Cerveja diferente de tudo que já tomei. O aroma tem predominância de banana, e é bem definido. A coloração é tipica weizen: turva, com um dourado opaco. O creme é denso, persistente e a carbonatação é alta. Deve-se colocar com cuidado no copo, ou o creme toma conta. O paladar tem abacaxi muito pronunciado, além de cravo e banana em menor proporção. O álcool é bastante presente, mas agradável, em contrapeso com a doçura da banana e do abacaxi. Cerveja complexa ao extremo.
COR: dourada, turva.
ESPUMA: branca, aerada, média formação e sustentação.
AROMA: lúpulo, frutado intenso, frutas tropicais, frutas cítricas, herbal, floral, malte, caramelo, bala de leite.
SABOR: lúpulo, frutado intenso, frutas tropicais, frutas cítricas, flores, amargor intenso, álcool, acidez, salgado. Final seco e ácido.
Não me recordo de já ter bebido uma cerveja que fosse fruto da parceria entre cervejarias distintas. Nada mal começar avaliando a união entre a americana Brooklyn e a alemã Schneider, ricas e inovadoras, com receitas maravilhosas e muito benquistas no mundo cervejeiro. No gargalo, antes de derramá-la ao copo, os apressadinhos poderão já sentir a forte carga lupulada de notas cítricas e um frutado intensos. E no copo o seu visual apresentado foi de uma cor dourada e turva, lembrando gema de ovo da roça, quase alaranjada, acompanhada de uma espuma de cor branca, aerada, bem criada no topo, sem sacrifício, e de relativa sustentação, mas com bolhas irregulares entre si, que termina com um dedo de camada até o fim. O aviso de “minha lupulada” não é à toa, arrisco dizer que é uma das cervejas mais cheirosas que já experimentei, parecia estar perto de uma barraca de frutas na feira livre, tão intensa as notas de frutas tropicais amarelas e cítricas, como manga, maracujá, nêspera, carambola, pêssego, damasco, limão siciliano, abacaxi, laranja. Um perfume ora soando ácido, ora cítrico, ora adocidado, ora salgado, intensamente frutado, verdadeira salada de frutas. Embora mais leve, o presente toque do lúpulo herbal trazia uma carga de erva cidreira, capim limão e eucalipto. O lúpulo floral também podia ser sentido, completando o buquê, onde se percebiam notas terrosas e de flores do campo. Quase de domínio exclusivamente lupulado (100% lúpulo?), as notas maltadas do caramelo e bala de leite eram notadas, mas discretíssimas. O resumo final do aroma era uma visita a uma colheita numa fazenda e seus pés de árvores de variadas frutas, com elas sendo extraídas na hora, maduras, com o cheiro muito vivo, real e fresco. Seu sabor dava continuidade a essa carga frutada, já bem manjada no aroma, que também era intensa, presente e perceptível, porém era interessante como seu sabor tinha um toque de sofisticação e delicadeza como se mastigássemos não, mas sorvêssemos pétalas de flores como gerânios e lírios. Em seguida seu amargor e teor alcoólico elevados cortavam toda essa singeleza e mostravam a potência e picância que ela trazia, quase um “bem-vindo a selva”. Cara de surpresa por uma cerveja trazer, numa só, disparidades do céu ao inferno, da pluma à força bruta. Seu sabor seguia com acidez e salgado moderados, coadjuvantes envoltos nesse sabor altamente perfumado e terminava seca e ácida, grudenta nas gengivas. Essa cerveja me provocou um prazer tão intenso, uma felicidade instantânea e uma urgência de mudança enorme (depois dela não dá vontade de beber mais nenhuma porcaria), que até então posso afirmar com toda a certeza tratar-se da melhor (ou uma das, vá lá!) cerveja(s) da minha vida. A vontade de dar nota alta em tudo fez coçar o dedo no mouse.
Essa Schneider, "Minha Lupulada", ja demonstraria o caminho que ela busca trilhar. Por ser primeira vez que degusto uma cerveja desse estilo, fica dificil de dar uma nota; mas busquei enveredar minha avaliacao entre weizenbocks, Doppelbocks e IPAs(!), talvez mesmo pela sensacao ter passado por todas elas. Ja adianto que foi uma sensacao muito boa, muito boa cerveja!!
Ao abrir a bela garrafa o aroma ja impressionou. O lupulo citrico, lembrando laranja foi surpreendente: espalhou-e pela minha sala!
Ao deita-la no copo, a coloracao alaranjado-escura foi, apos ter decantado, tornando-se ocre. Seu creme, bem firme, ao contrario, era claro, quase branco. Apresentou-se completamente turva.
O aroma, como ja mensionado, citrico muito forte,lembrando laranja. Tambem mostrou algo herbaceo e fermento.
Na lingua, mostrou-e bem encorpoada e macia.
O sabor, fantastico! Um inicio bem amargo, leve azedinho citrico de laranja madura. Aos pouco sentia-se um leve adocicado, que dava espaco a um final picante de gengibre. Seu final mostrou-se longo e agridoce.
Estilo muito complexo, que me cativou. Uma cerveja de mistura de escolas, excelentissima!