"Antarctica" - uma das mais populares marcas de cerveja do Brasil. No ano 2000 se fundiu com sua maior concorrente - "Brahma" - dando origem a "Ambev". O que poucos talvez saibam é que lá no início - em 1885 - a "Antarctica" era apenas um matadouro de porcos.
Localizado no bairro da Água Branca, em São Paulo, o matadouro, de propriedade de Joaquim Salles (além de outros sócios), contava com uma fábrica de gelo com capacidade ociosa. E foi justamente essa fábrica de gelo que chamou a atenção do alemão Louis Bücher, quem desde 1868 detinha uma pequena produção cervejeira. Assim, os empresários vieram a se tornar sócios, fundando, em 1891, a "Companhia Antarctica Paulista".
Primeira cervejaria brasileira a trabalhar com cervejas de baixa fermentação, a "Antarctica" passou os primeiros anos não só fazendo bebidas (incluindo refrigerantes), mas também vendendo banha, presunto, gelo e prestando serviços de assistência para câmaras frias.
Durante o século XX expandiu-se drasticamente, eliminando a concorrência com sucessivas aquisições de cervejarias menores. Hoje, através da "Ambev", pertence ao maior conglomerado de cervejas do mundo (AB Inbev) o qual, de certa forma, ajudou a criar.
ANTARCTICA CRISTAL
Lançada em 1991, a "Antarctica Cristal" foi a primeira cerveja brasileira a ser comercializada em garrafas transparentes. Trata-se se um 'Standard American Lager' um pouco mais alcoólica e encorpada do que sua versão padrão. O rótulo, produzido em João Pessoa (PB), é provavelmente distribuído com regularidade apenas na região nordeste.
Líquido amarelo pálido, brilhante, formando um dedo de espuma fugaz.
Aroma apagado de malte e lúpulo com leve acidez e significativa presença de 'DMS'. Notas de fubá e polvilho azedo chamam a atenção. Ruim.
Na boca, moderado dulçor com ecos de maltose confere corpo um pouquinho mais avantajado do que em sua versão comum. Nuances de polenta e cereal matinal surgem entremeadas por discreto floral. De amargor nulo, cabe à alta gaseificação disfarçar a doçura, propiciando um equilíbrio mínimo.
Típica cerveja pra ser consumida abaixo de zero e de preferência no bico. Em muitos aspectos me lembrou a "Miller Genuine Draft" - e talvez tenha sido este mesmo o objetivo. Vale pela curiosidade.
Por incrível que pareça essa é uma Cerveja de milho que superou as minhas expectativas.
Comprei achando que ia dar um tiro no pé mais fiquei surpreso, pois ela tem um sabor agradável, razoávelmente leve com um notável aroma. Não tomei muitas e pretendo degusta-la mais vezes parea poder sentir as suas características com mais precisão.
É Claro que é mais uma daquelas Cervejas comerciais, fábricadas com cereais não maltados ( farinha de Arroz, Milho, etc) Que só Fazem empaxar a nossa barriga. Porém se comparada a qualquer skol ou Bohemia da vida, ela está acima da média.
Amarelo palha na taça, transparente e brilhante. Aroma de milho e cereais.
Fez uma espuma branca e baixa, mas com auréola persistente.
Na boca é muito leve e refrescante. Por sua proposta, é até bastante equilibrada. Destaque para o lúpulo, um pouco mais acentuado do que a Antarctica comum. Carbonatação média.
Infelizmente, no retrogosto senti aquele azedinho (off-flavors), sal ou vinagre que não é legal!
Experimentarei outras pra confirmar...