo o BJCP, Brahma, Skol e quetais são Standard American Lagers. O que torna essa breja realmente especial, já que é uma das poucas cervejas nacionais no verdadeiro estilo Pilsen, ou Bohemian Pilsener, a exemplo de brejas tchecas “fundadoras” da variedade, como a Budweiser Budvar e a Pilsner Urquell. Já no delicioso aroma é possível sacar as diferenças. Assomam lúpulo e o malte, além de sugestões de fermento e um leve floral. Na boca, inicia adocicada, refrescante e com evidência de malte. O final, amargo e adstringente, é longo e lupulado. Trata-se de uma excelente breja, plenamente adequada ao estilo proposto, pelo que recebe a nota média 3,43 no Ranking BREJAS, “empatando” com a Dana Bier Cecília Lager como melhor cerveja Pilsen nacional e automaticamente ingressando no nosso panteão das Melhores Cervejas Nacionais.
WÄLS TRIPPEL
Já de início, a breja dá as boas-vindas ostentando um belo creme bege denso, consistente e persistente sobre uma coloração alaranjada levemente turva. No aroma é que está o ponto forte, no qual se apresentam damascos, maltes, leveduras e sementes de coentro. O doce sabor acompanha bem o aroma, com presença de frutas cristalizadas e álcool evidente (9%) que no início parece destoar, mas se encaixa no conjunto ao final da degustação. A carbonatação é alta e o final é longo. No retrogosto, notas levíssimas de tostado. Uma breja notável, que recebe a nota média 3,83 no Ranking BREJAS.
Como sempre, convidamos nossos leitores a dividir suas experiências conosco, escrevendo na área Comentários logo abaixo deste post.
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Domingo, 13/Julho/2008
Em abril 2007, os homebrewers da De Struise Brouwers decidiram juntar todos os seus esforços para elaborar uma “cerveja de exceção” em tributo ao Belgian Beer Festival 2007, do tradicional e americano Ebenezer’s Pub. O desafio levou a equipe da Struise criar uma extraordinária Royal Stout com inacreditáveis 13% de teor alcólico ! O resultado foi tão acertado que a nova Belgian Royal Stout alcançou o topo de renomados rankings de cervejas pelo mundo.

A Black Albert é um pouco difícil de ser encontrada mesmo em importadores especiais ou na Bélgica. A maior parte da produção foi levada para os EUA. Pela internet tudo acaba ficando mais fácil, mas ai você tem que pagar o preço do transporte e dos atravessadores.
A cerveja:
Ao derrubá-la no copo percebemos tratar-se de uma cerveja excepcional. Sua aparência é impecável, bem escura e intensa (ela é preta), seu creme consistente e persistente sustenta-se longos segundos sem alterar-se. Seu aroma é muito agradável, e já introduz a força de seu sabor com forte malte, frutas secas, notas florais e suaves toques de chocolate e caramelo.
O primeiro gole é uma surpresa em prazer e sensação. A força do alto teor alcólico chega com personalidade e é deliciosamente bem balanceada no conjunto, deixando para o paladar o melhor da festa, malte com torrado de café e chocolate equilibrado com outras essências, frutas secas, florais. O final longo deixa seguro que o gole foi bem dado e não tarda o desejo de reencontrá-lo. No meio do copo estamos familiarizados e seduzidos por este elixir, seguimos “felizes” até o final com a impressão de que algo importante está acontecendo.
Exageros à parte, a experiência com Struise Black Albert é única. Os homebrewers da Struise acabaram nos presenteando com mais uma cerveja inesquecível, a ser classificada dentre as melhores já produzidas.
Minhas notas: 9 (aroma), 5 (aparência), 10 (sabor), 5 (paladar), 20 (geral). Média: 4,9 … Pode?

Postado por Miga na categoria Degustação | 4 Comentarios »
Sexta-feira, 11/Julho/2008

Nos tempos do Brasil-Colônia (séc. XVII), a coroa portuguesa precisava escoar as riquezas que extraía da região de Minas Gerais para as cidades portuárias e, daí, para a metrópole lusitana. Criou-se, então, a Estrada Real, que passa por 117 municípios e, em seu entorno, acumulam-se inúmeras construções coloniais, igrejas, museus, reservas ecológicas e estações de águas minerais. A fim de incentivar a exploração de todo esse potencial turístico da região foi criado o Instituto Estrada Real, que desenvolve vários projetos nesse sentido.
E o que essa história tem a ver com cerveja? É que recentemente o Instituto lançou um desafio à cervejaria mineira Falke Bier: Pensar um produto que “sintetizasse” essa história. Quebrando as cabeças, a família Falcone, proprietária da cervejaria, logo imaginou que, em lugar dos diamantes que eram transportados à época pela Estrada Real, bem que poderia ter sido a cerveja. Logo se chegou à conclusão que, se assim fosse, o estilo da breja seria o India Pale Ale (IPA), que foi criado mais ou menos na mesma época pelos ingleses, os quais queriam que a cerveja produzida na Inglaterra suportasse sem azedar a longa viagem de navio até as suas colônias nas Índias. Uma vez que o estilo leva mais lúpulo (que é um bactericida natural) e o teor alcoólico é um tanto mais elevado, com certeza, se de cerveja gostassem, esta seria a breja que os portugas transportariam pela longa Estrada Real até a sede do Império, sem estragar.
BREJAS foi convidado a participar de uma degustação da primeira brassagem da Falke India Pale Ale (como foi noticiado neste post), que deverá ser lançada no mês de agosto. Submetida ao paladar dos Confrades brejeiros, a cerveja obteve a nota média 3,72 (entenda aqui o nosso critério de avaliação), rivalizando em pé de igualdade com outras ótimas IPA´s rankeadas pelo BREJAS. Lembrando, ainda, que se trata da primeira “leva”, e a fórmula ainda pode ser aperfeiçoada antes do lançamento oficial.
A coloração é âmbar-escura translúcida e o creme bege e consistente, embora pouco persistente, deixa uma fina camada perene. No aroma, como era de se esperar dentro do estilo, presença constante e perfumada do lúpulo, além do fermento de pão e do malte-caramelo. Muito bem encorpada, de textura cremosa e carbonatação média/baixa. A presença alcoólica (7,5%) em nada atrapalha o balanceado conjunto. No paladar, além dos elementos aromáticos, percebe-se um leve sabor frutado que remete a cerejas. O final, embora não tão longo quanto desejaríamos, é agradavelmente amargo e deixa um resíduo de biscoito.
Reconheça-se o admirável e apaixonado trabalho da família Falcone no crescente ambiente cervejeiro brasileiro, a qual já tinha emplacado a sua Falke Tripel Monasterium, relacionada pelo BREJAS como uma das treze Melhores Cervejas Nacionais. A soldadesca lusitana, se de cerveja gostasse, se esbaldaria a bordo da Falke India Pale Ale.
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Quinta-feira, 10/Julho/2008

De acordo com a lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda, a Dama do Lago (ou Fada Vivianne) é uma das sacerdotisas do Reino de Avalon. Filha de Diana, a ninfa dos bosques, a Dama tinha a nobilíssima missão de entregar Excalibur, a espada mágica, ao próprio Rei Artur.
Em novembro de 2007, a cervejaria Eisenbahn teve a feliz idéia de promover o Concurso Mestre Cervejeiro, que premiaria o primeiro colocado com a produção, na fábrica, de 3 mil litros da sua própria cerveja caseira. O campeoníssimo foi o cervejeiro carioca Leonardo Botto, que engendrou a fórmula desta excelente breja do estilo Belgian Dark Strong Ale, que empresta o nome da fada mitológica.
Os Confrades do BREJAS foram “convocados” ao Bar do Italiano, o primeiro estabelecimento a receber a breja, para degustar e avaliar a Dama, que começa hoje a ser vendida ao público.
De coloração acobreada e levemente turva, a cerveja forma um creme denso, de bolhas grandes, que se desvanece com rapidez. No aroma bastante complexo e levemente tostado, aparece o caramelo, o fermento de pão e uma leve sugestão de cerejas. O sabor, em linhas gerais, acompanha o aroma, apresentando ainda toques amadeirados e de ameixas. A carbonatação é média/alta, o amargor é médio, e o alto teor alcoólico (9%) se insere muito satisfatoriamente no balanceado conjunto. O longo e excelente final é seco, convidando ao novo gole, turbinando, assim, a drinkability da breja.
O desafio do cervejeiro em fazer uma breja neste estilo foi plenamente alcançado, com louvor. Para se ter uma idéia da responsabilidade do Leonardo Botto, basta dizer que o estilo Belgian Dark Strong Ale agrega algumas das melhores cervejas do mundo segundo o Guia de Estilos do BJCP (veja AQUI o que é isso), e possui representantes peso-pesado a exemplos das belgas trapistas Rochefort 10 e Westvleteren Abt 12.
Em função do feriado de quarta-feira no Estado de São Paulo, os demais Confrades do BREJAS, viajandões, não puderam comparecer ao Bar do Italiano, no que a avaliação da Dama foi feita, por enquanto, apenas por este escriba. A breja amealhou a excelente nota 4,0, sendo 8 de Aroma, 3 de Aparência, 8 de Sabor, 4 de Paladar e 17 de Overall (veja e entenda o critério de avaliação AQUI).
Mas, caso o leitor queira degustá-la (e recomendo fortemente que o faça), precisa correr. A Eisenbahn só produziu cerca de 6 mil unidades, e não se sabe se a breja integrará, futuramente, a linha de produção da cervejaria. O preço médio da Dama, nos bares, é de R$ 32,00 pela garrafa de 370ml.
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EM TEMPO: Os Confrades do BREJAS foram convidados, pela assessoria da Eisenbahn, a participar da festa de lançamento da Dama do Lago, que acontecerá hoje, 10, às 20 horas, no Bar FrangÓ, na capital paulista. Vamos fazer o possível para aparecer por lá.
Postado por Mauricio Beltramelli na categoria Notícias, Degustação | 18 Comentarios »
Domingo, 6/Julho/2008
Nesses últimos dias, sempre no agradabilíssimo Bar do Italiano, em Campinas (SP), provei cinco versões da cerveja Bamberg, produzida em Votorantim (SP): Pilsen, München, Weizen, Alt e Bock. Seguem abaixo minhas impressões particulares sobre cada uma:

Bamberg Pilsen: típica pilsen nacional, com sabor e aroma relativamente fracos. O fermento e o malte são evidentes, mas senti falta de mais lúpulo. O creme não é denso, nem persistente. No conjunto, ela é agradável, mas não se destaca. Trata-se de uma pilsen mediana. Nota 2,0.

Bamberg München: coloração marrom avermelhada, com um creme nem denso, nem persistente. Não se trata de uma cerveja encorpada, mas de qualquer forma ela é agradável. Presença de malte torrado, caramelo e lúpulo. Boa drinkability. Nota 2,8.

Bamberg Weizen: coloração âmbar, com um bom creme, consistente e persistente. Notas de banana e tutti-frutti, bem harmônicas. Consistência cremosa, valorizando o equilibrado conjunto. É das melhores weiss nacionais. Nota 3,3.

Bamberg Alt: coloração marrom avermelhada (cor de uísque), com um creme fraco, que não se mantém. Aroma e sabor maltado (malte torrado), com discreta presença de lúpulo. Poderia ser mais encorpada. Nota 2,3.
Bamberg Bock: coloração marrom avermelhada, com um creme razoável. Notas de malte torrado e lúpulo, este discreto. Final levemente amargo. Carbonatação média. Boa bock! Harmônica, equilibrada e drinkable. Nota 3,2.
Se alguém já experimentou essas cervejas, sinta-se convidado a comentar o post para concordar ou discordar.
Postado por Daniel Calichio na categoria Degustação | 2 Comentarios »
Quinta-feira, 26/Junho/2008

Manhã gelada de final de novembro, no S-Bahn (metrô de superfície) que nos levava, este escriba e o Confrade brejeiro Daniel Calichio, ao aeroporto Josef Strauss. Distraídos, passamos a observar a placa com o itinerário e o nome das estações. Foi quando vimos o nome da cidade de Freising, e nos espantamos com a sua proximidade de Munique. Dava até pra ter visitado a cidade bávara que abriga a Weihenstephan, simplesmente a cervejaria em atividade mais antiga do mundo, fundada pelos monges beneditinos em 1040.
Os cervejeiros mais antenados já estão familiarizados com as Weihenstephaner, especialmente as Hefeweissbier e a Hefeweissbier Dunkel, as quais já freqüentavam as prateleiras dos melhores supermercados e empórios há anos. Pois em março de 2007 a cervejaria lançou na Alemanha a Vitus, breja do estilo Weizenbock, que agora aporta no país. Uma vez que se trata de uma cerveja forte, para ser apreciada nos meses mais frios, escolhi o bar Beija Flor, no clima invernal e serrano de Monte Verde (MG), para degustá-la.
Deitando a breja ao copo, vem a primeira surpresa: Cadê aquele líquido escuro-avermelhado típico das Bocks? A Vitus apresenta uma coloração dourada intensa e turva. O creme é de responsa, branco, denso e medianamente persistente. O aroma é uma mistura agradável de fermento de pão e cravo. Mas é na boca que a cerveja mostra a que veio.
A segunda surpresa é que o relativamente alto teor alcoólico (7,7%) não fica nada agressivo, inserindo-se perfeitamente no conjunto e imprimindo o belo caráter que a breja ostenta. No paladar, mais fermento e presenças marcantes de cravo e banana. O final é longo e levemente amargo. Uma senhora cerveja, obtendo a respeitabilíssima nota média de 3,83 no Ranking BREJAS.
A Weihenstephaner Vitus Weizenbock pode ser encontrada no Brasil nos empórios, bons supermercados e lojas virtuais de cervejas pelo preço médio de R$ 12,00. E uma última informação: Nem toda cerveja Bock tem obrigação de ser vermelho-escura. O Guia de Estilos do BJCP (veja AQUI o que é isso) enumera pelo menos dois estilos de cervejas Bock que podem ser claros: a Maibock e a Helles Bock. Mas, sobre essas brejas, falaremos noutra hora…
Postado por Mauricio Beltramelli na categoria Degustação | 5 Comentarios »
Domingo, 15/Junho/2008
Cerveja pilsen – 4,7% - Brasil
A cerveja Nobel é uma típica pilsen nacional. De coloração amarela clara, fica bonita na tulipa, mantendo por muito tempo a subida das bolhas. O creme inicial tem tamanho médio que diminui logo, mas permanece uma fina camada que não acaba antes do líquido.
O paladar tem corpo leve para médio, com textura aguada e carbonatação média. Para os mais atentos surge um sabor levemente adocicado, com final pouco amargo e de curta duração.
Com aroma comum de malte, falta um lúpulo mais marcante.
Tem rótulo discreto e bonito, com um lacre que dá um diferencial na aparência. É muito parecida com as pilsen nacionais, mas com certa personalidade. Percebe-se que é produzida com os cuidados necessários das cervejas que querem ganhar mercado, com produtos de qualidade na produção da bebida.
Minhas notas foram:
Aparência: 2
Paladar: 2
Sabor: 4
Aroma: 3
Geral: 10
Total: 2,1
Seu site é muito bonito; de acordo com o confrade Cuca, é o mais bonito entre os das cervejarias nacionais. Não trás muitas informações relevantes sobre a cerveja, infelizmente. Mas fala sobre a origem e a história da fábrica da cerveja Nobel, que hoje pertence ao grupo Schincariol.
Gostaria de saber dos confrades que a tomam regularmente suas opiniões a respeito dela. Concordem, discordem, mandem seus comentários.
Grande abraço a todos!
Postado por Menke na categoria Degustação | 5 Comentarios »
Domingo, 8/Junho/2008
De Genebra, na Suíça.
Nada mais interessante e agradável do que conhecer a região onde é produzida a mais famosa dentre todas as Trappistenbiers. Entre florestas que dividem a região sul belga com o nord français esta localizada a região de Chimay, rodeada por vilarejos como Forges, Baileux, Bourlers, e onde se encontra o Auberge de Poteaupré, excelente ponto de partida (e de chegada!) para explorar e degustar esta saborosa região.

Aqui encontrei toda a produção trapista da Abadia de Scourmont que fica a não mais do que 300 metros dali. Queijos , patês, licores e, é claro, a cerveja! Aproveitei então para experimentar os dois tipos de cervejas on tap oferecidas pelo estabelecimento.
- A Chimay tripel 8% “na pressão” é algo realmente raro e é encontrada apenas na região, curiosamente chamada de blanche pelo serviço da casa. Sua versão on tap é deliciosa e para mim muito próxima da versão garrafa, porém com mais frescor e talvez menos intensidade, características normais das versões em pressão.

- A segunda cerveja na pressão servida pela casa é a Chimay Spéciale Poteaupré, exclusivamente produzida e vendida ali, servida em copos estilo tulipa.

Com 4,5% de volume alcólico, é uma cerveja puro malte, de cor dourada e levemente turva, mais fraca e um pouco menos intensa que a primeira, ideal para dias de calor no terraço do albergue.

No cardápio encontra-se também a já comentada fórmula triple dégustation, com a qual se pode provar os três tipos de cerveja. Existe também a fórmula dégustation mixte, que alterna cervejas e queijos. A mais completa é a chamada la totale, um carrossel completo com as três Chimays, mais a Spéciale Poteaupré e os quatro tipos de queijos mais tradicionais da casa. Quer mais ?
Não preciso reforçar que, na lojinha da entrada, encontram-se todos os tipos da cerveja em garrafas pequenas e as três versões garrafas grandes com rolha, alem de toda a gama de produtos e acessórios Chimay. Toda esta produção é feita pelos monges trapistas da Abadia de Notre Dame de Scourmont que estabeleceu-se na região em 1850 e logo já foi conhecida pela sua produção de queijos e cervejas.

É possivel entrar no jardim central da Abadia e visitar a igreja que ali se encontra.

A região é realmente agradável e a própria localidade de Chimay também vale a pena ser visitada. Além de tradicionais estabelecimentos entre cafés, restaurantes e bares, existe ali o Château de Chimay, e sua visita proporciona um mais amplo conhecimento da história da região.

Logo na entrada da cidade, a mensagem de “bem-vindo”.

Postado por Miga na categoria Viagem e Cerveja, Degustação | 1 Comentario »
Segunda-feira, 2/Junho/2008

A microcervejaria De Struise Brouwers, da abençoada região belga de Flandres Oeste, ainda é desconhecida pela maioria dos sites e blogs cervejeiros nacionais. Em contrapartida, na Europa, a Struise vem sendo incensada e considerada talvez a melhor surpresa cervejeira dos últimos anos.
“Struise” vem do inglês sturdy (resistente). O termo define bem os quatro amigos homebrewers Phil, Peter, Carlo e Urbain, que há cerca de 8 anos dedicavam-se à produção de poucos litros para consumo pessoal. O produto era excepcional, mas faltava capital para alavancar um possível negócio. O jeito foi “alugar” um espaço na Brasserie Caulier, uma cervejaria próxima, onde permaneceram fabricando as Struise por três anos.
Em 2006, com o aumento significativo da demanda e da produção, os quatro resistentes tomaram a decisão de alugar espaço numa cervejaria mais ampla. A escolha recaiu na Deca Services, localizada muito próxima da Abadia de St. Sixtus, onde os monges continuam placidamente a produzir a mítica Westvleteren. O mais espantoso é que, mesmo com o repentino sucesso, os quatro amigos ainda exercem as suas próprias profissões, dedicando-se à arte cervejeira apenas em regime part-time.
É difícil encontrar o set de rótulos da Struise mesmo estando na Bélgica. BREJAS já havia degustado e avaliado a extraordinária Pannepot (veja AQUI), que hoje ocupa lugar de destaque entre as nossas cervejas “Top 50″. Nesta última viagem em terras de Flandres, deitamos mão na Rosse, belgian pale ale a qual, se não possui a força da primeira, impressiona pela leveza aliada a um paladar levemente seco.
A coloração é alaranjada. O creme bege é bastante consistente e medianamente persistente. De baunilha é o forte e agradável aroma. Na boca, a alta carbonatação é de textura macia e não compromete. No paladar, mais baunilha e um toque de maçãs verdes confere um surpreendente frescor. No acabamento, uma suave sourness e um leve amargor.
A Rosse, que possui uma graduação alcóolica de 5%, merecia um pouco mais de álcool de forma a igualar o corpo ao aroma. Todavia, trata-se de mais uma demonstração da excelência da Struise, uma das brasseries artesanais belgas ainda resistentes nesse mundo cada vez mais assediado pelas megacervejarias.
Minhas notas: 8 (aroma), 4 (aparência), 7 (sabor), 3 (paladar), 17 (geral). Média: 3,9. Veja e entenda o critério de avaliação AQUI.
Postado por Mauricio Beltramelli na categoria Degustação | Nenhum comentario »
Terca-feira, 20/Maio/2008
Trago à discussão um tema que considero oportuno: o quanto que a data de validade influi no desempenho da cerveja.
Particularmente, revelarei duas experiências recentes que tive.
A primeira, há cerca de três semanas, trouxe um resultado negativo. Abri uma De Koninck Winter Koninck (belga) vencida em novembro/2007. De início, ela apresentou sua bela coloração, um excelente creme e um aroma muito bom. Tudo aparentemente normal. O problema apareceu quando ela foi levada à boca: ela estava completamente azeda. Azeda de doer! Foi a garrafa toda para a pia… Sem chance… Interessante é que tudo parecia normal, estando apenas o sabor e o paladar seriamente prejudicados. Confesso que havia um depósito de sedimentos um pouco mais volumoso no final da garrafa, mas não acredito que isso tenha sido o problema. Enfim, uma pena.
Hoje, no entanto, voltei a experimentar uma cerveja vencida. Dessa vez rolou uma Backer Trigo (brasileira) vencida em agosto/2007, ou seja, um pouco mais velha que a De Koninck. Para a minha sorte, o resultado foi muito satisfatório. Ela estava absolutamente normal, inclusive com o aroma mais evidente que em outras ocasiões. Show de bola!
Já andei tomando Skol, Brahma e Itaipava com data vencida, mas, talvez por se tratarem de cervejas niveladas por baixo, seja um pouco mais difícil de se constatar algo estranho no seu desempenho, que já é bem fraco.
Pergunto a você: já tomou uma breja vencida? Como ela se saiu?
Postado por Daniel Calichio na categoria Degustação | 6 Comentarios »
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