Eis que eu tenho a oportunidade de degustar mais uma breja dessa cervejaria que só me faz acreditar cada vez mais que o Brasil tem sim, potencial para produzir grandes cervejas para bater de frente com os europeus e americanos da nova escola.
A Wäls Petroleum é uma breja viscosa, "densa" e licorosa, absurdamente negra. Diria que ela chega a ser sedosa. Além disso, é possível notar partículas claras (fermento) depositadas ao fundo do copo. O creme na cor caramelo formado é abundante no início, espesso, mas de persistência mediana. O aroma abre com notas adocicadas de chocolate ao leite em contraste com um torrado intenso, típico de café. Após a temperatura subir, notei também um fundo amadeirado de carvalho e aroma de cachaça!O paladar, por sua vez, me pareceu um pouco desequilibrado. A torrefação me pareceu excessiva, pois o sabor do café sobressai, e muito, a levíssimo dulçor de chocolate que eu tanto esperava. Além disso, o álcool é evidente, embora isso não atrapalhe muito. Ponto positivo para o lúpulo, de fácil percepção, caracterizado por um toque herbal muito bom. Final amargo e seco.
Trata-se de uma bela cerveja, com custo x benefício razoável. No entanto, ainda acho que a Quadruppel é a "menina dos olhos" da Wäls.