A lendária Caracu merece um reconhecimento. Ela se arrsicou. E se manteve.
No Brasil, ela é a uma doce negra perdida no meio de loiras aguada, há mais de 100 anos. É uma stout, forte, seca, saborosa e baratinha, mas tem seus defeitos. E estes apagam sua ousadia e persistência (resistência ou sobrevivência).
Caracu venceu o preconceito assumindo-se "cerveja escura" e adocicando-se demasiadamente. Mesmo com seu corpão negro, que era raridade, foi rodar a bolsa na rua, abaixou o preço, exagerou na maquiagem e assim manteve um público. Curiosos, fetichistas e admiradores. Machos, tourões, essa era a sua cerveja!
Hoje as negras desfilam por aí, lindamente e livremente, sem precisar chamar a atenção de modo escandaloso. Quem não se lembra das propagandas televisivas da Caracu? E as piadas? Virou lenda sim.
Mas a nossa cultura está agregando ao seu paladar a cerveja de qualidade, a cerveja de verdade.
E Caracu deixará de ter seu valor.
É o fim, mas é só o começo.