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A sua cerveja predileta pode ser chamada de “artesanal”?

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ba_logoCervejeiros americanos definem critérios para denominação de cervejarias artesanais

Em artigo publicado ontem, 3 de janeiro, o conselho de diretores da Brewers Association, entidade que representa a maioria dos cervejeiros americanos, definiu que “pequenas” cervejarias são, a partir de agora, aquelas que produzem até 6 milhões de barris por ano. A quantidade de volume significa um grande aumento dos parâmetros já que, na definição em vigor até então vigente para o país, eram apenas 2 milhões de barris/ano.

A mudança do termo possui objetivos tributários. “Trinta e quatro anos se passaram desde que o diferencial de impostos para pequenas empresas cervejeiras originalmente definia pequenas cervejarias como aquelas que produziam menos de 2 milhões de barris”, disse Nick Matt, presidente do conselho de diretores da Brewers Association. “Muita coisa mudou desde 1976. A produção conjunta das cervejarias dos EUA cresceu de 45 milhões para 300 milhões de barris anuais.”

A preocupação se justifica quando se constata que a maior cervejaria artesanal americana, a Boston Brewing Company, está no limiar de ultrapassar a marca dos 2 milhões de barris/ano. Trata-se de mais uma demonstração da representatividade que os cervejeiros artesanais americanos possuem quando chega a hora de pleitear junto ao governo impostos mais justos.

Já por aqui em terras brasileiras, a despeito dos heróicos esforços dos proprietários de algumas microcervejarias, o setor continua desunido e com poder de influência política praticamente nulo. O resultado é que a carga tributária aos pequenos cervejeiros é ainda mais alta do que para as megacervejarias, refletindo na inviabilidade financeira de muitas empresas. As que sobrevivem, em função dos insumos mais nobres — e mais tributados –, são obrigadas a aumentar seus preços ao consumidor. Todo esse círculo vicioso deixa cada vez mais impraticáveis, no Brasil, os objetivos da boa cultura cervejeira em beber menos e melhor.

O que é ser “artesanal”

A Brewers Association possui definições acerca do termo “cervejaria artesanal” no país, promovendo o que se chama de Nova Escola Cervejeira Americana

  • Cervejarias artesanais são, obrigatoriamente, pequenas cervejarias.
  • A marca das cervejarias artesanais é a inovação, ao interpretar estilos históricos com características únicas e desenvolver novos estilos de cervejas.
  • As cervejas artesanais geralmente são elaboradas com ingredientes tradicionais (como a cevada maltada); ingredientes “não-tradicionais” são muitas vezes adicionados à cerveja artesanal para realçar seu caráter distintivo.
  • Cervejarias artesanais tendem a ser muito envolvidas em suas comunidades através da filantropia, doações de produtos, voluntariado e patrocínio de eventos.
  • Cervejeiros artesanais adotam abordagens individuais e personalizadas para conectar-se com seus clientes.
  • Cervejarias artesanais mantém a crença na independência.

Discovery Channel vai estrear série sobre cerveja

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Sam Calagione, da DogFish Head Brewery (EUA): Estrela de nova série cervejeira

Sam Calagione, da DogFish Head Brewery (EUA): Estrela de nova série cervejeira

A cerveja é a bebida das massas. Se você olhar para um copo de cerveja, você pode vislumbrar o passado, o presente e o futuro da humanidade. Cícero elogiou-a, Gengis Khan lutou por ela, e agora o canal Discovery Channel a comemora com a série mundial Brew Masters (Mestres Cervejeiros) explorando a história, a cultura e a variedade da cerveja.

O protagonista dos programas será Sam Calagione, dono da Dogfish Head Craft Brewed Ales, estabelecida em Rehoboth Beach, Delaware (EUA), uma das mais inventivas cervejarias artesanais da Nova Escola Cervejeira Americana.

Na série, Calagione viaja pelo planeta mostrando a diversidade do mundo cervejeiro. Em alguns programas, ele é acompanhado pelo arqueólogo Pat McGovern, especialista em “recriar” cervejas antigas a partir de escavações em sítios milenares (veja mais sobre isso aqui).

“Juntos descobriremos a fascinante história humana da fabricação da cerveja e o papel que ela desempenhou na construção de civilizações”, pontificou Clark Bunting, presidente do Discovery Channel.

A série mundial Brew Masters estreia no dia 21 de novembro. Para deixar o leitor com (mais) água na boca, assita ao trailer:

Fonte: Brewers Association

Cervejas de inverno americanas no Brasil

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BrooklynMonsterAle

Pra muito brasileiro, o conceito de cerveja sazonal ainda é meio vago. Algumas tentativas da grande indústria já foram feitas — destaque seja dado à boazinha Kaiser Bock –, mas o que predomina no mainstream é ainda a mesma pale lager de sempre, seja qual for a estação do ano ou a festa a ser comemorada.

A exceção, como sempre, fica por conta das cervejas artesanais especiais. No Brasil, a Cerverjaria Bamberg assume amiúde desafios, lançando as sazonais Bock e Alt, sem falar na Saint Nicholas, comemorativa ao Natal de 2009, e que se espera seja repetida nesse ano. Antes delas, as Baden Baden Celebration Inverno, Verão e Christmas Beer já davam suas caras ao raiar das estações.

Agora chegou a vez dos brasileiros experimentarem as brejas artesanais sazonais da Nova Escola Cervejeira Americana. Estão desembarcando por aqui, pelas mãos da  importadora Brazil Ways, duas imperdíveis cervejas da Brooklyn Brewery, bastante alcoólicas e complexas, ideais para apreciar neste inverno. Vamos às mocinhas novaiorquinas:

Brooklyn Monster Ale

Seguindo a tradição das barley wines lupuladonas das novas artesanais do Tio Sam (a Flying Dog Horn Dog está aí e não me deixa mentir), essa “monstrinha” é de responsa. Contrariando a escrita do estilo, o creme é denso e persistente, coroando o líquido ocre. No aroma, uma festa de nozes, madeira, vinho do Porto, cassis e frutas vermelhas, especialmente cerejas. O lúpulo Cascade se faz sentir, mas menos assertivamente. Na boca, o dulçor dos maltes domina as sensações, formando um corpo licoroso e aveludado. A potência alcoólica se faz sentir tanto no aroma quanto no sabor, produzindo uma agradável sensação quente. A surpresa vem com o seco do final, quebrando o dulçor que parecia excessivo. Segundo a cervejaria, a breja tem estrutura para evoluir na garrafa ao longo do tempo. Definitivamente uma grande cerveja, ideal para ser apreciada com calma e em copos de boca larga, a fim de sentir-se seus complexos aromas durante a degustação.

Brooklyn Black Chocolate Stout

BrooklynBlackChocolate

Imperial stout soberba! No copo, ostenta líquido de aparência preta opaca e viscosa, encimado pelo creme bege-escuro consistente e persistente. O aroma se sente de longe, com notas assertivas de café, chocolate, tostado, toffee, marshmallow e um tanto de álcool. Curiosamente, no riquíssimo sabor, vêm também leves mas detectáveis toques de frutas vermelhas, especialmente cerejas ao marasquino. O chocolate amargo, porém, domina o paladar, carregando sensações de cappuccino. A carbonatação é de moderada a leve, e embora se trate de uma breja bastante complexa, a drinkability é muito boa. Deixa, ao final, o doce do malte emulando o chocolate amargo. Dá pra imaginar a harmonização com um tiramisú, e tem-se aí o nirvana.

Onde encontrar

As brejas invernais da Brooklyn Brewery podem ser degustadas nos bares de cervejas especiais — no Bar Brejas, casa controlada por este site, já tem! Como todas as sazonais, são produzidas em edições limitadas, pelo que convém ao caçador de cervejas não dormir no ponto, caso contrário, só no ano que vem…

Pra arrematar, acompanhe no filme abaixo a visita que fiz à Brooklyn Brewery em março de 2009:



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